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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Este País em que Vivo...


Em mais um dia repleto de boas notícias em que continuamos a ver que na lógica política do país não muda um rosto nem uma vírgula, continuando a perpetuação da mesma pandilha que nos vem assombrando, dizem-nos as notícias que vamos lendo que o acesso aos tribunais vai ficar em média 86% mais caro, privando o comum dos cidadãos de um dos direitos que o pagamento dos seus impostos melhor devia garantir. A justiça, a segurança, a saúde e a educação deveriam ser as preocupações fundamentais de quem nos governa, não a sua, mas a de todos nós… Afinal, somos os mesmos que continuamos a pagar-lhes os seus rendimentos mais lícitos e seguros, porém, para serem lícitos têm que agir em conformidade com o interesse público e não com quaisquer outros, nomeadamente, de casta e compadrio.
Ficou claro que o enriquecimento ilícito não deve ser crime. Concordo, por uma questão semântica… Se um enriquecimento é ilícito não o é, poderá ser roubo, extorsão, peculato, tráfico de influências, etc. Ora, diz-se à boca cheia, sai nos jornais, vê-se na televisão que muitos políticos ao fim de um ano no exercício de cargos em que deveriam zelar pela res publica, enriquecem inexplicavelmente. Os exemplos são tantos e tão flagrantes que seria fastidioso, além de muito perigoso nos tempos que correm, voltar a enunciá-los. Mas parece-me ser consequência do status quo existente, quem faz as leis e gere o poder está a fazê-lo para interesse próprio e não para o interesse público, por isso, para uns as coisas são mães e para outros madrastas. Tal não cessará enquanto o Zé Povinho continuar bronco, passivo e inculto como sempre tem sido, muito por culpa da educação, que, como dizia António Sérgio, nos continua a colocar nas costas a albarda da resignação

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Já devia ter aberto um a este idiota...

Administração de hospital do Porto quer usar um sistema de televisão para controlar produtividade.
Ordem abrirá processo disciplinar a médicos que se deixarem filmar a dar consulta.

Parece que o presidente do conselho de administração do Hospital S. João, António Ferreira, pretende colocar câmaras a filmar as consultas médicas… Lembramos, desde logo, o sigilo profissional decorrente do acto médico e, sabendo como é Portugal, ansiamos por ver o directo da consulta de ginecologia da esposa de tão iminente idiota e o do seu tratamento às hemorróidas, isto se não for levado, imediatamente, como seria de fazer num país civilizado, ao directo da sua consulta de urgência de psiquiatria, amordaçado e enfiado numa camisa-de-forças…
Quer-nos parecer que a Ordem deveria começar por instaurar já um processo ao mentecapto que teve esta ideia patológica…