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domingo, 18 de abril de 2010

E Vem-nos à Memória Uma Frase Batida...

É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebem-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E para quê?




PS deverá votar a favor da proposta para ouvir Vitor Constâncio sobre irregularidades do BPN.


O objectivo é ouvir o parasita-mor do reino vir cantar hossanas e louvores ao exemplar comportamento do ministro da finanças, do governo e da banca portuguesa. Não referirá que serão todos os portugueses a pagar o resultado de todas as operações sujas, mas lucrativas, que fez o BPN, nem que aquilo, pura e simplesmente, devia ter falido por insolvência e os tipos que deram cobertura, especularam ou lá puseram o dinheiro deveriam ter ficado sem ele, como aconteceu na taberna que abriu aqui na rua há um ano e faliu por o dono ter bebido o vinho todo sozinho.
Para este industrial da alta finança etílica não houve o cuidado de uma nacionalização do estado garantir a continuidade deste activo promissor do desenvolvimento nacional…