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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Angola deve aprender com os erros...


Angola: Legislativas foram "realizadas sob numerosas irregularidades" - Human Rights Watch
15 de Setembro de 2008, 10:21
Lisboa, 15 Set (Lusa) - As recentes eleições legislativas em Angola, ganhas, segundo a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), pelo MPLA foram "realizadas sob numerosas irregularidades", acusa hoje a Human Rights Watch (HRW).
Resultados definitivos de nove das 18 províncias angolanas divulgados domingo pela CNE confirmaram o domínio da votação no MPLA, com mais de 80 por cento dos votos, nas eleições legislativas de 05 e 06 de Setembro.
A HRW refere, em nota hoje divulgada, ter identificado irregularidades que incluem a obstrução, por parte da CNE, do credenciamento dos observadores nacionais, a falta de resposta da comissão à parcialidade dos órgãos de informação, e a demora do governo em conceder os financiamentos devidos aos partidos.
A organização não governamental (ONG) afirma ter provas, sobre estas três irregularidades, que "sugerem que o pleito eleitoral não respeitou, em áreas fundamentais, os Princípios e Directrizes Reguladores de Eleições Democráticas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)".
De acordo com a directora para África da HRW, Georgette Gagnon, Angola precisa de reformar a Comissão Nacional Eleitoral, "de modo a que esta não seja dominada pelo partido no poder e esteja efectivamente em condições de responder aos problemas eleitorais" que possam surgir nas eleições presidenciais, previstas para 2009.
"Caso a CNE não seja reformada, poderá acentuar-se o risco de os angolanos e os parceiros internacionais perderem a confiança no incipiente processo democrático que o país experimenta", adianta a responsável.
A HRW confirma que tanto a ONG como os observadores eleitorais internacionais constataram que o dia da votação e o respectivo período de campanha "decorreram, de um modo geral, em ambiente pacífico".
"Todavia, em Cabinda, província rica em petróleo onde um movimento separatista continua activo, os observadores internacionais informaram a HRW que a situação de segurança frágil os impediu de alargar a sua missão a toda a província", refere a nota.
"Também se registaram alguns incidentes nos antigos bastiões do principal partido da oposição, a UNITA, nas zonas rurais de Huambo e Benguela", segundo o texto da HRW, referindo que "a provisão de segurança adequada para os partidos é apenas um dos critérios para a realização de eleições livres, justas e transparentes".
A HRW refere ainda que "as assembleias de voto em Luanda registaram graves problemas com a distribuição tardia de boletins de voto, o que obrigou a CNE a estender a votação para o dia seguinte".
Os observadores da UE constataram que, ao contrário às indicações da CNE, apenas 22 de 320 assembleias de voto funcionaram no dia seguinte, o que "causou maior confusão e impediu um grande número [ainda não determinado] de eleitores de exercer o seu direito de voto".
A HRW conclui que "o governo deve estabelecer um inquérito independente para investigar porque faltaram boletins de voto, quantas pessoas foram impedidas de votar e por que motivo os registos eleitorais não se encontravam disponíveis no dia da votação", afirmou Gagnon.
Deve também "o governo angolano investigar todos os incidentes violentos relacionados com a campanha eleitoral e encaminhar os seus responsáveis à justiça", disse a responsável da HRW.
"Assegurar que não há impunidade para tais ataques é essencial para a realização de eleições presidenciais mais justas, no próximo ano", segundo a organização.

domingo, 7 de setembro de 2008

Uma questão para Angola...







Confesso que me estou absolutamente nas tintas para as eleições em Angola. Em bom rigor, nem pelas do meu país me interesso muito, pois cada vez mais tendo em crer que isto não há volta a dar-lhe. Nas de lá, embora lá esteja a Ana Gomes e isso deixa-me completamente descansado, já calculava que se tratasse mais de um plebiscito do que de eleições.
Contudo, queria apenas colocar esta questão, na qual estou farto de pensar, para a qual creio ter uma resposta, mas que gostaria que pensassem todos, sobretudo os angolanos…
Aqui fica:
Como é que um país tão rico em tudo, com tão pouca população, consegue ter tantos pobres?





Já agora:
http://altohama.blogspot.com/2006/10/deixem-eduardo-dos-santos-e-o-mpla-em.html#links