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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Afinal os Professores São Porreiros Pá...

Milhares de professores podem retroceder na carreira e ter de restituir vencimentos. Público

Quando há um buraco para tapar lá voltam a lembrar-se dos professores... Pela calada da noite, chegam os emails funestos enviados aos direktores com as ameaças de sempre...
Em vez de pedirem responsabilidades a quem corrupta e escandalosamente se encheu, aos que fizeram as negociatas que nos levaram à bancarrota, serão, uma vez mais, os professores a ser sangrados nos seus miseráveis ordenados...
Até quando teremos que sustentar e suportar esta canalha?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Terá 'Comprado' a Viagem na Marsans?


Força Aérea deixa Sócrates em terra


Tripulação do Falcon recusou transportar o primeiro-ministro de Bruxelas para Lisboa, porque tinha de descansar. Regresso foi em voo comercial.
José Sócrates não gostou de que a tripulação do Falcon tivesse recusado transportá-lo para Lisboa. CM

terça-feira, 22 de junho de 2010

Antes Que Se Esqueçam...


Primeiro foram os Direktores a ajudar à festa para ficarem bem na fotografia... depois começaram os Encerramentos de mais Escolas, os Mega-Agrupamentos e os próprios Direktores parece que também vão... Esqueceram-se que Roma não paga aos traidores e o nosso César não nos esqueceu...
Soprem a vuvuzela enquanto não vos tirarem o ar... 

terça-feira, 30 de março de 2010

Vidas...

Auto-Estima

Imagem do funcionário público


Não interessa o quanto a vida te tem maltratado...
Anda sempre de cabeça erguida!!!

Recebido por email, tiro o chapéu ao criador...

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Metamorfose do Professor Gregor Samsa

Um dia de manhã, ao acordar dos seus sonhos inquietos, o professor Gregor Samsa deu por si em cima da cama, transformado num insecto monstruoso. Estava deitado de costas, sentia a carapaça dura e, ao elevar um pouco a cabeça, via a barriga arredondada, de cor castanha, dividida em faixas rígidas arqueadas, e no alto dela a coberta da cama em equilíbrio instável, quase a resvalar. As muitas pernas, penosamente finas em comparação com a sua actual corpulência, tremiam diante dos seus olhos perplexos.
“Mas, o quê que me aconteceu?”, pensou. Não estava a sonhar. E que tal se eu dormisse um pouco mais e esquecesse todos estes desvarios? Pode ser que tudo se resolva e que a leopoldina e a sua cambada tenham desaparecido e eu volte a ser, perante o mundo e perante mim próprio, o que era e não este ser abjecto em que, enquanto dormia, me transformaram… Lembrava-se de, nos seus sonhos, ver vagamente uma mulher de baixa catadura e ar de sopeira a iniciar o processo de metamorfose a que fora sujeito. Ainda parecia cheirar o hálito pestilento que se via sair pela fenda que lhe servia de boca...
“Alquimistas cruéis, transformaram-me nisto e parece-me irreversível…” pensou o professor Gregor Samsa. Como iria poder voltar para as aulas, encarar os seus alunos e, mais ainda, o director que não lhe perdoaria nem o atraso nem aquela aparência monstruosa que faria os pais retirarem os seus filhos da escola. Mandá-lo-iam, certamente, para o ministério das finanças, onde pululavam, no topo da hierarquia, dois seres ainda mais abjectos do que ele. Não queria ser ministro, não queria, muito menos, ser o primeiro deles todos… Não, queria voltar a ser o normal professor que sempre fora até então. Malditos sonhos e malditas criaturas que o tinham deformado e tornado insuportável à vista e imprestável para sempre.
Recordava tudo com emoção e afecto. A sua própria convicção era de que devia desaparecer de vez. Pensou nisso e em todo o trajecto que havia sido a sua vida. Nunca lhe perdoariam o facto de ser melhor que o pai do mundo, ter feito os seus estudos e ganho a sua vida de forma séria e honesta. A cabeça desceu, sem que quisesse, até ao chão, e das narinas saiu-lhe , fraco, o último sopro de vida. Seria menos um peso para todos e mais um pequeno negócio para os seus coveiros.
Apesar da hora matutina, o ar fresco era já menos cortante. Afinal estávamos quase em finais de Março.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sábias Palavras, Dura Realidade...


"Papa aconselha famílias a não acreditarem em «prognósticos improváveis para 2010»" TSF
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Eu, embora não seja Papa nem seja lá o que for, aconselho os professores deste país a fazerem o mesmo, isto é, a não acreditarem em nada, não esperarem nada e a entregarem-se, perfeitamente conformados, à divina providência. Nada mais. No fundo, foi ela que nos parece ter colocado pela frente o falso engenheiro, a sinistra velhaca que se encontra em sabática, a pretensa escritora com cara e cabeça de pássaro e toda a pandilha que nos calhou na rifa governarem-nos... Nem mais, as eleições neste país, fruto da boçalidade, ignorância e tacanhez estruturais deste povo, são meras rifas de quermesse barata, em que o melhor prémio será sempre inferior ao seu preço.
Amanhã, quando voltarem à escola, não se esqueçam, pois, das sábias palavras do pastor alemão, não acreditem no que vos dizem, não esperem nada e deixem-se ordenhar como têm feito até hoje. Afinal, têm o que merecem. Quem se deixou albardar da forma como nós deixámos, merece ser tratado como o mais insignificante dos burros.