sábado, 31 de maio de 2008

Peço Alguma Decência

Agravamento de desiguldades é «empricamente falso», diz Santos Silva

Creio que alguns limites da falta decência, mesmo em política, não devem ser ultrapassados e esta afirmação de Santos Silva é disso um bom exemplo. Com efeito, se estivesse a fazer a tal lista de políticos que abomino profundamente, este senhor estaria muitíssimo bem colocado… Mas, deixando isso para trás, vejamos o que só pode querer dizer tal afirmação e aí tenho que me calar, pois não sei assim tanto da vida do homem que possa falar sobre isso. Deve querer dizer que entre ele e os que o rodeiam, amigos da pandilha, família, parentes, secretárias, eu sei lá… diminuiu essa desigualdade social, nos últimos três anos, terá conseguido elevar bastante o nível de vida monetário e social dessas pessoas e, se calhar, já deixa algum pessoal intermédio tratá-lo por tu… Só pode querer dizer qualquer coisa como isso, mais nada…
Para quem vive em Portugal, para quem anda na rua, fala com as pessoas, lê os jornais e procura andar minimamente informado é uma atoarda da pior espécie, daquelas que temos que nos beliscar para nos certificarmos de que estamos acordados, é quase com ouvir o nosso primeiro-ministro, como ouvimos claramente noutro dia, a chamar mentiroso a alguém… quer dizer, não faz sentido, como é que alguém que chega ao topo do poder em Portugal não sabe um provérbio tão popular e elementar como o que diz que quem telhados de vidro, não deve andar à pedrada com o vizinho… Enfim, bizarrias que eu não entendo… Talvez seja melhor assim…
Quanto ao que me é dado a observar, ninguém, a não ser os numerosos políticos que nos governam e os seus apaniguados, anda satisfeito, as pessoas andam acabrunhadas, vergadas, amedrontadas e cada vez mais sentem o fosso social entre os que tudo podem e os outros. Esta é uma sociedade que está doente, uma sociedade que precisava de um bom tratamento com qualquer anti-depressivo bem forte e de alguma ajuda especializada, algo bom, para variar. E o que vemos? Vir este sujeito dizer uma alarvice destas, quase que o imagino, ainda por cima com aquele ar hipócrita sonso dizer-se estupefacto por outros lhe afirmarem o contrário? Com números não sei de quê? Toda a gente sabe, como disse não sei quem, que os números bem torturados dizem o que nós queremos. O que sei, e julgo que muitos de nós o sabem, é que cada dia do dinheiro é mais curto, neste milagroso país onde tudo sobe, excepto os ordenados e o poder de compra, as poucas regalias sociais que ainda íamos tendo e, claro, a inflação… Como? É só mudar a forma de a calcular… O pão subiu muito? Retira-se o pão; os combustíveis subiram? Retiram-se os combustíveis, etc, etc.
Será que ainda por cima disso tudo pedir alguma decência e vergonha é pedir muito?

A propósito de um novo Blogue... Relembrando outros tempos...



Agora que este amiguinho resolveu abrir um blogue incógnito, chama-se banco corrido e consegue ser tão nojento como ele o endereço http://bancocorrido.blogspot.com/ lembrei-me de relembrar outros tempos não muito longínquos…
Eu, se calhar menos do que ninguém, não gosto de julgamentos na praça pública, porém quando se vive num país sem justiça ou em que a justiça é um mero formalismo e mecanismo de opressão dos mais fracos, então considero-me no direito de difundir algumas insinuações ou seja lá o que for para alertar os outros para as coisas que eu vejo ou julgo ver. O vídeo que aqui sugiro que revejam é a clara evidência disso; se fosse eu ou outro qualquer a ter sido escutado naquelas conversas ainda estaria a ver o sol aos quadradinhos e não a pavonear-me à custa do estado num cargo para os boys, já agora não sei porque não o enviaram como nosso representante para a UNICEF.
Não há fumo sem fogo e aqui o fogo há-de ter sido maior do que todos nós pensamos, para além disso, muitas das últimas revelações, algumas de interesse nacional têm saído dos blogues. Não é o caso. É que a minha raiva contra toda essa corja começa a ser incontrolável, e, no meu entender justa.
Assim coloquei bem destacada a frase de Montesquieu que já tinha publicado num comentário ao Alberto Martins, outro pequeno da mesma pandilha, intitulado “ O chefe da Banda.”
Pensem bem na frase e vejam se não tenho razão… o que eu sinto por esses viscosos políticos dos quais vos faria uma lista tão grande que, estou em crer, adormeceriam a meio da sua leitura.
É o que eu penso, é que eu digo. Se pudesse cuspir na cara de alguns desses amiguinhos, acreditem que o faria…
Não deixem de ver o video: http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE IMPOR E MANTER DO QUE A PAZ….

ASSIM… NADA SERIA MAIS FÁCIL DE MANTER E







IMPOR DO QUE A PAZ...





QUEREM PAZ?





MAS QUEREM MESMO?


Dedicada (entre outros, mas sobretudo) ao meu amigo Zé António...

NOVA ÁGUIA



A VELHA ÁGUIA




quarta-feira, 28 de maio de 2008

E AFINAL... É TÃO FÁCIL...

Todos nos habituamos a ver a postura esfíngica e seráfica dos soldados chineses, símbolo do carácter, disciplina, rigor e dedicação à República...

E AFINAL É TÃO FÁCIL...









Vou vender a patente à GNR...

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ROUBO




terça-feira, 27 de maio de 2008

O senhor não tem idade nem curriculum! Sócrates vs Louçã





O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:
Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG ( Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas - A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada - As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral - Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia
Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
Quanto a curriculuns estamos conversados!
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Quanto à idade o Jose Socrates nasceu em 6 de Setembro de 1957, numa pobre, apagada e minúscula vila de Alijó, portanto é cerca de um ano mais novo... Isto diz tudo quanto à sua coerência e rigor analítico.....e é por isso podemos esperar MUITO deste pigmeu!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

GRANDES FORTUNAS MAIORES IDEIAS
















Organismo do Ministério das Finanças estuda proposta de lei que isenta grandes fortunas
26.05.2008 - 08h56
Por João Ramos de Almeida


Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso? Esta sim, seria uma medida justa, pois as grandes fortunas pagam muitos impostos o que é injusto. Os impostos foram feitos para os pobres, para os pensionistas, para os velhos, os feios e os deficientes, quem os deve pagar são a ralé, gajos com os dentes podres ou desdentados… os ricos, sobretudo os detentores das grandes fortunas não, por vários motivos que podem escapar ao cidadão mais distraído:
Em 1º lugar não vale a pena pois, como eles já fogem aos impostos, é inútil tentar fazê-los pagar, pelo que assim poupa-se dinheiro do erário público a tentar apanhar aqueles que já se sabe que vão fugir.
Depois, em 2º lugar, se as grandes fortunas pagassem os impostos que nós, os pés descalços, pagamos ficavam também pobres, o que iria agravar a pobreza em Portugal e seria péssimo para a nossa imagem no estrangeiro, sobretudo na Europa.
Por 3º lugar, convém não esquecer que se não houver grandes fortunas, não serão precisos os lacaios e inúmeros trabalhadores que são necessários para que se criem as grandes fortunas e, desta forma, teríamos que ir todos para Espanha e deixar o país só para eles.
Em 4º os vendedores de automóveis de luxo, de jóias, aviões, helicópteros e caviar, se as grandes fortunas pagassem impostos, iriam com certeza à falência, isto se ainda não tivessem ido para Espanha.
Finalmente, os cretinos que fizeram este estudo não seriam pagos…
Proposta: um tiro nos (perdão) na cabeça, destes tipos, seria a única resposta à altura.

domingo, 25 de maio de 2008

O REGENTE DA BANDA

Revisão proposta pelo Governo
Código do Trabalho: Líder da bancada socialista diz que disciplina de voto "é instrumento de decisão", não de penalização
25.05.2008 - 10h31 Lusa







"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS


CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE´


BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER


ENGANADOS."


MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois, I:III,5