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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Angola assim vai mal...

"Angola: Fernando Lelo condenado a 12 anos de prisão
O jornalista angolano Fernando Lelo, antigo correspondente da Voz da América na província de Cabinda, foi hoje condenado a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave.
O acórdão foi ditado pelo Tribunal Militar de Cabinda, mas a defesa do arguido considera a decisão do tribunal «injusta» e promete recorrer.
Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando Lelo, a sentença foi uma «autêntica encenação», frisando que em Angola «a justiça não existe».
Fernando Lelo foi preso em Novembro de 2007 pelas autoridades angolanas e já não trabalhava para a Voz da América, depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento.
O acórdão do juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, que condenou também outros quatro arguidos envolvidos no mesmo caso a 13 anos de prisão.
As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que terão sido alegadamente cometidos por Fernando Lelo."
Eis aqui um exemplo daquilo que em Angola não devia suceder e, parece-me, que já nem sequer seria preciso... Esta história de conspirar contra a pátria, tribunais militares, etc e tal, são o fim de qualquer possibilidade de mudança em Angola. É difícil de ver?
Talvez uma leiturinha aqui ou aqui possa ajudar...

domingo, 20 de julho de 2008

Será a Guerra...


Os iranianos parece que não querem negociar... Se for realmente essa a sua posição é porque querem a guerra e vão tê-la. Israel não pode, pelo que nunca deixará, as potências vizinhas terem tecnologia nuclear. Assim, serão forçados a optar pelo mal menor, que é atacarem o mais breve possível, enquanto parece viável fazê-lo com armamento convencional.
Creio que se lerem os outros três textos que escrevi sobre o assunto perceberão...
Um regime como o do Irão só se sustém assim, a guerra é para eles necessária... Um estado como o de Israel, não pode deixar de a fazer sob pena de desaparecer. Portanto, tudo se conjuga para a eminência de mais um muito grave conflito, desta com resultados de perdas humanas e económicas imprevisíveis.Textos : 1 Só resta saber quem e quando… 2 Ainda e sempre os mísseis… 3 Ainda o Irão, Israel e os EUA…

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Ainda e sempre os mísseis…



Ao analisar-se este tipo de notícias e de argumentos cremos que, para o fazermos com algum rigor, é necessária a presença ao nosso lado de um mapa da região. Ora, efectivamente, a Rússia tem razão, já que não existem a leste o que se possa designar por estados párias, mas tão só a Bielorrússia, a Ucrânia e a Rússia… Nessa medida, a Turquia, a Grécia e a Itália estão numa posição muito mais privilegiada e até exposta do que propriamente a República Checa e a Polónia, em que não se vislumbra, para o efeito, qualquer interesse e, aliás, se o houvesse, este já teria sido divulgado e explicado, o que em bom rigor não seria preciso porque facilmente se perceberia.
O que leva, pois, os EUA a quererem colocar um escudo anti-míssil tão a Norte é, para além da pressão do seu lobby armamentista, de facto, um retrocesso no processo de desanuviamento iniciado com a queda do muro de Berlim, mas e porquê? Qual o interesse de semear radares e anti-mísseis pela Europa de Leste? Obviamente que directamente penso que nenhum, mas, se voltarmos a olhar para o mapa, reparamos que a Rússia, se quiser responder ao guarnecimento militar desses dois países, terá que a perder a Sul, nos territórios entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, onde nunca deixou de ter problemas e que é uma zona de grande interesse para os EUA já que é a zona mais importante para o controle da rota do petróleo do Mar Cáspio. Portanto, parece-me que temos aqui um gato escondido, com o rabo de fora…

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Só resta saber quem e quando…


A história tem-nos mostrado que Israel, nos seus sessenta anos, apenas tem sobrevivido garças ao seu poderio militar, aos seus serviços de informação e à sua aliança com os EUA, fruto do enorme poder que o lobby judaico detém. Nos últimos dias, temos assistido a um gradual aumento de exibição de poder militar por parte do Irão e, estranhamente, Israel também o fez, já que o seu modo natural de agir é atacar primeiro e avisar depois, desde logo porque o seu espaço físico não lhe permite outro tipo de guerras que não sejam ofensivas, uma vez que não tem para onde recuar. Se analisarmos a situação na região, temos a Síria, que não tem reagido aos ataques preventivos de Israel, o Iraque, que se encontra invadido e em guerra civil, o Egipto, que está muito mais preocupado no estabelecimento de boas relações com o Ocidente, a Jordânia, que como habitualmente não tem qualquer peso e o resto dos países árabes que, encabeçados pela Arábia Saudita, não só temem, talvez mais do que todos o Irão, como sabem que a sua segurança está nas mãos dos EUA e, ironia das ironias, do próprio estado de Israel. Olha-se para o mapa e não se vê mais nada, já que na própria Líbia, Kadafy anda a dar palmadinhas nas costas de Sarkozy.
Para além do que foi exposto, ninguém parece estar a ver com bons olhos o desenvolvimento dos mísseis Shahab, nomeadamente a versão 5 que, com um raio de acção de 6000Km, será capaz de atingir todas as capitais europeias, e qual seria o estado europeu que gostaria ver isso acontecer… Ainda por cima, se aliarmos a tudo isso a continuação do desenvolvimento do seu programa nuclear, o panorama torna-se negro. Mais, se analisarmos friamente as coisas, o Irão não está sob ameaça de ninguém, já que o seu arqui-rival Iraque se encontra a ferro e fogo. Logo, se não é para se defender, para que se quer um exército de um milhão de homens e um investimento colossal em armas senão para atacar? É esta questão principal que devemos colocar… A outra, e não menos importante, é a de saber quem e quando vai fazer o trabalho sujo, se Israel se os EUA.