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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Dois em Um...



Cada vez se torna mais difícil compreender o mundo em que vivemos e os malvados que o governam, gostaria de lhes chamar estúpidos mas não o são, são maus… Esta ideia de armar o doido do Chávez e de se instalarem armas tácticas no continente americano é um retrocesso de cinquenta anos, só pode significar não só que os donos do mundo precisam de ser substituídos como, e era o meu conselho, internados num jardim zoológico com armas de brincar a quem nós, quando quiséssemos, poderíamos ir ouvir as suas baboseiras e os seus discursos inflamados e atirar alguns amendoins…
Apesar de só compreender a instalação de anti-mísseis no centro da Europa como fruto da estupidez que representa a sujeição do povo americano à pressão do lobby armamentista dos EUA, que se fosse à Rússia pura e simplesmente ridicularizava, gozava e ignorava, uma vez que não têm poder ofensivo, pelo que, para quem não deseja atacar é indiferente, da mesma forma que se o meu vizinho da frente começasse a proteger a sua casa com vidros à prova de bala, grades, barras de ferro e outras coisas do género, nada me afectaria, pois não tenciono atirar-lhe pedradas. Quanto muito, sugerir-lhe-ia que procurasse um psiquiatra e lhe contasse os seus temores… Seria o que eu faria no caso da Rússia, mas eu não sou o Putin...




O caso do Chávez é diferente, está a comprar armas ofensivas e armas muito complicadas de explicar o interesse da sua posse, para que as quer? E mais, para quê estender as bases Russas ao continente americano o que só traz instabilidade e, aumentando a paranóia e o medo atávico dos EUA aos latinos, só dará ainda mais força e argumentos ao lobby armamentista? É difícil compreender que o petróleo consiga transformar um louco como o Chávez em alguém que se recebe e com quem se fala… Bem razão tinha, e continua a ter, o rei de Espanha, já que foi a única coisa sensata que ouvi dizer e que se deveria dizer a um homem daquela estirpe…
O nosso Zé anda a coleccionar amigos e visitas entre a pior escória do mundo… Mugabe, Eduardo dos Santos, Kadafy, Chávez, etc. Pergunto: estará o homem a tentar aprender alguma coisa? Não tem vergonha? Se há interesses económicos não pode mandar um ministro, não se expondo a essas intimidades confrangedoras? Ou gosta e está a aprender e aí bastava-lhe ir à Madeira que era mais perto? Não sei. O que sei é que se ele é tão amigo do Chávez como quer passar a ideia que é, dever-lhe-ia dizer ao ouvido: Chávez, filho, não sejas parvo e deixa-te de merdas estúpidas. Se queres bases estrangeiras e belicistas na Venezuela nós enviamos-te um grupo de ciganos que cá temos que são uma maravilha… Isto sim, era de homem e era o dois em um…



terça-feira, 27 de maio de 2008

O senhor não tem idade nem curriculum! Sócrates vs Louçã





O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: " Você não tem idade nem curriculum ...".
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:
Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.
Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG ( Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.
Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas - A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada - As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral - Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia
Sobre Sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.
Quanto a curriculuns estamos conversados!
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Quanto à idade o Jose Socrates nasceu em 6 de Setembro de 1957, numa pobre, apagada e minúscula vila de Alijó, portanto é cerca de um ano mais novo... Isto diz tudo quanto à sua coerência e rigor analítico.....e é por isso podemos esperar MUITO deste pigmeu!