quarta-feira, 25 de junho de 2008

Análise da sondagem/votação sobre as cuecas do Sócrates

Na sua opinão as cuecas do Pinto de Sousa (Sócrates) deviam ser:
de lã de vidro
4 (4%)
de lixa grossa
10 (12%)
de vidro moído colado em pano
65 (79%)
normais
3 (3%)
Votos até o momento: 82 Enquete encerrada
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Imagem roubada de http://ocavalodedomjose.blogspot.com/2007/07/o-fim-do-mundo-em-cuecas.html

Análise da sondagem/votação
Costuma-se dizer, quando se apanha uma molha daquelas bem grandes, que foi daquelas em que a água nos chegou até às cuecas… A ideia original de molha, rapidamente pode, e assume, várias nuances, como encharcanço, baldada ou banhada. Neste caso, a questão parece-me prender-se mais com a última ideia… a banhada. Ninguém gosta de as levar, por isso é que elas são banhadas e não banhos, algo de pacífico, higiénico e cordato. Todavia, da análise que podemos fazer deste pequenos inquérito resultam alguns aspectos muito interessantes:
1º Os portugueses não gostam de votar…. Não custava nada carregar na possibilidade x, y ou z, porém, a maior parte dos meus ilustres visitantes não se deram a esse trabalho. Pura e simplesmente ignoraram o assunto… quiçá estejam de tal forma calcinados e desconfiados que já não consigam mais do que votar ao simples desprezo, o acto de votar; afinal de contas, parece não servir para nada, já que tudo ficará na mesma.
2º Os portugueses não se interessam por lingerie masculina, pois tanto lhes parece fazer cuecas deste ou de outro material. Sobre esse aspecto não se manifestam.
3º Parece haver 4% de votantes que desconhecem o que é lã de vidro e quais os seus efeitos, quando em contacto com as peles humanas… Se o soubessem, possivelmente, teria uma opção com muito mais adeptos, já que, ao contrário do vidro moído, produz efeito quer o indivíduo se mexa ou não, causando uma irritação profundíssima que é um misto de dor, comichão e incómodos inexplicáveis. Não se deve, pois, subestimar as potencialidades da lã de vidro na confecção do vestuário íntimo dos nossos governantes…
4º A Lixa Grossa era uma espécie de pequena armadilha feita por mim. Como sabem, se não nos mexermos a lixa, grossa ou fina, não nos afecta, pelo que é uma falsa questão, pois ter-se-ia que supor que o nosso Pinto de Sousa faria alguma coisa para ser lixado… Ora, como sabemos, é prática assente neste jardim florido à beira mar plantado, os nossos governantes não se mexerem, isto é, nada fazerem senão produzirem falsas promessas que não exigem mais do que movimentos de boca, pelo que também não é por aí que o gato vai às filhoses… Aqui caíram 12% dos votantes, acham que o homem algum dia pensou, sequer, mexer-se para mudar alguma coisa? Santa ingenuidade, para se fazer pior não é preciso mais do que deixar as coisas seguirem o seu rumo. Quando correm nas sarjetas as águas fétidas e putrefactas sabem encontrar o seu caminho natural para o esgoto…
5º Cuecas normais… aqui confesso que fiquei baralhado. 3 votantes escolheram esta opção e fiquei sem saber se a escolheram por saberem, sei lá, que o Joselito usa boxers, pelo que seria indiferente o tipo de cuecas que usa; se por se terem enganado a clicar, se a ler, se estão mesmo convencidas que o homem deve ter uma lingerie normal. Não sei. Não sei, ainda, se não será o celebrado espírito português de estar sempre do contra.
6º A larga maioria, quase 80%, opinaram que todas as miudezas e partes íntimas do nosso Pinóquio transmontano, do Porto, o que prova que a mentira nasceu com ele ou ele com a mentira, deveriam andar rodeadas de vidros cortantes e pontiagudos, com o objectivo de, desta forma, lhe provocarem uma ínfima parte da dor que merece… Como creio ter demonstrado em cima tal se deveu ao logro em que caíram, pois o que é incómodo e penoso para o parasita não é o cão que coçar-se mas, tão só não ter o que sugar. Assim, nada afecta aquele que ou não se mexe, ou usa boxers ou coisa nenhuma… talvez a tanga… é, também, outra hipótese…
7º Assim como assim, se estivesse na pele dele, não gostaria de ver ir a votos não aquilo que nos trama, mas aquilo que poderia um dia ter que vestir se fosse dada à maioria a possibilidade de aconchegar tão recônditas partes. Mesmo do que está no escuro e no mais recôndito dele ninguém parece gostar.

domingo, 22 de junho de 2008

Conversas da Beira Rio...

Rápido, vamos arranjar outro futebol, que o tempo urge… Deve ter sido em termos semelhantes que a máquina partidária do PS respondeu ao fim do futebol, daquele com jogadores, bolas e balizas… Mas o quê? Revelar que Sócrates voltou a fumar às escondidas ou que o Mário Lino foi mandado parar por uma brigada de trânsito depois do jantar? Não, talvez não seja boa ideia… Mas então o quê? Já sei, diz a certa altura uma voz funda e cavernosa, que podem ouvir aqui, vamos falar de uma intervenção megalómana em Lisboa, vai ser uma maravilha, vamos ter toda a gente a discutir todas as bizarrias e anormalidades que inventarmos, sei lá, uma nova praia com ondas artificiais no Poço do Bispo, uma piscina flutuante em Algés, de preferência no canal de navegação do porto de Lisboa, enterrar Alcântara, meter o Beato em cima da Madredeus, e abrir um projecto cujo prazo de execução possa ir até 25 anos, etc.
Óptima ideia, está combinado, ponha-se rapidamente a notícia a correr por aí e vão ver como vai tudo começar a olhar para outro lado… então a malta do Norte, carago! Aquilo é que vai ser…
Mas… e o dinheiro para isso tudo? Então, mas não vês que são só necessários uns trocos para uns estudos feitos pela malta amiga e a coisa morre por ali… E a praia com ondas artificiais… então, mas não anda não sei quem lá para o Norte a procurar utilizar a energia das ondas? E nós vamos aqui gastá-la para as fazer? Deixa lá, mais lucros tem a EDP, eh! eh! eh! E enterrar Alcântara, não é aquele sítio cravejado de viadutos provisórios há nem sei quantos anos? Não se lembrarão que para abrir um buraquinho no Terreiro do Paço foi o que foi, quanto mais Alcântara? Não é indecoroso sugerir que o Beato cavalgue a Madredeus? E 25 anos? Mas isso é uma obra de regime… era boa era para o Salazar, mas parece que já morreu, e o tempo da legislatura do governo está a acabar e o da câmara também não é eterno…
Porra que é estúpido! Não dás mesmo para a política… se não fosses filho de quem és que sabe o que sabe, que é dos nossos e a quem nós devemos tantos favores, ias já para os disponíveis… Bom, mas assim, arranjem lá ao gajo qualquer cargozito bem pago e ele que se deixe ficar por lá… Ah! Não se esqueçam de colocar uma cláusula de rescisão elevadíssima e uma pensãozita vitalícia…

Luciano Pavarotti - "Una Furtiva Lagrima"

E o cuzinho lavado com água de malvas, também não querem?


Dedução total do IVA na compra de viaturas é uma das 14 propostas
Federação do Táxi apresenta reivindicações para atenuar efeito do aumento dos combustíveis
21.06.2008 - 17h26
Por Lusa
A dedução total do IVA na compra de viaturas é uma das 14 medidas aprovadas hoje pela Federação Portuguesa do Táxi (FPT) para atenuar o efeito do aumento do preço dos combustíveis, que serão agora enviadas ao Governo.Durante a reunião nacional da FPT, o presidente do organismo, Carlos Ramos, apresentou como "reivindicações urgentes" a introdução imediata do gasóleo profissional, a dedução total e automática do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) na compra de táxis e a majoração em 150 por cento do IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas) com efeitos já este ano. O congelamento das taxas de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) durante os próximos três anos, a abolição das taxas pagas anualmente ao Instituto Português da Qualidade (no valor de 30 euros por táxi) e a criação de uma linha de crédito com juros bonificados pelo prazo de seis anos, destinada exclusivamente à aquisição de táxis movidos a energias alternativas, foram outras das medidas apresentadas. A FPT reivindica também a criação de um subsídio a fundo perdido no valor de quatro mil euros para aquisição de novos táxis movidos a energias alternativas e o reembolso do imposto automóvel sempre que novos táxis sejam adaptados a gás natural e GPL. O reembolso anual do pagamento especial por conta, que actualmente apenas pode ser solicitado ao final de três anos, junta-se à lista de reivindicações da federação, que integra ainda propostas de alteração à legislação laboral. "Caso o Governo não aceite as medidas de discriminação positivas propostas, não restará outra saída aos profissionais senão antecipar as negociações destinadas à revisão dos preços, por forma a que a nova convenção, que terminaria no final do ano, entre em vigor em Agosto", afirmou o presidente da federação.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ministra sobre exames nacionais. Houveram???




“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”
MLR, (sic) in entrevista à SIC.

Será que Professora doutora Ministra da educação não sabe que não se diz houveram, mas houve??? Estavam a falar de quê? De exigência? Em português???

Se a virem por aí, deixem-lhe esta dica…
“O Verbo Haver
O verbo haver não tem somente o sentido de existir. Tem também o de ocorrer (caso em que também é impessoal): “Houve três acidentes em Camaçari”; o de obter, conseguir: “Ele espera haver o perdão do filho”; o de considerar, julgar, entender: “O árbitro houve por bem suspender a partida”; o de sair-se, comportar-se: “Ele se houve bem no concurso para juiz”. Pode ainda funcionar como auxiliar, na formação de tempos compostos: “Ela não havia feito o trabalho”.A forma houveram surge quando se emprega haver com qualquer sentido que não seja o de existir, ocorrer ou fazer (na indicação de fatos ligados ao tempo, fenômenos da natureza etc.): “Os sem-terras houveram do juiz a liminar”, / “Os funcionários houveram-se por bem encerrar a greve”, / “Os devedores houveram de me pagar”. Quando tem o sentido de existir, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e fica sempre na terceira pessoa do singular, em qualquer tempo ou modo. Assim, se dissermos: “Houve muitos festejos em louvar a São João”, houve é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Note que o correto é: “Houve muitos festejos juninos”. (continua in http://hilltop.my1blog.com/o-verbo-haver/ )

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Toca a abrir a perninha...

Agora que Portugal perdeu um jogo, logo com um país que nunca tinha ganho nada e só sabe esconder o dinheiro dos outros, fazer queijos, relógios e ver os outros a trabalhar para eles… Quer-me parecer que Sócrates vai ter uma semana mais agitada, bem e então se Portugal voltar a perder, prevejo que as coisas se irão tornar mesmo muito complicadas. Os maiores adeptos de sofá serão, certamente, os nossos governantes, visto que estão em fila de espera, para os protestos e abertura da perninha da parte do governo uma série de grupos profissionais, agricultores, taxistas, rebocadores, pescadores a gasolina, polícias, CP, sei lá quantos mais…
O que se vai passar? Depende. Se forem fraquinhos e não levantarem muito cabelo levam na tromba, e o governo virá vangloriar-se da sua implacabilidade; se forem um pouco mais fortes, isto é, daquela malta que tem bigode, arrota alto, deve cheirar mal e não sabe falar muito bem, então, o mesmo governo, reunirá com eles e abre a dita perninha, pagando todos nós, após os vermos vangloriarem-se de que dialogaram… Mais, quem irá pagar serão Instituições Públicas Sem Fins Lucrativos (como a Brisa…) sei lá: A Associação das Velhinhas Utentes dos Táxis, A Associação dos Empresários com Bigodes, A Associação dos Sócretinos Compulsivos, etc…
Bela semana se avizinha… Pelo menos, até ao próximo jogo…

Na pior das hipóteses... que tudo expluda...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem…


Cada vez mais vou gostando menos de ter razão… No último post descrevi claramente as propostas assinadas entre o governo e a Antram… Após as ler, compreendi logo que os mesmos de sempre já nos tinham, mais uma vez, entrado no bolso. E fiquei a pensar… como é que estes governantes que se recusam a dialogar e a falar seja com quem for se vão agora sair desta… A resposta a que cheguei foi simples e rápida: como sempre fazem, isto é, mentindo e gozando com o pagode alienado que não lê, não pensa, não sabe fazer contas e, ainda por cima, todos os sacanas têm sorte, estão a viver e viverão, pelo menos mais uns dias, a euforia do futebol, da selecção e companhia limitada…
Mas, vejamos… Se como transcreve o Público o ministro diz: "Não tenho um levantamento exacto dos custos das medidas", disse hoje o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, como é que pode assegurar que as medidas não terão "qualquer peso orçamental"? Será que os jornalistas não sabem dar-se conta de contradições? Se não fez contas é óbvio que só um lorpa não sabe que, então, não pode saber coisa nenhuma… Para além disso, é apenas ler o documento que refiro e, sobretudo, acreditar que a Brisa é uma instituição de caridade… A Brisa? A pagar as contas do estado ou seja lá de quem for? Quais serão as contrapartidas? De quanto mais virá a ser a factura, por agora ajudar a esconder e a lavar a cara à pandilha que nos governa?
Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem… Ah! E já agora não se esqueçam de pôr mais bandeirinhas portuguesas à janela…

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Voltamos a ter o Polvo a entrar-nos em casa…


ANTRAM alcança acordo e apela ao retomar da actividade

A ANTRAM acaba de chegar a acordo com o Ministério das Obras Públicas nos seguintes dossiers:

Consagração legal de fórmula de revisão automática dos preços dos serviços, de acordo com as variações do preço do combustível, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Consagração legal do prazo máximo de 30 dias para o pagamento dos serviços de transporte, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Majoração em 20% dos custos com combustível para efeitos de IRC;
Diferimento do pagamento do IVA ao Estado para o momento do recebimento efectivo do serviço de transporte, a partir de 2009;
Criação de incentivo à renovação de frotas (prémio ao abate, incentivo à instalação de filtros de partículas e pagamento do diferencial de custo entre veículos Euro 4 e Euro 5, na aquisição de um veículo Euro 5);
Reintrodução dos descontos nas portagens das auto-estradas (entre 30% e 50%);
Manutenção do valor do ISP para 2009;
Manutenção do valor do IUC nos próximos três anos;
Criação de apoios à formação no sector e criação do Centro de Novas Oportunidades para Transportes;
Assumpção pelo Ministro dos Transportes do dossier das Ajudas de Custo TIR;
Criação de um grupo de trabalho envolvendo os Ministérios dos Transportes e do Trabalho, para adaptação da legislação laboral à especificidade do sector.

A ANTRAM incita os seus Associados que eventualmente se encontrem em paralisação a retomar a sua actividade. Agradece a todos os que, com civismo e respeito pela ordem pública, tornaram possível este desfecho e, mais uma vez, lamenta o falecimento de um empresário de transportes e os danos patrimoniais causados durante os protestos.

Lá vem a esperada notícia do velho sistema português que só compreende a força, o compadrio e as negociatas por baixo da mesa… Vejam como se consegue com meia dúzia de empresários o que manifestações de milhares de pessoas, os de sempre, nunca conseguem… Meia dúzia de ricaços, enquadrados por alguns pequenos empresários que facilmente manipulam, reúnem-se e resolvem impor as regras do jogo, aos senhores que não negoceiam com ninguém e não se deixam impressionar pelos números. Estes, como sempre que se vêem em apertos mais sérios, assustados, abrem a perninha e concedem tudo, obviamente para os ricos e poderosos, já que os camionistas, em si, acabam por ganhar coisa nenhuma… Vejam as medidas negociadas pela Antram e vejam se não tenho razão… Será que não estará na hora dos pequenos automobilistas, enfim, daqueles que vão acabar por ter que pagar nos seus impostos estas medidas todas, fazerem eles próprios as suas marchas lentas e entupirem meia dúzia de cidades? Somos muito mais do que os camionistas e, se os nossos carros não são tão pesados, juntos acabam por pesar bem mais do que os camiões. Por outro lado, se as pessoas não se importam em fazer gincanas a apitar como loucos porque a selecção portuguesa ganha um jogo, com certeza, também não se importarão de fazer umas gincanas buzinantes para zelarem pelo que, de facto, é importante para as suas lutas…
O quê que distingue o gasóleo profissional, já o questionei anteriormente e não vi que deixasse de ter razão no que afirmo, inúmeras pessoas que não pertencem às Antrams e afins deste país, precisam de se deslocar nas suas viaturas, com os combustíveis ao preço que estiverem, porque não têm outra hipótese…
Uma vez mais, temos o polvo a entrar-nos em casa…

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gasóleo Profissional?


Bem sei que as empresas de camionagem terão as suas razões, porém, se virmos bem, nem serão as mais prejudicadas pois podem socorrer-se de dois expedientes: as que operam em Portugal, reflectir o aumento do preço dos combustíveis no preço dos fretes, problema resolvido, as que operam fora do país é apenas atestarem antes de entrarem no nosso jardim de impostos à beira mar plantado e após voltar a sair, problema uma vez mais resolvido... E os outros? Todos os que não são da Antran, nem podem fazer reflectir o aumento dos combustíveis nos seus ordenados e necessitam dos seus carros para o exercício da sua profissão? Quem pensa nesses que serão, de certeza, a maior parte? Então se estão a trabalhar com o veículo também não deveriam ter diesel profissional? Penso que sim, vendedores, grande parte a trabalharem à comissão e a verem os seus proveiros serem engolidos pela mangueira das bombas, outros operadores industriais e mesmo as profissões liberais e do funcionalismo público. Penso que grande parte da sociedade, não direi, obviamente, todos utilizam os seus veículos para poderem ir trabalhar, já que se dispusessem de um meio alternativo não deixariam de o utilizar. No meu caso, no sítio onde moro, com o meu horário e local de trabalho, sem carro não posso trabalhar... Pensam que é o quê? Um chupador de gasolina ou gasóleo? Claro que não, é um modesto comercial com 300 000 Km, sem o qual não consigo ir trabalhar... Não é profissional o meu gasóleo? Penso que sim.

domingo, 8 de junho de 2008

Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados


Ora muito bem… é pena que eu só não adivinhe a sorte grande ou o euromilhões. Escrevi neste blogue dois textos, um a 22 de Abril e outro a 5 de Maio, em que concluía que face à inaptidão, descrença e, sobretudo, ao mau serviço prestado, a grande questão que se colocava aos sindicatos era a da sua sobrevivência… Infelizmente, parece-me que tinha razão, pelo menos se for verdade o que hoje vem relatado no DN com o título: Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados. Cá está a solução que essas sanguessugas dos trabalhadores encontraram para a sua sobrevivência… colocarem-se do outro lado da barreira e lançarem-se, eles próprios, a cobrar impostos… Juro que desta não me tinha lembrado, no entanto, tal enormidade merece-me alguns reparos de não pequena monta e consequência. Vejamos.
1º Se bem que ridiculamente maltratada, ridicularizada e vilmente atraiçoada por quem a jurou defender, ainda existe a Constituição da República Portuguesa… a qual nos diz logo no capítulo que aborda os Princípios Fundamentais, nos nº 1 e 2 do Artº. 3º, “que a soberania (…) reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição”, e (nº2) “O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.” Não vos maçarei com mais artigos que, quem a ler verá que amiúde vão surgindo, para passar para o Título II, Direitos, Liberdades e Garantias, nº 3 do Artº. 46 que diz: “Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.”; para, e finalmente, no nº 2 b), do Artº. 55º. (Liberdade Sindical) “A liberdade de inscrição, não podendo nenhum trabalhador ser obrigado a pagar quotizações para sindicato em que não esteja inscrito.” Penso que por esta parte estamos suficientemente esclarecidos. Aproveito, apenas, para informar que ao abrigo do nº 1 do Artº. 23, irei apresentar queixa ao Provedor de Justiça.
2º O que os sindicatos alegam conseguir ou ter conseguido na defesa dos meus interesses, feitas as contas, e desde que comecei a trabalhar, não são benefícios mas sim dívidas; pelo que eu me considero credor e não devedor, pois o que consegui, com a sua acção, foi tão só a perda de direitos e poder de compra, muitas vezes negociadas com contrapartidas para essa chaga social que dá pelo nome de sindicalista vulgaris…
3º Possivelmente, pensarão os galarós dos sindicatos regressar aos tempos da paulada para nos pôr na linha e aderir aos seus intentos. Não sei de todas as profissões, nem de todos os sectores, na minha, a educação, apenas lhes posso dizer: venham eles… Verão que não ganharão para os pensos… Só a ideia dos jurássicos velhotes da CGTP e UGT a virem confrontar-se comigo e com a maioria dos colegas que conheço me dá vontade de rir… Pensando bem, creio que só a senilidade explica esta triste lembrança. Em muitos outros sectores, sobretudo os que abrangem mais o privado, aí a situação só poderia ser, ainda, mais ridícula…
Bom, são horas do almoço e tenho que parar. Prometo voltar a abordar esta hilariante notícia. No entanto, fica já o meu desafio… Venham, senhores sindicalistas, venham pedir-me dinheiro, que por acaso também me chamo Zé e saberei fazer-vos o gesto e a voz que merecem e que o meu nome imortalizou coadjuvado com o apelido de Povinho…

sexta-feira, 6 de junho de 2008

IMUNE... Mas até quando?


Código do Trabalho 05-06-2008 22:45
José Sócrates contra os motivos do protesto
Imune à quantidade de pessoas que hoje saiu à rua está o Primeiro-ministro, que não concorda com os protestos de em Lisboa, nem como facto da CGTP ter convocado a manifestação.

Não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos. Discordo que a CGTP, estando envolvida num processo negocial, a primeira coisa que faz é vir para a rua manifestar-se contra qualquer solução que saia da concertação social. Eu acredito e estou empenhado na concertação social e em conseguir um acordo, e não desisto disso, porque acho que essa reforma é essencial (…)” – afirmou o Primeiro-ministro.A manifestação contra a revisão do Código Laboral juntou hoje cerca de 200 mil pessoas em Lisboa, segundo a polícia.


Já vamos estando habituados à indiferença com que os nossos governantes, tendo à cabeça José Sócrates, vão comentando as diversas e gigantescas manifestações e provas de descontentamento que nos vêm dos mais diversos sectores da nossa sociedade. É certo, que os mesmos senhores, uma vez mais com o seu chefe à cabeça, também já nos demonstraram inequivocamente que, como mentem com a maior desfaçatez e à vontade, já nada nos deve fazer espantar. Porém, não deixemos de ir sublinhando algumas dessas pérolas, sendo, a de hoje, a repetição já gasta por todos os membros deste governo: “não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos.” A minha pergunta vai no seguinte sentido? Com quem julgam estes fulanos que estão a falar? Terão a coragem de quando chegarem à campanha eleitoral voltarem a dizer o mesmo, isto é, que não lhes interessam os números, mas sim os argumentos? Ou aí voltar-se-ão a esquecer destes quase quatro anos de vergonhosa ditadura de promiscuidade e compadrio e regressarão às mentirosas promessas com que no passado conseguiram enganar um povo analfabruto e ignorante mas que, ainda assim, compreendeu que o Santana Lopes e companhia só serviam para comentar futebol, ter ideias parvas e pouco mais.
Eis o nosso grande problema… como podemos viver num país onde os nossos governantes são cada vez piores, que quando julgamos que já não é possível fazer pior, vem o seguinte e nos faz desejar o que partiu como se tivesse tratado de um mal menor? A grande questão é que essa sequência de convergência para o negativo, ou se preferirem, esta capacidade de fazer sempre pior do que o anterior, retira a esperança a qualquer um… Poderíamos pensar no presidente… mas é igual, ao invés de exercer o seu papel moderador limita-se a comportar-se como um lacaio que quer ver o seu contrato renovado no final do mandato… Com que legitimidade nos vem falar de justiça social e moralidade nos salários dos altos funcionários privados enquanto ele, que deveria dar o exemplo, enquanto mais elevado funcionário público do país que deveria ser um exemplo em quem se pudessem pôr os olhos, acumula não sei quantas reformas, mais o vencimento de Presidente e todo o conjunto de alcavalas que eu nem consigo imaginar…
Enfim, o que fazer com tudo isto e como viver aqui sem ser indignado e revoltado com toda a parasitagem de que somos vítimas? Eram estes argumentos que eu queria ver respondidos, fosse por quem fosse.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A REALIDADE DA HABITAÇÃO EM PORTUGAL: PERSPECTIVAS...

A Tua casa vista por ti...




Vista pelo vendedor...




Vista pelo Banco...




Vista pelo Avaliador do Banco...



Vista pelas Finanças Portuguesas...




terça-feira, 3 de junho de 2008

GALPAR

Sebastião comes tudo, tudo, tudo,
Sebastião comes tudo sem galpar,
Sebastião comes tudo, tudo, tudo
e a seguir já te podes reformar...

Do mesmo café já queimado? Borras?


sábado, 31 de maio de 2008

Peço Alguma Decência

Agravamento de desiguldades é «empricamente falso», diz Santos Silva

Creio que alguns limites da falta decência, mesmo em política, não devem ser ultrapassados e esta afirmação de Santos Silva é disso um bom exemplo. Com efeito, se estivesse a fazer a tal lista de políticos que abomino profundamente, este senhor estaria muitíssimo bem colocado… Mas, deixando isso para trás, vejamos o que só pode querer dizer tal afirmação e aí tenho que me calar, pois não sei assim tanto da vida do homem que possa falar sobre isso. Deve querer dizer que entre ele e os que o rodeiam, amigos da pandilha, família, parentes, secretárias, eu sei lá… diminuiu essa desigualdade social, nos últimos três anos, terá conseguido elevar bastante o nível de vida monetário e social dessas pessoas e, se calhar, já deixa algum pessoal intermédio tratá-lo por tu… Só pode querer dizer qualquer coisa como isso, mais nada…
Para quem vive em Portugal, para quem anda na rua, fala com as pessoas, lê os jornais e procura andar minimamente informado é uma atoarda da pior espécie, daquelas que temos que nos beliscar para nos certificarmos de que estamos acordados, é quase com ouvir o nosso primeiro-ministro, como ouvimos claramente noutro dia, a chamar mentiroso a alguém… quer dizer, não faz sentido, como é que alguém que chega ao topo do poder em Portugal não sabe um provérbio tão popular e elementar como o que diz que quem telhados de vidro, não deve andar à pedrada com o vizinho… Enfim, bizarrias que eu não entendo… Talvez seja melhor assim…
Quanto ao que me é dado a observar, ninguém, a não ser os numerosos políticos que nos governam e os seus apaniguados, anda satisfeito, as pessoas andam acabrunhadas, vergadas, amedrontadas e cada vez mais sentem o fosso social entre os que tudo podem e os outros. Esta é uma sociedade que está doente, uma sociedade que precisava de um bom tratamento com qualquer anti-depressivo bem forte e de alguma ajuda especializada, algo bom, para variar. E o que vemos? Vir este sujeito dizer uma alarvice destas, quase que o imagino, ainda por cima com aquele ar hipócrita sonso dizer-se estupefacto por outros lhe afirmarem o contrário? Com números não sei de quê? Toda a gente sabe, como disse não sei quem, que os números bem torturados dizem o que nós queremos. O que sei, e julgo que muitos de nós o sabem, é que cada dia do dinheiro é mais curto, neste milagroso país onde tudo sobe, excepto os ordenados e o poder de compra, as poucas regalias sociais que ainda íamos tendo e, claro, a inflação… Como? É só mudar a forma de a calcular… O pão subiu muito? Retira-se o pão; os combustíveis subiram? Retiram-se os combustíveis, etc, etc.
Será que ainda por cima disso tudo pedir alguma decência e vergonha é pedir muito?

A propósito de um novo Blogue... Relembrando outros tempos...



Agora que este amiguinho resolveu abrir um blogue incógnito, chama-se banco corrido e consegue ser tão nojento como ele o endereço http://bancocorrido.blogspot.com/ lembrei-me de relembrar outros tempos não muito longínquos…
Eu, se calhar menos do que ninguém, não gosto de julgamentos na praça pública, porém quando se vive num país sem justiça ou em que a justiça é um mero formalismo e mecanismo de opressão dos mais fracos, então considero-me no direito de difundir algumas insinuações ou seja lá o que for para alertar os outros para as coisas que eu vejo ou julgo ver. O vídeo que aqui sugiro que revejam é a clara evidência disso; se fosse eu ou outro qualquer a ter sido escutado naquelas conversas ainda estaria a ver o sol aos quadradinhos e não a pavonear-me à custa do estado num cargo para os boys, já agora não sei porque não o enviaram como nosso representante para a UNICEF.
Não há fumo sem fogo e aqui o fogo há-de ter sido maior do que todos nós pensamos, para além disso, muitas das últimas revelações, algumas de interesse nacional têm saído dos blogues. Não é o caso. É que a minha raiva contra toda essa corja começa a ser incontrolável, e, no meu entender justa.
Assim coloquei bem destacada a frase de Montesquieu que já tinha publicado num comentário ao Alberto Martins, outro pequeno da mesma pandilha, intitulado “ O chefe da Banda.”
Pensem bem na frase e vejam se não tenho razão… o que eu sinto por esses viscosos políticos dos quais vos faria uma lista tão grande que, estou em crer, adormeceriam a meio da sua leitura.
É o que eu penso, é que eu digo. Se pudesse cuspir na cara de alguns desses amiguinhos, acreditem que o faria…
Não deixem de ver o video: http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE IMPOR E MANTER DO QUE A PAZ….

ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE MANTER E







IMPOR DO QUE A PAZ...





QUEREM PAZ?





MAS QUEREM MESMO?


Dedicada (entre outros, mas sobretudo) ao meu amigo Zé António...

NOVA ÁGUIA



A VELHA ÁGUIA




quarta-feira, 28 de maio de 2008

E AFINAL... É TÃO FÁCIL...

Todos nos habituamos a ver a postura esfíngica e seráfica dos soldados chineses, símbolo do carácter, disciplina, rigor e dedicação à República...

E AFINAL É TÃO FÁCIL...









Vou vender a patente à GNR...

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ROUBO




terça-feira, 27 de maio de 2008

O senhor não tem idade nem curriculum! Sócrates vs Louçã





O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:
Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG ( Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas - A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada - As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral - Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia
Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
Quanto a curriculuns estamos conversados!
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Quanto à idade o Jose Socrates nasceu em 6 de Setembro de 1957, numa pobre, apagada e minúscula vila de Alijó, portanto é cerca de um ano mais novo... Isto diz tudo quanto à sua coerência e rigor analítico.....e é por isso podemos esperar MUITO deste pigmeu!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

GRANDES FORTUNAS MAIORES IDEIAS
















Organismo do Ministério das Finanças estuda proposta de lei que isenta grandes fortunas
26.05.2008 - 08h56
Por João Ramos de Almeida


Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso? Esta sim, seria uma medida justa, pois as grandes fortunas pagam muitos impostos o que é injusto. Os impostos foram feitos para os pobres, para os pensionistas, para os velhos, os feios e os deficientes, quem os deve pagar são a ralé, gajos com os dentes podres ou desdentados… os ricos, sobretudo os detentores das grandes fortunas não, por vários motivos que podem escapar ao cidadão mais distraído:
Em 1º lugar não vale a pena pois, como eles já fogem aos impostos, é inútil tentar fazê-los pagar, pelo que assim poupa-se dinheiro do erário público a tentar apanhar aqueles que já se sabe que vão fugir.
Depois, em 2º lugar, se as grandes fortunas pagassem os impostos que nós, os pés descalços, pagamos ficavam também pobres, o que iria agravar a pobreza em Portugal e seria péssimo para a nossa imagem no estrangeiro, sobretudo na Europa.
Por 3º lugar, convém não esquecer que se não houver grandes fortunas, não serão precisos os lacaios e inúmeros trabalhadores que são necessários para que se criem as grandes fortunas e, desta forma, teríamos que ir todos para Espanha e deixar o país só para eles.
Em 4º os vendedores de automóveis de luxo, de jóias, aviões, helicópteros e caviar, se as grandes fortunas pagassem impostos, iriam com certeza à falência, isto se ainda não tivessem ido para Espanha.
Finalmente, os cretinos que fizeram este estudo não seriam pagos…
Proposta: um tiro nos (perdão) na cabeça, destes tipos, seria a única resposta à altura.

domingo, 25 de maio de 2008

O REGENTE DA BANDA

Revisão proposta pelo Governo
Código do Trabalho: Líder da bancada socialista diz que disciplina de voto "é instrumento de decisão", não de penalização
25.05.2008 - 10h31 Lusa







"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS


CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE´


BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER


ENGANADOS."


MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois, I:III,5

sexta-feira, 23 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tratem bem os professores... eles começam a ser uma espécie rara em vias de extinção...





Tratem bem os professores… eles começam a ser uma espécie rara, em vias de extinção…
Uns pequenos comentários e um sério aviso.

Retomo um texto que escrevi há quase um ano atrás e que, na altura, enviei para uma série de jornais, revistas e por aí fora sem que ninguém lhe prestasse a mínima atenção. Lembro que, contudo, se estava a falar da implementação das medidas da sinistra ministra ou vice-versa e o assunto bailava, de boca em boca, na ordem do dia. Não me é muito frequente retomar um texto passado e, se o faço, é apenas porque me dediquei a escrever para esta outra forma de silêncio que são os blogues. Confesso que não sou nem sequer um informático medíocre, pelo que tal andava muito longe das minhas ideias vir a fazê-lo, porém, sem saber bem como e com um empurrão. daqui e dali, apareci aqui. Gostaram da rima? Cá estou, então, se calhar a escrever para o boneco, as pessoas ou os portugueses em particular não gostam de ler, pelo que desistem nas primeiras linhas, se fosse um filme talvez esperassem mais um pouco, mas ler… Duvido sejam muitos os que cheguem ao fim deste texto.

Bom, falava na altura sobre os novos critérios de avaliação e os contornos que iam tomando e dizia: é curioso notar este critério de avaliação…. Em bom português é o que se chama escrever a metro ou, se preferirem, mandar palha aos burros que o têm que ler. Gosto sobretudo do passo que exige “uma ou duas personalidades de reconhecido mérito no domínio da Educação”. Que quererá isto dizer? Será ser um político do PS ou de quem quer que seja que ocupe o palanque do poder? Quanto é que essas sumidades irão ganhar? Será que podem ser interrogadas pelos candidatos, para aferirem se esses iluminados leram o trabalho? Mas, e talvez sobretudo, onde é que eles estão? Na família da sinistra ou na independente & Cia a graduarem políticos de (adjectivo a escolher pelo leitor)? Quantos exemplares terão que ser impressos e quem os paga? Mais engraçado que estas questões será esperar pelas respostas que elas terão e que é pena que a sinistra não as tenha desde logo respondido. Contudo, não é de admirar que não o faça pois é o habitual.

Até aqui… dúvidas são dúvidas e já começamos a ver que a montanha pariu um rato, isto é, o único intuito foi meramente economicista, atrasando as progressões nas carreiras, fazendo milhares de colegas mais velhos a pedir a reforma, ainda que com graves penalizações, o que constitui o duplo ganho de penalizar nas reformas e de os fazer substituir por colegas que, não estando na carreira, já que as vagas estão fechadas há anos, ganham pelo mínimo da tabela, vilipendiando a classe e virando a estúpida opinião pública, perdoem-me a franqueza mas não é difícil virar a grande maioria das pessoas contra aqueloutros, que tiveram que os chatear e contrariar para os socializar e dos quais, nestes casos, apenas parecemos recordar as experiências más e esquecer as boas. Pelo que vejo, leio e através disso julgo saber, os nossos chefes mais directos, a sinistra e o gajo que fuma às escondidas (uma vez mais o recalcamento do tempo, que foi o meu, em que se os professores nos apanhavam a fumar era uma chatice) seguem-lhes o exemplo, também o seu percurso escolar é tão dúbio, tão acanhado, tão modesto… Fico por aqui.

O que me assusta verdadeiramente é que, muito em breve, não teremos ninguém que queira ser professor ou então teremos apenas pessoas desqualificadas e inaptas para o serem, os idiotas do costume, isto é aqueles que pensam que os professores ganham muito e não fazem nada, que pensem um pouco… quem é que, no seu juízo perfeito, quer hoje iniciar uma carreira de professor? Quais são os atractivos? Ganhar à volta de cento e poucos contos, ser obrigado a ter uma qualificação académica elevadíssima (e séria…), sujeitar-se a andar de malas às costas mais de uma década e ser insultado e enxovalhado por alunos, pais, políticos e, no fundo, por todos excepto os colegas que os percebem? Quem desconhece poderá dizer que no topo da carreira se ganha muito, o tal 10º escalão, pois bem, não chega a 400 contos, ao fim de mais de 20 anos de serviço, (agora 25 ou mais) acham muito? Qualquer badameco ganha muito mais que isso sem se sujeitar a uma vida de estudo e sacrifícios cada vez mais acentuada. Resultado? Vai-se voltar ao passado em que 90% dos professores estavam de passagem e para quem as aulas eram um biscate para o início de carreira ou um mero entretém. Duvidam? Eu sou desse tempo, quando era aluno os meus professores raramente tinham habilitações profissionais para o serem e só nestes dois anos lectivos e nas turmas em que eu participava como professor saíram inúmeros colegas: ou pediram a reforma, por não aguentarem mais, ou foram curiosos, alguns com muito boa vontade, qualificação e (perdoem-me a expressão nada eduquesa, com muito jeito para ensinar) que foram experimentar e quando viram ao que iam chamaram-nos malucos e foram-se embora. Alguns sem se darem ao trabalho de o comunicar…

Fizeram bem, hoje ser professor raia a idiotia e, nessa medida, talvez a sinistra tenha razão em nos tratar como idiotas. Porém, não esqueçam que os filhos deles terão sempre bons professores e bons colégios, os vossos filhos é que não… acabando a geração que agora está a leccionar não haverá mais pessoas à altura de o fazerem e lembro os mais desprevenidos que formar um professor leva mais de dez anos… não é de um dia para o outro como os ministros e os políticos. Por tudo isto vos digo: tenham cuidado, não se deixem enganar e tratem bem os professores, eles começarão a ser uma espécie rara, em vias de extinção…

domingo, 18 de maio de 2008

NOVA PONTE NA IDEIA DO ENGENHEIRO....




AINDA SOBRE OS CIGARROS DO PINTO de SOUSA...

Lembrei-me, agora, de vos anunciar uma sugestão que me fizeram e que não me pareceu nada mal ... Nada disto se teria passado se o nosso PM saísse por uns momentos, em pleno voo, para fumar o tal cigarro. Creio que os portugueses lhe agradeceriam, a ele e à gravidade...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Que país é este? Ou história de uma progressão na carreira




Atenção, Rectificação!
Afinal o gajo não é quem eu pensava, mas sinceramente já começo a ter dificuldade em discernir no meio desta merda toda. Não é ele, mas certamente é da pandilha e, no meu entender, este sorriso com que ilustro o post é, e será sempre, um verdadeiro paradigma do sorriso sacana...


O Artista é este:


Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação




João Titterington Gomes Cravinho


Nascido em 1964Casado, com 2 filhos
Licenciado e Mestre pela London School of Economics (Reino Unido) e Doutorado pela Universidade de Oxford (Reino Unido)
Investigador Visitante na Universidade de Georgetown, em Washington (Estados Unidos da América)
Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde é docente na licenciatura em Relações Internacionais dessa Faculdade, e coordenador do Programa de Doutoramento em Política Internacional e Resolução de Conflitos
No âmbito da Cooperação para o desenvolvimento foi:
· Coordenador do relatório interministerial do Governo português sobre assistência a Timor-Leste, em 1999
· Trabalhou na Presidência portuguesa da União Europeia de 2000 no âmbito da cooperação
· Presidente do Instituto da Cooperação Portuguesa, em 2001-2002
· Consultor de entidades nacionais (Fundação Calouste Gulbenkian) e internacionais (Comissão Europeia, Banco Mundial) em diversas áreas da cooperação para o desenvolvimento
A sua tese de doutoramento, sobre Moçambique, foi publicada em numerosas revistas portuguesas e estrangeiras (Reino Unido, França, Espanha).
Para além de diversos artigos em revistas de Relações Internacionais, a sua mais importante publicação da especialidade, é o livro Visões do Mundo, de 2002

Funções governamentais exercidas
· Desde 2006-07-03Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XVII Governo Constitucional
· De 2005-03-14 Até 2006-07-03Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do XVII Governo Constitucional







Este nome de João Cravinho diz-me qualquer coisa!!!!... Já ouviram falar nele? (sem comentários) Exonera a secretária, mas nomeia-a descaradamente de seguida a ganhar 2300 euros, mais alcavalas. Assim é que é trabalhar com eficiência… No mesmo dia é exonerada, a seu pedido, é nomeada para um cargo (ou o mesmo?), mas muito melhor remunerado…. (vejam bem as datas!) e os números seguidos dos despachos, nem se dão ao cuidado de disfarçar. Assim se contorna a progressão na carreira e se riem de nós...
Podem conferir: Diário da República (2 Série) do passado dia 15 de Abril 2008.









Como podem ver é muito fácil... não é é para todos...








Escolhe antes um frango morto para te ouvir







Um belo dia, um cretino resolveu achar que todos os outros eram suficientemente cretinos, e pelos vistos foram-no, para tolerarem as suas cretinices indefinidamente. Esse cretino, que rebarbado com alguma transmissão televisiva do Clinton, o americano, que corria pelas ruas nas visitas que fazia só para se sentir, ilusoriamente, importante e cuja preguiça intelectual só era ultrapassada pela sua falta de pundonor e responsabilidade ética levando-o, à velha maneira do português saloio a arranjar uma marosca para que lhe chamassem doutor ou engenheiro ou fosse lá o que fosse, pensou que a sua impunidade divina, ainda para mais viajando em pleno céu, era a bastante para comprar os parasitas que o acompanhavam, quais carraças que acompanham o cão que dorme.
Por qualquer motivo que desconhecemos, pelo menos eu, tal já se teria passado anteriormente ou, aliás, era o habitual nas visitas que o ruço do jogging fazia; um dos penduras que o acompanhavam chibou-se e caiu o Carmo e a Trindade… Que não, que não sabia… que continuava a não saber e que se preciso fosse jurava pela mãe e os filhinhos que assim era. Vejamos, um charter (ou voo fretado) não é mais do que um avião normal, apenas com duas diferenças, a primeira que compramos os lugares todos e, neste caso, que não é quem viaja que as paga… É como um táxi. Por ser fretado por mim, não deixa de ser um transporte público e, como tal, sujeito às mesmas leis. Quer agora o cretino fazer crer ao pagode, ao povoléu, que o não sabia? Então, é a prova evidente que mostrou perante o povo que governa, que nem sequer é grande coisa, que não é digno de executar essa missão, não está à altura, já são merdas a mais sempre a bater no mesmo, a ir ter ao mesmo e com o cretino como protagonista…
Finalmente, vem sempre como virgem inocente e humilhada por uns malandros que só querem o seu mal, que não lhe compreendem as falhas e até são de um “calvinismo moral radical.” Pergunto, está-nos o cretino, mentiroso contumaz e compulsivo, a falar de moral? De Calvino? Que sabe o homem disso? Porque não nos poupa a cabeça e escolhe um frango morto para ouvir os seus discursos e dar as suas explicações? Vem de bom sítio, lá teve certamente bons exemplos, mas aqui estamos na Europa, ou pelo menos devíamos estar, e não numa vilória qualquer do interior onde só o abade se peida sem ninguém ouvir e ninguém cheirar.
Além disso, eu também deixei de fumar, há cerca de cinco minutos, e não me ando para aí a vangloriar de uma coisa que faço 30 ou 40 vezes por dia… Senhorzinho… vá e não volte. Se se quiser internar, bem eu dar-lhe-ei 100 motivos mais importantes e válidos para o fazer antes do malfadado tabaquinho. Quanto ao vigilantismo político e o que lhe está associado… o mínimo que eu lhe posso exigir é que se cale e mude o seu escritório para a António Maria Cardoso.
Fume o que quiser, com quem quiser, onde quiser, por onde quiser, mas abstenha-se de falar sobre isso… ou então, repito, escolha um frango morto e fale com ele.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Parte da Cabine dos não fumadores na viagem de Sócrates para a Venezuela




Parte da cabine destinada a não fumadores na viagem de Sócrates para a Venezuela. Subentenda-se, aqui, isto é, local destinado aos que têm que cumprir as regras, o povão que apesar de já ser suficientemente pendura para lá estar, ainda não possui estatuto para fumar, como Sócrates, ministros, etc.

Repetindo "A Verdade dos Factos"






Repetindo "A Verdade dos Factos"


Veio-me a propósito quando andava pelo A Educação do meu Umbigo ver e ter que comentar o artigo que apelava à manifestação de 17 de Maio... Lá deixei: "Quink644 Diz: Maio 15, 2008 at 11:17 am
Não me parece inteligente depois de uma manifestação de cem mil professores, cujo capital e sinergias que criou foram vendidas, alienadas e aproveitadas, sobretudo por essa BESTA NEGRA dos professores que é o mário nojeira, (Não, Não me enganei a escrever… ir fazer seja o que for, pois não terá pessoas suficientes nem para encher a Tendinha…"
Oxalá eu me engane, mas temo bem que não, a não ser que o abjecto nojeira e companhia tenham o dom de se desdobrarem em clonezinhos virtuais e encham, com aqueles olhos esbugalhados de goraz com 5 dias de banca, duas Tendinhas... No meu entender, devemos tirar todo e qualquer protagonismo a esse aldrabão de feira que deve é andar a direccionar os, já supra citados, olhos para o lugar do Valter Lemos e a preparar-se para se apaniguar com o poder como têm feito os espécimes pelágicos oriundos do PC que resolveram vir à tona. Da minha parte, com gajos desses não quero nada nem terão nada de mim, pois mais grave do que nos terem vendido foi o terem-nos feito passar (ainda mais) por parvos aos olhos da opinião pública. Que se faça uma ordem de professores que olhe sobretudo para os interesses da classe e se deixem esses nojeirinhas todos ir comer sardinhas e febras com a labregajem donde emergiram.

Relembrando o assunto editado na página do SPGL, quanto à crónica polémica de Santana Castilho no "Público"resta-me dizer que ela só existe se for para mentecaptos, para mim estou 100% de acordo e nada vejo de polémico, a haver erro será por defeito e não por excesso. Quanto aos dados do dia D, foram a maior vergonha a que assisti… na minha escola, apenas se contaram 20 votos contra, quando eu próprio em mão entreguei um abaixo assinado com quase 70 nomes (perfeitamente identificados) e apenas vi votar a favor os dois membros da mesa, que surgem multiplicados por 3… Estão bons uns para os outros, mentirosos com mentirosos. É consensual, em todas as pessoas que conheço, que nunca deveria ser assinado fosse o que fosse com a sinistra. O Castilho tem, pois, toda a razão. No meu caso, em 17 anos de professor, nunca vi um assunto ser tão mal dirigido e tão falsificado nestas e em tantas escolas… (os sindicatos e sindicalistas parecem esquecer que os professores falam uns com os outros…)Não, há uma ruptura total entre professores e sindicatos, já não só não nos sentimos representados por eles como até começa a envergonhar-nos a sua presença. Não sei se os representantes sindicais são eleitos… mas, uma coisa é certa, os da minha escola foram tão vaiados e enxovalhados que, se assim for, não mais existirão naquela escola. Tenho registos seguros de outras escolas pelo país onde ocorreu o mesmo. Assim, ou os sindicatos mudam ou têm os dias contados. Reúnam, pensem, façam o que quiserem, mas não se esqueçam que existem para servir a classe e mais ninguém. Poderão os colegas pensar que sou um fascistoide… Puro engano, fui sócio do SPGL mais de 10 anos, até ter a certeza que o que preocupava os sindicalistas era o seu umbigo e os seus interesses. Quanto aos números, e à tão propalada maioria de colegas em acordo com as posições dos sindicatos, vejam e votem a sondagem que o SPGL está a fazer na sua home page, reparem que não vos dou qualquer sentido de voto, apenas vos peço que votem (a esta hora, 23/4/2008, 18h45m, 74 % dos colegas achavam o texto assinado como inaceitável) os 90 e tal % de adesão é pura aldrabice. O que aconteceu foi que os sindicalistas, protelaram, demoraram, arrastaram as reuniões do dia D até os colegas normais desistirem. Então, meia dúzia deles chegados muito mais tarde e bem frescos, votaram no sentido que lhes fora ordenado. Curiosamente, as provas são claras e muito fáceis de verificar, é apenas confrontar as listas de presenças entregues nos C. Executivos com as dos sindicatos. Em nome da verdade e sem polémica façam-no e assumam. A única polémica que vejo… é a vossa sobrevivência.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

FOGO !

ÚLTIMA HORA !!!

Porto: Incêndio de grandes proporções na Reitoria da Universidade do Porto05 de Maio de 2008, 12:06Porto, 05 Mai (Lusa) - Um incêndio de fortes proporções deflagrou hoje no edifício da Reitoria da Universidade do Porto localizado na baixa cidade, disse à Lusa uma testemunha."O edifício está arder com grandes labaredas", acrescentou a testemunha, no local.O edifício, centenário, está localizado na Praça Gomes Teixeira (mais conhecida como Praça dos Leões), no centro da cidade do Porto.Segundo fonte dos Sapadores do Porto, foram enviados para o local oito viaturas para combater as chamas que deflagraram cerca das 11:20.
PM.Lusa/fim

SERÁ QUE AFINAL AINDA VAMOS DESCOBRIR QUE

O OUTRO ERA DOUTORADO PELA UNIVERSIDADE

DO PORTO?

Notáveis lançam manifesto contra o Acordo Ortográfico




Notáveis lançam manifesto contra o Acordo Ortográfico
“Um conjunto de figuras de relevo ligadas aos mundos da cultura, política e economia acabam de lançar um manifesto, em forma de petição online, no qual assumem frontal crítica ao Acordo Ortográfico. São signatários deste documento, entre outros, Vasco Graça Moura, Eduardo Lourenço, Mário Cláudio, Maria Alzira Seixo, António Emiliano, José Pacheco Pereira e António Lobo Xavier. A petição está disponível em http/www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa e já conta mais de mil e cem assinaturas.” Etc., Etc., quem quiser pode ler o resto da notícia em: http://dn.sapo.pt/2008/05/04/artes/notaveis_lancam_manifesto_contra_o_a.html . Digo eu, ainda bem, embora preveja que se tornará em mais uma comissão de prebendas e jantaradas para os notáveis do costume e pagas pelos otários do costume. No entanto, embora seja contra este acordo, pelo menos nos moldes em que tem sido apresentado, e já aqui o tinha escrito, creio que há dois dias em Talvez a propósito do post Happy Birthday, Mister PRESIDENT , penso que o mais grave e mais importante é a questão cultural que lhe está subjacente. Também, ainda noutro dia falava na questão fulcral subjacente a isso no post "'Nova Águia' retoma a ideia de Pátria e repensa Portugal a partir da lusofonia" , esta é, pois, em mim uma questão recorrente, pelo que vejo com satisfação o interesse que estas questões têm despertado, apesar disso a minha esperança não é muita, pois os modelos existentes começam a estar gastos, são os espectros, os modelos históricos empalhados de que nos falava António Sérgio, esse enorme vulto da Renascença Portuguesa e da cultura portuguesa, o afinador de pianos e desinquietador de intelectos que, por cerca de sessenta anos efectivos, serviu o país e a pátria portuguesa, naquilo que tem de mais intrínseco que é a sua língua. É curioso verificar que quando eu por vezes comento que Sérgio antecedeu Pessoa, numa vintena de anos, naquele belíssimo chavão: a minha pátria é a língua portuguesa, as pessoas tendem a desconfiar de mim, primeiro porque, normalmente, desconhecem Sérgio, segundo porque também desconhecem Pessoa, o que acaba por dar uma grande baralhada, de Pessoa ficou na memória e conhecimento do português comum, alguns dichotes bonitos e, para os mais avançados, a seca de ter tido que o estudar…
Já que os notáveis deste país parecem (?) querer trazer isto tudo de novo à baila, se for do vosso interesse, poderei apresentar-vos, aqui, das melhores controvérsias literárias e culturais que premiaram o nosso início do século como uma idade de ouro que será difícil, mas não impossível, de tentar repetir… Que os notáveis venham à baila, que os eruditos saiam à liça e que os jornalistas não manipulem a seu contento e veremos se em Portugal ainda é possível falar de cultura, de literatura, linguística, filosofia, história ou o que quer que seja… Muito me espantará que a minha voz encontre algum eco, porém, bradar aos céus é um direito e se não for ouvido não correrei risco de ofender ninguém…
Por agora, não vos maço mais. Apenas um esclarecimento que os doutos notáveis parecem ter olvidado, a revista/jornal que vos apresento: “A Vida Portuguesa”, foi um órgão dos mais fabulosos da Renascença Portuguesa e que, se me mostrarem interesse nisso, terei muito prazer em divulgar mais, sobretudo no que respeita às majestosas polémicas entre Sérgio, Cortesão, Proença, Pascoaes & Cia.
Se alguém conhecer algum dos notáveis, não deixe de lhes pedir para ler esta revista, como muitas outras, e só para citar de cor, a Atlântida e a Pela Grei. Para finalizar predisponho-me, com mais tempo, a fazer um artigo muitíssimo mais profundo sobre o assunto, que conheço relativamente bem, e para vos aguçar o apetite e vos fazer pensar diria aquilo que Sérgio escreveu há 90 anos e que subscrevo, ainda que citando de memória, mandar um aluno para as nossas escolas de hoje em dia, é como querer ensinar alguém a conduzir enfiando-o no museu dos coches.

ps: o autor que o Paulo Pedroso procura é Platão e a obra “Alcibíades II”, aliás uma obra maravilhosa e pouco conhecida do divino filósofo.




sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sobre o acordo ortográfico com a CPLP

Sobre o acordo ortográfico com a CPLP

Chegar a um acordo, para mim, sempre foi algo como chegar a um consenso em que duas ou mais partes se sentam e conversam, no sentido de encontrar uma base que lhes permita encontrar uma solução viável e agradável para todos. Parece-me que, mais coisa menos coisa, esta ideia seja pacífica. Vem a propósito o facto de eu ter andado a passear pelos diversos sites oficiais dos países da CPLP e ter verificado que já não há qualquer homogeneidade nas diversas formas de escrever. Isto é um facto e, assim sendo, não me parece haver argumentos contra. Os portugueses escrevem de uma maneira, os brasileiros de outra, os Angolanos ainda de outra e por aí fora. Não me parece que venha daí mal ao mundo, cada qual deve seguir o seu caminho pois ele, mais ou menos, cruzar-se-á e separar-se-á sempre que assim tiver que ser. Admito, inclusivamente, algumas alterações pontuais, já que não sou fundamentalista e entendo e sei que as línguas, com o português incluído, tendem a evoluir e vão evoluindo. É apenas, pelo menos alguns ligeiramente mais velhos, lembrarem-se dos advérbios de modo para verem que eles perderam, pacificamente, o seu acento; outro tanto é pegarem num livro dos anos 40 ou do princípio do século e verem como as coisas mudaram…
Não lhe chamem é acordo, nem queiram aceitá-lo, alterando nós aquilo que não faz sentido alterar apenas por se pensar que isso vai trazer ao país ou à língua qualquer mais valia, pelo contrário, faça-se uma análise sábia e ponderada sobre o assunto e se houver coisas a mudar então que se mudem, não podemos é ir atrás da vontade de todos, porque essa unanimidade já não existe, nem pode existir nunca, desde logo porque as realidades e os povos são diferentes, bem como a sua relação com a língua.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Papa português

"'Nova Águia' retoma a ideia de Pátria e repensa Portugal a partir da lusofonia"






Foi com muito agrado que comecei a ler a notícia do DN que dizia estar de volta ‘a Nova Águia’, tanto mais que concordo em absoluto com o que comecei a ler: “Uma nação "não pode reduzir-se aos entusiasmos fugazes da expectativa de proezas futebolísticas. Há que refundar Portugal", lê-se no manifesto da revista Nova Águia, que chega às livrarias no dia 19.” Bem, depois continuei a ler e as minhas desconfianças foram-se avolumando… Até obter a certeza de que, ao invés de estarem a retomar o espírito e pluralidade da antiga A Águia, estavam apenas a conspurcar-lhe o nome ou, o que para mim vai dar ao mesmo, a servirem-se dele para fins comerciais. Reparem só no conjunto de colaboradores da genuína revista e comparem com os da actual, sendo que na primeira eram autores e pensadores desconhecidos, assim capazes de trazer novidade, e nesta são as trutas do costume, em mais um espasmo habitual, certamente muito bem patrocinado… O ridículo da coisa só ainda vai mais longe com a sua periodicidade… Semestral??? Vejam que a original era quinzenal e saibam que, por vezes, os seus colaboradores tinham de andar a arranjar dinheiro entre eles para a publicarem… Como é que tão ilustres senhores querem agora intervir culturalmente no país ou alterar o que quer que seja fazendo-o semestralmente, numa época em que a velocidade e quantidade de informação são alucinantes? Bato-lhes hoje uma palma… daqui a seis meses talvez bata outra e assim sucessivamente… Agora esqueçam é a ideia de se julgarem continuadores da Renascença Portuguesa, pois o seu espírito era o de fazer para ontem e intervir dinamicamente na sociedade, algo que não me parece que sejam capazes, sequer, de tentar esboçar. Tomem antes um chazinho…

Novo partido formalizado ontem defende o voto obrigatório


Novo partido formalizado ontem defende o voto obrigatório



Bom… do ISCTE… Mérito e Solidariedade? Entre eles? MMS? Voto obrigatório… Bom… Não me parece inteiramente mal… Pergunto aos distintos candidatos a políticos de nomeada, têm meios para o fazer? O que vale para esses senhores o voto de um cretino que, por pudor intelectual, prescinde de votar ou de outro que tão drogado está que é necessário o INEM ir buscá-lo para cumprir a sua ‘obrigação cívica’? Quem é que está doente? Estes tipos ou a sociedade que os atura? Contrariamente ao que se fala para aí, sempre defendi, defendo e defenderei, que o voto não é um direito, nem cívico nem coisa nenhuma, antes de mais, teria que ser uma conquista, algo que desse trabalho; assim como a carta de condução em que tem de ser feito um exame que nos habilite a compreender o que é respeitar os outros e ser respeitado… Para mim isto é tão óbvio que nem me merece discussão… Mas, prossigamos; será que não se lembram, os ilustres iluminados do ISCTE das sábias palavras de Afonso Costa, que recusou os votos dos cretinos, indigentes e analfabetos? Querem continuar a ver um país governado por manifestações que são conseguidas à custa de copo, bucha e de velhotes sequiosos de sair da pasmaceira onde vivem? Uma excursão aonde? E dão almoço, lanche e pinga? Ou sou eu que sou estúpido, o que é uma possibilidade muito séria a considerar, ou são Vossas Excelências. Julguem por vós próprios e não se esqueçam de obsequiar o MMS, ou seja lá o que for, por mais uma obrigação… qual será a multa? Proponho o corte de uma mão à primeira falta ao voto, um pé e a outra mão se forem reincidentes, etc, se a abstenção, ainda assim, for superior a 20% o corte do pescoço dos candidatos… Sou radical? Peço apenas que os cultíssimos senhores do ISCTE, ou seja lá de onde forem, que leiam, e certamente devem ter lido e relido, “A Decapitação dos Chefes” de Italo Calvino.[1]
Vão-se curar ou… falem uns com os outros… Se calhar, e assim o espero, nasceram ontem e morrerão amanhã, talvez por um ataque de hemorroidal…


[1] Italo Calvino, “A Decapitação dos Chefes” in A Memória do Mundo, Lisboa, Teorema, pp.137-151, s.d. © 1993.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental.

Cavaco pede "atenção" ao Governo para impedir "regressão" na política orçamental.
Sei que os manequins da rua dos Fanqueiros têm a tendência para olhar apenas e só em determinada direcção, a sua rigidez mórbida, de cadáver embalsamado à nascença, fê-los assim e dessa forma continuarão a ver quem passa, o que passa, sem nada fazerem sem nada pensarem ou, então, enganando-nos muito bem, tiram as medidas ao sobretudo de pinho com que nos querem aconchegar. A questão é simples, pode haver e houve regressões em tudo (até se tornaria fastidioso enunciá-las), porém o que não pode é haver regressão na política orçamental… Que coisa estranha, quando já não existirem mais otários a quem sugar, os manequins voltarão a cara e pairarão o seu olhar (às vezes estrábico) sobre outras freguesias…
Começa a chegar a hora de pensar a sério se não teremos, efectivamente, o que merecemos… ou se não teremos que fazer algo para mostrar que não podemos mais ficar calados e se alguém tem de rebentar...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Estive uns dias fora. Propositadamente, porque não o quis fazer já que tinha coisas muito mais interessantes para ver, não soube uma única notícia de Portugal. Quando cheguei, resisti à tentação de ir ao computador dar uma rápida vista de olhos, protelei. Faz hoje uns anos, vivia-se o rescaldo de um fogo que queimou e inflamou, destruiu e fez nascer, como todo o fogo que se preze. Confessei a quem me acompanha, vou ver se há novidades, se há algo de novo… a resposta foi curta, corrosiva e lancinante… o quê que achas que pode haver de novo? Bem, penso que nada. Assim era, nada sobre nada e vazio sobre vazio, Sócrates / Ferreira Leite… é fugir! Bem sei que, como dizia o poeta, não se nasce impunemente nas praias de Portugal… mas antes havia a esperança e um inimigo a abater, agora não há nada, só amanhã, que é segunda-feira.