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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mais direitos perdidos?



Esta é outra medida que vai retirar-nos mais um direito, o direito a concorrer… Se já não concordava com os três anos obrigatórios o que dizer dos quatro…
Veja-se, a actividade lectiva é, no meu entender, muito sui generis, acontece com frequência um docente dar-se mal numa escola, antes era relativamente simples, no final do ano mudava-se de escola e estava o assunto arrumado. Com este modelo fica-se preso a uma escola, agrupamento ou lá o que é por quatro anos, podem ser muito bons, mas também podem ser um verdadeiro inferno… Imagine-se a seguinte situação, que é também muito frequente dentro da nossa classe: um professor anda por aí, é colocado numa escola em determinado lugar, conhece por lá alguém, casa-se e muda-se para lá. Imaginemos que as coisas não correm bem e essa pessoa se divorcia, pergunto é justo obrigá-la a permanecer lá mais dois ou três anos? Aliás, alargo a questão, é justo e benéfico manter alguém numa escola contra a sua vontade? E se o concurso corre mal? Tem que se cumprir uma pena de quatro anos?
Desculpem, mas não concordo e penso que se deveria lutar contra isso… Já me aconteceu, várias vezes, ficar colocado num sítio que não me convinha, cheguei a estar um ano nos Açores por falta de vaga no continente, mas pensava: que se lixe é só um ano… Pergunto, como se sentirão as pessoas que ficarem colocadas a centenas de quilómetros de casa e a saberem que têm que cumprir a pena, que sem culpa nenhuma lhes atribuíram?
Depois, confesso não perceber muito bem qual é a vantagem, abrindo os quadros de escola, só se concorria para as vagas que existissem, quem não quisesse sair não saía, logo a estabilidade do corpo docente estava garantida, como acontecia antes de começarem a fechar os quadros de escola.
Por tudo isto, penso, que uma vez mais, nos estão a roubar os nossos direitos e a ser amesquinhados na nossa profissão.