domingo, 13 de julho de 2008

Tiros, Políticos e Verdades que ninguém quer dizer…



Analisar acontecimentos e temas como os tiros do bairro não sei quantos e da habitação social é, politicamente, tão perigoso e escorregadio que, depois de se ouvir os políticos escutados sobre o assunto, é fácil perceber que ninguém quer tomar posições, propor soluções, nem falar muito. O motivo é muito simples: trata-se de um tema politicamente inconveniente em que qualquer posição tem custos óbvios. Assim, é preferível pôr cara de caso e falar sem dizer nada, aliás uma das especialidades dos verdadeiros políticos.
A questão é realmente complexa e talvez nunca se venha a conseguir resolver por completo, embora fosse muito mais importante canalizar as verbas dos TGVs, Aeroportos novos e outras parvoíces, para a tentar, e isso é possível, minimizar. É preciso coragem política, dinheiro e autoridade do estado e um conjunto severo de medidas, que até são fáceis de importar de outros países… Quanto aos sociólogos, esquerdistas militantes, defensores dos direitos humanos (como se o resto da população não o fosse), etc., teriam uma residência fixa num desses bairros à sua escolha e, lá, poderiam aplicar na prática e no seu habitat natural as suas ideias.
Algumas medidas parecem-me lógicas:
1ª Deportar para os países de origem, sem quaisquer delongas, todos os indivíduos, de nacionalidade estrangeira, inclusive os nascidos em Portugal, envolvidos em ilegalidades bem como os seus dependentes.
2ª Criar um banco de dados digital onde deveriam constar as impressões digitais e todos os dados biométricos considerados relevantes para futura identificação.
3ª Apenas aceitar a entrada de estrangeiros com trabalho e residência previamente asseguradas.
4ª Apenas conceder alojamento social a quem efectivamente o mereça, uma das curiosidades das imagens filmadas no tal bairro social é que grande parte dos automóveis que se vêem são melhores que o meu e do de muitos milhares de portugueses, que não têm qualquer apoio e vivem com a preocupação constante de pagar as prestações e os seus compromissos, logo, quem possui um bom e dispendioso automóvel é porque não necessita que os outros lhe paguem casa, rendimentos mínimos, subsídios e etc. e tal…
5ª Quem estragasse as residências e os bairros em que habita seria, pura e simplesmente, despejado; a sociedade tem o dever de ser solidária mas não tem de ser estupidamente tolerante.
6ª Chamada a intervir numa situação como a verificada, a polícia deveria intervir a tiro, abatendo quem fosse apanhado a disparar. Contra chumbo, chumbo e meio.
7ª Se, como diz um dos intervenientes entrevistado, as suas armas estavam legais, seria necessário saber e culpabilizar quem procedeu à sua legalização, já que a legislação não só é muito clara como muito restritiva.
8ª Os locais a alojar os bairros sociais devem, obviamente, ser dos mais económicos, uma vez que 1000 m2 com vista uma boa vista para o mar, podem chegar a valer o mesmo que 15 ou 20 000m2 localizados em zonas menos apetecíveis. Uma vez mais, a sociedade tem o dever de ser solidária mas tem, igualmente, que manter o respeito pelos interesses alheios. Por exemplo, quando há cerca de 3 anos tive de mudar de casa, porque a família cresceu, não pude ir viver, nem de perto nem de longe para onde queria, mas, tão só, para onde podia… Consultando vários anúncios, fui ver uma casa que me parecia em conta e, ao lá chegar, verifiquei que quase todas as casas, pequenas moradias e apartamentos estavam à venda… estranhei, dei mais uma volta e deparei-me com um bairro social com magnífico aspecto, tão bom que não me importava nada de ir para lá viver. Pois bem, um mês depois das casas terem sido entregues, parecia que se tinha entrado no Iraque… se as pessoas que para cá imigram, sejam quem forem, não têm os nossos padrões sociais, nem vontade de os ter, então devem voltar para onde vieram. Reparem no prejuízo que tiveram as pessoas que deram uma fortuna pelas suas casas e que, por instalarem na proximidade um bairro social com aquele tipo de gente, tiveram que as vender fosse a que preço fosse, só que ninguém já as queria… A não ser, familiares, amigos e sócios desses alojados sociais.
Tudo isto, pode custar muito ouvir, mas não é política social, mas anti-social; em primeiro lugar tem que se olhar aos que cá vivem, trabalham e batalham, muitas vezes arduamente, para conseguir sobreviver. Só depois, se sobrar alguma coisa, para os outros.

Ininputáveis?

Inimputáveis?



sábado, 12 de julho de 2008

Sem Comentários




Ainda o Irão, Israel e os EUA…



Se tiverem seguido os posts que tenho escrito sobre o assunto, verificarão que, ainda dentro do campo político-militar, falta considerar um último aspecto que é o facto das tropas iranianas e americanas estarem dos lados opostos da mesma fronteira, isto é, nada garante que o Iraque não possa ser atacado, mesmo por via terrestre convencional, pelos iranianos… Seria uma loucura? Bom, com este tipo de regimes já se viram cometer loucuras maiores e, para além disso, um conflito deste tipo traria, necessariamente, avultadíssimas baixas iranianas, o que, por estranho que possa parecer, viraria a comunidade internacional mais contra os EUA do que contra o Irão, sendo que para os iranianos estas não teriam significado nenhum.
Por outro lado, a guerra no Iraque já vai muito demorada, cinco anos e já bastantes milhares de mortos e feridos americanos, não pareceram resolver, nem melhorar a situação. Ora, a abertura de uma nova frente com um inimigo determinado e fanático, apenas agravaria em muito o estado de coisas. Contudo, se analisarmos com rigor a situação, a solução para ela já há muito escapou das mãos dos americanos, os quais, ainda ensombrados pelo sempre eterno trauma do Vietname, deixaram de ter a capacidade de decisão na área. Esta passou a estar, agora, nos timings israelita e iraniano, pois se qualquer um deles atacar os EUA, que têm muitas dezenas de milhares de homens na região, queiram ou não, serão arrastados imediatamente para o conflito. Vêem-se, pois, nuvens muito negras para os próximos tempos mundiais.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Ainda e sempre os mísseis…



Ao analisar-se este tipo de notícias e de argumentos cremos que, para o fazermos com algum rigor, é necessária a presença ao nosso lado de um mapa da região. Ora, efectivamente, a Rússia tem razão, já que não existem a leste o que se possa designar por estados párias, mas tão só a Bielorrússia, a Ucrânia e a Rússia… Nessa medida, a Turquia, a Grécia e a Itália estão numa posição muito mais privilegiada e até exposta do que propriamente a República Checa e a Polónia, em que não se vislumbra, para o efeito, qualquer interesse e, aliás, se o houvesse, este já teria sido divulgado e explicado, o que em bom rigor não seria preciso porque facilmente se perceberia.
O que leva, pois, os EUA a quererem colocar um escudo anti-míssil tão a Norte é, para além da pressão do seu lobby armamentista, de facto, um retrocesso no processo de desanuviamento iniciado com a queda do muro de Berlim, mas e porquê? Qual o interesse de semear radares e anti-mísseis pela Europa de Leste? Obviamente que directamente penso que nenhum, mas, se voltarmos a olhar para o mapa, reparamos que a Rússia, se quiser responder ao guarnecimento militar desses dois países, terá que a perder a Sul, nos territórios entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, onde nunca deixou de ter problemas e que é uma zona de grande interesse para os EUA já que é a zona mais importante para o controle da rota do petróleo do Mar Cáspio. Portanto, parece-me que temos aqui um gato escondido, com o rabo de fora…

T.G. QUÊ?


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Discursos reais...

Sócrates anuncia “passe escolar” e triplica alunos beneficiários da acção social

Só resta saber quem e quando…


A história tem-nos mostrado que Israel, nos seus sessenta anos, apenas tem sobrevivido garças ao seu poderio militar, aos seus serviços de informação e à sua aliança com os EUA, fruto do enorme poder que o lobby judaico detém. Nos últimos dias, temos assistido a um gradual aumento de exibição de poder militar por parte do Irão e, estranhamente, Israel também o fez, já que o seu modo natural de agir é atacar primeiro e avisar depois, desde logo porque o seu espaço físico não lhe permite outro tipo de guerras que não sejam ofensivas, uma vez que não tem para onde recuar. Se analisarmos a situação na região, temos a Síria, que não tem reagido aos ataques preventivos de Israel, o Iraque, que se encontra invadido e em guerra civil, o Egipto, que está muito mais preocupado no estabelecimento de boas relações com o Ocidente, a Jordânia, que como habitualmente não tem qualquer peso e o resto dos países árabes que, encabeçados pela Arábia Saudita, não só temem, talvez mais do que todos o Irão, como sabem que a sua segurança está nas mãos dos EUA e, ironia das ironias, do próprio estado de Israel. Olha-se para o mapa e não se vê mais nada, já que na própria Líbia, Kadafy anda a dar palmadinhas nas costas de Sarkozy.
Para além do que foi exposto, ninguém parece estar a ver com bons olhos o desenvolvimento dos mísseis Shahab, nomeadamente a versão 5 que, com um raio de acção de 6000Km, será capaz de atingir todas as capitais europeias, e qual seria o estado europeu que gostaria ver isso acontecer… Ainda por cima, se aliarmos a tudo isso a continuação do desenvolvimento do seu programa nuclear, o panorama torna-se negro. Mais, se analisarmos friamente as coisas, o Irão não está sob ameaça de ninguém, já que o seu arqui-rival Iraque se encontra a ferro e fogo. Logo, se não é para se defender, para que se quer um exército de um milhão de homens e um investimento colossal em armas senão para atacar? É esta questão principal que devemos colocar… A outra, e não menos importante, é a de saber quem e quando vai fazer o trabalho sujo, se Israel se os EUA.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Porque é o post nº 100, vai uma prenda...

Uma prenda

Lá vem, outra vez, o polvo...



Ainda ninguém está certo do que deve fazer, seja a respeito do que fôr, aeroporto, TGV, terceira ponte, etc., etc., já começam as promessas... Milhões para isto, milhões para aquilo, pensões e subvenções para acoli e acolá e o povo, embrutecido, ignorante e estúpido lá vai, cantando e rindo atrás do flautista de Hamelim... Não há nada a fazer... Eu moro em Cascais, fiquei desiludido por o aeroporto não vir para Tires. O quê que me vão dar? Eu e a Maria até já estávamos a pensar comprar uma furgoneta de venda de sandes de coiratos para os avionautas que chegassem e agora nada? Queremos investimento, queremos... bem é indiferente, o que pedirmos agora dão-nos...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porquê que os Sinais exteriores de riqueza não têm controlo automático ou outro pelo Fisco?



É sempre com algum asco que leio este tipo de notícia, chateiam-me profundamente. Se parece haver forma de cruzar dados de uma forma fácil entre o que se declara e o que se tem, então dever-se-ia fazê-lo, nem que se constituísse uma brigada de voluntários fiscais que ganhassem à percentagem… Eu era logo candidato… Adoraria começar pelos deputados e outros cargos engraçados deste país, mas é necessário não nos distrairmos. Como moro em Cascais, nem teria necessidade de me deslocar para o emprego, bastava ir à bomba de gasolina mais próxima e abordar quem estivesse a abastecer um carro superior a 10 000 contos, desculpem lá mas essa coisa dos euros nunca me caiu bem, e dizer-lhe: - Olá, pertenço ao GVFCP (Grupo de Voluntários Ficais Contra a Parasitagem) e queria falar consigo. Que bela máquina o senhor aí tem, vamos lá mostrar-me o que tem em seu nome e o que declara às finanças… Rapidamente se concluiria que o indivíduo ou roubava nas horas vagas ou fugia ao fisco, depois ia à Marina ver os barcos, onde quase nenhum custa menos de 5000 contos, e faria o mesmo, seguindo, para terminar o dia, para o registo predial falar com quem estivesse a registar um imóvel, por aqui há T1s em que 50 000 contos só se for para a entrada… E tinha o dia feito, eu e as finanças…
Porém, sejamos sérios… Não devíamos ficar por aqui, em muitos casos iríamos verificar que o barco de 9 metros, bem como o seu lugar na marina, pertenciam a uma empresa de construção civil… Era a vez de o senhor proprietário explicar para que servia a uma empresa desse tipo a embarcação… para levar ao trabalho os calceteiros marítimos? Ou para ir betonar as ondas ao largo de Cascais? Bom, claro que as explicações não serviam, não é? Depois íamos aos carrinhos… quantos estão em nome da empresa? 6? Mas a empresa nem tem tantos funcionários… e as casinhas, são para servir de armazém? Bom, mas se há o usufruto de tudo isso esse usufruto deve ser tributado como rendimento, não é? O senhor aufere além do ordenado mínimo o usufruto de coisas que são da empresa mas que quem as utiliza é V. Exª, Não é? Bom…então toca a pagar, aliás como tudo o resto que é debitado como custos na contabilidade e que não se consegue explicar, duas empregadas de limpeza a serem pagas por uma empresa que tem um escritório minúsculo? Não pode ser, atrapalham-se… Ajudam a sua mulher nas limpezas lá da casinha? Mas no contracto de trabalho diz que o local é ali e não acolá, logo meu amigo também não serve.
Que belo Portugal teríamos… ao fim de um ano dávamos mais lucro do que a Galp e a Brisa juntas, tornar-nos-íamos o país modelo da Europa e do Mundo. Porquê que isto não se faz? É simples, porque os que mandam é que seriam os lesados e esses têm sempre muito cuidado quando se trata de legislar algo que se possa virar contra eles. É este o problema nacional, não é mais nenhum: uns pagam o que têm e não têm, são sangrados até quase à morte e, os outros, riem de gozo porque têm esquemas para tudo e não pagam nada. Esta é a verdade toda a gente sabe, mas não tem acesso ao poder para inverter a situação, como dizia em “Governo exige mais dividendos às empresas públicas,”quem detivesse o poder e viesse com ideias destas ficaria logo sem ele…

domingo, 6 de julho de 2008

Polícias-espiões e muitos outros a fazer de tudo um pouco, para complementar ordenados que não chegam…







Das coisas que me parece serem mais tristes e perversas em Portugal é estarmos constantemente a querer esconder o Sol com a peneira. Vem na sequência de se ter noticiado que uns polícias estariam a trabalhar para detectives privados, algo que, como é noticiado era do conhecimento de todos, apenas foi, agora, noticiado; ao que parece por motivo de uma denúncia motivada pela inveja de não conseguirem todos fazer o mesmo.
Algumas questões se levantam… desde logo os serviços gratificados… pergunto não serão, em si, já a negação do próprio dever policial? Não serão, desde logo, aceitar que para haver segurança tem que haver dinheiro para pagar a protecção policial que deveria ser paga pelo Estado? Pois claro que sim, qual é a diferença de ser um banco ou um supermercado a pagar ou um detective particular? São várias, em primeiro lugar, e mais grave, o Estado não come nada, pagassem eles boas maquias em impostos a ver se já não era tudo legalizado e fomentado… em segundo, é melhor pago, menos chato e perigoso e não se tem que esperar pelo fim do mês para ver as garras das finanças a devorarem o trabalho de árduas horas… Mas há ainda outra questão não menos grave, se um homem ao fim de oito horas de serviço for fazer mais seis, legais ou não, estará a trabalhar mais do que deve, não podendo, pelo menos ao fim de uns tempos, responder da forma mais eficaz às solicitações que uma profissão difícil e desgastante tem, nem poderá dar o devido apoio à família, nem descansar, etc., etc.
Poder-se-á ser levado a pensar que é um problema dos polícias… Não é, é um problema de um país, em que os salários são tão miseráveis que estas práticas são, não só necessárias, como a própria tutela já conta com elas, o que as legitima… O professor ganha mal? Mas pode dar umas explicações, o amanuense camarário ganha mal? Mas o pato bravo dá-lhe uns trocos para as coisas andarem mais depressa lá dentro, o fiscal ganha mal, mas o mesmo pato bravo completa-lhe o salário para que ele feche os olhos aqui e ali, o jardineiro da câmara ganha mal? Mas depois trata de uns jardinzitos particulares, o empregado de mesa ganha mal? Mas tem as gorjetas e dá umas facaditas no patrão quando este se distrai, o médico atende mal na caixa ou no hospital porque ganha mal? Mas tem o consultório, etc., etc., etc. Todos nós sabemos como as coisas são e ninguém parece ralar-se muito com isso… o pior é que quanto mais se sobe na hierarquia pior é a corrupção e maiores são as verbas a despender… um presidente de câmara, um deputado, um secretário de estado ou um ministro ganham mal? Mas eles não parecem queixar-se, nem viver mal…
Portugal é assim, todos o sabemos. Um país de corruptos e corruptores com salários miseráveis, mas que ‘se vai safando,’ com o velho chavão: isso arranja-se eu falo lá com um gajo… Só que enquanto isto durar e não derem a todos a possibilidade de terem uma vida digna, fruto do seu trabalho,
Portugal será um país a fingir, doente e sem qualquer esperança de futuro, encurralado na própria estrutura que criou.

sábado, 5 de julho de 2008

O país que perdeu em tudo

Pensei muito antes de publicar aqui este texto, primeiro por não ser de minha autoria, coisa que não me preocupa em particular, pois até já convidei pessoas para cá escreverem, embora nunca o tenham feito, mas e, sobretudo, por temer que a sua dimensão levasse as pessoas a saltarem ser ler. Depois de algumas conversas e confissões fiquei mais esperançado, pelo que aqui deixo esta verdadeira pérola...
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Este Texto foi escrito num blogue no qual participo, http://thebraganzamothers.blogspot.com/ em 30 de Junho de 2008 e é, no meu entender, um dos melhores textos e uma das melhores análises à nossa sociedade que tenho lido nos últimos tempos...
Bem sei que as pessoas têm preguiça para ler... Mas este vale a pena... Depois digam-me alguma coisa... Podem ler aqui ou linkar para lá, mas é mais fácil ler aqui.
Um abraço
e se tiverem gostado, podem enviar e não deixarem em de ler os textos do Arrebenta... no blogue que referi.


(NOTA: ESTE TEXTO FOI-ME DITADO A MIM, LOLA CHUPA, PELO ARREBENTA, EXILADO EM CAPRI, ATRAVÉS DE UMA MESA DE PÉ-DE-GALO, IMITAÇÃO ESTILO "QUEEN ANNE")
Para eu vir aqui falar de Futebol, imaginem em que estado de degradação a Coisa já não está... Pois está, e ainda bem que a España ganhou hoje. Não tenho nada de Iberista, sou Europeu, Ocidental, adulto e Zulu, e, por isso mesmo estou felicíssimo com que o País-que-pensa-com-os-pés tenha apanhado um valente pontapé indirecto. O Futebol, coisa que execro, ao mesmo nível dos Gatos Fedorentos, dos carros de alta cilindrada -- e tenho vários que me levam onde eu quiser, é só pedir -- e das produções do Nicolau Breyner, por muito que se queira, ou não queira, é uma das manifestações da cultura popular contemporânea. Acontece que não vai lá com causas naturais nem milagres da fé: vai com trabalho, com uma envolvente que não seja permanentemente nociva e ácida, e não é fruto de um deserto, é o estructo de toda uma maré civilizacional. Não é às finais de Futebol que a España chega, não, a España chega às finais de Ténis, de Dança Artística e de imensas outras modalidades que agora me escapam, e só lá chegou porque levou um valentíssimo virote, desde que o Generalíssimo Franco bateu a bota, pensando que deixava o futuro nas mãos de mais um inapto Bourbon, e para azar dele, o Bourbon não era inapto, e até se chamava Juan Carlos.
No mesmo tempo de integração europeia, a España deu dos mais fantásticos saltos que qualquer novo membro poderia dar: fez o luto com a Direita Extrema, arrumou os crucifixos no seu sítio próprio, as paredes das Igrejas, disse aos Ministros Opus Dei de Franco que tinha cartilhas mais interessantes para se reger, autonomizou-se, tornou cada uma das suas Regiões orgulhosa consigo mesma; montou uma rede de Alta Velocidade, fez as Revoluções Sexuais, pôs no Governo mulheres com ar avançadíssimo e europeu, teve González, que, desculpem-ma lá, mas vai sair, adorava, como eu, bonsais, acatou Aznar, e pô-lo fora, através de um memorável movimento cívico, casou um Príncipe com uma dactilógrafa anoréctica, e aceitou tudo com um sorriso simples, bate-nos nos salários, nos preços, na Cultura, na Pintura (meu deus, o que España já deu à Pintura!...), na Música, na Literatura, no Turismo, em todos os indicadores de qualidade de vida.
O que aconteceu hoje foi a mais vigorosa lição de patriotismo com que poderíamos apanhar nos cornos: finalmente, disseram-nos, preto no branco, que tínhamos falhado em tudo, sobretudo na nossa (deles) última esperança, a Merda do Futebol. Adorei ver as expressões de desilusão pela rua, porque o macho lusitano, mais a sua legítima de bigode, tinham sido atingidos com uma patada subliminar no seu brio. Afinal não bastava deitar os búzios, comprar gel, pagar orgias a putas inglesas, para se esconder a impotência, manter o segredo, os oráculos dos "balneários", os "misteres", os milhões do branqueamento, a fuga ao fisco, os apitos de todas as cores, a arrogância de uma escumalha que não sabe alinhavar a ponta de um discurso, e que, saída da barraca, tem uma tripla acção nociva, e continuada, sobre a nossa sociedade cataléptica: 1) espalhar a ideia de que a barraca pode produzir ouro; 2) que todos nós -- e este "todos" é uma mera generalização literária -- estando, na barraca, muito quietinhos -- poderemos ter, um dia, por obra e graça, direito a uma meia qualquer meia horinha wahroliana de glória; 3) que a barraca tem, afinal, uma função histórica e social, algures entre os Planos da Zona Ribeirinha e os Planos de António Vieira, António Quadros e Fernando Pessoa para a génese do Quinto Império.
A grande mensagem do Futebol, em Portugal, foi que a persistência da Barraca poderia conduzir ao advento do Quinto Império, igual à Jerusalém Celeste, idêntica em comprimento, altura e largura.
Quando vejo passar os "Meninos de Ouro" penso sempre: será que estes meninos de ouro, nos intervalos do seu ócio de meio neurónio e do seu narcisismo, fortemente alimentado por uma sociedade potencialmente homossexual, que não percebe que está a efectuar cópulas mediadas, e mediáticas, com estereótipos de homens com que nunca assumiriam poder sentir desejo, e que leva "as gajas" atrás, para fingir que está tudo bem, será que estes meninos de ouro não poderiam ter feito um pequeno esforço para apagar a Barraca de onde (quase) todos vieram, e erradicar a Barraca do nosso imaginário e penitência históricos?...
Não podem.
Para isso era necessário que soubessem o que era uma Barraca, e isso vai muito além do que poderiam sonhar, e radicaria nos Estóicos, e nas turbulências por eles provocadas em todo o Pensamento Físico e Metafísico futuros. O Atomismo da Barraca. A Barraca é sair dela, como diria Álvaro de Campos, e passar direitinho para um buraco, entre a cona e a baliza, e um par de mamas, de alta cilindrada, cuspindo para o chão, e cuspindo para trás e para o lado, para cima de todos nós, que pagamos este folclore caríssimo, que mais não é do que uma metáfora do desastre presente.
Hoje, dei comigo a olhar para o Velhote, o Aragonês, e a sentir uma enorme simpatia por ele. Parecia, ao nível do pé, Lao-Tsé, e isso é complicado, sobretudo quando pomos a comparação naquela coisa dúbia, pegajosa e venal, que agora foi trabalhar para a Máfia Russa do Chelsea. Máfias, Russas, dinheiros sujos e alternidades, nisso, sim, somos exímios.
Gostei de ver o Rey, e sentir que era uma PRESENÇA, ao contrário do Aníbal, que sempre que aparece, imediatamente traz às memórias da mente e do coração um corropio de anedotas rascas, piores do que a qualidade dos tecidos que a Maria veste. Gostava de saber se Zapatero, ou Asznar, andaram na "Independente", e se se teriam mantido no posto, se tivesse havido um escândalo de diplomas, como houve por cá. O Duque de Féria foi à vida, com o escândalo da Casa Pia de lá, e era Grande de España. Baltazar Garzón foi a Santiago buscar, pelas orelhas, o criminoso Pinochet. A España abriu precedentes de condenação internacional, para criminosos sem fronteiras, e não os coloca na OCDE, ou lhes arranja exílios dourados onde calha.
Portugal é a sombra que se desenha no chão, sempre que a luz da Europa incide, em cheio, no perfil da centrífuga España.
Hoje, num extremo ao outro do quadrado cispirenaico, com todas as suas nacionalidades e tradições, sentiu-se um momento de unidade, e nós apanhámos com as sobras psicanalíticas em cima, e vamos ficar meses a fazer a (in)digestão.
Eu sei que isto já chegava para o texto de hoje, mas quero ainda partir um pouco mais: a China, parca de recursos, e carente de energia, lançou mão a tudo o que pode em Angola, e apoia descaradamente aquele cangalho insolente do Zimbabué, porque só tem a visibilidade que lhe dão. Os últimos a apertarem-lhe a mão foram os dois escroques que a nós, Europeus civilizados, apertam o pescoço: Sócrates e o "Cherne". Disseram-lhe que estava tudo bem, e ele podia continuar, e ele, preto, velho, badalhoco, racista, homófobo, assassino, misógino e todas as outras qualidades que um ser humano pode reunir, acreditou, e passou a sofrer da Síndroma de Saddam: "eles" nunca se atreverão a fazer-me mal... Engano. Aparentemente a Condolezza, outra das nódoas da nossa Contemporaneidade, já lhe tirou o tapete e revelou o verdadeiro jogo: as Potências preparam-se para redesenhar o Mapa-Cor-de-Rosa, de Angola à contra-costa: primeiro, um artolas cantador, que disse que Luanda era governada por criminosos -- espantosa novidade... -- e, agora, ao lado, temos o novo alvo, e só Mozambique está salvaguardada, porque os "Boers", cabelo cenoura e olho azul, foram para lá reconstruir a perdida África do Sul. A China é discreta, mas, ao atacar-se o Mugabe, o tiro é para atingir Pequim, como se no Mundo não houvesse outras prioridades ao nível do Zimbábue.
Infelizmente, neste "Príncipe" alargado, o Príncipe da Baixaria, a lei continua a ser a do toma-lá-dá-cá: levais a Coreia do Norte, que não vale um caracol, e deixou de ser O MAL (!), em troca, nós avançamos pelos recursos africanos. Olha, querida, por que não fazes antes um ensaio geral de indignação na Birmânia, em Darfur nos desgraçados todos de cujas terras já nem me lembro, mas não têm recursos debaixo dos pés?... Esse é o próximo filme, no dia em que, psicanaliticamente, apanhámos um valente pontapé nos colhões. É certo que ficámos sem nada... perdão, errei, ainda temos Fátima, a Mariza, e 93,7% de sucesso nas Provas de Aferição de Matemática, e podemos dedicar-nos a fugir da bomba sem pagar, ao "carjacking" e a inaugurar os fogos-postos nas florestas, que a época oficial abre amanhã. Civilização, suponho eu.



Cinco vezes ao telemóvel dá direito a ficar sem carta




A notícia que hoje nos chega no DN é espantosa… Num país em que todos os dias nos dizem que é preciso trabalhar e produzir mais vêm dizer-nos que quem for apanhado ao telefone cinco vezes ou fizer não sei quantas asneiras, fica sem carta durante os dois anos em que tem de esperar para fazer novo exame. Confesso que penso tratar-se da maior imbecilidade e prepotência que ouvi desde que me lembro de lhes começar a prestar atenção, porquê? Porque é um convite à desobediência civil, porque todas as pessoas que conheço falam ao telemóvel enquanto conduzem e não há problema nenhum, cada um tem que saber por si o que pode ou não fazer, conduzir é isso mesmo, que se lixem os idiotas da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados? (aliás que nunca percebi para que servem), a PRP (esta não serve mesmo para nada), Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, etc, etc. O que acontecerá é que as vítimas dessa aberração terão que desobedecer à proibição, pois milhares de pessoas não conseguem viver sem conduzir, ir trabalhar, levar os filhos à escola, ir às compras, etc; assim, não vale a pena estar a arranjar problemas às pessoas apenas por arranjar…
Se falassem de pessoas que têm acidentes graves consecutivamente, que andam em contra-mão, com condução perigosa e historiais desses tudo bem há, de facto, pessoas que deviam não só ter a carta suspensa como, inclusive, serem privados dela, a esses não há nada a fazer, agora aos outros… Tenham juízo…

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Antigamente...???


Petição do silêncio





A Petição das Crianças está bloqueada em Belém: Para o "Aníbal", sempre que se fala em criança ele pensa em Mocidade Portuguesa...


"Faz hoje 2 meses que A Petição em Prol das Crianças Vítimas de Crimes Sexuais foi entregue no Palácio de Belém, sem que o Exmo. Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva tenha comunicado seja o que for, nem sequer a recepção da Petição, nem que a mesma iria ser objecto de análise, nada, rigorosamente nada. Também o pedido de audiência, remetido em Janeiro, continua sem resposta quase 7 meses depois.É assim que o Presidente escuta os cidadãos? É assim que o Presidente se mostra receptível às acções dos cidadãos? É assim que o Presidente demonstra o seu interesse nas questões relacionadas com as crianças, particularmente as que são vítimas de abuso sexual?Aníbal Cavaco Silva, preso numa agenda política, demonstra ser mais um presidente "para Inglês ver". Shame on you Mr. President, Shame on you."

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O NOVO MUSEU OU A GALERIA DE HORRORES...


Reconhecimento pelo “saber, esforço e sofrimento”
Educação inaugura galeria para lembrar os seus quase 100 ministros


Foi em 1870 que foi criado o Ministério dos Negócios da Instrução Pública. Em 138 anos de história, quase uma centena de ministros (93 até agora) foram titulares da pasta da Educação. Os retratos de todos estão desde hoje expostos no átrio do Ministério da Educação (ME), na 5 de Outubro, em Lisboa, numa espécie de reconhecimento aos que com “saber, esforço e sofrimento ajudam a construir o futuro deste país”, justificou a actual ministra, Maria de Lurdes Rodrigues.


A última aquisição...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tretas




Parece-me evidente que as empresas cujos dividendos revertam a favor do Estado deveriam entregar-lhe a totalidade dos referidos dividendos, obviamente, a menos que estes fossem devidamente justificados como necessários à sustentabilidade ou viabilidade dos mesmos. Isto é, compreendo que parte dos lucros da CGD ou outras empresas tenham que ser reinvestidos, até porque, a não ser assim, são devorados pelo poço sem fundo do Estado. Contudo, antes de mais ou cada vez mais, o que se deveria fazer era uma verdadeira auditoria aos cargos e mordomias que existem nessas empresas, uma limpeza aos chulos que por lá pululam e às despesas com carros, motoristas, jantaradas e coisas que tais. Com esta limpeza garanto-vos que o sempre inidentificável Estado veria aumentado em muitos milhões de euros mensais as suas receitas. O problema é que ninguém com poder quer fazer isso e por dois motivos: o primeiro é que o lobby dos tachos é tão forte, que quem o tentasse fazer ficaria logo sem o dito poder e, segundo, é que, bem vistas as coisas, eles a família e os amigalhaços acabam, também, por ir também comer à gamela. Estes são os verdadeiros problemas e os grandes dividendos das empresas do Estado que dão para tudo...
Isto é que o amigo Louça devia estudar e denunciar, em vez de andar a perder tempo com as pastas dos dentes...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cretinos mandam tribunal fechar Blogue e acham que assim resolvem o problema…


Custa-me bastante a entender a cretinice que é necessária para interpor uma providência cautelar com vista a encerrar um blogue que diz algo que não se quer ouvir, desde logo por considerar que as pessoas devem ser livres de expressar a sua opinião e as outras de as julgar. Isto funciona, em parte, como a lógica do mercado: as afirmações e opiniões colocadas num blogue têm credibilidade e sustentabilidade e as pessoas gostam e voltam lá, por muito que custe a quem é visado ou, pelo contrário, não têm nenhuma dessas qualidades e o blogue extingue-se naturalmente…
Infelizmente, em Portugal continua a vigorar a censura cinzenta imposta pelos mais cinzentos dos nossos concidadãos, os políticos, e, quanto mais baixa é a sua inteligência e a sua segurança, menor é a capacidade de compreender que os tempos mudaram e que eles já não mandam nos jornais lá da santa terrinha como faziam antigamente. Fecham o povoaonline e imediatamente surge o povoaoffline, se o voltarem a fechar surgirá o povoaredline, povoasuperline ou outro qualquer…
Sai-lhe o tiro pela culatra… Convido, pois, os meus ilustres amigos e visitantes a irem saudar o novo blogue http://povoaoffline.blogspot.com/ e a deixarem lá os vossos comentários… Talvez assim os Alberto Joões deste país comecem a entender que os tempos mudaram… É preciso que lhes penteemos a cabeça…
Suspenso por ordem judicial
30.06.2008, Ana Cristina Pereira
Tribunal dá razão a autarcas da Póvoa de Varzim em processo por difamação contra desconhecidos que os acusavam de corrupção
Ordem das Varas Cíveis de Lisboa emitida a 13 de Maio
http://jornal.publico.clix.pt/ edição impressa p.12


Blogues: Autarca da Póvoa de Varzim admite pedir fecho de blogue que substitui outro encerrado pelo tribunal
30 de Junho de 2008, 10:56
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/300d8c73b24746a3e5a777.html

domingo, 29 de junho de 2008

sábado, 28 de junho de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Governo italiano aprova lei que dá imunidade a Berlusconi

Consulta Pública EDP - POR FAVOR DIGAM-ME QUE É MENTIRA!




Uma amiga enviou-um mail com a mensagem que vos deixo e que diz bem de como vão as coisas neste país...



Quando li esta mensagem, pensei que não podia ser verdade.
Mas afinal parece que eles vão mesmo pôr isto em prática a não ser que haja muitas reclamações.
Aqui vai o link do Jornal de Negócios para verem que é verdade,
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=FIX_COMENTARIOS&id=320248&idCom=9

Esta cambada pretende pôr os cidadãos comuns e bons pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP (e dos ladrões de electricidade que fazem as puxadas directas dos postes), num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra a 7 de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta.
Há que agir rapidamente, expressar veementemente o nosso repudio a tal procedimento, porque de contrário, como diz a expressão popular “quem cala, consente”.

Só hoje é que soube desta ignomínia…
POR FAVOR
Enviem o texto (que está aqui em baixo) para o E-mail indicado. E divulguem!!!! O máximo que puderem.


" Exmos. Senhores:
Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.
Com os melhores cumprimentos,


Claro que este é um texto que eunão escreveria assim... mas o importante é que cheguem muitos mails para este endereço...

Enviar para: http://fr.mc262.mail.yahoo.com/mc/compose?to=consultapublica@erse.pt

Sem Comentários...

Como não educar um filho...


COMO NÃO EDUCAR UM FILHO

Conselhos para criar um delinquente... É interessante meditar neste resumo..
1- Comece na infância a dar o seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2- Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.
3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue aos 21 anos e 'decida por si mesmo'.
4- Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.
5- Discuta com frequência na presença deles. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6- Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.
7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar 'frustrações prejudiciais'.
8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade com o seu filho).
9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar. E, finalmente...
10- Prepare-se para uma vida de desgostos. Vivemos num Mundo com tanta violência e visível falta de educação que vale a pena pensarmos melhor nos valores que estamos a inculcar nos nossos filhos.
O Mundo precisa de gente de bem e a responsabilidade também é nossa.
'EDUQUEM AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO CASTIGAR OS HOMENS'
Pitágoras

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bem-vindos ao mundo real...




Bem-vindos ao mundo real…

Confesso que li sem grande surpresa a notícia de que dois juízes tinham sido agredidos em pleno tribunal. Quem conhece, minimamente, os tribunais, salvo algumas excepções, não estão preparados para efectuarem julgamentos com o mínimo de condições quer de higiene, segurança, comodidade e, consequência de tudo isto e de tudo o que fica por dizer, de dignidade. Grande parte, senão a maior, não confere o mínimo de dignidade à aplicação da Justiça. Não é hoje tempo de falar em outras lacunas com elas, e com os seus actores, relacionadas e, se calhar, ainda bem, pois não devemos misturar alhos com bugalhos…
Não conheço as instalações da Feira, mas as que conheço chegam-me bem para afirmar com conhecimento de causa o que digo. Calor atroz, chuva e humidade, promiscuidade total, degradação completa dos edifícios, etc, etc. Em termos de segurança, com excepção dos casos muitos especiais, pura e simplesmente não existe… É só. Qualquer indivíduo, em 90% dos casos, pode agredir juízes e outros intervenientes, incluindo arguidos, testemunhas e Cia. Lda, com mais facilidade do que fora dos tribunais, já que ali estão mesmo à mão de semear…
Ora, assim, a justiça não é nem pode ser justiça… Quando os principais responsáveis pela justiça neste país, inclusive juízes, dizem que o assunto é grave fico estupefacto… Meus caros e, se for o caso, meritíssimos senhores, o caso não é grave, é muitíssimo grave e exige uma reflexão muito séria de todos nós, não pode ser, os políticos a viver em luxos asiáticos e o resto dos trabalhadores do estado a trabalhar em condições infra-humanas… Vejamos as coisas como eles as vêem: que respeito é que me merece um gajo que está para ali vestido de uma forma esquisita, com um palavreado que não se entende e está mesmo à mão de levar um estalo ou com uma cadeira nos cornos? Polícias? Com a contenção que tem havido, só maninhos somos mais do que o dobro deles, além que, possivelmente, melhor armados. Logo, estão mesmo a pedi-las…
Em vez do quartel de Bombeiros requisitem o gabinete do presidente da câmara, do governo civil e por aí… Podia dizer muito mais coisas… apenas algo se repete na minha mente: Bem-vindos ao mundo real… Ao dos professores, dos polícias, dos funcionários das finanças, das autarquias, dos médicos, etc, etc, etc. Sejam bem-vindos e não se admirem, se V.Exªs que têm o poder não tomarem medidas mesmo muito sérias, então, isto não só se vai repetir como multiplicar e, exponencialmente, nos outros, em casos que, depois, V.Exªs perdoam, compreendem e absolvem. Nesse caso, todas as que caírem fora, são perdidas… Temos, todos, de começar a dizer: por não estarem reunidas as condições mínimas, não julguei, não leccionei, não consultei, não aceitei, etc, etc,.
Bem-vindos ao mundo real…

Governo tem de assinar os jornais...


Nada me parece mais perigoso e triste para um país do que ser governado pelas notícias dos mass-media. Perigoso porque, para além de se estar sujeita à manipulação dos jornalistas que, assim, têm uma força que não deviam ter e, mais do que isso, corre-se o risco de ver-se uma corrida aos furos jornalísticos para ver resolvidos problemas das mais diversas ordens. Vem a propósito da questão das botas e fardamento geral da polícia. É evidente que um subsídio, seja ele qual for, que não é actualizado desde 1989 é absurdamente ridículo, quase tão ridículo e vergonhoso como o facto dos diversos ministros que passaram pelo cargo não terem reparado nele. Porém, estou certo que eles não se esquecem de actualizar os seus inúmeros subsídios. Mas o mais vergonhoso de tudo é um ministro, seja ele qual for e de qualquer parte do mundo, assim que vê sair uma notícia no jornal, correr a prometer tratar do assunto com a maior celeridade possível… Amanhã, os jornais estarão cheios deste tipo de notícias e os governantes deixarão de ser precisos, pois basta alguém que saiba ler e abanar a cabeça.

Um erro crasso…




Os agricultores que hoje se manifestaram em Braga cometeram um erro crasso… Serem apenas cinquenta… Ora, cinquenta agricultores, nem que seja acompanhados pelos seus tractores, são muito pouco para sensibilizar os nossos governantes, portanto, como eu já tinha escrito noutro post mais em baixo, “se forem fraquinhos e não levantarem muito cabelo levam na tromba, e o governo virá vangloriar-se da sua implacabilidade.” Foi o que aconteceu mas “se fossem um pouco mais fortes, isto é, daquela malta que tem bigode, arrota alto, deve cheirar mal e não sabe falar muito bem, então, o mesmo governo, reuniria com eles e abriria a perninha, pagando todos nós, após os vermos vangloriarem-se de que dialogaram… Portanto, pensem bem e contem-se primeiro, se acharem que podem chatear com alguma força e determinação, avancem. Senão… preparem-se para levar na tromba para servirem de exemplo…

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sócrates, o Mugabe da Europa…


O Alberto João Jardim é uma fonte inesgotável de delícias humorísticas… porém, lá vai acertando a torto e a direito, impunemente, em quem quer. Desta vez foi outra vez Sócrates o visado… E ainda bem, pois o homem é verdadeiramente execrável e então, rodeado pela sua pandilha, assentam que nem luvas ao Mugabe Europeu com as suas práticas “próprias do mais reles tribalismo e da maior africanização anti-democrática possível.” Bingo, cada vez mais o PS parece esquecer o que deve ser um partido político para se tornar uma tribo… o pior é que, para nosso mal, os da vovó Manela não são melhores, são, quanto muito apenas outra tribo diferente… (Não será por acaso que ele próprio já se vestiu de chefe tribal) Concluindo, tudo isto vale o que vale. O pior é para a grande maioria dos sem tribo, logo sem tachos, compadrios, negociatas, sem nada. Perdão, pelo menos uma coisa dão-nos: mais impostos.

Análise da sondagem/votação sobre as cuecas do Sócrates

Na sua opinão as cuecas do Pinto de Sousa (Sócrates) deviam ser:
de lã de vidro
4 (4%)
de lixa grossa
10 (12%)
de vidro moído colado em pano
65 (79%)
normais
3 (3%)
Votos até o momento: 82 Enquete encerrada
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Imagem roubada de http://ocavalodedomjose.blogspot.com/2007/07/o-fim-do-mundo-em-cuecas.html

Análise da sondagem/votação
Costuma-se dizer, quando se apanha uma molha daquelas bem grandes, que foi daquelas em que a água nos chegou até às cuecas… A ideia original de molha, rapidamente pode, e assume, várias nuances, como encharcanço, baldada ou banhada. Neste caso, a questão parece-me prender-se mais com a última ideia… a banhada. Ninguém gosta de as levar, por isso é que elas são banhadas e não banhos, algo de pacífico, higiénico e cordato. Todavia, da análise que podemos fazer deste pequenos inquérito resultam alguns aspectos muito interessantes:
1º Os portugueses não gostam de votar…. Não custava nada carregar na possibilidade x, y ou z, porém, a maior parte dos meus ilustres visitantes não se deram a esse trabalho. Pura e simplesmente ignoraram o assunto… quiçá estejam de tal forma calcinados e desconfiados que já não consigam mais do que votar ao simples desprezo, o acto de votar; afinal de contas, parece não servir para nada, já que tudo ficará na mesma.
2º Os portugueses não se interessam por lingerie masculina, pois tanto lhes parece fazer cuecas deste ou de outro material. Sobre esse aspecto não se manifestam.
3º Parece haver 4% de votantes que desconhecem o que é lã de vidro e quais os seus efeitos, quando em contacto com as peles humanas… Se o soubessem, possivelmente, teria uma opção com muito mais adeptos, já que, ao contrário do vidro moído, produz efeito quer o indivíduo se mexa ou não, causando uma irritação profundíssima que é um misto de dor, comichão e incómodos inexplicáveis. Não se deve, pois, subestimar as potencialidades da lã de vidro na confecção do vestuário íntimo dos nossos governantes…
4º A Lixa Grossa era uma espécie de pequena armadilha feita por mim. Como sabem, se não nos mexermos a lixa, grossa ou fina, não nos afecta, pelo que é uma falsa questão, pois ter-se-ia que supor que o nosso Pinto de Sousa faria alguma coisa para ser lixado… Ora, como sabemos, é prática assente neste jardim florido à beira mar plantado, os nossos governantes não se mexerem, isto é, nada fazerem senão produzirem falsas promessas que não exigem mais do que movimentos de boca, pelo que também não é por aí que o gato vai às filhoses… Aqui caíram 12% dos votantes, acham que o homem algum dia pensou, sequer, mexer-se para mudar alguma coisa? Santa ingenuidade, para se fazer pior não é preciso mais do que deixar as coisas seguirem o seu rumo. Quando correm nas sarjetas as águas fétidas e putrefactas sabem encontrar o seu caminho natural para o esgoto…
5º Cuecas normais… aqui confesso que fiquei baralhado. 3 votantes escolheram esta opção e fiquei sem saber se a escolheram por saberem, sei lá, que o Joselito usa boxers, pelo que seria indiferente o tipo de cuecas que usa; se por se terem enganado a clicar, se a ler, se estão mesmo convencidas que o homem deve ter uma lingerie normal. Não sei. Não sei, ainda, se não será o celebrado espírito português de estar sempre do contra.
6º A larga maioria, quase 80%, opinaram que todas as miudezas e partes íntimas do nosso Pinóquio transmontano, do Porto, o que prova que a mentira nasceu com ele ou ele com a mentira, deveriam andar rodeadas de vidros cortantes e pontiagudos, com o objectivo de, desta forma, lhe provocarem uma ínfima parte da dor que merece… Como creio ter demonstrado em cima tal se deveu ao logro em que caíram, pois o que é incómodo e penoso para o parasita não é o cão que coçar-se mas, tão só não ter o que sugar. Assim, nada afecta aquele que ou não se mexe, ou usa boxers ou coisa nenhuma… talvez a tanga… é, também, outra hipótese…
7º Assim como assim, se estivesse na pele dele, não gostaria de ver ir a votos não aquilo que nos trama, mas aquilo que poderia um dia ter que vestir se fosse dada à maioria a possibilidade de aconchegar tão recônditas partes. Mesmo do que está no escuro e no mais recôndito dele ninguém parece gostar.

domingo, 22 de junho de 2008

Conversas da Beira Rio...

Rápido, vamos arranjar outro futebol, que o tempo urge… Deve ter sido em termos semelhantes que a máquina partidária do PS respondeu ao fim do futebol, daquele com jogadores, bolas e balizas… Mas o quê? Revelar que Sócrates voltou a fumar às escondidas ou que o Mário Lino foi mandado parar por uma brigada de trânsito depois do jantar? Não, talvez não seja boa ideia… Mas então o quê? Já sei, diz a certa altura uma voz funda e cavernosa, que podem ouvir aqui, vamos falar de uma intervenção megalómana em Lisboa, vai ser uma maravilha, vamos ter toda a gente a discutir todas as bizarrias e anormalidades que inventarmos, sei lá, uma nova praia com ondas artificiais no Poço do Bispo, uma piscina flutuante em Algés, de preferência no canal de navegação do porto de Lisboa, enterrar Alcântara, meter o Beato em cima da Madredeus, e abrir um projecto cujo prazo de execução possa ir até 25 anos, etc.
Óptima ideia, está combinado, ponha-se rapidamente a notícia a correr por aí e vão ver como vai tudo começar a olhar para outro lado… então a malta do Norte, carago! Aquilo é que vai ser…
Mas… e o dinheiro para isso tudo? Então, mas não vês que são só necessários uns trocos para uns estudos feitos pela malta amiga e a coisa morre por ali… E a praia com ondas artificiais… então, mas não anda não sei quem lá para o Norte a procurar utilizar a energia das ondas? E nós vamos aqui gastá-la para as fazer? Deixa lá, mais lucros tem a EDP, eh! eh! eh! E enterrar Alcântara, não é aquele sítio cravejado de viadutos provisórios há nem sei quantos anos? Não se lembrarão que para abrir um buraquinho no Terreiro do Paço foi o que foi, quanto mais Alcântara? Não é indecoroso sugerir que o Beato cavalgue a Madredeus? E 25 anos? Mas isso é uma obra de regime… era boa era para o Salazar, mas parece que já morreu, e o tempo da legislatura do governo está a acabar e o da câmara também não é eterno…
Porra que é estúpido! Não dás mesmo para a política… se não fosses filho de quem és que sabe o que sabe, que é dos nossos e a quem nós devemos tantos favores, ias já para os disponíveis… Bom, mas assim, arranjem lá ao gajo qualquer cargozito bem pago e ele que se deixe ficar por lá… Ah! Não se esqueçam de colocar uma cláusula de rescisão elevadíssima e uma pensãozita vitalícia…

Luciano Pavarotti - "Una Furtiva Lagrima"

E o cuzinho lavado com água de malvas, também não querem?


Dedução total do IVA na compra de viaturas é uma das 14 propostas
Federação do Táxi apresenta reivindicações para atenuar efeito do aumento dos combustíveis
21.06.2008 - 17h26
Por Lusa
A dedução total do IVA na compra de viaturas é uma das 14 medidas aprovadas hoje pela Federação Portuguesa do Táxi (FPT) para atenuar o efeito do aumento do preço dos combustíveis, que serão agora enviadas ao Governo.Durante a reunião nacional da FPT, o presidente do organismo, Carlos Ramos, apresentou como "reivindicações urgentes" a introdução imediata do gasóleo profissional, a dedução total e automática do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) na compra de táxis e a majoração em 150 por cento do IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas) com efeitos já este ano. O congelamento das taxas de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) durante os próximos três anos, a abolição das taxas pagas anualmente ao Instituto Português da Qualidade (no valor de 30 euros por táxi) e a criação de uma linha de crédito com juros bonificados pelo prazo de seis anos, destinada exclusivamente à aquisição de táxis movidos a energias alternativas, foram outras das medidas apresentadas. A FPT reivindica também a criação de um subsídio a fundo perdido no valor de quatro mil euros para aquisição de novos táxis movidos a energias alternativas e o reembolso do imposto automóvel sempre que novos táxis sejam adaptados a gás natural e GPL. O reembolso anual do pagamento especial por conta, que actualmente apenas pode ser solicitado ao final de três anos, junta-se à lista de reivindicações da federação, que integra ainda propostas de alteração à legislação laboral. "Caso o Governo não aceite as medidas de discriminação positivas propostas, não restará outra saída aos profissionais senão antecipar as negociações destinadas à revisão dos preços, por forma a que a nova convenção, que terminaria no final do ano, entre em vigor em Agosto", afirmou o presidente da federação.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ministra sobre exames nacionais. Houveram???




“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”
MLR, (sic) in entrevista à SIC.

Será que Professora doutora Ministra da educação não sabe que não se diz houveram, mas houve??? Estavam a falar de quê? De exigência? Em português???

Se a virem por aí, deixem-lhe esta dica…
“O Verbo Haver
O verbo haver não tem somente o sentido de existir. Tem também o de ocorrer (caso em que também é impessoal): “Houve três acidentes em Camaçari”; o de obter, conseguir: “Ele espera haver o perdão do filho”; o de considerar, julgar, entender: “O árbitro houve por bem suspender a partida”; o de sair-se, comportar-se: “Ele se houve bem no concurso para juiz”. Pode ainda funcionar como auxiliar, na formação de tempos compostos: “Ela não havia feito o trabalho”.A forma houveram surge quando se emprega haver com qualquer sentido que não seja o de existir, ocorrer ou fazer (na indicação de fatos ligados ao tempo, fenômenos da natureza etc.): “Os sem-terras houveram do juiz a liminar”, / “Os funcionários houveram-se por bem encerrar a greve”, / “Os devedores houveram de me pagar”. Quando tem o sentido de existir, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e fica sempre na terceira pessoa do singular, em qualquer tempo ou modo. Assim, se dissermos: “Houve muitos festejos em louvar a São João”, houve é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Note que o correto é: “Houve muitos festejos juninos”. (continua in http://hilltop.my1blog.com/o-verbo-haver/ )

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Toca a abrir a perninha...

Agora que Portugal perdeu um jogo, logo com um país que nunca tinha ganho nada e só sabe esconder o dinheiro dos outros, fazer queijos, relógios e ver os outros a trabalhar para eles… Quer-me parecer que Sócrates vai ter uma semana mais agitada, bem e então se Portugal voltar a perder, prevejo que as coisas se irão tornar mesmo muito complicadas. Os maiores adeptos de sofá serão, certamente, os nossos governantes, visto que estão em fila de espera, para os protestos e abertura da perninha da parte do governo uma série de grupos profissionais, agricultores, taxistas, rebocadores, pescadores a gasolina, polícias, CP, sei lá quantos mais…
O que se vai passar? Depende. Se forem fraquinhos e não levantarem muito cabelo levam na tromba, e o governo virá vangloriar-se da sua implacabilidade; se forem um pouco mais fortes, isto é, daquela malta que tem bigode, arrota alto, deve cheirar mal e não sabe falar muito bem, então, o mesmo governo, reunirá com eles e abre a dita perninha, pagando todos nós, após os vermos vangloriarem-se de que dialogaram… Mais, quem irá pagar serão Instituições Públicas Sem Fins Lucrativos (como a Brisa…) sei lá: A Associação das Velhinhas Utentes dos Táxis, A Associação dos Empresários com Bigodes, A Associação dos Sócretinos Compulsivos, etc…
Bela semana se avizinha… Pelo menos, até ao próximo jogo…

Na pior das hipóteses... que tudo expluda...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem…


Cada vez mais vou gostando menos de ter razão… No último post descrevi claramente as propostas assinadas entre o governo e a Antram… Após as ler, compreendi logo que os mesmos de sempre já nos tinham, mais uma vez, entrado no bolso. E fiquei a pensar… como é que estes governantes que se recusam a dialogar e a falar seja com quem for se vão agora sair desta… A resposta a que cheguei foi simples e rápida: como sempre fazem, isto é, mentindo e gozando com o pagode alienado que não lê, não pensa, não sabe fazer contas e, ainda por cima, todos os sacanas têm sorte, estão a viver e viverão, pelo menos mais uns dias, a euforia do futebol, da selecção e companhia limitada…
Mas, vejamos… Se como transcreve o Público o ministro diz: "Não tenho um levantamento exacto dos custos das medidas", disse hoje o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino, como é que pode assegurar que as medidas não terão "qualquer peso orçamental"? Será que os jornalistas não sabem dar-se conta de contradições? Se não fez contas é óbvio que só um lorpa não sabe que, então, não pode saber coisa nenhuma… Para além disso, é apenas ler o documento que refiro e, sobretudo, acreditar que a Brisa é uma instituição de caridade… A Brisa? A pagar as contas do estado ou seja lá de quem for? Quais serão as contrapartidas? De quanto mais virá a ser a factura, por agora ajudar a esconder e a lavar a cara à pandilha que nos governa?
Seja estúpido quem quiser… Eles agradecem… Ah! E já agora não se esqueçam de pôr mais bandeirinhas portuguesas à janela…

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Voltamos a ter o Polvo a entrar-nos em casa…


ANTRAM alcança acordo e apela ao retomar da actividade

A ANTRAM acaba de chegar a acordo com o Ministério das Obras Públicas nos seguintes dossiers:

Consagração legal de fórmula de revisão automática dos preços dos serviços, de acordo com as variações do preço do combustível, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Consagração legal do prazo máximo de 30 dias para o pagamento dos serviços de transporte, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;
Majoração em 20% dos custos com combustível para efeitos de IRC;
Diferimento do pagamento do IVA ao Estado para o momento do recebimento efectivo do serviço de transporte, a partir de 2009;
Criação de incentivo à renovação de frotas (prémio ao abate, incentivo à instalação de filtros de partículas e pagamento do diferencial de custo entre veículos Euro 4 e Euro 5, na aquisição de um veículo Euro 5);
Reintrodução dos descontos nas portagens das auto-estradas (entre 30% e 50%);
Manutenção do valor do ISP para 2009;
Manutenção do valor do IUC nos próximos três anos;
Criação de apoios à formação no sector e criação do Centro de Novas Oportunidades para Transportes;
Assumpção pelo Ministro dos Transportes do dossier das Ajudas de Custo TIR;
Criação de um grupo de trabalho envolvendo os Ministérios dos Transportes e do Trabalho, para adaptação da legislação laboral à especificidade do sector.

A ANTRAM incita os seus Associados que eventualmente se encontrem em paralisação a retomar a sua actividade. Agradece a todos os que, com civismo e respeito pela ordem pública, tornaram possível este desfecho e, mais uma vez, lamenta o falecimento de um empresário de transportes e os danos patrimoniais causados durante os protestos.

Lá vem a esperada notícia do velho sistema português que só compreende a força, o compadrio e as negociatas por baixo da mesa… Vejam como se consegue com meia dúzia de empresários o que manifestações de milhares de pessoas, os de sempre, nunca conseguem… Meia dúzia de ricaços, enquadrados por alguns pequenos empresários que facilmente manipulam, reúnem-se e resolvem impor as regras do jogo, aos senhores que não negoceiam com ninguém e não se deixam impressionar pelos números. Estes, como sempre que se vêem em apertos mais sérios, assustados, abrem a perninha e concedem tudo, obviamente para os ricos e poderosos, já que os camionistas, em si, acabam por ganhar coisa nenhuma… Vejam as medidas negociadas pela Antram e vejam se não tenho razão… Será que não estará na hora dos pequenos automobilistas, enfim, daqueles que vão acabar por ter que pagar nos seus impostos estas medidas todas, fazerem eles próprios as suas marchas lentas e entupirem meia dúzia de cidades? Somos muito mais do que os camionistas e, se os nossos carros não são tão pesados, juntos acabam por pesar bem mais do que os camiões. Por outro lado, se as pessoas não se importam em fazer gincanas a apitar como loucos porque a selecção portuguesa ganha um jogo, com certeza, também não se importarão de fazer umas gincanas buzinantes para zelarem pelo que, de facto, é importante para as suas lutas…
O quê que distingue o gasóleo profissional, já o questionei anteriormente e não vi que deixasse de ter razão no que afirmo, inúmeras pessoas que não pertencem às Antrams e afins deste país, precisam de se deslocar nas suas viaturas, com os combustíveis ao preço que estiverem, porque não têm outra hipótese…
Uma vez mais, temos o polvo a entrar-nos em casa…

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gasóleo Profissional?


Bem sei que as empresas de camionagem terão as suas razões, porém, se virmos bem, nem serão as mais prejudicadas pois podem socorrer-se de dois expedientes: as que operam em Portugal, reflectir o aumento do preço dos combustíveis no preço dos fretes, problema resolvido, as que operam fora do país é apenas atestarem antes de entrarem no nosso jardim de impostos à beira mar plantado e após voltar a sair, problema uma vez mais resolvido... E os outros? Todos os que não são da Antran, nem podem fazer reflectir o aumento dos combustíveis nos seus ordenados e necessitam dos seus carros para o exercício da sua profissão? Quem pensa nesses que serão, de certeza, a maior parte? Então se estão a trabalhar com o veículo também não deveriam ter diesel profissional? Penso que sim, vendedores, grande parte a trabalharem à comissão e a verem os seus proveiros serem engolidos pela mangueira das bombas, outros operadores industriais e mesmo as profissões liberais e do funcionalismo público. Penso que grande parte da sociedade, não direi, obviamente, todos utilizam os seus veículos para poderem ir trabalhar, já que se dispusessem de um meio alternativo não deixariam de o utilizar. No meu caso, no sítio onde moro, com o meu horário e local de trabalho, sem carro não posso trabalhar... Pensam que é o quê? Um chupador de gasolina ou gasóleo? Claro que não, é um modesto comercial com 300 000 Km, sem o qual não consigo ir trabalhar... Não é profissional o meu gasóleo? Penso que sim.

domingo, 8 de junho de 2008

Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados


Ora muito bem… é pena que eu só não adivinhe a sorte grande ou o euromilhões. Escrevi neste blogue dois textos, um a 22 de Abril e outro a 5 de Maio, em que concluía que face à inaptidão, descrença e, sobretudo, ao mau serviço prestado, a grande questão que se colocava aos sindicatos era a da sua sobrevivência… Infelizmente, parece-me que tinha razão, pelo menos se for verdade o que hoje vem relatado no DN com o título: Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados. Cá está a solução que essas sanguessugas dos trabalhadores encontraram para a sua sobrevivência… colocarem-se do outro lado da barreira e lançarem-se, eles próprios, a cobrar impostos… Juro que desta não me tinha lembrado, no entanto, tal enormidade merece-me alguns reparos de não pequena monta e consequência. Vejamos.
1º Se bem que ridiculamente maltratada, ridicularizada e vilmente atraiçoada por quem a jurou defender, ainda existe a Constituição da República Portuguesa… a qual nos diz logo no capítulo que aborda os Princípios Fundamentais, nos nº 1 e 2 do Artº. 3º, “que a soberania (…) reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição”, e (nº2) “O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.” Não vos maçarei com mais artigos que, quem a ler verá que amiúde vão surgindo, para passar para o Título II, Direitos, Liberdades e Garantias, nº 3 do Artº. 46 que diz: “Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.”; para, e finalmente, no nº 2 b), do Artº. 55º. (Liberdade Sindical) “A liberdade de inscrição, não podendo nenhum trabalhador ser obrigado a pagar quotizações para sindicato em que não esteja inscrito.” Penso que por esta parte estamos suficientemente esclarecidos. Aproveito, apenas, para informar que ao abrigo do nº 1 do Artº. 23, irei apresentar queixa ao Provedor de Justiça.
2º O que os sindicatos alegam conseguir ou ter conseguido na defesa dos meus interesses, feitas as contas, e desde que comecei a trabalhar, não são benefícios mas sim dívidas; pelo que eu me considero credor e não devedor, pois o que consegui, com a sua acção, foi tão só a perda de direitos e poder de compra, muitas vezes negociadas com contrapartidas para essa chaga social que dá pelo nome de sindicalista vulgaris…
3º Possivelmente, pensarão os galarós dos sindicatos regressar aos tempos da paulada para nos pôr na linha e aderir aos seus intentos. Não sei de todas as profissões, nem de todos os sectores, na minha, a educação, apenas lhes posso dizer: venham eles… Verão que não ganharão para os pensos… Só a ideia dos jurássicos velhotes da CGTP e UGT a virem confrontar-se comigo e com a maioria dos colegas que conheço me dá vontade de rir… Pensando bem, creio que só a senilidade explica esta triste lembrança. Em muitos outros sectores, sobretudo os que abrangem mais o privado, aí a situação só poderia ser, ainda, mais ridícula…
Bom, são horas do almoço e tenho que parar. Prometo voltar a abordar esta hilariante notícia. No entanto, fica já o meu desafio… Venham, senhores sindicalistas, venham pedir-me dinheiro, que por acaso também me chamo Zé e saberei fazer-vos o gesto e a voz que merecem e que o meu nome imortalizou coadjuvado com o apelido de Povinho…

sexta-feira, 6 de junho de 2008

IMUNE... Mas até quando?


Código do Trabalho 05-06-2008 22:45
José Sócrates contra os motivos do protesto
Imune à quantidade de pessoas que hoje saiu à rua está o Primeiro-ministro, que não concorda com os protestos de em Lisboa, nem como facto da CGTP ter convocado a manifestação.

Não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos. Discordo que a CGTP, estando envolvida num processo negocial, a primeira coisa que faz é vir para a rua manifestar-se contra qualquer solução que saia da concertação social. Eu acredito e estou empenhado na concertação social e em conseguir um acordo, e não desisto disso, porque acho que essa reforma é essencial (…)” – afirmou o Primeiro-ministro.A manifestação contra a revisão do Código Laboral juntou hoje cerca de 200 mil pessoas em Lisboa, segundo a polícia.


Já vamos estando habituados à indiferença com que os nossos governantes, tendo à cabeça José Sócrates, vão comentando as diversas e gigantescas manifestações e provas de descontentamento que nos vêm dos mais diversos sectores da nossa sociedade. É certo, que os mesmos senhores, uma vez mais com o seu chefe à cabeça, também já nos demonstraram inequivocamente que, como mentem com a maior desfaçatez e à vontade, já nada nos deve fazer espantar. Porém, não deixemos de ir sublinhando algumas dessas pérolas, sendo, a de hoje, a repetição já gasta por todos os membros deste governo: “não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos.” A minha pergunta vai no seguinte sentido? Com quem julgam estes fulanos que estão a falar? Terão a coragem de quando chegarem à campanha eleitoral voltarem a dizer o mesmo, isto é, que não lhes interessam os números, mas sim os argumentos? Ou aí voltar-se-ão a esquecer destes quase quatro anos de vergonhosa ditadura de promiscuidade e compadrio e regressarão às mentirosas promessas com que no passado conseguiram enganar um povo analfabruto e ignorante mas que, ainda assim, compreendeu que o Santana Lopes e companhia só serviam para comentar futebol, ter ideias parvas e pouco mais.
Eis o nosso grande problema… como podemos viver num país onde os nossos governantes são cada vez piores, que quando julgamos que já não é possível fazer pior, vem o seguinte e nos faz desejar o que partiu como se tivesse tratado de um mal menor? A grande questão é que essa sequência de convergência para o negativo, ou se preferirem, esta capacidade de fazer sempre pior do que o anterior, retira a esperança a qualquer um… Poderíamos pensar no presidente… mas é igual, ao invés de exercer o seu papel moderador limita-se a comportar-se como um lacaio que quer ver o seu contrato renovado no final do mandato… Com que legitimidade nos vem falar de justiça social e moralidade nos salários dos altos funcionários privados enquanto ele, que deveria dar o exemplo, enquanto mais elevado funcionário público do país que deveria ser um exemplo em quem se pudessem pôr os olhos, acumula não sei quantas reformas, mais o vencimento de Presidente e todo o conjunto de alcavalas que eu nem consigo imaginar…
Enfim, o que fazer com tudo isto e como viver aqui sem ser indignado e revoltado com toda a parasitagem de que somos vítimas? Eram estes argumentos que eu queria ver respondidos, fosse por quem fosse.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A REALIDADE DA HABITAÇÃO EM PORTUGAL: PERSPECTIVAS...

A Tua casa vista por ti...




Vista pelo vendedor...




Vista pelo Banco...




Vista pelo Avaliador do Banco...



Vista pelas Finanças Portuguesas...




terça-feira, 3 de junho de 2008

GALPAR

Sebastião comes tudo, tudo, tudo,
Sebastião comes tudo sem galpar,
Sebastião comes tudo, tudo, tudo
e a seguir já te podes reformar...

Do mesmo café já queimado? Borras?