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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Estamos a Desaparecer, a Dissolvernos e a Incomodar...


Que os portugueses estão em vias de extinção já não é novidade e este estudo só vem chover no molhado... Até calhou bem ter sido divulgado no dia de Portugal, pois assim o ciclo parasitário que tem realizado a tarefa de acabar com a raça já pode descansar mais um bocadinho... Contudo, há uma outra constatação a fazer e a chamar à atenção:
Os portugueses que ainda existem em Portugal estão cada vez mais dissolvidos...
Facilmente nos julgamos encontrar em locais exóticos e tropicais, tal a fauna que se tem espalhado com os seus costumes pelas terras outrora lusas. Às vezes, já nos começamos a sentir a mais e fartos de viver como espécies raras que só atrapalham se querem ir a algum sítio que está ocupado pelos fragilizados sociais que têm filhos ininterruptamente e que ainda mandam vir o resto da família que ficou no sertão brasileiro, nas terras eslavas ou nas selvas e savanas africanas, para que nós paguemos todo o tipo de subsídios para que eles possam viver tranquilamente...
Há que repensar tudo isto...  Senão desaparecemos mesmo ou tornamo-nos (o que está cada vez mais próximo) minoritários...

domingo, 1 de março de 2009

A descoberta da pólvora...

São estudos muito interessantes estes que descobrem que as galinhas não têm dentes e provam, cientificamente, que as aves não aleitam as suas crias... Acaso alguém pensaria que fosse de outro modo? Obviamente, para se atingirem médias muitos elevadas são necessários vários factores directamente relacionados com o meio familiar. O ambiente em que se vive, onde a capacidade dos pais ensinarem e motivarem os filhos com o seu exemplo e o seu saber, é um factor muitas vezes decisivo, assim como a disciplina de trabalho e os hábitos de leitura e de estudo. A isso, há que acrescentar as possibilidades financeiras, um bom ensino, normalmente, paga-se caro e nem todos lá podem chegar... Não é que o ensino público não possa ser bom, por vezes é mesmo muito bom. Contudo está limitado às possibilidades da realidade que se enfrenta...
Apenas a título de exemplo e experiência própria, lembro-me que aqui há uns doze ou treze anos dei aulas no Pedro Nunes, em Lisboa, onde os alunos eram francamente bons, sobretudo uma turma de ciências, da qual vários entraram para medicina, em que o nível de competitividade era tal que os alunos me pediam para esquecer o que vinha no manual, porque isso eles já sabiam, e dar-lhes matéria mais avançada... Confesso que foi a única vez que isso me aconteceu... Mas lá lhes expliquei que não podia ser, que havia alguns alunos que não eram tão bons e que precisavam da explicação e apresentação dessa matéria e, apresentado o problema à direcção da escola, ficou decidido eu dar duas aulas de apoio suplementar por semana, em que o regime era voluntário e a matéria era aprofundada a nível universitário... Bom, consegui que os três alunos a quem tinha dado 20 obtivessem a mesma nota no exame nacional. Infelizmente, isto foi uma excepção, por norma é impossível encontrar turmas assim.
Nesses casos entram os colégios particulares, em que se podem seleccionar os alunos e as explicações... A pólvora está descoberta há muitos anos.