quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Não, Não...



Portugal queria conceder um empréstimo de 140 milhões a Angola, mas parece que não vai dar...
Não acredita? Leia aqui!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Das janelas da minha escola



Venho partilhar convosco, os que não têm o privilégio de ficarem algumas horas numa das tais janelas da minha escola, uma experiência que é muitíssimo hilariante…
Começa o dia e, de qualquer janela, vejo dezenas de alunos a fumarem os seus charros antes do toque de entrada da manhã, enquanto os dealers se afadigam entre entregas e trocos, a maior parte das vezes utilizando o capot de um carro onde não esteja ninguém sentado. Invariavelmente, são os mais pontuais. Como é sabido, os alunos devem-se divertir na escola e as aulas são muito mais engraçadas quando metade dos alunos está pedrada… Como tal, os alunos dealers fazem o seu importantíssimo trabalho com eficácia e atenção. Depois, uns entram para usufruírem do espectáculo que é uma aula dada a alunos nessas condições, em que o professor é o palhaço de serviço e é-o tanto melhor quanto mais tentar travar a insolência e as risadas irreprimíveis que aquelas almas não conseguem evitar…
Lá fora o trabalho continua, pois vão chegando os mais retardatários e já começam a aparecer os que foram para a rua ou porque, simplesmente, não lhes apeteceu estar lá mais tempo e resolveram sair. Como se sabe, estão no seu direito… Há um que se lembra de executar a nova moda, o lançamento de bombas de ácido com não sei mais quê. Enche uma garrafa com um ácido qualquer enfia-lhe uma prata, ou lá o que é, e o engenho é arremessado ou deixado à porta ou dentro do caixote de lixo de uma vizinha. O estrondo dá-se, potente, e da fumarada resultante sai uma moradora a tentar afastar com uma vassoura a garrafa que vai ardendo, entre as risadas e bocas dos alunos que se vão divertindo e, como já prepararam outra, a atiram para perto dela obrigando-a a fugir antes que rebente…
É a altura de telefonar para a portaria. Olhe, avise o segurança que já começaram as bombas… Já ouvi professor, já chamámos a polícia. Agora é preciso é que eles cheguem… Está bem, obrigado. Nada, mais bombas, mais risos e mais alunos sentados em grupos por tudo o que é carro estacionado… Os mais incautos apressam-se a ir retirar os seus carros do local onde o estacionaram, não vão acabar por pegar fogo, como, por vezes, acontece… São os alunos a aplicarem os seus conhecimentos noutras situações fora da sala de aula. Um Golf vermelho a gasolina e com mais anos que a avó do Matusalém, com umas letras pintadas a dizer nem sei bem o quê, estaciona na ponta oposta. É a polícia, cuja chegada se anuncia, primeiro e antes da vista nos informar da sua presença, pelos apupos, vaias e insultos com que os alunos os brindam… São só dois, não se vão lá meter… Entram para a escola e vão falar com a direcção. Mais bombas. O delírio aumenta, na mesma proporção do consumo de charros… Chegam mais dois ou três carros daqueles mais regulamentares e o ambiente vai ao rubro, quem não soubesse pensaria tratar-se de um jogo de futebol.
Saem dos carros e espalham-se aos grupos pelo meio da rua, enquanto dentro da escola e por detrás dos carros os alunos os vão brindando com tudo o que aprenderam da leitura de Gil Vicente. Ali ficam. Não revistam ninguém, não abordam ninguém, não fazem nada senão escutar a prosápia vertida pelas gargantas dos alunos, agora mais satisfeitos porque chegaram mais palhaços para mais e melhor os animar. A escola está fixe, assim já se começa a justificar o emprego das verbas que deveriam servir para lhes aumentarem os subsídios para poderem comprar mais droga e mais ácido para fazerem explodir, mas tudo bem, o divertimento também é importante…
Finalmente, após uma hora de exposição pública aos alunos e como estes já começam a ficar sem voz, vão-se embora, com muita pena dos alunos que consideram um direito adquirido competirem entre si a verem quem insulta e toureia melhor os agentes da autoridade. Novas bombas explodem por vários lados e volta a vizinha, o incauto que por ali estacionou e eu vou-me embora. Acabei de cumprir as minhas horas de componente não lectiva, não sem antes perguntar se querem saber quem atirou as bombas ou coisa assim, mas não, eles já sabem quem são, não vale a pena. Ok, vou dar aulas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para este ano já basta assim...


Constâncio afirmou que os esforços de consolidação orçamental “terão de acontecer em 2011, e já ter início em 2010”. Para este ano é “ suficiente o que está em vista”. O problema da economia portuguesa é “estrutural”. “Durante um longo período fomos capazes de crescer muito mais que a Europa e estou convicto de que no futuro vamos ficar em linha com os nossos congéneres europeus”, afirmou.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Porquê que não usam as palavras correctas?

Onde se lê desviam não se deveria ter escrito roubaram? O quê que quer dizer desviar? Não é isso? Já agora, os partidos existem sozinhos ou são algumas das pessoas que os constituem que o desviam? Não deveriam ser expostas e chamadas à justiça, como fazem ao caixa ou ao manga de alpaca que desvia dez tostões? Ou será que quando são milhões e são os partidos (repare-se que não são as pessoas x, y e z dentro dos partidos) não há azar, isto é, assobia-se para o lado dizendo: é a política e o assunto fica arrumado?
Será que já vem consagrado na nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em que o ladrão rouba e os políticos desviam?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Depois de uma ida ao Parlamento.


Depois de uma ida ao Parlamento.
Revejo a minha primeira ida ao Parlamento, como uma tela acinzentada num lusco-fusco da imaginação.
Nesse dia, poucos deputados compareceram na Câmara. Eu via-os de lado, e de cima. Logo me apareceu o anfiteatro, com as filas concêntricas das escrivaninhas e as linhas concêntricas dos seus degraus, uma série de costeletas depois de servidas, mostrando pendentes aqui e além uns pedaços de carne não esburgada, que seriam os ilustres Pais da Pátria, a lembrarem no todo da sua atitude a agonia de uma ceia de carnaval, às primeiras horas do amanhecer. Erguia-se do fundo daquela modorra, por sobre o livor das paredes da sala – o vário rumor das conversações. A galeria dos espectadores, em cima, vizinha do tecto, dominava o recinto dos representantes com as bancadas curvas quase vazias, assim como o sector de praça de touros antes de os lugares se começarem a encher. Nos deputados, nenhuma compostura no vestuário, nem de atitudes, nem de expressão. Na imagem brumosa que me ficou da Câmara, destaca-se um vulto de sobretudo alvadio, todo espapado sobre o seu banco, com a expressão de tédio de um borguista mole, extenuado, exangue, no morrer sonolento de alguma orgia. De perna estendida e com um ar de enjoo, encara de pálpebras semicerradas os seus colegas legisladores, dos quais alguns se mantêm sentados, outros em pé ou deambulando, muitos a falar do que lhes apetece e a abafar a voz do orador que ora, – e que ninguém ouve, nem quer ouvir, nem se sabe onde está, nem o que é que nos diz. Ao pé de mim um herói da Flandres relembra-me a página de Oliveira Martins onde paira a majestade do Senado romano, o terror religioso que inspirou ao Gaulês… Ante a impressão dessa cena histórica, senti esfumar-se a que tinha ali; e pareceu-me salientar-se sobre toda a Câmara o disco alvacento do relógio da sala, com os negros ponteiros e os números negros, todo ele nitidez, – a contar as horas que nos estavam levando (a nós, àquela entrudada, ao país misérrimo) para um destino incógnito em que não pensa alguém… Vivo, resplandecente, inexorável, nítido, o grande relógio de ponteiros negros, dominando a Câmara, é a única coisa regular e certa no meio da relaxação de tudo mais…
Nisto foi dada a palavra a um novo orador. Levanta-se um corpo, desequilibrado e mole; desce, cambaleando, pelos degraus em círculo; cambaleando se rebola para o interior da Câmara, de braço estendido como se levasse um copo: e ali permanece gaguejando frases diante da tribuna dos senhores ministros. Alguém segredou-me:
– Não parece estar bêbado o homenzinho? Não parece que está?
Pareceu-me também. Disseram-me depois que na realidade o estava. Que era sempre assim.
O Homem-das-Ideias extravagantes leu essas linhas de impressões melancólicas, que publiquei na Seara há mais de três anos:
– Lá vi, prorrompeu facundo. Lá vi! Tem toda a razão. Mas o diabo é dizê-lo, percebeu você? O leitor é simplista, e inclina-se logo para a tirania. Ou o que está, ou a tirania: são as únicas soluções que ele sabe ver. E percebe porquê? Porque nenhuma delas o obriga a pensar. Como convencê-lo de que é necessário pensar? Eis aí o problema. Diga-me você o que responde a isto. Sou todo ouvidos… Mas espere; não me interrompa; sei o remédio que preconiza: deseja a reforma do parlamentarismo, com a da economia e a da educação…
Oscilou a cabeça, levantou os sobrolhos, meditou uns segundos. E logo depois:
– Sim, não digo que não. Mas olhe: isso – sabe? – exige num português. Bem sei; dirá que se os políticos se não convencem de que devem reformar o parlamentarismo dando-lhe uma organização apertada e estrita, que dificulte os abusos de que nos queixamos; que se nós não sabemos congregar esforços e suscitar uma corrente de opinião enérgica que leve os políticos para o bom caminho: nesse caso… Seja o Patriota-fascista que suba ao poleiro, para despertar cidadãos e reformar políticos. É uma hipótese como qualquer outra. Resignar-se aos erros e loucuras de hoje, somente pelo medo do que pode vir – não, não o faz você. Indigna-se, acusa, protesta, prega. Está certo: lá por isso não o censuro eu. Só falta saber (aqui entre nós) se somos capazes de acordar um dia de entender que se pode reformar ávida sem pensar nos problemas e sem persistir. Que dizia disto? Desejava saber o que responde você?... Espere: não diga nada; sei muito bem o que você responde. Responde-me assim: que se não somos capazes de verdadeiras ideias; que se não somos homens para persistir nesse caso… não há solução para a questão portuguesa… É certo. Concordo também. Resignemo-nos ao Fado: caia sobre nós o Patriota-fascista. E depois? Não se iluda. Muito republicano se acomodará a ele. Você já o disse, e em plena Câmara há republicanos para as horas difíceis, e há outros para as horas de regabofe. Ver-se-á quais são os das horas difíceis, quais são os das horas de regabofe. Perfeito. Porém, ficará uma massa de republicanos sinceros, mas perplexos, moles, medrosos sempre do que possa vir; de gente abúlica perante esta ideia. E depois? Se estes caem teremos de voltar à maluqueira antiga? Porque o Português – repare você – fala da política e do seu futuro como fala do tempo que poderá fazer; é alforrecam. O amigo ri-se? Pois é o que eu digo. Não ocorre á alforreca esta ideia simples: que a chuva e o vento não dependem de nós; mas que, se os cidadãos honestos souberem unir-se, organizando uma força de opinião enérgica – a política futura depende desse querer. Organizar uma força de opinião pública que imponha as reformas essenciais: eis o problema. Não será possível ter bons políticos sem cidadãos organizados que lhes dêem apoio. No homem político – como em todos nós – há duas forças que se combatem: uma que puxa para o bom caminho; outra que se submete às influências más. Na luta das duas, que pode fazer todo o bom cidadão? Favorecer a primeira contra a segunda, criar um ambiente favorável ao bem. A organização metódica da gente honesta é a única maneira de carrilar a política. Quando o cidadão se não faz Cidadão; quando não se incomoda pelo bem comum; quando não trabalha como cidadão, e abandona o político à acção dos piores – nesse caso, amigo, não há povo algum que se governe bem. Mas dêem-me uma dúzia de cidadãos enérgicos, organizados, sólidos, que creiam no poder da vontade humana e que tenham ideias sobre o que há a fazer, e então…então…
De repente, o Homem-das-ideias-extravagantes pareceu aluir-se com um derrear dos ombros, e tomou uma atitude fatigada e lúgubre:
– Aí é o mal. Parece-me às vezes que só no povo – na gente modesta – há hoje uma ideia do que seja querer. O português com letras – o que frequentou o liceu – é só alforreca. Esse vai á toa; desliza nas águas – abandonado, gelatinoso, mole – assistindo inerte ao evoluir dos mundos… É difícil, muito difícil, responde ele a tudo… Difícil!... Difícil!...
O nosso homem, aqui, contraiu os braços, electrizou-se; fez-se uma mola, retomou calor; e fuzilando os olhos:
– Difícil! Que argumento esse! Mas só o difícil é que é interessante, senhor Alforreca! O que é difícil é o que se deve fazer! Difícil? Tanto melhor! Precisamente o fácil é que não vale a pena: mas o difícil!... Por Palas! Quando virão a esta nossa terra os fortes amadores do que é difícil? Os que queiram silêncio, persistência, querer? Quando virão?
António Sérgio, EnsaiosIII

Finalmente a Explicação Científica...


Segundo o Le Figaro, Trop d'hygiène pourrait nuire à la santé.
O que traduzido para português, e para quem não quer ler o artigo, significa que ter as mãos limpas é nocivo para a saúde e que andar toda a vida com elas imundas faz bem a tudo, sobretudo ao coração, rins e bexiga...
Está explicado o fenómeno da longevidade e saúde da nossa classe política, como desde a infância até aos nossos dias nunca andaram com as mãos limpas, estão aí para as curvas e, para nosso mal, com uma saúde de ferro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nova Indústria Turística: Arrastão aos Espanhóis...

Ministro das Obras Públicas prometeu: Lisboa pode-se transformar, por exemplo, na praia de Madrid...
Os bairros estão em polvorosa, o pessoal das quintas, da margem Sul e Norte de Lisboa, têm a coisa como assente e já só esperam o TGV para começarem a arrastar os espanhóis que o ministro prometeu trazer para as praias da zona de Lisboa. Entrevistados, anonimamente, os novos operadores turísticos exigem, contudo, que certos banheiros sejam impedidos de estragar o negócio, como já aconteceu no passado...

- Tal abuso não pode voltar a ser permitido, frisou Zeca (Naifas) Gundolo, se o estado investe o dinheiro dos nossos subsídios tem que nos dar garantias de que vamos poder usufruir dele, tás a ver meu? A cena é bué da fixe e já vou emprenhar mais meia dúzia lá no bairro para estarmos à altura da situação, topas? Agora, nada de tangas, nem desses banheiros fuleiros que só estragam os negócios, deixem-nos vir à vontade, o que o mar traz é de todos...
- Mas estes parece que virão de comboio...
- Não interessa, dão à costa, são nossos. Os manos do Porto que nem pensem em cá vir também, o gaijo lá da cambra deles, se quiser, que também arranje um comboio... Isto é nosso, vai ser como apanhar lapas e mexilhões... Começam por ser catados logo no comboio e depois, na praia, são arrastados e prontos! É uma aposta fixe, garantida, boa iniciativa!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Informação aos Monárquicos...

Hoje surgiram notícias de que os defensores da causa monárquica pretendem realizar um referendo, pois "Tivemos uma primeira República de terrorismo, uma segunda com 43 anos de ditadura e uma terceira, a do 25 de Abril, que priva os monárquicos da possibilidade de terem um cão", acusou Manuel Beninger.
Falso, os monáquicos não só podem ter cães como podem vesti-los como quiserem... Agora, não nos queiram é pedir que lhes vamos beijar as patas. Beijem-nas Vossas Altezas...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Há sempre uma Afundação perto de si...


Sócrates nomeia Maria de Lurdes Rodrigues para presidente da FLAD

"Depois de quatro anos enquanto ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues vai suceder agora a Rui Machete na presidência do conselho executivo da Fundação Luso-Americana (FLAD), um cargo de nomeação directa do primeiro-ministro."
Palavras para quê? Após ter dado mostras da sua extrema simpatia e capacidade para o diálogo, MLR vê reconhecido esse mérito com um tacho dourado... Que estranho é este país onde sobrevivemos... Em que, como dizia Camões, os maus vemos sempre nadar num mar de contentamentos. Se fosse hoje, fruto de um melhor conhecimento das dimensões que nos envolvem, talvez acrescentasse que os muito maus vemos sempre conspurcarem-se numa galáxia de contentamentos, prebendas, branqueamentos e compadrios obscenos...
Portugal jaz morto e arrefece, nos braços da corja que lhe há-de sugar a última gota de sangue...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sábias Palavras, Dura Realidade...


"Papa aconselha famílias a não acreditarem em «prognósticos improváveis para 2010»" TSF
*
Eu, embora não seja Papa nem seja lá o que for, aconselho os professores deste país a fazerem o mesmo, isto é, a não acreditarem em nada, não esperarem nada e a entregarem-se, perfeitamente conformados, à divina providência. Nada mais. No fundo, foi ela que nos parece ter colocado pela frente o falso engenheiro, a sinistra velhaca que se encontra em sabática, a pretensa escritora com cara e cabeça de pássaro e toda a pandilha que nos calhou na rifa governarem-nos... Nem mais, as eleições neste país, fruto da boçalidade, ignorância e tacanhez estruturais deste povo, são meras rifas de quermesse barata, em que o melhor prémio será sempre inferior ao seu preço.
Amanhã, quando voltarem à escola, não se esqueçam, pois, das sábias palavras do pastor alemão, não acreditem no que vos dizem, não esperem nada e deixem-se ordenhar como têm feito até hoje. Afinal, têm o que merecem. Quem se deixou albardar da forma como nós deixámos, merece ser tratado como o mais insignificante dos burros.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O sócrates italiano levou com uma Torre de Belém.

O que faz falta em Portugal é fazerem-se réplicas da Torre de Belém maiores e em chumbo, de preferência com as esquinas endurecidas... (O pessoal do Porto pode usar a Torre dos Clérigos...)
Pode ver aqui o bonito video...
Desde já garantimos que Massimo Tataglia vai ser convidado a vir a Portugal.

sábado, 28 de novembro de 2009

Concurso Público...

Está aberto o concurso público para a compra de mais duas viaturas de luxo e alta cilindrada para circularem a velocidade vertiginosa pelas ruas de Lisboa. Dispensam-se air bags, cintos de segurança e quaisquer dispositivos que impeçam os seus ocupantes de se magoarem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Sinistra deu lugar à...


As Novas Oportunidades chegaram... Viva! Viva! Vamos ser todos avaliados por fax a um domingo, a madame sabe contar histórias e vai contar aquilo que lhe mandarem contar... Não lhe façam é perguntas gerais sobre escolas e a educação em Portugal, disso é que ela, se alguma vez soube, já esqueceu...
É tão quiduxa, até o bigodes do memorando ficou encantado com ela. Parece que já esqueceram tudo o que está em cima da mesa e não é só a avaliação... É o estatuto da carreira, o do aluno e da direcção boystíca das escolas... Fale disso, madame, fale disso...

domingo, 15 de novembro de 2009

Trocaram a Sopeira por uma Tia...

Quem ainda tem pesadelos com lembranças da fulana de má catadura que desferiu o golpe final à escola pública e que, ao que consta, irá passar um ano de licença sabática a pensar em mais estratégias para vulgarizar os que lhe são superiores em tudo, o que diga-se de passagem não é difícil; bem, dizia eu, que tenho andado arredado disto tudo, pois ainda não me consegui conformar com a evidência de ter que viver a ser pastoreado pelo maior mais vigarista, corrupto e aldrabão que já conheci, e atenção que não me refiro só aos vivos, dizia eu, então, dei por mim a olhar para a tragicomédia nacional atentando um pouco mais para o capítulo da educação em Portugal.
À primeira vista, a troca foi clara, trocaram a sopeira por uma tia... Não me parece que haja mais nada de novo, se calhar esta sabe comer com faca e garfo. No entanto, ainda existem pessoas a conseguir pensar no meio da merda toda com que somos varejados... Só que poucos lhes ligam e é pena, senão vejam aqui como se pode dizer muito em poucas linhas... Mas, voltemos à tia, que ainda por cima parece gostar de histórias... Que leia esta.
Diz-me com quem andas, a quem dás confiança e dir-te-ei quem és...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

COMO IA DIZENDO...




Segundo o Diário do Governo (perdão de notícias), lá vai ela espampanante curtir mais um aninho de trabalho árduo de actualização... Bem dizíamos que quem faz as leis as faz à sua medida...

Lurdes Rodrigues tira licença sabática de um ano do ISCTE.
A ex-ministra da Educação suspendeu por um ano o regresso às funções de professora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE). Maria de Lurdes Rodrigues aproveitou um artigo do novo estatuto da carreira docente universitária (de Agosto) que autoriza quem exerceu cargos públicos a tirar uma licença para "actualização de conhecimentos".

Viva a pandilha!

domingo, 1 de novembro de 2009

Um País Avariado


Depois de uma vida adormecida sobre o que toda a gente sabe, mas que quem de direito nunca viu, Portugal parece ter-se descoberto completamente avariado… No seu duplo sentido, o primeiro pela constatação de que, desta forma, nada funciona ou poderá algum dia vir a funcionar, o segundo porque se começou a mostrar que tudo o que corre neste país é uma corrida à vara… Quanto mais procurarem mais encontrarão, não parece necessário andar anos a escutar conversas e a bisbilhotar envelopes ou transferências bancárias. É ir por aí, agarrar no Primeiro e começar a descer, as varas estão por todo o lado e as máfias de outros países corariam de vergonha ao ver o trabalho da nossa. A descoberta foi simples e eficaz, não há melhor forma de se governar do que governando… e seja o que for, sendo que quanto mais alto se está na pirâmide melhor, é um esquema parecido com aquele sistema de vendas em que o primeiro vai ganhando uma percentagem do segundo e por aí fora. Para além disto, a colocação nos lugares chave de varas proporciona a impunidade garantida, por isso não há nada a fazer, Portugal está avariado e bastaria alguém querer ver para colocar no guarda varas a cúpula que nos vareja, só que só se lá chega em assalto à vara e lá voltamos ao mesmo…
Continuamos no ciclo de parasitagem de que falava António Sérgio, não sabemos é o que lhe chamaria hoje se fosse vivo…

domingo, 18 de outubro de 2009

Por Portas e Travessas...

Dizem as más línguas que os submarinos portugueses não vão servir para nada... Não é verdade. Dada a escassez cada vez mais acentuada de cetáceos no mar oceano, é cada vez mais difícil a estes animais encontrarem parceiros para os seus ritos de acasalamento, pelo que se torna imprescindível a ajuda nacional aos infelizes machos do PP (leia-se Portugal Profundo).
Tudo o resto não passam de maledicências e ignorância... Quais interesses obscuros, luvas e negociatas, só quem não vai às feiras é que não sente o pulsar do povo, ansioso por saber que os ditos animais têm a sua formação sexual asegurada.
A marinha de guerra portuguesa não brinca em serviço e o apoio à natureza é uma das suas missões preponderantes. Nesta medida, os dois submersíveis permitirão ter um em permanência na região dos Açores, para efectuarem este desígnio de tão elevado interesse nacional.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Concorrência em Belém???

Hoje vieram-me dizer, profundamente aviltados pela ousadia, que a não sei quantas, não sabia que era e continuo sem saber, uma brasileira qualquer, tinha vindo a Portugal gozar com isto e que tinha escarrado nos Jerónimos ou não sei onde… Ai sim? Que interessante, fez bem, apesar de dever ser difícil, uma vez que creio que já não há Jerónimos nos Jerónimos, quanto muito haverá lá um funcionário com esse nome… E veio gozar com Portugal e com os portugueses… Fez bem, só prova que tem bom senso…
Esqueci-me da coisa.
Depois, por aquelas ironias do destino, entrei num blogue onde vinham os vídeos a mostrar o que tinha feito e a pedir desculpa e compreensão… Fiquei desiludido, a brasileira, que eu continuo sem saber quem é, não fez nada de especial… Foi gozar com um imbecil que não consegue colocar um número direito e babar-se para os Jerónimos, numa concorrência desleal ao babador oficial de Belém… Mas pecou por defeito… O outro projecta baba com muito mais qualidade e escuma-se melhor nos cantos da boca do que o mais abandalhado cavalo da GNR.
Serão os ares de Belém? Haverá por ali alguma aragem nociva que propicie as babadelas? Não sei, mas gostei de ver. Tinha jeitinho a cuspir baba… Deve estar habituada a fazer aquilo, já que o faz de uma forma esteticamente correcta e, até, algo erótica, ao contrário do paspalho de Belém que nem uma coisa, nem outra…
De tudo o que vi e ouvi, só fiquei triste com uma coisa. Saber que o porteiro do hotel de cinco estrelas não percebeu que quando ela o chamou para afinar o rato, estava a pedir que lhe afinasse outra coisa. A rata? Ah! Malvado porteiro que nos deixas com má fama… Ficas a saber, quando te chamarem para mexer no rato, estão-te a pedir outra coisa… Faz um curso nas Novas Oportunidades, qualifica-te! Besta quadrada!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Mais uma vitória???

Cumpre-me informar que faleceu mais uma colega nossa, a Ana.
Conhecia-a há três anos e viveu os seus últimos tempos a preencher a papelada que o demónio exigia... Tinha, talvez, e jogo por alto, quarenta anos... E muito stress, sobretudo, porque não sabia que sorte seria a sua e estava preocupada sem sequer saber com o quê, nem para quê... Ri-me com ela a última vez que a vi, porque estava a fazer relatórios... Nem sei de quê...
Morreu, repentinamente, ataque cardíaco? Não sabemos, mas, certamente, a pensar nas muitas coisas que queria fazer e melhorar... Valeu-lhe de muito, jaz morta e apodrece...
A morte tem rosto, espectro se preferirem, cada morte é uma vitória, menos um direito(?) adquirido...
Viva a morte dos professores, viva a Ana e viva a coveira...

domingo, 2 de agosto de 2009

A Escolha Lusa...

São muito apreciáveis tosos os comentários e pareceres sobre estratégias e desígnios eleitorais...
Há neles duas realidades incontornáveis, primeira a de que ninguém lê os programas eleitorais, já que 95 % da população não tem competência para o fazer e, em segundo lugar, ninguém lhes dá qualquer atenção porque, sejam eles quais forem, não passam disso mesmo, programas para estarem em vigor até ao dia das eleições. No dia seguinte, são atirados para o lixo ou arrumados num canto para serem retomados ou refeitos nas próximas eleições. Repare-se que ninguém fala no interesse do país, mas apenas no acesso ao poder, trampolim para as negociatas e compadrios...
O eleitor português vive, pois, na realidade de ter de optar constantemente pelos outros, o velho rotativismo que desgraçadamente nos persegue... Desta feita, as coisas tornaram-se bem mais fáceis. Face aos anos de prepotência, arrogância, mentira, descaramento e ódios acumulados em todos os sectores sociais ninguém, no seu juízo perfeito, irá colocar a cruz no quadrado que conduza à continuação da opressão, vigarice e charlatanice...
Restam, portanto, aos senhores do Rato os interessados e habituais comensais da gamela rosa e os labrêgos que ainda não compreenderam que os partidos não são clubes de futebol e que, por essa incompetência lusa de distinguir as coisas, tudo para eles é como o futebol e que, por terem o cachecol daquela equipa, não tencionam mudar até ao fim das suas vidas. Ah! Abençoados, será deles o reino dos céus, na qual entrarão pela porta destinada aos pobres de espírito...
Conclusão, uma vez mais, estamos à beira do abismo e iremos dar dois passos em frente, um nas legislativas o outro nas autárquicas... Olha-se para as possibilidades de escolha e são todas iguais... Resta escolher uma qualquer, que não seja a que se traz vestida...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Marquês de Fripor

Vem, sua alteza, o inefável líder da verborreia falaciosa, rodeado do seu bando de baratas rastejantes, apregoar as ideias que aponta para o rumo a seguir na liderança do país. Fá-lo com a arrogância e fanfarronice que todos lhe conhecemos... Porém, mais do que a apresentação do que pensa fazer, na eventualidade do cataclismo de ele e a sua camarilha serem reeleitos se abater sobre nós, o que era importante era mostrar obra feita e isso ele não faz nem fará. O motivo é simples: não existe. O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.
O Marquês de Fripor, ou o primeiro fax, par além disso só tem para apresentar a tensão social que criou com todas as áreas e classes profissionais e sociais da sociedade. No seu estandarte deveria colocar a divisa: Eu minto com a naturalidade com que respiro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Profecias...


“Perdi os professores, mas ganhei a população”
***
Senhora, a primeira está cumprida.

domingo, 26 de julho de 2009

Se ele o diz, categoricamente...

Se ele o diz, categoricamente... Eu acredito... Eh! Eh! Ah! Ah! Ah!
É porque é (muitos risos) verdade... Aliás, nem ninguém dúvida! Pffffffhh, Ah! Ah! Ah!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Estou quase a ir...

Começa a ser evidente que quem pode vai embora Ninguém quer ficar num país onde nada funciona... Infelizmente, nem todos conseguem dar o salto, embora haja muitos que apenas o estão a preparar, mas isso são outras conversas...
Veja melhor...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Trabalho Político...

Deputados deram mais de 6000 faltas durante esta legislatura.
Quanto às justificações apresentadas pelos deputados, o regime de faltas e presenças ao plenário estabelece como regra que "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais".
Ou não fossem eles a ter feito tão compreensivo e justo regime...

Quem não deve, não teme...

Porque não fazer um balanço verdadeiro das contas públicas antes das eleições? Afinal, parece ser a altura ideal, não é só apresentar milhões e promessas de milhões, realidades douradas e ilhas paradisíacas, mas sim mostrar para que serviu, preto no branco, o aperto de cinto que nos pediram... O quê que receiam mostrar? Porquê fugir com o rabo à seringa? Serão os resultados tão diferentes do que nos apregoam? Vamos aferir os resultados, para podermos avaliar se os objectivos foram cumpridos ou não...

domingo, 19 de julho de 2009

Sim, porque não é para cumprir...

Prometer, prometer e prometer. Ganhar votos, ganhar lugares e ganhar poder, o resto não interessa, quem é que pensa que alguma dessas baboseiras é para cumprir?

Os Doutores em Formol...

Uma sociedade que conviva mal com o humor, a sátira crítica e a liberdade de expressão é uma sociedade que convive mal consigo própria e que tem a fórmula de permanência invertida... Nada pior que o tentar por via da censura travar as denúncias e as consequentes mudanças que se impoem. A estagnação é própria do que está morto e guardado em formol...
Se o que foi dito já é, por si, muito grave e triste o que dizer, então, quando tal coisa ocorre num estabelecimento de ensino, lugar por excelência para a inovação e criatividade... O que está mal não é existirem vozes com humor e ideias novas, o que está mal é continuarem a existir os doutores da mula russa que vivem em formol e que tudo fazem para que nada mude, pois não conseguiriam resistir à mudança... Talvez se lessem O Paradigma Perdido de Morin conseguissem perceber isto... Mas pedir para ler a estes doutores tudo o que vá para além das folhas já amarelecidas pelo tempo, que papagueiam ano após ano, é como pedir a porcos que voem como andorinhas. Com a vantagem, para os porcos, pela sua graciosidade...

sábado, 18 de julho de 2009

Gripe, Porcos, Culpados

Não sei porquê que cada vez que me falam da gripe dos porcos me vêm destas imagens à cabeça, deve ser algum problema pessoal... Agora que o tipo de nome esquisito diz que é preciso evitar atibuir culpas ainda me sinto pior. Mas, que raio, lá que é perigoso é... Tanto hipotético portador junto, a berrar e a deitar perdigotos para o ar, salvo quando não é daqueles dias em que não vai lá ninguém, por exemplo às sextas-feiras, que aí não há risco de contágio da gripe dos porcos, quanto muito podem contrair a gripe dos poucos, que não é tão grave...
Recentemente já tivemos manifestações da gripe dos bois loucos, com corninhos e tudo, o que fez regressar mais cedo aos curros o seu portador, para grande vergonha da sua ganadaria... Mas não é só, desde o início, desde que eu a vi disfarçada a tentar trocar as voltas aos seus apoiantes
para não levar com ovos na tola, e depois de ter percebido que a origem do vírus tinha sido em Portugal e que se devia designar MLR2 e não H1N1, compreendi logo que era uma perigosa gripe suína.
Agora, com as férias, enquanto os pagadores de impostos vão para as praias da Costa, de Oeiras e, os mais afortunados, para o Allgarve, estes perigosos espalhadores de vírus irão aos mais recônditos sítios trazê-la para nós, além de os termos de sofrer ainda nos trazem recuerdos de vírus da gripe dos porcos para nos contaminarem... Imaginem só o que era ela na praia, sei lá, dos tomates??? Não pode... Ou o homem dos faxes a tomar banho na praia de Oeiras com ranhosos à boiarem à sua volta... Não pode... Quem certamente poderá é o presidente Aníbal António que, este ano, além de mandar fechar o espaço aéreo sobre ele, vai instalar um cordão sanitário à sua volta para que a sua estirpe não se corrompa com a nova ameaça.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tanto Faz...


Tanto faz uma resposta ou outra... As Notas a Português e Matemática devem-nos encher de orgulho, enfim, aaahh, é muito positivo e muito bom para o país... Todos sabem que os alunos têm notas, que é a mesma coisa que classificações, são sinónimos, ministra dixit...
Por outro lado, é verdade que, em portugal autonomia e a bandalheira que é só fazer o que se quer, também o são. E ainda se pode ir mais longe, é natural que as crianças sejam ensinadas nesta dualidade perfeitamente ambígua e contradictória, porque será neste contexto que irão viver as suas vidas... Uns terão direitos, outros deveres, uns serão engenheiros outros injinheiros...

O Constitucional e o Real


Mas o quê que neste país é constitucional? Esse é umtexto que não se aplica em nada e que quando o abordam é para o contornar e utilizarem as expressões dúbias que propositadamente lá colocaram, como tendencialmente, deve visar e por aí fora...
É um texto bonito, mas não passa de um elefante cor-de-rosa. É muito lindo, mas é ideal e não real, é como a constituição cor-de-rosa que nós temos, constitucionalmente válida mas, realmente, perfeitamente inútil... Só existe para ser pisada, atropelada e escarnecida...

domingo, 12 de julho de 2009

Nunca Há Nada...

Lá vão os nossos administradores de justiça para o terreno... Nunca encontram nada porque o maior cego é sempre aquele que não quer ver... O interesse do estado é o interesse dos que se servem do estado, nunca esquecer...
Um dos procedimentos técnicos do nosso centro de formação de magistrados e procuradores é ensinar a torção de pescoço em 180º. Não é fácil, têm que recorrer a técnicas de ioga e a personal trainners, sempre sob o lema do aprende a virar a cara quando vais aos poderosos. São eles que te pagam e decidem a tua carreira... Em Portugal nunca há nada, a não ser o desgraçado faminto que roubou uma banana ou se esqueceu de pagar uma multa de pequeno valor ou se esqueceu de ir com o carro à inpecção...
O interesse do estado é engordar os poderosos com o que sacam aos cada vez mais numerosos desgraçados a quem juraram servir...