sexta-feira, 27 de junho de 2008

Como não educar um filho...


COMO NÃO EDUCAR UM FILHO

Conselhos para criar um delinquente... É interessante meditar neste resumo..
1- Comece na infância a dar o seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2- Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante.
3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que chegue aos 21 anos e 'decida por si mesmo'.
4- Arrume tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.
5- Discuta com frequência na presença deles. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6- Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.
7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar 'frustrações prejudiciais'.
8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades. (Todos têm má vontade com o seu filho).
9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar. E, finalmente...
10- Prepare-se para uma vida de desgostos. Vivemos num Mundo com tanta violência e visível falta de educação que vale a pena pensarmos melhor nos valores que estamos a inculcar nos nossos filhos.
O Mundo precisa de gente de bem e a responsabilidade também é nossa.
'EDUQUEM AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO CASTIGAR OS HOMENS'
Pitágoras

3 comentários:

Jaime Dinis disse...

É, genericamente, correcto o que escreves. Utópico, mas correcto.
Utópico porque, não advogando o Diabo, estou certo que sabes tão bem quanto eu – até pelo conteúdo massivo do porquemedizem – em que raio de buraco sem fundo a nossa sociedade se tem vindo a enterrar. Dia para dia cada vez mais enlodada. E nem me parece que esteja a ser o velhote do Restelo: O “Império” vigente está em pleno declínio como outros noutrora. No ar, urge o perfume de uma nova ordem social que se avizinha. É só estarmos atentos aos sinais. Neste ponto, penso que até os ceguinhos do senil Saramago o sentiriam.
Até lá, no tempo em que a Europa civilizada já começa a questionar as sessenta e tal horas semanais de trabalho (“nós” é que temos de nos pautar pelos Chinocas, não é?... E o único capital social relevante é o €, certo?...), não podemos pedir a pais que trabalham de sol-a-sol para não perderem o comboio da “competitividade” imposta pela sociedade, sob pena de estes, aqui também, se tornarem delinquentes, que sejam, simplesmente, educadores. Sendo justos, não os podemos julgar por não conseguirem ser pedagogos (e não entres pelo campo do “então não os tenham” até porque é precisamente isso que está a acontecer).
Desde o trolha ao juiz (sim porque a corja de pseudo - políticos não contam neste baralho) só lhes resta a TOYS “R” US. Isto como tentativa frustrada de compensarem a educação e afecto aos filhos. “Toma lá…gostaste?....Agora deixa o papá e a mamã trabalharem...”. É claro que isto não é solução para nada, mas consegues prever a adequada? Se sim avança com o meu apoio incondicional!
Já agora, parece-me, os pontos 3. e 5. são algo discutíveis. Mas isso fica para outras núpcias!
Abracinhos,
Jaime Dinis

Jaime Dinis disse...

Olha, veio de propósito este Mail que recebi agora!
Toma atenção:

"PAI, QUANTO GANHAS POR HORA?

Um dia, quando um homem chegou, como era habitual, tarde a casa, cansado e irritado após mais um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.
- Papá posso fazer-te uma pergunta?
- Claro que sim. O que é?
- Quanto ganhas numa hora?
- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?! - Respondeu o homem zangado.
- Só para saber. Por favor... Diz lá... quanto ganhas numa hora? - perguntou novamente o miúdo.
- Bom... já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
- Oh! - Suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.
Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:
- Papá emprestas-me 5 euros?
O pai, furioso, respondeu:
- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não!
- E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser.
- A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teus caprichos!
O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta.
Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro.
Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.
- Já estas a dormir? - Perguntou.
- Não papá, ainda estou acordado. - Respondeu o miúdo.
- Estive a pensar... Talvez tenha sido severo demais contigo? - Disse o pai.
- Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.
O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:
- Oh, papá! Obrigado!
E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado.
O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.
- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse? - Resmungou o pai.
- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! - Respondeu o miúdo.
- Papá agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso?

Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo..."

quink644 disse...

Já conhecia e é, efectivamente, cruel, real, lúcido, muito triste e muito bem escrito...
Todos devíamos ler isto, pelo menos, três vezes ao dia...
Um abraço,
quink644