sábado, 12 de abril de 2008

INDIALUCIA

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O tempo nunca é muito, hoje foi menos por terem dado música ao meu tempo e é tempo de reafirmar o que, em breve tempo, disse ser tempo, ou seja, já que nos querem dar música que, ao menos, seja boa... Não retiro uma vírgula do que ontem escrevi, apenas vos prometo um próximo post que comparará os olhos alucinados, arrelampados, esbugalhados (a escolha é vossa) entre a sinistra e o nojeira & Cia... Vamos à música, que é só música o que nos dão...

Nota: Deve ser ouvido alto e sem fazer mais nada senão ouvir.

Tirado de http://br.youtube.com/watch?v=7xx7JFOuacU

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PORQUEMEDIZEM

PORQUEMEDIZEM

Há-de haver, algures, uma razão mais ou menos obscura para se dar início a uma ideia como esta, confesso que eu, por mim, não a sei explicar muito bem ou sequer bem. Com o tempo, fui-me habituando a aceitar algumas coisas como injustificáveis ou injustificadas e a conviver com elas o mais pacificamente possível e, dentro dessa lógica, também hoje não é diferente o meu sentimento a esse respeito, se tem que ser assim, assim será…
Começou de manhã, uma irritação crescente que me foi surgindo ao ler as gordas dos jornais e, como a minha homepage é francesa, começo por essas páginas, procurando evitar a ligeireza de pensar que as nossas notícias são as notícias e que o mundo se confunde com este nosso Portugal, baluarte de esperança e adega do mundo. Ora, vejam bem, as grandes notícias eram as manifestações de professores e, sobretudo, de estudantes que exigiam mais professores e lutavam na tentativa de evitarem a supressão de 11 200 funcionários para o próximo ano lectivo… Não estou a brincar, deixo-vos literalmente o início do texto e alguns links para que vejam com os vossos próprios olhos:

“PARIS (Reuters) - Le ministre de l'Education nationale, Xavier Darcos, a exclu toute remise en cause du plan de 11.200 suppressions de postes prévues pour la rentrée prochaine, qui provoque depuis deux semaines des manifestations de lycéens et d'enseignants dont l'ampleur va croissant”

http://fr.news.yahoo.com/rtrs/20080411/tts-france-education-darcos-ca02f96_1.html http://fr.news.yahoo.com/fc/education.html
http://www.flickr.com/photos/tags/lyc%C3%A9ens/show/

Ainda mais, deixo-vos imagens bastante esclarece-
doras, vejam… alunos a pedir professores!!! E ain-
da por cima consideram-nos seus o que, quer-me
parecer, é um tratamento carinhoso e de reconhe-
cimento… Confesso que fiquei satisfeito por ter
este hábito de não começar o dia a ver as notícias
portuguesas e que, ainda por cima, não vêm de
Marte nem de algum lugar muito distante, é

de França, logo ali a seguir a Espanha… Bom mas vejam bem e vejam mais , não deixem de ir ao último site que vos envio e reparem que até os CEFs lá do sítio colaboram e para quê? Para pedirem mais professores, mais funcionários, mais escola. É fantástico, fez-me lembrar a manifestação dos 100 mil onde vi, como todos os colegas que lá puderam estar e os portugueses que quiseram olharam para a televisão, os nossos alunos a defenderem-nos e a lutarem ao nosso lado, numa luta que, se virmos bem as coisas, acaba por ser mais deles do que nossa, já que, mal ou bem lá fomos fazendo as nossas licenciaturas, as nossas acções de formação, os nossos mestrados e doutoramentos (e atenção que nas escolas não as aceitam feitas por via postal e com Inglês técnico), dizia eu, foi bonito e esclarecedor.
Entusiasmei-me! Vamos rápido para Portugal, talvez se tenha pegado alguma coisa… Dura realidade, grande tristeza... Por toda a parte somos amesquinhados e vilipendiados por analfabetos, sindicalistas, políticos e por tudo o que respira. Chego mesmo a pensar que até já os cães nos olham de lado e se atrevem a dar palpites e em França, uma redução de 11 200 funcionários da educação dá tudo aquilo? Bem, nós que somos incomensuravelmente menos, menos cultos e que muito mais precisávamos de investir na escola e na educação o quê que vemos? De certeza que entre reformados à pressa, os mortos, os sem colocação, os que tomaram juízo e foram a outra vida, os funcionários que não foram repostos e nos deixaram os corredores, e tudo mais, vazio já lá vão bem mais do que onze mil e tal, e os outros, os que continuam a ficar, andam de monco caído, entrando e saindo a tentar que se não dê por eles, envergonhados e humilhados, evitando dizer no exterior que são professores; senão lá vem a conversa: então, aquilo vai mesmo mal, hein? Como é que consegue? Também leva porrada dos alunos? Ainda não? Hum… tem tido sorte, mas há-de levar…
Talvez… Mas tem-me custado mais a estupidez que aqui vejo a pairar por todo o lado. Hoje, ao ler os pasquins cá do burgo e as novas que eles lá trazem, deu-me esta coisa e comecei a escrever mails, inutilmente porque ninguém me liga e eu não chego a lado nenhum, para tudo o que era sítio e lugar. Fartei-me. Tinha que dizer o que penso: Não me sinto representado por estes vendidos e inúteis dos sindicatos, assim como creio que a maior parte dos cem mil também não. Na minha opinião, dever-se-ia voltar ao início começando por enterrar nas gálgagas entranhas que os pariram os aberrantes estatutos dos professores, dos alunos e da gestão escolar... e olhem, a avaliação a mim pouco me importa, sempre dei aulas, sou avaliado pelos alunos todos os dias, fui avaliado muitíssimas vezes e não tenho medo nenhum de o voltar a ser. Já, em tempos e por não lamber as botas a esses ridículos seres que nos envergonham, tive o prazer de fazer notar que, ao contrário de me preocupar por ser criticado, me sentia elogiado e apenas temia ser aplaudido por eles.
Hoje, agora, e infelizmente creio que por muito tempo, só tenho medo que me avaliem por temer que me considerem representado por aqueles idiotas que se arrogam no direito (?) de dizer que me representam. Já agora, se souberem ler, leiam o que se está passar em França e que os nossos mass merdia não divulgam.