sexta-feira, 23 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tratem bem os professores... eles começam a ser uma espécie rara em vias de extinção...





Tratem bem os professores… eles começam a ser uma espécie rara, em vias de extinção…
Uns pequenos comentários e um sério aviso.

Retomo um texto que escrevi há quase um ano atrás e que, na altura, enviei para uma série de jornais, revistas e por aí fora sem que ninguém lhe prestasse a mínima atenção. Lembro que, contudo, se estava a falar da implementação das medidas da sinistra ministra ou vice-versa e o assunto bailava, de boca em boca, na ordem do dia. Não me é muito frequente retomar um texto passado e, se o faço, é apenas porque me dediquei a escrever para esta outra forma de silêncio que são os blogues. Confesso que não sou nem sequer um informático medíocre, pelo que tal andava muito longe das minhas ideias vir a fazê-lo, porém, sem saber bem como e com um empurrão. daqui e dali, apareci aqui. Gostaram da rima? Cá estou, então, se calhar a escrever para o boneco, as pessoas ou os portugueses em particular não gostam de ler, pelo que desistem nas primeiras linhas, se fosse um filme talvez esperassem mais um pouco, mas ler… Duvido sejam muitos os que cheguem ao fim deste texto.

Bom, falava na altura sobre os novos critérios de avaliação e os contornos que iam tomando e dizia: é curioso notar este critério de avaliação…. Em bom português é o que se chama escrever a metro ou, se preferirem, mandar palha aos burros que o têm que ler. Gosto sobretudo do passo que exige “uma ou duas personalidades de reconhecido mérito no domínio da Educação”. Que quererá isto dizer? Será ser um político do PS ou de quem quer que seja que ocupe o palanque do poder? Quanto é que essas sumidades irão ganhar? Será que podem ser interrogadas pelos candidatos, para aferirem se esses iluminados leram o trabalho? Mas, e talvez sobretudo, onde é que eles estão? Na família da sinistra ou na independente & Cia a graduarem políticos de (adjectivo a escolher pelo leitor)? Quantos exemplares terão que ser impressos e quem os paga? Mais engraçado que estas questões será esperar pelas respostas que elas terão e que é pena que a sinistra não as tenha desde logo respondido. Contudo, não é de admirar que não o faça pois é o habitual.

Até aqui… dúvidas são dúvidas e já começamos a ver que a montanha pariu um rato, isto é, o único intuito foi meramente economicista, atrasando as progressões nas carreiras, fazendo milhares de colegas mais velhos a pedir a reforma, ainda que com graves penalizações, o que constitui o duplo ganho de penalizar nas reformas e de os fazer substituir por colegas que, não estando na carreira, já que as vagas estão fechadas há anos, ganham pelo mínimo da tabela, vilipendiando a classe e virando a estúpida opinião pública, perdoem-me a franqueza mas não é difícil virar a grande maioria das pessoas contra aqueloutros, que tiveram que os chatear e contrariar para os socializar e dos quais, nestes casos, apenas parecemos recordar as experiências más e esquecer as boas. Pelo que vejo, leio e através disso julgo saber, os nossos chefes mais directos, a sinistra e o gajo que fuma às escondidas (uma vez mais o recalcamento do tempo, que foi o meu, em que se os professores nos apanhavam a fumar era uma chatice) seguem-lhes o exemplo, também o seu percurso escolar é tão dúbio, tão acanhado, tão modesto… Fico por aqui.

O que me assusta verdadeiramente é que, muito em breve, não teremos ninguém que queira ser professor ou então teremos apenas pessoas desqualificadas e inaptas para o serem, os idiotas do costume, isto é aqueles que pensam que os professores ganham muito e não fazem nada, que pensem um pouco… quem é que, no seu juízo perfeito, quer hoje iniciar uma carreira de professor? Quais são os atractivos? Ganhar à volta de cento e poucos contos, ser obrigado a ter uma qualificação académica elevadíssima (e séria…), sujeitar-se a andar de malas às costas mais de uma década e ser insultado e enxovalhado por alunos, pais, políticos e, no fundo, por todos excepto os colegas que os percebem? Quem desconhece poderá dizer que no topo da carreira se ganha muito, o tal 10º escalão, pois bem, não chega a 400 contos, ao fim de mais de 20 anos de serviço, (agora 25 ou mais) acham muito? Qualquer badameco ganha muito mais que isso sem se sujeitar a uma vida de estudo e sacrifícios cada vez mais acentuada. Resultado? Vai-se voltar ao passado em que 90% dos professores estavam de passagem e para quem as aulas eram um biscate para o início de carreira ou um mero entretém. Duvidam? Eu sou desse tempo, quando era aluno os meus professores raramente tinham habilitações profissionais para o serem e só nestes dois anos lectivos e nas turmas em que eu participava como professor saíram inúmeros colegas: ou pediram a reforma, por não aguentarem mais, ou foram curiosos, alguns com muito boa vontade, qualificação e (perdoem-me a expressão nada eduquesa, com muito jeito para ensinar) que foram experimentar e quando viram ao que iam chamaram-nos malucos e foram-se embora. Alguns sem se darem ao trabalho de o comunicar…

Fizeram bem, hoje ser professor raia a idiotia e, nessa medida, talvez a sinistra tenha razão em nos tratar como idiotas. Porém, não esqueçam que os filhos deles terão sempre bons professores e bons colégios, os vossos filhos é que não… acabando a geração que agora está a leccionar não haverá mais pessoas à altura de o fazerem e lembro os mais desprevenidos que formar um professor leva mais de dez anos… não é de um dia para o outro como os ministros e os políticos. Por tudo isto vos digo: tenham cuidado, não se deixem enganar e tratem bem os professores, eles começarão a ser uma espécie rara, em vias de extinção…

domingo, 18 de maio de 2008

NOVA PONTE NA IDEIA DO ENGENHEIRO....




AINDA SOBRE OS CIGARROS DO PINTO de SOUSA...

Lembrei-me, agora, de vos anunciar uma sugestão que me fizeram e que não me pareceu nada mal ... Nada disto se teria passado se o nosso PM saísse por uns momentos, em pleno voo, para fumar o tal cigarro. Creio que os portugueses lhe agradeceriam, a ele e à gravidade...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Que país é este? Ou história de uma progressão na carreira




Atenção, Rectificação!
Afinal o gajo não é quem eu pensava, mas sinceramente já começo a ter dificuldade em discernir no meio desta merda toda. Não é ele, mas certamente é da pandilha e, no meu entender, este sorriso com que ilustro o post é, e será sempre, um verdadeiro paradigma do sorriso sacana...


O Artista é este:


Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação




João Titterington Gomes Cravinho


Nascido em 1964Casado, com 2 filhos
Licenciado e Mestre pela London School of Economics (Reino Unido) e Doutorado pela Universidade de Oxford (Reino Unido)
Investigador Visitante na Universidade de Georgetown, em Washington (Estados Unidos da América)
Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde é docente na licenciatura em Relações Internacionais dessa Faculdade, e coordenador do Programa de Doutoramento em Política Internacional e Resolução de Conflitos
No âmbito da Cooperação para o desenvolvimento foi:
· Coordenador do relatório interministerial do Governo português sobre assistência a Timor-Leste, em 1999
· Trabalhou na Presidência portuguesa da União Europeia de 2000 no âmbito da cooperação
· Presidente do Instituto da Cooperação Portuguesa, em 2001-2002
· Consultor de entidades nacionais (Fundação Calouste Gulbenkian) e internacionais (Comissão Europeia, Banco Mundial) em diversas áreas da cooperação para o desenvolvimento
A sua tese de doutoramento, sobre Moçambique, foi publicada em numerosas revistas portuguesas e estrangeiras (Reino Unido, França, Espanha).
Para além de diversos artigos em revistas de Relações Internacionais, a sua mais importante publicação da especialidade, é o livro Visões do Mundo, de 2002

Funções governamentais exercidas
· Desde 2006-07-03Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XVII Governo Constitucional
· De 2005-03-14 Até 2006-07-03Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XVII Governo Constitucional







Este nome de João Cravinho diz-me qualquer coisa!!!!... Já ouviram falar nele? (sem comentários) Exonera a secretária, mas nomeia-a descaradamente de seguida a ganhar 2300 euros, mais alcavalas. Assim é que é trabalhar com eficiência… No mesmo dia é exonerada, a seu pedido, é nomeada para um cargo (ou o mesmo?), mas muito melhor remunerado…. (vejam bem as datas!) e os números seguidos dos despachos, nem se dão ao cuidado de disfarçar. Assim se contorna a progressão na carreira e se riem de nós...
Podem conferir: Diário da República (2 Série) do passado dia 15 de Abril 2008.









Como podem ver é muito fácil... não é é para todos...








Escolhe antes um frango morto para te ouvir







Um belo dia, um cretino resolveu achar que todos os outros eram suficientemente cretinos, e pelos vistos foram-no, para tolerarem as suas cretinices indefinidamente. Esse cretino, que rebarbado com alguma transmissão televisiva do Clinton, o americano, que corria pelas ruas nas visitas que fazia só para se sentir, ilusoriamente, importante e cuja preguiça intelectual só era ultrapassada pela sua falta de pundonor e responsabilidade ética levando-o, à velha maneira do português saloio a arranjar uma marosca para que lhe chamassem doutor ou engenheiro ou fosse lá o que fosse, pensou que a sua impunidade divina, ainda para mais viajando em pleno céu, era a bastante para comprar os parasitas que o acompanhavam, quais carraças que acompanham o cão que dorme.
Por qualquer motivo que desconhecemos, pelo menos eu, tal já se teria passado anteriormente ou, aliás, era o habitual nas visitas que o ruço do jogging fazia; um dos penduras que o acompanhavam chibou-se e caiu o Carmo e a Trindade… Que não, que não sabia… que continuava a não saber e que se preciso fosse jurava pela mãe e os filhinhos que assim era. Vejamos, um charter (ou voo fretado) não é mais do que um avião normal, apenas com duas diferenças, a primeira que compramos os lugares todos e, neste caso, que não é quem viaja que as paga… É como um táxi. Por ser fretado por mim, não deixa de ser um transporte público e, como tal, sujeito às mesmas leis. Quer agora o cretino fazer crer ao pagode, ao povoléu, que o não sabia? Então, é a prova evidente que mostrou perante o povo que governa, que nem sequer é grande coisa, que não é digno de executar essa missão, não está à altura, já são merdas a mais sempre a bater no mesmo, a ir ter ao mesmo e com o cretino como protagonista…
Finalmente, vem sempre como virgem inocente e humilhada por uns malandros que só querem o seu mal, que não lhe compreendem as falhas e até são de um “calvinismo moral radical.” Pergunto, está-nos o cretino, mentiroso contumaz e compulsivo, a falar de moral? De Calvino? Que sabe o homem disso? Porque não nos poupa a cabeça e escolhe um frango morto para ouvir os seus discursos e dar as suas explicações? Vem de bom sítio, lá teve certamente bons exemplos, mas aqui estamos na Europa, ou pelo menos devíamos estar, e não numa vilória qualquer do interior onde só o abade se peida sem ninguém ouvir e ninguém cheirar.
Além disso, eu também deixei de fumar, há cerca de cinco minutos, e não me ando para aí a vangloriar de uma coisa que faço 30 ou 40 vezes por dia… Senhorzinho… vá e não volte. Se se quiser internar, bem eu dar-lhe-ei 100 motivos mais importantes e válidos para o fazer antes do malfadado tabaquinho. Quanto ao vigilantismo político e o que lhe está associado… o mínimo que eu lhe posso exigir é que se cale e mude o seu escritório para a António Maria Cardoso.
Fume o que quiser, com quem quiser, onde quiser, por onde quiser, mas abstenha-se de falar sobre isso… ou então, repito, escolha um frango morto e fale com ele.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Parte da Cabine dos não fumadores na viagem de Sócrates para a Venezuela




Parte da cabine destinada a não fumadores na viagem de Sócrates para a Venezuela. Subentenda-se, aqui, isto é, local destinado aos que têm que cumprir as regras, o povão que apesar de já ser suficientemente pendura para lá estar, ainda não possui estatuto para fumar, como Sócrates, ministros, etc.

Repetindo "A Verdade dos Factos"






Repetindo "A Verdade dos Factos"


Veio-me a propósito quando andava pelo A Educação do meu Umbigo ver e ter que comentar o artigo que apelava à manifestação de 17 de Maio... Lá deixei: "Quink644 Diz: Maio 15, 2008 at 11:17 am
Não me parece inteligente depois de uma manifestação de cem mil professores, cujo capital e sinergias que criou foram vendidas, alienadas e aproveitadas, sobretudo por essa BESTA NEGRA dos professores que é o mário nojeira, (Não, Não me enganei a escrever… ir fazer seja o que for, pois não terá pessoas suficientes nem para encher a Tendinha…"
Oxalá eu me engane, mas temo bem que não, a não ser que o abjecto nojeira e companhia tenham o dom de se desdobrarem em clonezinhos virtuais e encham, com aqueles olhos esbugalhados de goraz com 5 dias de banca, duas Tendinhas... No meu entender, devemos tirar todo e qualquer protagonismo a esse aldrabão de feira que deve é andar a direccionar os, já supra citados, olhos para o lugar do Valter Lemos e a preparar-se para se apaniguar com o poder como têm feito os espécimes pelágicos oriundos do PC que resolveram vir à tona. Da minha parte, com gajos desses não quero nada nem terão nada de mim, pois mais grave do que nos terem vendido foi o terem-nos feito passar (ainda mais) por parvos aos olhos da opinião pública. Que se faça uma ordem de professores que olhe sobretudo para os interesses da classe e se deixem esses nojeirinhas todos ir comer sardinhas e febras com a labregajem donde emergiram.

Relembrando o assunto editado na página do SPGL, quanto à crónica polémica de Santana Castilho no "Público"resta-me dizer que ela só existe se for para mentecaptos, para mim estou 100% de acordo e nada vejo de polémico, a haver erro será por defeito e não por excesso. Quanto aos dados do dia D, foram a maior vergonha a que assisti… na minha escola, apenas se contaram 20 votos contra, quando eu próprio em mão entreguei um abaixo assinado com quase 70 nomes (perfeitamente identificados) e apenas vi votar a favor os dois membros da mesa, que surgem multiplicados por 3… Estão bons uns para os outros, mentirosos com mentirosos. É consensual, em todas as pessoas que conheço, que nunca deveria ser assinado fosse o que fosse com a sinistra. O Castilho tem, pois, toda a razão. No meu caso, em 17 anos de professor, nunca vi um assunto ser tão mal dirigido e tão falsificado nestas e em tantas escolas… (os sindicatos e sindicalistas parecem esquecer que os professores falam uns com os outros…)Não, há uma ruptura total entre professores e sindicatos, já não só não nos sentimos representados por eles como até começa a envergonhar-nos a sua presença. Não sei se os representantes sindicais são eleitos… mas, uma coisa é certa, os da minha escola foram tão vaiados e enxovalhados que, se assim for, não mais existirão naquela escola. Tenho registos seguros de outras escolas pelo país onde ocorreu o mesmo. Assim, ou os sindicatos mudam ou têm os dias contados. Reúnam, pensem, façam o que quiserem, mas não se esqueçam que existem para servir a classe e mais ninguém. Poderão os colegas pensar que sou um fascistoide… Puro engano, fui sócio do SPGL mais de 10 anos, até ter a certeza que o que preocupava os sindicalistas era o seu umbigo e os seus interesses. Quanto aos números, e à tão propalada maioria de colegas em acordo com as posições dos sindicatos, vejam e votem a sondagem que o SPGL está a fazer na sua home page, reparem que não vos dou qualquer sentido de voto, apenas vos peço que votem (a esta hora, 23/4/2008, 18h45m, 74 % dos colegas achavam o texto assinado como inaceitável) os 90 e tal % de adesão é pura aldrabice. O que aconteceu foi que os sindicalistas, protelaram, demoraram, arrastaram as reuniões do dia D até os colegas normais desistirem. Então, meia dúzia deles chegados muito mais tarde e bem frescos, votaram no sentido que lhes fora ordenado. Curiosamente, as provas são claras e muito fáceis de verificar, é apenas confrontar as listas de presenças entregues nos C. Executivos com as dos sindicatos. Em nome da verdade e sem polémica façam-no e assumam. A única polémica que vejo… é a vossa sobrevivência.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

FOGO !

ÚLTIMA HORA !!!

Porto: Incêndio de grandes proporções na Reitoria da Universidade do Porto05 de Maio de 2008, 12:06Porto, 05 Mai (Lusa) - Um incêndio de fortes proporções deflagrou hoje no edifício da Reitoria da Universidade do Porto localizado na baixa cidade, disse à Lusa uma testemunha."O edifício está arder com grandes labaredas", acrescentou a testemunha, no local.O edifício, centenário, está localizado na Praça Gomes Teixeira (mais conhecida como Praça dos Leões), no centro da cidade do Porto.Segundo fonte dos Sapadores do Porto, foram enviados para o local oito viaturas para combater as chamas que deflagraram cerca das 11:20.
PM.Lusa/fim

SERÁ QUE AFINAL AINDA VAMOS DESCOBRIR QUE

O OUTRO ERA DOUTORADO PELA UNIVERSIDADE

DO PORTO?

Notáveis lançam manifesto contra o Acordo Ortográfico




Notáveis lançam manifesto contra o Acordo Ortográfico
“Um conjunto de figuras de relevo ligadas aos mundos da cultura, política e economia acabam de lançar um manifesto, em forma de petição online, no qual assumem frontal crítica ao Acordo Ortográfico. São signatários deste documento, entre outros, Vasco Graça Moura, Eduardo Lourenço, Mário Cláudio, Maria Alzira Seixo, António Emiliano, José Pacheco Pereira e António Lobo Xavier. A petição está disponível em http/www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa e já conta mais de mil e cem assinaturas.” Etc., Etc., quem quiser pode ler o resto da notícia em: http://dn.sapo.pt/2008/05/04/artes/notaveis_lancam_manifesto_contra_o_a.html . Digo eu, ainda bem, embora preveja que se tornará em mais uma comissão de prebendas e jantaradas para os notáveis do costume e pagas pelos otários do costume. No entanto, embora seja contra este acordo, pelo menos nos moldes em que tem sido apresentado, e já aqui o tinha escrito, creio que há dois dias em Talvez a propósito do post Happy Birthday, Mister PRESIDENT , penso que o mais grave e mais importante é a questão cultural que lhe está subjacente. Também, ainda noutro dia falava na questão fulcral subjacente a isso no post "'Nova Águia' retoma a ideia de Pátria e repensa Portugal a partir da lusofonia" , esta é, pois, em mim uma questão recorrente, pelo que vejo com satisfação o interesse que estas questões têm despertado, apesar disso a minha esperança não é muita, pois os modelos existentes começam a estar gastos, são os espectros, os modelos históricos empalhados de que nos falava António Sérgio, esse enorme vulto da Renascença Portuguesa e da cultura portuguesa, o afinador de pianos e desinquietador de intelectos que, por cerca de sessenta anos efectivos, serviu o país e a pátria portuguesa, naquilo que tem de mais intrínseco que é a sua língua. É curioso verificar que quando eu por vezes comento que Sérgio antecedeu Pessoa, numa vintena de anos, naquele belíssimo chavão: a minha pátria é a língua portuguesa, as pessoas tendem a desconfiar de mim, primeiro porque, normalmente, desconhecem Sérgio, segundo porque também desconhecem Pessoa, o que acaba por dar uma grande baralhada, de Pessoa ficou na memória e conhecimento do português comum, alguns dichotes bonitos e, para os mais avançados, a seca de ter tido que o estudar…
Já que os notáveis deste país parecem (?) querer trazer isto tudo de novo à baila, se for do vosso interesse, poderei apresentar-vos, aqui, das melhores controvérsias literárias e culturais que premiaram o nosso início do século como uma idade de ouro que será difícil, mas não impossível, de tentar repetir… Que os notáveis venham à baila, que os eruditos saiam à liça e que os jornalistas não manipulem a seu contento e veremos se em Portugal ainda é possível falar de cultura, de literatura, linguística, filosofia, história ou o que quer que seja… Muito me espantará que a minha voz encontre algum eco, porém, bradar aos céus é um direito e se não for ouvido não correrei risco de ofender ninguém…
Por agora, não vos maço mais. Apenas um esclarecimento que os doutos notáveis parecem ter olvidado, a revista/jornal que vos apresento: “A Vida Portuguesa”, foi um órgão dos mais fabulosos da Renascença Portuguesa e que, se me mostrarem interesse nisso, terei muito prazer em divulgar mais, sobretudo no que respeita às majestosas polémicas entre Sérgio, Cortesão, Proença, Pascoaes & Cia.
Se alguém conhecer algum dos notáveis, não deixe de lhes pedir para ler esta revista, como muitas outras, e só para citar de cor, a Atlântida e a Pela Grei. Para finalizar predisponho-me, com mais tempo, a fazer um artigo muitíssimo mais profundo sobre o assunto, que conheço relativamente bem, e para vos aguçar o apetite e vos fazer pensar diria aquilo que Sérgio escreveu há 90 anos e que subscrevo, ainda que citando de memória, mandar um aluno para as nossas escolas de hoje em dia, é como querer ensinar alguém a conduzir enfiando-o no museu dos coches.

ps: o autor que o Paulo Pedroso procura é Platão e a obra “Alcibíades II”, aliás uma obra maravilhosa e pouco conhecida do divino filósofo.




sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sobre o acordo ortográfico com a CPLP

Sobre o acordo ortográfico com a CPLP

Chegar a um acordo, para mim, sempre foi algo como chegar a um consenso em que duas ou mais partes se sentam e conversam, no sentido de encontrar uma base que lhes permita encontrar uma solução viável e agradável para todos. Parece-me que, mais coisa menos coisa, esta ideia seja pacífica. Vem a propósito o facto de eu ter andado a passear pelos diversos sites oficiais dos países da CPLP e ter verificado que já não há qualquer homogeneidade nas diversas formas de escrever. Isto é um facto e, assim sendo, não me parece haver argumentos contra. Os portugueses escrevem de uma maneira, os brasileiros de outra, os Angolanos ainda de outra e por aí fora. Não me parece que venha daí mal ao mundo, cada qual deve seguir o seu caminho pois ele, mais ou menos, cruzar-se-á e separar-se-á sempre que assim tiver que ser. Admito, inclusivamente, algumas alterações pontuais, já que não sou fundamentalista e entendo e sei que as línguas, com o português incluído, tendem a evoluir e vão evoluindo. É apenas, pelo menos alguns ligeiramente mais velhos, lembrarem-se dos advérbios de modo para verem que eles perderam, pacificamente, o seu acento; outro tanto é pegarem num livro dos anos 40 ou do princípio do século e verem como as coisas mudaram…
Não lhe chamem é acordo, nem queiram aceitá-lo, alterando nós aquilo que não faz sentido alterar apenas por se pensar que isso vai trazer ao país ou à língua qualquer mais valia, pelo contrário, faça-se uma análise sábia e ponderada sobre o assunto e se houver coisas a mudar então que se mudem, não podemos é ir atrás da vontade de todos, porque essa unanimidade já não existe, nem pode existir nunca, desde logo porque as realidades e os povos são diferentes, bem como a sua relação com a língua.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Papa português

"'Nova Águia' retoma a ideia de Pátria e repensa Portugal a partir da lusofonia"






Foi com muito agrado que comecei a ler a notícia do DN que dizia estar de volta ‘a Nova Águia’, tanto mais que concordo em absoluto com o que comecei a ler: “Uma nação "não pode reduzir-se aos entusiasmos fugazes da expectativa de proezas futebolísticas. Há que refundar Portugal", lê-se no manifesto da revista Nova Águia, que chega às livrarias no dia 19.” Bem, depois continuei a ler e as minhas desconfianças foram-se avolumando… Até obter a certeza de que, ao invés de estarem a retomar o espírito e pluralidade da antiga A Águia, estavam apenas a conspurcar-lhe o nome ou, o que para mim vai dar ao mesmo, a servirem-se dele para fins comerciais. Reparem só no conjunto de colaboradores da genuína revista e comparem com os da actual, sendo que na primeira eram autores e pensadores desconhecidos, assim capazes de trazer novidade, e nesta são as trutas do costume, em mais um espasmo habitual, certamente muito bem patrocinado… O ridículo da coisa só ainda vai mais longe com a sua periodicidade… Semestral??? Vejam que a original era quinzenal e saibam que, por vezes, os seus colaboradores tinham de andar a arranjar dinheiro entre eles para a publicarem… Como é que tão ilustres senhores querem agora intervir culturalmente no país ou alterar o que quer que seja fazendo-o semestralmente, numa época em que a velocidade e quantidade de informação são alucinantes? Bato-lhes hoje uma palma… daqui a seis meses talvez bata outra e assim sucessivamente… Agora esqueçam é a ideia de se julgarem continuadores da Renascença Portuguesa, pois o seu espírito era o de fazer para ontem e intervir dinamicamente na sociedade, algo que não me parece que sejam capazes, sequer, de tentar esboçar. Tomem antes um chazinho…

Novo partido formalizado ontem defende o voto obrigatório


Novo partido formalizado ontem defende o voto obrigatório



Bom… do ISCTE… Mérito e Solidariedade? Entre eles? MMS? Voto obrigatório… Bom… Não me parece inteiramente mal… Pergunto aos distintos candidatos a políticos de nomeada, têm meios para o fazer? O que vale para esses senhores o voto de um cretino que, por pudor intelectual, prescinde de votar ou de outro que tão drogado está que é necessário o INEM ir buscá-lo para cumprir a sua ‘obrigação cívica’? Quem é que está doente? Estes tipos ou a sociedade que os atura? Contrariamente ao que se fala para aí, sempre defendi, defendo e defenderei, que o voto não é um direito, nem cívico nem coisa nenhuma, antes de mais, teria que ser uma conquista, algo que desse trabalho; assim como a carta de condução em que tem de ser feito um exame que nos habilite a compreender o que é respeitar os outros e ser respeitado… Para mim isto é tão óbvio que nem me merece discussão… Mas, prossigamos; será que não se lembram, os ilustres iluminados do ISCTE das sábias palavras de Afonso Costa, que recusou os votos dos cretinos, indigentes e analfabetos? Querem continuar a ver um país governado por manifestações que são conseguidas à custa de copo, bucha e de velhotes sequiosos de sair da pasmaceira onde vivem? Uma excursão aonde? E dão almoço, lanche e pinga? Ou sou eu que sou estúpido, o que é uma possibilidade muito séria a considerar, ou são Vossas Excelências. Julguem por vós próprios e não se esqueçam de obsequiar o MMS, ou seja lá o que for, por mais uma obrigação… qual será a multa? Proponho o corte de uma mão à primeira falta ao voto, um pé e a outra mão se forem reincidentes, etc, se a abstenção, ainda assim, for superior a 20% o corte do pescoço dos candidatos… Sou radical? Peço apenas que os cultíssimos senhores do ISCTE, ou seja lá de onde forem, que leiam, e certamente devem ter lido e relido, “A Decapitação dos Chefes” de Italo Calvino.[1]
Vão-se curar ou… falem uns com os outros… Se calhar, e assim o espero, nasceram ontem e morrerão amanhã, talvez por um ataque de hemorroidal…


[1] Italo Calvino, “A Decapitação dos Chefes” in A Memória do Mundo, Lisboa, Teorema, pp.137-151, s.d. © 1993.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental.

Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental.
Sei que os manequins da rua dos Fanqueiros têm a tendência para olhar apenas e só em determinada direcção, a sua rigidez mórbida, de cadáver embalsamado à nascença, fê-los assim e dessa forma continuarão a ver quem passa, o que passa, sem nada fazerem sem nada pensarem ou, então, enganando-nos muito bem, tiram as medidas ao sobretudo de pinho com que nos querem aconchegar. A questão é simples, pode haver e houve regressões em tudo (até se tornaria fastidioso enunciá-las), porém o que não pode é haver regressão na política orçamental… Que coisa estranha, quando já não existirem mais otários a quem sugar, os manequins voltarão a cara e pairarão o seu olhar (às vezes estrábico) sobre outras freguesias…
Começa a chegar a hora de pensar a sério se não teremos, efectivamente, o que merecemos… ou se não teremos que fazer algo para mostrar que não podemos mais ficar calados e se alguém tem de rebentar...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Estive uns dias fora. Propositadamente, porque não o quis fazer já que tinha coisas muito mais interessantes para ver, não soube uma única notícia de Portugal. Quando cheguei, resisti à tentação de ir ao computador dar uma rápida vista de olhos, protelei. Faz hoje uns anos, vivia-se o rescaldo de um fogo que queimou e inflamou, destruiu e fez nascer, como todo o fogo que se preze. Confessei a quem me acompanha, vou ver se há novidades, se há algo de novo… a resposta foi curta, corrosiva e lancinante… o quê que achas que pode haver de novo? Bem, penso que nada. Assim era, nada sobre nada e vazio sobre vazio, Sócrates / Ferreira Leite… é fugir! Bem sei que, como dizia o poeta, não se nasce impunemente nas praias de Portugal… mas antes havia a esperança e um inimigo a abater, agora não há nada, só amanhã, que é segunda-feira.

quarta-feira, 23 de abril de 2008


PAPA APÓS LER O NOVO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, DO ALUNO E DA NOVA GESTÃO ESCOLAR




PAPA APÓS OUVIR AS LÉRIAS DOS SINDICATOS



A Verdade dos Factos

Relembrando o assunto editado na página do SPGL, quanto à crónica polémica de Santana Castilho no "Público"resta-me dizer que ela só existe se for para mentecaptos, para mim estou 100% de acordo e nada vejo de polémico, a haver erro será por defeito e não por excesso. Quanto aos dados do dia D, foram a maior vergonha a que assisti… na minha escola, apenas se contaram 20 votos contra, quando eu próprio em mão entreguei um abaixo assinado com quase 70 nomes (perfeitamente identificados) e apenas vi votar a favor os dois membros da mesa, que surgem multiplicados por 3… Estão bons uns para os outros, mentirosos com mentirosos. É consensual, em todas as pessoas que conheço, que nunca deveria ser assinado fosse o que fosse com a sinistra. O Castilho tem, pois, toda a razão. No meu caso, em 17 anos de professor, nunca vi um assunto ser tão mal dirigido e tão falsificado nestas e em tantas escolas… (os sindicatos e sindicalistas parecem esquecer que os professores falam uns com os outros…)
Não, há uma ruptura total entre professores e sindicatos, já não só não nos sentimos representados por eles como até começa a envergonhar-nos a sua presença. Não sei se os representantes sindicais são eleitos… mas, uma coisa é certa, os da minha escola foram tão vaiados e enxovalhados que, se assim for, não mais existirão naquela escola. Tenho registos seguros de outras escolas pelo país onde ocorreu o mesmo. Assim, ou os sindicatos mudam ou têm os dias contados. Reúnam, pensem, façam o que quiserem, mas não se esqueçam que existem para servir a classe e mais ninguém. Poderão os colegas pensar que sou um fascistoide… Puro engano, fui sócio do SPGL mais de 10 anos, até ter a certeza que o que preocupava os sindicalistas era o seu umbigo e os seus interesses. Quanto aos números, e à tão propalada maioria de colegas em acordo com as posições dos sindicatos, vejam e votem a sondagem que o SPGL está a fazer na sua home page, reparem que não vos dou qualquer sentido de voto, apenas vos peço que votem (a esta hora, 23/4/2008, 18h45m, 74 % dos colegas achavam o texto assinado como inaceitável) os 90 e tal % de adesão é pura aldrabice. O que aconteceu foi que os sindicalistas, protelaram, demoraram, arrastaram as reuniões do dia D até os colegas normais desistirem. Então, meia dúzia deles chegados muito mais tarde e bem frescos, votaram no sentido que lhes fora ordenado. Curiosamente, as provas são claras e muito fáceis de verificar, é apenas confrontar as listas de presenças entregues nos C. Executivos com as dos sindicatos. Em nome da verdade e sem polémica façam-no e assumam. A única polémica que vejo… é a vossa sobrevivência.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Descontentamento com comunicação social leva á criação de blogues e sítios na internet



Media: "Descontentamento com comunicação social leva á criação de blogues e sítios na internet" - Alfredo Maia
22 de Abril de 2008, 18:52
Guimarães, 22 Abr (Lusa) - A Internet permite a "democratização" da informação e elaboração de notícias sem intermediários afirmou hoje, em Guimarães, o presidente do Sindicato de Jornalistas (SJ).
"As pessoas não estão satisfeitas com a comunicação social de que dispõem e, por isso, criam os seus próprios meios de comunicação através da Internet", disse à Lusa Alfredo Maia.
O jornalista foi um dos convidados do fórum "Novas Plataformas Tecnológicas: Meios de Comunicação Social e Internet", organizado pelo projecto Vale do Ave Região Digital e pelo Gabinete de Imprensa de Guimarães.
"É como se estivéssemos a assistir à 'revolta dos escravos' onde, quem está insatisfeito, pode criar um blogue ou um sítio na Internet e fazer as suas notícias", sustentou o presidente do SJ.
O fórum, que decorre até quarta-feira no auditório do AvePark, na vila das Taipas, tem como objectivo saber como é que os órgãos de comunicação social se têm preparado para o "amadurecimento da Internet como principal concorrente, produtor e difusor de noticias".
Alfredo Maia apontou a Internet como sinónimo da "democratização do espaço público" e como "um novo paradigma de comunicação de massas".
"As novas tecnologias permitem a comunicação sem mediação, tendo por base uma única fonte e sem a imparcialidade necessária", salientou o jornalista.
O fenómeno dos blogues e dos sítios na Internet possuiu, segundo frisou, uma dimensão "incalculável".
"Há blogues que têm mais visitas que os sítios de muitos jornais considerados de referência", acrescentou.
O jornalismo, tal como agora o conhecemos, está, segundo Alfredo Maia, em vias de extinção.
"Os jornalistas vão produzir noticias em série para depois serem 'espalhadas' pelos vários órgãos de comunicação social de que determinado grupo editorial é proprietário", referiu.
EYM.
Lusa/Fim

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mais bons Projectos...

http://static.publico.clix.pt/docs/politica/projectossocrates/small.html


Cyberbullying nas Escolas e Albino Almeida

Cyberbullying nas Escolas e Albino Almeida
Li, com algum espanto, a conclusão da notícia que nos relata mais uma descoberta do que nas escolas não estará a funcionar bem. Mas, então, querem coarctar o choque tecnológico? A introdução alargada das TIC? O acesso à Internet? Meus caros, para quem não sabe, finge que não sabe ou não anda pelas nossas escolas, salvo erro propagandeadas como os sítios mais seguros do país, apenas esclareço que já vi muitos desses vídeos juvenis, na maior parte realizados em combinação e a anuência dos filmados e, por vezes, literalmente falsificados. Há de tudo… para além do que é referido, há aulas filmadas, espancamentos, lides taurinas a funcionários e professores, etc, etc. Já vi, inclusivamente, muitas dessas produções realizadas no exterior da escola mostrarem roubos por esticão, agressões dos mais variados géneros, incêndios de carros e por aí fora, tendo a particularidade geral de serem combinadas, para o stile e para depois reverem e compararem… Por vezes, a coisa não sai bem e lá vão procurar outra velha, outra loja ou seja o que for, para que o filme fique bonito… Já nada disto me espanta ou é novidade para mim.
O mesmo já não posso dizer do comentário do Sr. Albino Almeida, notável defensor e arauto de uma escola em que tudo é um mar de rosas, à excepção dos professores…. Diz na sua prosa elaboradíssima e exigente: “Queremos saber se existe algum mecanismo que permita aos pais prevenirem-se de situações como esta e ainda se é possível, e de que forma, punir quem as facilite." Posso-lhe responder: sim e não… sim, se os pais deixarem de dar aos filhos telemóveis tão caros e sofisticados que lhes permitem gozar com os, normalmente, simplíssimos e baratos aparelhos dos professores; já não quando se tratam de telemóveis roubados pelos alunos, quase sempre são topos de gama.
À segunda questão, e ajudando-o a seguir a sua lógica e coerência, sim se se aplicarem normas de punir quem as facilite, isto é, os funcionários e professores, não evita nada mas sabe bem e alivia o rancor do Sr. Albino, que se ufanará, satisfeito, de ter dado mais uma lição a essa corja; não, se se tratar de pretender punir os anjinhos que andam nas escolas portuguesas (e que a classe anterior costuma designar como alunos), pois esses não têm culpa de nada, são é mal ensinados e educados pelos professores, que passam o ano a faltar, não trabalham e ganham ordenados de fazer chorar de inveja o, mal pago mas, certamente, muito bem avaliado, Governador do Banco de Portugal.
Eis a resposta, Sr. Almeida e Excelentíssimos restantes Senhores, desde que não sejam professores, para os quais retiro esse desadequado adjectivo…

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O SPGL e os POFESSORES

Hoje acordei de uma ressaca de dois dias, fui ao site do SPGL ver as novidades que lá havia e fui ler o primeiro artigo da home page:
Memorando de entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores
A Marcha da Indignação dos Professores de 8 de Março criou as condições para uma histórica vitória bem patente no Documento que abaixo poderá consultar "Entendimento entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Pofessores".

Depois de ler, na parte em que pediam o meu (nosso) comentário, devidamente assinado e identificado, deixei o singelo texto que passo a publicar:
Viva,
como é hábito, passo por aqui de vez em quando (site do SPGL) para ver as notícias. Bom, após ver tanto cantar de galo sobre a vitória que conseguiram... se tiverem coragem tirem a votação que andam a fazer há tanto tempo que já mete nojo (SPGL SONDAGEM) e peçam para que os colegas avaliem de 1 a 5 a vossa vitória...
Se não fizerem batota, MESMO DENTRO DO VOSSO SITE verão a avaliação que merecem…
Espero que o meu desafio tenha êxito e que os nossos distintos sindicalistas tenham a coragem de o fazer… Vou esperar para ver. Apenas vos queria dar conhecimento da minha sugestão, para que avaliem por vós a sua pertinência e para vos confessar que, ao meu filho de oito anos, obriguei a escrever 25 vezes a palavra professor, por se ter enganado a fazê-lo...
Penxo que comesso a preceber o medo que sertos sindicalixstas da noça prassa têeem da abaliaçom...
Sempre Vosso,
PORQUEMEDIZEM

sábado, 12 de abril de 2008

INDIALUCIA

O tempo nunca é muito, hoje foi menos por terem dado música ao meu tempo e é tempo de reafirmar o que, em breve tempo, disse ser tempo, ou seja, já que nos querem dar música que, ao menos, seja boa... Não retiro uma vírgula do que ontem escrevi, apenas vos prometo um próximo post que comparará os olhos alucinados, arrelampados, esbugalhados (a escolha é vossa) entre a sinistra e o nojeira & Cia... Vamos à música, que é só música o que nos dão...

Nota: Deve ser ouvido alto e sem fazer mais nada senão ouvir.

Tirado de http://br.youtube.com/watch?v=7xx7JFOuacU

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PORQUEMEDIZEM

PORQUEMEDIZEM

Há-de haver, algures, uma razão mais ou menos obscura para se dar início a uma ideia como esta, confesso que eu, por mim, não a sei explicar muito bem ou sequer bem. Com o tempo, fui-me habituando a aceitar algumas coisas como injustificáveis ou injustificadas e a conviver com elas o mais pacificamente possível e, dentro dessa lógica, também hoje não é diferente o meu sentimento a esse respeito, se tem que ser assim, assim será…
Começou de manhã, uma irritação crescente que me foi surgindo ao ler as gordas dos jornais e, como a minha homepage é francesa, começo por essas páginas, procurando evitar a ligeireza de pensar que as nossas notícias são as notícias e que o mundo se confunde com este nosso Portugal, baluarte de esperança e adega do mundo. Ora, vejam bem, as grandes notícias eram as manifestações de professores e, sobretudo, de estudantes que exigiam mais professores e lutavam na tentativa de evitarem a supressão de 11 200 funcionários para o próximo ano lectivo… Não estou a brincar, deixo-vos literalmente o início do texto e alguns links para que vejam com os vossos próprios olhos:

“PARIS (Reuters) - Le ministre de l'Education nationale, Xavier Darcos, a exclu toute remise en cause du plan de 11.200 suppressions de postes prévues pour la rentrée prochaine, qui provoque depuis deux semaines des manifestations de lycéens et d'enseignants dont l'ampleur va croissant”

http://fr.news.yahoo.com/rtrs/20080411/tts-france-education-darcos-ca02f96_1.html http://fr.news.yahoo.com/fc/education.html
http://www.flickr.com/photos/tags/lyc%C3%A9ens/show/

Ainda mais, deixo-vos imagens bastante esclarece-
doras, vejam… alunos a pedir professores!!! E ain-
da por cima consideram-nos seus o que, quer-me
parecer, é um tratamento carinhoso e de reconhe-
cimento… Confesso que fiquei satisfeito por ter
este hábito de não começar o dia a ver as notícias
portuguesas e que, ainda por cima, não vêm de
Marte nem de algum lugar muito distante, é

de França, logo ali a seguir a Espanha… Bom mas vejam bem e vejam mais , não deixem de ir ao último site que vos envio e reparem que até os CEFs lá do sítio colaboram e para quê? Para pedirem mais professores, mais funcionários, mais escola. É fantástico, fez-me lembrar a manifestação dos 100 mil onde vi, como todos os colegas que lá puderam estar e os portugueses que quiseram olharam para a televisão, os nossos alunos a defenderem-nos e a lutarem ao nosso lado, numa luta que, se virmos bem as coisas, acaba por ser mais deles do que nossa, já que, mal ou bem lá fomos fazendo as nossas licenciaturas, as nossas acções de formação, os nossos mestrados e doutoramentos (e atenção que nas escolas não as aceitam feitas por via postal e com Inglês técnico), dizia eu, foi bonito e esclarecedor.
Entusiasmei-me! Vamos rápido para Portugal, talvez se tenha pegado alguma coisa… Dura realidade, grande tristeza... Por toda a parte somos amesquinhados e vilipendiados por analfabetos, sindicalistas, políticos e por tudo o que respira. Chego mesmo a pensar que até já os cães nos olham de lado e se atrevem a dar palpites e em França, uma redução de 11 200 funcionários da educação dá tudo aquilo? Bem, nós que somos incomensuravelmente menos, menos cultos e que muito mais precisávamos de investir na escola e na educação o quê que vemos? De certeza que entre reformados à pressa, os mortos, os sem colocação, os que tomaram juízo e foram a outra vida, os funcionários que não foram repostos e nos deixaram os corredores, e tudo mais, vazio já lá vão bem mais do que onze mil e tal, e os outros, os que continuam a ficar, andam de monco caído, entrando e saindo a tentar que se não dê por eles, envergonhados e humilhados, evitando dizer no exterior que são professores; senão lá vem a conversa: então, aquilo vai mesmo mal, hein? Como é que consegue? Também leva porrada dos alunos? Ainda não? Hum… tem tido sorte, mas há-de levar…
Talvez… Mas tem-me custado mais a estupidez que aqui vejo a pairar por todo o lado. Hoje, ao ler os pasquins cá do burgo e as novas que eles lá trazem, deu-me esta coisa e comecei a escrever mails, inutilmente porque ninguém me liga e eu não chego a lado nenhum, para tudo o que era sítio e lugar. Fartei-me. Tinha que dizer o que penso: Não me sinto representado por estes vendidos e inúteis dos sindicatos, assim como creio que a maior parte dos cem mil também não. Na minha opinião, dever-se-ia voltar ao início começando por enterrar nas gálgagas entranhas que os pariram os aberrantes estatutos dos professores, dos alunos e da gestão escolar... e olhem, a avaliação a mim pouco me importa, sempre dei aulas, sou avaliado pelos alunos todos os dias, fui avaliado muitíssimas vezes e não tenho medo nenhum de o voltar a ser. Já, em tempos e por não lamber as botas a esses ridículos seres que nos envergonham, tive o prazer de fazer notar que, ao contrário de me preocupar por ser criticado, me sentia elogiado e apenas temia ser aplaudido por eles.
Hoje, agora, e infelizmente creio que por muito tempo, só tenho medo que me avaliem por temer que me considerem representado por aqueles idiotas que se arrogam no direito (?) de dizer que me representam. Já agora, se souberem ler, leiam o que se está passar em França e que os nossos mass merdia não divulgam.