"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER ENGANADOS." MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois,I:III,5
sexta-feira, 25 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
De Que Te Ris?
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88,
de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos
titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados,
à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo
organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura
Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores,
lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência
permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88,
de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 — É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação
de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um
subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo
orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável
nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de
2008.
12 de Fevereiro de 2009. — O Ministro de Estado e das Finanças,
Fernando Teixeira dos Santos. — Pela Ministra da Educação, Jorge
Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da
Educação.
domingo, 18 de abril de 2010
E Vem-nos à Memória Uma Frase Batida...
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebem-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
terça-feira, 13 de abril de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
A Metamorfose do Professor Gregor Samsa
Um dia de manhã, ao acordar dos seus sonhos inquietos, o professor Gregor Samsa deu por si em cima da cama, transformado num insecto monstruoso. Estava deitado de costas, sentia a carapaça dura e, ao elevar um pouco a cabeça, via a barriga arredondada, de cor castanha, dividida em faixas rígidas arqueadas, e no alto dela a coberta da cama em equilíbrio instável, quase a resvalar. As muitas pernas, penosamente finas em comparação com a sua actual corpulência, tremiam diante dos seus olhos perplexos.“Mas, o quê que me aconteceu?”, pensou. Não estava a sonhar. E que tal se eu dormisse um pouco mais e esquecesse todos estes desvarios? Pode ser que tudo se resolva e que a leopoldina e a sua cambada tenham desaparecido e eu volte a ser, perante o mundo e perante mim próprio, o que era e não este ser abjecto em que, enquanto dormia, me transformaram… Lembrava-se de, nos seus sonhos, ver vagamente uma mulher de baixa catadura e ar de sopeira a iniciar o processo de metamorfose a que fora sujeito. Ainda parecia cheirar o hálito pestilento que se via sair pela fenda que lhe servia de boca...
“Alquimistas cruéis, transformaram-me nisto e parece-me irreversível…” pensou o professor Gregor Samsa. Como iria poder voltar para as aulas, encarar os seus alunos e, mais ainda, o director que não lhe perdoaria nem o atraso nem aquela aparência monstruosa que faria os pais retirarem os seus filhos da escola. Mandá-lo-iam, certamente, para o ministério das finanças, onde pululavam, no topo da hierarquia, dois seres ainda mais abjectos do que ele. Não queria ser ministro, não queria, muito menos, ser o primeiro deles todos… Não, queria voltar a ser o normal professor que sempre fora até então. Malditos sonhos e malditas criaturas que o tinham deformado e tornado insuportável à vista e imprestável para sempre.
Recordava tudo com emoção e afecto. A sua própria convicção era de que devia desaparecer de vez. Pensou nisso e em todo o trajecto que havia sido a sua vida. Nunca lhe perdoariam o facto de ser melhor que o pai do mundo, ter feito os seus estudos e ganho a sua vida de forma séria e honesta. A cabeça desceu, sem que quisesse, até ao chão, e das narinas saiu-lhe , fraco, o último sopro de vida. Seria menos um peso para todos e mais um pequeno negócio para os seus coveiros.
Apesar da hora matutina, o ar fresco era já menos cortante. Afinal estávamos quase em finais de Março.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ministra de Quê?
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Uma aventura na escolarização universal do secundário...

Ao que parece, e que podemos ler aqui, a nossa leopoldina continua a sua carreira de contadora de histórias para crianças. desta feita, vem falar da escolarização universal do secundário... Mas por onde é que anda aquela cabeça, em que país é que julga que vive, qual é a escola onde isso acontece, quantos milhares de casos quer em que nem o 3º ciclo conseguem concluir e cuja passagem pela escola se resume ao que podem ler aqui? Dos outros níveis de ensino não falo porque desconheço essas realidades, mas esta fantasia infantil com que entendeu brindar os deputados e o país todo é perfeitamente aviltante para a inteligência de qualquer pessoa com três neurónios. Não responde a questões? Pudera...
Quem quiser mais disponha!





