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sábado, 8 de janeiro de 2011

A Marquise de Santo aníbal antónio e as Acções Compradas a Preços Milagrosos...


No dia em que se fala por aí que o presidente aníbal antónio comprou acções ao preço da uva mijona, com as quais parece ter obtido lucros que todos os portugueses levarão anos a pagar, vem-me à memória o chamado caso da marquise...


Podem ter uma ideia melhor da coisa aqui...

Penso que agora já compreendo o seu slogan: Acredito em Portugal e olhem, até vos deixo o hino da campanha (atenção não indicado a quem tiver estômagos sensíveis).  

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Questão Não É Quem Paga, Mas Sim Quem É que Devia Pagar...

O pior pergunta:
«Ouvi ontem alguns responsáveis dizerem que isto de criar uma taxa de IRS agravada até 2013 não tem efeito nenhum, que é só para impressionar politicamente, dizendo que a classe média não pode ser sacrificada. E eu pergunto: então, vamos sacrificar os pobres? quem paga a factura?"
Resposta: Quem pagará seremos nós, os mesmo de sempre. Contudo, a questão está pessimamente colocada, já que deveria ter sido formulada da seguinte maneira: quem deveria pagar a factura? A resposta era muito simples e inovadora: tu e a corja que te rodeia, enquanto tivessem algo seu deveriam pagar os anos de magalhães, BPN, BPP, Freeports, autoestradas, etc., etc., etc...
Há que dar o exemplo e retirar as devidas ilações. Os responsáveis devem ser os primeiros a pagar as consequências dos actos que praticam. Neste caso até pode ser por fax, desde que assumam a culpa e, por exemplo, se suicidem.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Estavam à espera de quê?


Banco de Portugal e BPN recusaram enviar documentação ao Parlamento.


Estes angélicos deputados, presididos por uma ainda mais angélica deputada, estavam à espera de quê? Que um conjunto de malfeitores, coniventes entre si, se entregassem de perna aberta e com um sorrisinho nos lábios? Que o Banco de Portugal revelasse a sua conivente mudez e a sua responsabilidade em todo este processo, que nos burlou numa soma ainda não suficientemente apurada? Tenham dó, parecem meninos de coro a interrogar pedófilos, tenham cuidado não vos vá a volta sair ao contrário e ainda virem a descobrir o que não devem, esse vai ser outro caso Casa Pia, nunca saberão nada de essencial e quando souberem alguma coisita é porque já prescreveu e não adianta falar mais nisso… Até o presidente Aníbal António parece que lá tinha um PPR…
Daqui a uns tempos, vão chegar à conclusão que foi o Bibi que tramou tudo e condená-lo por sonegação de dados, burla, falsificação de documentos, enriquecimento ilícito e tudo o mais que por aí houver. O caso será encerrado e um dos grandes implicados, que não será investigado, chegará a presidente da assembleia da república…
Viva Portugal, meus caros deputados da comissão de inquérito, viva Portugal…

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E para quê?




PS deverá votar a favor da proposta para ouvir Vitor Constâncio sobre irregularidades do BPN.


O objectivo é ouvir o parasita-mor do reino vir cantar hossanas e louvores ao exemplar comportamento do ministro da finanças, do governo e da banca portuguesa. Não referirá que serão todos os portugueses a pagar o resultado de todas as operações sujas, mas lucrativas, que fez o BPN, nem que aquilo, pura e simplesmente, devia ter falido por insolvência e os tipos que deram cobertura, especularam ou lá puseram o dinheiro deveriam ter ficado sem ele, como aconteceu na taberna que abriu aqui na rua há um ano e faliu por o dono ter bebido o vinho todo sozinho.
Para este industrial da alta finança etílica não houve o cuidado de uma nacionalização do estado garantir a continuidade deste activo promissor do desenvolvimento nacional…

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não quero!



Hoje fiz umas contas. Hoje fiz umas contas. Confesso o meu analfabetismo matemático, já que só estudei essa disciplina até ao 9º ano mas, ainda assim, penso saber o suficiente para fazer algumas contas. Um banco, o BPN, criou um prejuízo de 700 milhões de euros e o amigo Estado resolveu cobri-lo. Assim, pela minha matemática, e considerando que somos 10 milhões de portugueses, dá a cada um de nós uma pequena encavadela de 700 milhões de euros a dividir por 10 milhões de portugueses, o que dá 70 euros. Ora acontece que nem todos pagam directamente, por exemplo as crianças, logo, apenas em minha casa, onde somos 4, dá a bonita soma de 70 euros a multiplicar por 4 o que dá 280 euros que tenho de pagar pelo que os crápulas do BPN, do Governo e do Banco de Portugal fizeram.
Eu confesso que não sei o que é um milhão de euros, nunca tive, nunca vi, mas sei que não quero que alguém despeje sobre a minha família o custo de 280 euros para ficarmos a pagar… Além disso, era supondo que todos os outros pagariam, mas como há muitos outros, fora da minha família, que não pagam o estrago é muito maior, está certo?
Não quero!
Estou-me nas tintas para a bancarrota, aliás para esses rotos em geral, para as falências e para o que vai ser da vida dos banqueiros que são responsáveis por isso, sei apenas que em termos monetários será muito melhor que a minha, e sem essa dívida…O Vítor Constâncio, o Cadilhe, o Teixeira dos Santos, o José Sócrates, Paulo Portas e esses banqueiros, de que eu não sei o nome mas que sei que arrecadaram os lucros desse negócio ao longo destes anos, que paguem essa porcaria, pois eu não sei nem quero saber o que são esses números, só sei que não quero que me endividem, a mim e à minha família, por algo que não fizemos e do qual não lucrámos um cêntimo.
Mas, se tem que ser assim, então, deixem-me andar dez anos a comprar e negociar tudo o que me apetece, a mandar o dinheiro para a Suíça e sítios desses, e depois privatizem-me a mim, que eu não me importo e sairá muitíssimo mais barato.
Mas há mais contas...
Texto: hugo.f.soares@24horas.com.pt
"O Estado vai injectar quatro mil milhões de euros no sistema bancário “através de acções preferenciais”. Uma medida, garante o ministro das Finanças, para reforçar a solidez financeira das instituições. Um investimento de quatro mil milhões na banca que vai ser financiado com dinheiro de todos os portugueses. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2006 havia 3,89 milhões de agregados familiares no país – repartindo a despesa de quatro milhões por todos, dá a módica quantiade 1042 euros por família..."
A lógica e a realidade é a mesma, como grande número das famílias não irão pagar, lá vai o meu endividamento aumentar exponencialmente e, mais, continuando a tentar sobreviver às dívidas e aos juros usurários, taxas e não sei quês que pago aos bancos e os impostos que, por tudo e por nada, pago ao estado.
Não quero! Os bancos, os banqueiros, os políticos e os governantes que se lixem todos, não nos lixem é mais a nós...