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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nova Indústria Turística: Arrastão aos Espanhóis...

Ministro das Obras Públicas prometeu: Lisboa pode-se transformar, por exemplo, na praia de Madrid...
Os bairros estão em polvorosa, o pessoal das quintas, da margem Sul e Norte de Lisboa, têm a coisa como assente e já só esperam o TGV para começarem a arrastar os espanhóis que o ministro prometeu trazer para as praias da zona de Lisboa. Entrevistados, anonimamente, os novos operadores turísticos exigem, contudo, que certos banheiros sejam impedidos de estragar o negócio, como já aconteceu no passado...

- Tal abuso não pode voltar a ser permitido, frisou Zeca (Naifas) Gundolo, se o estado investe o dinheiro dos nossos subsídios tem que nos dar garantias de que vamos poder usufruir dele, tás a ver meu? A cena é bué da fixe e já vou emprenhar mais meia dúzia lá no bairro para estarmos à altura da situação, topas? Agora, nada de tangas, nem desses banheiros fuleiros que só estragam os negócios, deixem-nos vir à vontade, o que o mar traz é de todos...
- Mas estes parece que virão de comboio...
- Não interessa, dão à costa, são nossos. Os manos do Porto que nem pensem em cá vir também, o gaijo lá da cambra deles, se quiser, que também arranje um comboio... Isto é nosso, vai ser como apanhar lapas e mexilhões... Começam por ser catados logo no comboio e depois, na praia, são arrastados e prontos! É uma aposta fixe, garantida, boa iniciativa!

domingo, 28 de setembro de 2008

Cabo Verde e a galinha dos ovos de ouro...



Cabo Verde não pode perder o estatuto que tem vindo a conseguir criar, o de um país calmo, tranquilo e saudável que é ideal para fazer férias em qualquer época do ano. Com uma situação privilegiada em termos geográficos, em que se realça o clima e a diversidade do seu conjunto de ilhas, o turismo é uma aposta que Cabo Verde não pode dar-se ao luxo de perder, é a sua galinha dos ovos de ouro.
Convém lembrar que, muitas vezes, a fama conseguida durante uma série de anos se pode perder em meia dúzia de dias, com seríssimas e quase irreversíveis consequências…
Atente-se no caso da Guiné-Bissau que começava a tornar-se um aliciante destino turístico e que os problemas políticos internos, com ridículas guerras e conflitos que degeneraram em tiros e morteiradas, além da destruição de algum do pouco património existente, afastaram a procura turística que começava a tornar-se uma evidência… Não há nem nunca houve motivos para se iniciarem confrontos armados na Guiné-Bissau e, em boa verdade, em qualquer outro país... Porém, no caso da Guiné, dada a necessidade de manter a paz, tranquilidade e ordem públicas, os seus líderes, se fossem governantes dedicados ao seu país, nunca teriam pegado em armas nem que, no entanto, se travassem de razões tão fortes que tivessem de andar à dentada uns aos outros… No entanto, não conseguiram pensar, não conseguiram evitar e agora é tarde.
Cabo Verde por questões históricas com uma relação muito próxima da Guiné, como prova o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) do cabo verdiano Amílcar Cabral, deveria aprender e compreender o perigo que constitui um mau passo. Felizmente esse ferrabraz que dá pelo nome de Nino Vieira e que eu considero o pior inimigo da Guiné-Bissau, não tem poder em Cabo Verde. Pelo menos desse perigo, igual ou pior ao paludismo, estão safos…
Surgem notícias de problemas sociais e de segurança na Praia, nomeadamente devidos aos emigrantes repatriados de outros países, é mau sinal, muito mau sinal; surgem também notícias da presença da Polícia Militar na rua, é o exército, o turismo não costuma gostar de ver tropa na rua vestida de camuflado e com armas de guerra, é outro muito mau sinal.
Tudo indica, pois, que as autoridades passam por problemas muito sérios para os quais terão que lidar com muito cuidado e inteligência, se a questão passa por um reforço da segurança interna, esse reforço terá que ser discreto e eficiente e passar também por uma política de sensibilização pública, no sentido de fazer ver à população que os turistas têm que ser intocáveis e sentirem-se seguros e tranquilos, um pouco a mensagem que Cuba conseguiu passar aos seus habitantes e ao mundo. Se assim não for, brevemente, maus tempos se avizinham para Cabo Verde e esse grande manancial que é o turismo poderá acabar. As Canárias ficam perto e não têm problemas desses…