terça-feira, 21 de outubro de 2008

Nas praias de Portugal...


Atrás do México e da Turquia.
Portugal no topo das desigualdades da OCDE.



Que pena os nossos ilusionistas dos números não conseguirem 'trabalhar' os números da OCDE... Habituados como estamos a dizerem-nos que vivemos no país das maravilhas, é triste acordarem-nos assim de repente e vermos que é o contrário... Cedo os nossos governantes virão dizer que não é assim e apresentarão outros números e trunfos, acabados de cozinhar no fogo lento deste país bovinamente adormecido... É a vida em Portugal... Como dizia António Gedeão, não se nasce impunemente nas praias de Portugal...

1 comentário:

arménio pereira disse...

Estando já perfeitamente estabelecido e comprovado que:
1 - A riqueza dos cidadãos em Portugal depende da produtividade da sua população activa;
2 - a produtividade dos portugueses que trabalham na base das hierarquias corporativas é baixa porque, regra geral, são uns madraços;
3 - A produtividade do trabalho em Portugal só não é mais baixa porque os administradores e outros colaboradores de topo das empresas trabalham muito e bem (parece que são os únicos que trabalham, a bem da verdade),
a solução para corrigir as tremendas desigualdades que existem passará por:
1 - Forte contenção, ou mesmo redução, dos vencimentos dos que nada fazem;
2 - imediata nivelação por cima dos vencimentos dos colaboradores de topo, de modo a repor a justiça e a equidade (é inadmissível que neste país exista um conjunto de gestores que aufira em média €30.000/mês, enquanto que para outros essa média sobe para €300.000/mês, e ainda com direito a viatura e cartão de crédito);
3 - alertar as pessoas para o facto dos números que suportam este relatório da OCDE se reportarem a meados da década (circa 2004/5) e que, como tal, o problema já não existir por ter sido entretanto resolvido pelos nossos extremosos governantes com a habitual eficácia e desvelo que lhes são reconhecidos.