
"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER ENGANADOS." MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois,I:III,5
sábado, 27 de dezembro de 2008
E porque não uma almoçarada?

Como ler esta notícia…
1º aspecto: abrir a campanha eleitoral com novas promessas; após toda uma legislatura a afrontar e a desagradar a toda a sociedade, surge agora esta miserável expressão de que se for governo, após as legislativas de 2009, fará o contrário do que fez entretanto… À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer… votem primeiro, que depois blá, blá, blá… Lixem-se!
2º aspecto: “aceitando entre si que não avançariam com uma moção de estratégia ao congresso, uma vez que receberam sinais de que tal atitude podia ser vista como um acto hostil a Sócrates.” Não é novidade, Sócrates ou atemoriza os adversários ou compra-os com cargos, o que é necessário é que seja temido e não seja contrariado. Os cobardes e interesseiros, como gostam dos seus tachos, têm que ter cuidado e perceberem bem os sinais que recebem do líder Eduardo do Santos, perdão, José Pinto de Sousa, mais conhecido por Sócrates.
3º aspecto: “Ainda há uma semana, Vera Jardim, em entrevista ao Rádio Clube Português, frisou o risco de cisão, sublinhando a necessidade de calma.” Para que o amo ganhe e possa continuar a reinar em plena tirania é necessário que obtenha maioria absoluta, ou muito significativa, pelo que é imprescindível não haver cisões no MPLA, perdão mais uma vez, no PS. Pois, se houvesse essas cisões a distribuição de panelas poderia ficar comprometida e poderiam ter que abrir um BPN ou coisa parecida, nomeadamente com o receio da cisão Alegre, um mito bufo e vazio, pois, como ainda não o fez já não o fará nem está interessado em fazer, o que o remete para o reino dos mais ignóbeis fala-baratos deste país, os que gostam de escrever e clamar a coragem, mas nem sabem sequer o que é, pois são uns medrosos estruturais.
Conclusão: mais do mesmo. Lembro o poeta, esse verdadeiro e sério: não se nasce impunemente nas praias de Portugal…
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
As evidências não se precisam de dizer...

Não é preciso o senhor procurador-geral da república maçar-se a vir dizer estas coisas, caem mal e são desnecessárias e são desnecessárias porque caem mal… o que é evidente, não precisa de ser dito e se o é, é porque a sua evidência não o é de facto, contra isso já nada se pode fazer, e muito menos dizer… Falamos, portanto, de algo que os portugueses bem sabem como é, como funciona e os exemplos são tantos que as palavras se tornaram, há muito, absolutamente desnecessárias. A lei é igual para todos, só que para uns é mais igual do que para outros…
Quanto ao fim do sentimento de impunidade, num país onde a própria casa do procurador-geral da república é assaltada, o filho do primeiro-ministro é assaltado em plena rua, o filho do presidente da comissão europeia é apanhado com uma quantidade de haxixe superior ao que é considerado para consumo, onde tanto isto e tanto aquilo, se ouve nos telefones publicitado depois nas televisões, casapiando toda a sociedade, está tudo dito. Uma vez mais, fica mal ao senhor procurador-geral da república, ou seja a quem for que tenha alguma responsabilidade na administração da lei e da justiça, dizer o que quer que seja. Em Portugal, quase sempre, caladinhos estamos melhor.
Será este o nosso fado?

A primeira é que se tratou de um caso encomendado, pois não saberá o Manuel que casos graves de indisciplina, muitos bem piores do que esta parvoíce, são o quotidiano das nossas escolas? Está muito mal informado, não é preciso encomendar situações destas, elas são naturalmente abundantes.
A segunda é que se tratavam, veja-se o português: “os alunos, numa situação destas, são alunos de qualidade,” eu sugeria, no mínimo, o adjectivo duvidosa… mas, ok, que sejam repreendidos e que prometam não voltar a usar armas falsas.
A última e a minha preferida, é que os telemóveis deveriam ser proibidos no espaço de aulas. Ora, como o Manuel também é Valente, eu sugeria que ele fosse às escolas tirá-los aos alunos… Gostava de ver como é que ele o faria… colocava-se à porta da escola e, depois de revistar os alunos, ia atirando os aparelhitos para um bidão que no final seria enviado para a reciclagem? Ia de sala em sala? Não sei, mas gostaria de saber quais são as suas propostas para resolver este assunto. E, já agora, como tencionaria ele sobreviver aos alunos e aos seus paizinhos, já que deve ser especialista em psicologia de pais… Não sei, mas gostava…
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Ecological crime in Vatican...

Até que num dia destes chegou um engenheiro florestal, parou, observou-o e disse-lhe, com voz de especialista:- És o maior exemplar e o mais bonito de todos desta zona.Ao ouvi-lo, algumas folhas dos ramos mais baixos coraram de vergonha, enquanto toda a árvore se pavoneou de vaidade, aproveitando um intervalo da ventania que ali soprava forte, sabendo bem que as árvores suas vizinhas, ao ouvirem aquilo, ficariam roídas de inveja.Alguns dias mais tarde, o engenheiro voltou, mas desta vez com dezenas de operários e um grande camião com uma grua de todo o tamanho. Quando ouviu o som nauseabundo das moto-serras, o velho e garboso abeto percebeu logo que tinha chegado a sua hora.Ainda tentou reclamar:- Afinal, não me tinham dito que era o mais belo, alto e proporcionado abeto deste bosque? Então porque é que me matam?Ouviu então uma resposta que arrepiava, e que tinha tanto de loucura como de cinismo:- Meu caro, tens muita sorte, é o que te digo! Na verdade, o teu cadáver irá ser a prenda do nosso grande país, a Áustria, ao país mais pequeno do mundo, o Vaticano. Iremos instalar-te no centro de uma conhecidíssima praça, a praça de São Marcos, no Vaticano, para que todos admirem o teu cadáver. Enfeitaremos o teu corpo com milhares de bolas e enfeites, luzes e luzinhas a apagar e a acender, antes de, no topo, depositarmos uma estrela polar. Um coro de crianças dar-te-ão as boas vindas, e cantarão bonitas canções. Infelizmente já não as poderás ouvir, porque já estarás morto. O teu cadáver ficará assim exposto por alguns dias, até ao dia 2 de Fevereiro para a glória da Áustria e do Vaticano. Serás assim o símbolo do nascimento de Cristo e da vida eterna, prazer que, no en tanto, já não vais gozar porque assim decidiu o engenheiro florestal que te encontrou. Milhares pessoas, que te irão visitar, hão-de tirar fotografias do teu cadáver para mais tarde te recordar.Espantado e incrédulo, a árvore gigante ainda perguntou:
- E depois?
- Bem, depois…, depois de 2 de Fevereiro vão-te lançar à lixeira, ou mandar-te para alguma incineradora nos arredores de Roma…. !!!
Desgraçadamente este não é um conto de fadas. É sim a triste realidade dos dias de hoje, no Estado eclesial do Vaticano, de acordo com um costume idiota, iniciado…. com o Papa João Paulo II !!!
Será que é tão difícil para a Igreja e a Cúria Vaticana salvar a vida destas árvores de enorme porte e que são um hino à mãe-natureza? Será que às suas consciências não pesará o pecado ecológico de serem cúmplices e autores morais dos assassinatos destas portentosas árvores, já para não falar do desperdício de energia que o seu transporte e a alimentação das luzes vai representar?
Que as imagens da chegada do cadáver de mais uma vítima inocente sirva de reflexão a todos nós sobre a frieza, a insensibilidade e a falta de respeito do Vaticano para a mãe-natureza, em particular para estar bonitas e majestosas árvores que são os enormes abetos das montanhas alpinas.
Tradução livre do um texto encontrado em:
http://blogs.20minutos.es/cronicaverde



Pescado no blogue A Sinistra Ministraquarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Prémio porquemedizem

Nem vê nada, acena...

Código do Trabalho: PS vai estudar formas de retirar inconstitucionalidade.
Estes personagens pardos irritam-me, quase tanto como aqueles cãezinhos que antigamente colocavam na parte de trás dos carros e que, ao menor movimento, acenavam assertivamente com a cabeça… São, numa linguagem piscatória, verdadeiros xarrocos…
Profs esperam que ministério cesse...

Duas propostas excelentes, poder-se-iam definir como um título do livro de Irene Lisboa: Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma… Se as classificações não servem nem para os concursos nem para a progressão na carreira, para que servem? Se concorrer anualmente era um direito dos professores, de que serve a mísera possibilidade de um concurso de 2300 titulares, e de todos os outros, poderem concorrer a uma hipotética pena de quatro anos.
Boas festas, que o Pai Natal seja generoso convosco como parece que está a ser connosco, nós para o ano cá continuaremos, a equipa do ministério não.
E se promulgar também não...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
EM QUE ASPECTO?

Prenda do Pai Natal

É o que se chama uma notícia de Natal... após os ataques israelitas dos últimos dias, esta é uma notícia muito preocupante, a ser verdade, e os israelitas e americanos devem sabê-lo, a lógica é verem-se forçados a jogar na antecipação e a atacarem antes da instalação dos novos sistemas antimísseis... Quem sabe o fogo de artíficio chega antes do fim do ano...
Post 500
O caminho do Caos...

Nua e crua, a verdade tem a tendência para emergir, mau grado todas as tentativas para a esconder por baixo do diáfano fluido que dá pelo nome de demagogia ou mentira. Num país em que a zurraria política apregoa o ensino, a formação e a qualificação da população, por todo o lado se vê cortarem os meios que as permitiriam, custam dinheiro e não produzem números positivos para apresentarem na balança fria e calculista do deve e haver do curto prazo…
Pois é, a educação não é nem deve ser vista como um negócio, é um investimento a longo prazo, o tempo de uma legislatura não chega para colher os louros desse investimento, logo diz-se que se faz, mas, na realidade e pelo contrário, acaba por se fazer o inverso. Contudo, para as estatísticas sobra sempre o último item, a qualificação… É um aspecto muito importante, mas é quando assenta no resultado de um investimento sério nos dois primeiros pontos, mas custa dinheiro, preferível é, para os números, a falsidade de qualificar sem gastar, que em vez de qualificar certifica. Isso é bom para quase todos: para o estado que vê os números das estatísticas aumentarem sem gastar um chavo e para os certificados que ficam com habilitações que nunca teriam e que estariam longe de algum dia virem a possuir. O que estraga tudo é o quase… e esse é o interesse do país e a seriedade das suas instituições académicas, já que de nada valem qualificações se a elas não corresponder uma aprendizagem real e verdadeira.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Cada vez mais socrático...

VAMOS AO ANÍBAL ANTÓNIO...

sábado, 20 de dezembro de 2008
A SOPA DOS POBRES...

Agora fica chocado? Com quê? Com quem não quer ser trucidado? És uma ínfima parte de coisa nenhuma e não trucidarás ninguém, compra um dicionário e aprende a conhecer as palavras...
Se ficas tão estupefacto com estas coisas, lembra-te daquilo que dizes... Ver-nos-emos, certamente, na sopa dos pobres para onde o governo Sócrates está a mandar os funcionários públicos... O último grande defensor disso foi Sidónio Pais e foi morto a tiro em 1918...
A coisa arranja-se...
Felizmente, a crise quando chega não aflige os patrões, quando há que fazer contenção de custos, corta-se nos ordenados dos empregados ou despedem-se alguns, não se pode é afectar os lucros chorudos de quem manda, tanto mais que as coisas na banca andam esquisitas... Estamos em crise, baixamos-lhes os ordenados, que sorte têm eles em terem emprego...sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Maria, traz-me o chá...

Cavaco recusa comentar possibilidade de dissolução da Assembleia sugerida por Eanes."
Tens medo compra um cão...
120 mil populares amigos dele...“Governo lamenta ter ficado sozinho a lutar pela avaliação dos professores.”
Mais uma vez a falta de respeito deste injinheiro é fantástica… Ele está a esquecer 140 mil professores, nós ficámos com ele, não fomos para lado nenhum nem nos escondemos, ele é que não quer aparecer. Continuamos a esperá-lo a ele, às suas teorias de melhoria do ensino e às técnicas dos exames por fax aos domingos.
Estamos cá, não está sozinho… De lados opostos, claro, mas isso para o dirigente de um partido popular de esquerda moderada é a oportunidade para dialogar... Aproveite.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Bom Sinal...
Presunção e água benta…
Só lhe faltou dizer que ele e os seus ministros também são moderados e populares…

120 mil professores a exprimirem ao PS e a Sócrates a sua popularidade
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mais direitos perdidos?

Veja-se, a actividade lectiva é, no meu entender, muito sui generis, acontece com frequência um docente dar-se mal numa escola, antes era relativamente simples, no final do ano mudava-se de escola e estava o assunto arrumado. Com este modelo fica-se preso a uma escola, agrupamento ou lá o que é por quatro anos, podem ser muito bons, mas também podem ser um verdadeiro inferno… Imagine-se a seguinte situação, que é também muito frequente dentro da nossa classe: um professor anda por aí, é colocado numa escola em determinado lugar, conhece por lá alguém, casa-se e muda-se para lá. Imaginemos que as coisas não correm bem e essa pessoa se divorcia, pergunto é justo obrigá-la a permanecer lá mais dois ou três anos? Aliás, alargo a questão, é justo e benéfico manter alguém numa escola contra a sua vontade? E se o concurso corre mal? Tem que se cumprir uma pena de quatro anos?
Desculpem, mas não concordo e penso que se deveria lutar contra isso… Já me aconteceu, várias vezes, ficar colocado num sítio que não me convinha, cheguei a estar um ano nos Açores por falta de vaga no continente, mas pensava: que se lixe é só um ano… Pergunto, como se sentirão as pessoas que ficarem colocadas a centenas de quilómetros de casa e a saberem que têm que cumprir a pena, que sem culpa nenhuma lhes atribuíram?
Depois, confesso não perceber muito bem qual é a vantagem, abrindo os quadros de escola, só se concorria para as vagas que existissem, quem não quisesse sair não saía, logo a estabilidade do corpo docente estava garantida, como acontecia antes de começarem a fechar os quadros de escola.
Por tudo isto, penso, que uma vez mais, nos estão a roubar os nossos direitos e a ser amesquinhados na nossa profissão.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
LATA NÃO TE FALTA...




Soares filho com um amigo sério...
Histórias de Angola...

DESTAQUE - ANGOLA E PORTUGAL, AS “LIGAÇÕES PERIGOSAS” DE MÁRIO E JOÃO SOARES
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Angola e Portugal, as “ligações perigosas” de Mário e João Soares
Acácio Barradas *
A amizade e a admiração que durante muitos anos aproximaram os Soares, pai e filho, de Jonas Savimbi, estão na origem de vários episódios que ensombraram as relações entre Angola e Portugal.
Lisboa - A guerra de palavras que por vezes se verificou entre Angola e Portugal teve em Mário Soares e no seu filho João Soares dois destacados protagonistas. O folhetim teve início logo em 1975, na data da independência, pois Mário Soares, então ministro dos Negócios Estrangeiros do VI Governo Provisório, seria considerado co-responsável pelo regresso a Lisboa de um avião que levava a bordo uma representação (não oficial) portuguesa. Tal avião foi impedido de atingir Luanda, sob pretexto de que a capital angolana estava debaixo de fogo e não havia condições para aterrar, o que se provou ser uma falsidade.
Recordando mais tarde, numa entrevista ao Diário de Lisboa, o clima que então se vivia nas altas esferas lisboetas, Álvaro Cunhal afirmou que, durante uma reunião do Conselho de Ministros em que participavam os líderes dos principais partidos e a Comissão de Descolonização, esta – constituída por militares do MFA – «propôs o reconhecimento, no dia 11, do Governo que se formasse em Luanda. Mas Sá Carneiro e Soares opuseram-se energicamente a tal solução. Entravam e saíam da sala. Interrompiam a reunião para “informarem” que as tropas sul-africanas pelo Sul, e da FLNA, pelo Norte, estariam em Luanda dentro de poucas horas. Diziam que Luanda estava já a ser bombardeada». E Cunhal concluiu: «Com toda a evidência, Mário Soares e Sá Carneiro jogaram, nesse momento, em cheio na invasão de Angola».
A cerimónia da independência foi assim privada da presença de representantes portugueses, mas o Presidente Agostinho Neto soube interpretar devidamente essa ausência, dirigindo uma mensagem de amizade e de solidariedade ao povo português e às suas forças progressistas.
Em Janeiro de 1976, encontrando-se de visita aos EUA, onde foi recebido pelo secretário de Estado Henry Kissinger, Mário Soares proferiu uma conferência na Universidade de Yale, defendendo para Angola uma solução negociada entre os três movimentos e desmentindo que Lisboa venha a reconhecer o Governo do MPLA. A realidade, porém, encarregar-se-ia de o desmentir logo no mês seguinte.
Anos depois (em 1984), Mário Soares encontrar-se-ia em Washington com Alexander Haig, ex-secretário de Estado de Ronald Reagan, depois deste se ter avistado com Savimbi. Tal coincidência foi interpretada pela ANGOP como «uma cruzada de submissão aos mais altos interesses de Washington».
A partir de 1986, entra na liça João Soares, que na qualidade de proprietário da editora Perspectivas & Realidades foi abordado pelo dirigente da UNITA, Alcides Sakala, para a publicação de um livro com poemas de Savimbi. Na sequência deste contacto, João Soares desloca-se à Jamba, perante os protestos da Embaixada de Angola em Lisboa. Após a visita, João Soares elogia Savimbi: «É um grande líder político contemporâneo na África de hoje». No ano seguinte, a pretexto de interceder pela libertação de dois cooperantes suecos que a UNITA fizera reféns, João Soares volta ao quartel-general da UNITA, na Jamba. E quando, em 1988, o Governo português recusa a Savimbi o visto para entrar em Portugal, João Soares concede uma entrevista ao semanário Expresso, em que afirma: «O MPLA não é o Governo legítimo de Angola».
Entretanto, no Palácio de Belém, Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, agracia com a Ordem do Infante Dom Henrique o empresário Horácio Roque, cuja mulher, Fátima Roque, acompanha Savimbi num périplo por vários países.
O ano de 1989 é marcado pelo acidente aéreo de que em Setembro são vítimas, na Jamba, João Soares e outros deputados (Rui Gomes da Silva, do PSD, e Nogueira de Brito, do CDS), que tinham ido assistir ao Congresso da UNITA. O Cessna em que voavam para a Namíbia caiu, segundo alguns, por excesso de carga no tráfico de marfim, o que foi negado pelo respectivo piloto. João Soares ficou ferido e convalesceu em Pretória, em casa do casal Horácio e Fátima Roque.
Um mês depois do acidente, por ocasião de uma visita oficial a França, Mário Soares recebeu Savimbi em Paris, acto que constituiu a primeira audiência de um Chefe de Estado português ao líder da UNITA, desde os Acordos de Alvor em 1975. Em resposta às críticas que a propósito lhe foram formuladas, declarou: «Savimbi não tem peste e recebi-o como um cidadão do mundo que fala com toda a gente com quem tem de falar».
Mário Soares voltaria a receber Savimbi quando o líder da UNITA se deslocou a Portugal em Janeiro de 1990, sendo igualmente recebido por Cavaco Silva. Mas, enquanto Soares o recebeu no Palácio de Belém, na qualidade de Presidente da República, Cavaco Silva não o fez como primeiro-ministro, em virtude de que recebeu o líder da UNITA na sede do PSD, como líder do partido, estando na altura acompanhado por Durão Barroso, também este não na qualidade de ministro dos Estrangeiros mas como membro da comissão política nacional do PSD.
Em 1992, João Soares demarca-se pela primeira vez de Savimbi, ao certificar-se de que este mandara fuzilar os dirigentes da UNITA Tito Chingondji e Wilson dos Santos. Por seu turno, Savimbi mostra-se desagradado com Cavaco Silva e Durão Barroso e declara que, se ganhar as eleições (realizadas em Setembro desse ano) o seu único interlocutor em Portugal será o Presidente Mário Soares.
No ano seguinte, Mário Soares recebe uma delegação da UNITA, chefiada pelo general Ben-Ben. O MNE angolano, Venâncio de Moura, pede explicações. Na ocasião, o oficioso Jornal de Angola publica um artigo intitulado «Um boelo» [burro, em kimbundo], no qual Mário Soares é injuriado: «É mesmo um boelo esse bochechas. Nem vergonha tem naquela kalanga [cara] por tão grandes desavergonhices que estampam o seu mau caratismo e maldade».
Encontro falhado em Maputo
A posse de Joaquim Chissano como Presidente de Moçambique, em 1994, dá ensejo a que Mário Soares e José Eduardo dos Santos se encontrem circunstancialmente em Maputo. Mas o Presidente angolano só teve tempo para uma audiência com Durão Barroso, falando exclusivamente com este sobre a situação angolana.
No mesmo ano, o embaixador angolano, Ruy Mingas, a propósito de uma carta dirigida a José Eduardo dos Santos por Mário Soares, acusou este de «interferências incorrectas e abusivas» que teriam comprometido a presença de Angola na Cimeira Lusófona. O Governo português foi então alvo de críticas por ter reagido de forma discreta. Durão Barroso protestou junto do seu homólogo angolano, mas recusou-se a fazer qualquer desagravo público.
De visita às Seychelles, em 1995, Mário Soares, em conversa descontraída com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra numa sala. Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora. É um verdadeiro líder africano».
Não obstante estas afirmações, Mário Soares soube ser diplomata na visita oficial que realizou a Angola em 1996, pois embora tenha recebido em Luanda uma representação da UNITA, recusou-se a ir ao Bailundo encontrar-se com Savimbi, o qual, por outro lado, se recusara a ir a Luanda para ser recebido por Soares.
A escalada verbal atingiria um nível sem precedentes no ano 2000. Através de um artigo no Expresso, Mário Soares acusou o Governo angolano de graves violações dos direitos humanos na escalada da guerra e no cerceamento da liberdade de Imprensa, com realce para a prisão e julgamento do jornalista Rafael Marques por ter escrito um artigo («O Baton da Ditadura», publicado no semanário luandense Agora) considerado difamatório do Presidente José Eduardo dos Santos. A propósito, Soares enunciou detalhadamente a posição condenatória do regime angolano, em que participara como deputado do Parlamento Europeu reunido em Estrasburgo.
O ‘fait divers’ de Gama
A reacção não se fez esperar, por intermédio do ministro angolano da Comunicação Social, Hendrick Vaal Neto, que acusou Mário Soares e seu filho João (na altura presidente da Câmara de Lisboa) de «beneficiarem do tráfico de diamantes feito pela UNITA», acusação logo corroborada pelo deputado angolano MacMahon.
Em Portugal, estas declarações inflamaram todos os sectores da opinião pública, pondo em confronto diversos graus de entendimento do caso e da sua gravidade. O Presidente Jorge Sampaio, regressado de uma visita á Roménia, escreveu ao seu homólogo angolano, considerando as declarações do ministro «inaceitavelmente caluniosas». Também o primeiro-ministro, António Guterres, escreveu uma carta ao Presidente angolano, dando conhecimento da mesma a Mário Soares. No entanto, a reacção do MNE Jaime Gama, que considerou o caso um ‘fait divers’, limitando-se a falar com o seu homólogo e a pedir mais contenção, suscitou um coro de críticas, inclusivamente dentro do seu próprio partido. O assunto foi a debate na Assembleia da República, onde curiosamente a proposta aprovada não foi a do PS mas a redigida pelo Bloco de Esquerda, em que se repudiavam as palavras do ministro angolano e se manifestava solidariedade, não aos Soares, mas «a todos aqueles que em Angola lutam pela paz, pela defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas».
Perante as vozes inflamadas que se levantaram (Paulo Portas chegou a dizer que «Portugal está a sofrer um vexame diplomático») não faltaram também os apelos ao bom senso, por vezes com perguntas dirigidas à memória dos mais exaltados: quando a UNITA chamou «criminosos de guerra» a Almeida Santos, António Guterres, Jaime Gama e Durão Barroso, alguém tomou posição e manifestou solidariedade? Alguém se lembra da resposta do Governo de Cavaco quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso?
No auge da contenda – que se arrastou nos media semanas a fio – ouve excessos de linguagem de parte a parte. Assim, por exemplo, um tal Chicoadão referiu-se a João Soares, nas páginas do Jornal de Angola, como «um gatuno comprovado das riquezas de Angola». Por seu turno, João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptócratas». O mesmo jornal resolveu ouvir o ex-dirigente do PS, Rui Mateus, que durante anos fora responsável pelas relações internacionais do partido e que era autor do polémico livro Memórias de um PS desconhecido. Das suas declarações, importa reter esta revelação: «Pela minha parte, o PS nunca recebeu nada, nem do MPLA nem da UNITA. O PS mantinha relações clandestinas com a UNITA, mas não por mim. Eram relações escondidas, que o dr. Soares durante muito tempo manteve confidenciais», em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista, onde o movimento da UNITA não era reconhecido». Esclarecedor.
* Acácio Barradas é um jornalista português. Trabalhou em Luanda nos matutinos O Comércio e A Província de Angola e foi chefe de redacção do ABC-Diário de Angola e dos semanários Jornal do Congo e revista Notícia. Regressou a Portugal em 1968 e foi chefe de redacção do Diário Popular, Diário de Lisboa e Diário de Notícias. Actualmente, dedica-se a trabalhos de investigação histórica. Em Outubro de 2005 editou e foi autor de vários textos da biografia “Agostinho Neto-Uma vida sem tréguas 1922-1979″, por ocasião do 25º aniversário da morte do fundador da Nação angolana.
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Bóra lá ajudar os banqueiros...

Acusados do BCP ganharam 10 mil euros por dia.

Às vezes o gesto não é tudo...

Hier, 21h01 Robert Reid
Des milliers de personnes ont défilé lundi en Irak pour demander sa libération, et il est devenu une star instantanée dans le monde arabe: Muntadhar al-Zeidi, le jeune journaliste chiite qui a lancé dimanche ses chaussures à la tête de George W. Bush, a le parcours d'un Irakien de sa génération, marqué par les guerres et ballotté entre différentes haines. Lire la suite l'article
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Ce célibataire de 28 ans était toujours gardé à vue lundi par la police irakienne. Il pourrait faire selon des sources judiciaires l'objet de poursuites pour injures à un chef d'Etat étranger et au Premier ministre irakien, qui se trouvait à côté de George W. Bush. Le journaliste encourt jusqu'à deux ans de prison ou une amende, mais il semble improbable qu'il soit condamné à la peine maximale vu sa nouvelle popularité en Irak et dans le monde arabe.
Muntadhar al-Zeidi en était venu à honnir tant l'occupation militaire américaine que ce qu'il considérait comme une occupation "morale" de l'Iran, a expliqué sa famille lundi.
Son geste de défi de dimanche a transformé cet obscur journaliste d'une petite chaîne de télévision locale en héros national pour nombre d'Irakiens excédés par près de six années d'occupation américaine, mais qui craignent aussi de voir leur pays tomber sous l'influence des mollahs chiites de Téhéran après le départ des Américains.
Et les trois frères et la soeur du jeune homme, un peu assommés, se sont retrouvés dans son petit appartement de l'ouest de Bagdad, sous le poster du Che qui le décore, inquiets de ce qu'il pourrait subir en garde à vue, mais aussi, fiers de lui.
"C'est un héros, qu'Allah le protège", disait sa soeur Oum Firas, regardant une énième diffusion du geste de son frère sur une chaîne satellitaire arabe. Si la famille insiste sur la spontanéité du geste de leur frère Munthadar, un de ses collègues kurdes, Zanko Ahmed, soulignait lui la personnalité "arrogante et frimeuse" de l'auteur de ce geste médiatisé.
Al-Zeidi était entré à la chaîne Al-Baghdadia en septembre 2005, diplômé en communication de l'université de Bagdad. Deux ans plus tard, il était kidnappé par des hommes armés au cours d'un reportage à Bagdad, libéré trois jours plus tard. Selon sa famille et selon la chaîne, aucune rançon n'a été versée.
En janvier, il avait été arrêté par les Américains au cours d'une perquisition dans son immeuble, a expliqué son frère, Dhirgham, avant d'être libéré le lendemain, avec des excuses.
Des expériences qui ont contribué à bâtir son ressentiment, selon ses proches: "Il déteste l'occupation matérielle américaine autant qu'il déteste l'occupation morale iranienne", explique Dhirgham. "Pour ce qui est de l'Iran, il estime que le régime est l'autre face de la monnaie américaine".
Un point de vue partagé par un grand nombre d'Irakiens, dont beaucoup de chiites, qui estiment que Washington et Téhéran se livrent chez eux une guerre par procuration.
Dans tout Bagdad, dans tout l'Irak, on ne parlait que de ça, et au-delà également. Les journaux du monde arabe publiaient lundi en Une la photo du président américain évitant les chaussures, un incident diffusé en boucle sur les chaînes de télévision et alimentant tous les commentaires et plaisanteries.
A Ramallah, les journalistes palestiniens de Cisjordanie ironisaient pour savoir lequel d'entre eux aurait le courage de faire pareil avec Condoleezza Rice, la secrétaire d'Etat américaine, attendue dans la région et aussi peu populaire que son patron.
De nombreux utilisateurs de Facebook avaient également posté sur leurs pages ces images d'al-Zeidi sautant de son siège, en pleine conférence de presse à Bagdad, et lançant l'une après l'autre ses chaussures à la tête du président américain, insultes verbales à l'appui.
L'homme de la rue saluait le journaliste irakien, devenu en un instant l'incarnation du sentiment anti-américain, et anti-Bush, dans la région: "Il a fait ce que les dirigeants arabes n'ont pas fait", estimait Samer Tabalat, homme d'affaires jordanien de 42 ans.
Et l'ancien avocat de Saddam Hussein, Khalil al-Dulaimi, a offert sur Al-Jazira ses services au jeune homme, qualifié de "héros".
Votos para Zé Muacho...

Esta notícia é uma treta...
Dizer que "Ministério e sindicatos retomam negociações mas professores mantêm acções de luta"é falso. O Ministério nunca quis, nem quer, negociar. Os sindicatos não querem, o que eu acho errado, transmitir que não aceitam negociar. Comigo, que sou uma pessoa frontal, a solução já estava encontrada há muito tempo: não adianta fazer fretes a quem já sabemos o que quer e o disse, por mais de mil vezes e outras tantas formas, que não está disposto a negociar. Só há um objectivo na avaliação desta equipa ministerial para cumprir: destruir a escola pública para dar maior abertura à iniciativa privada. Governo 100%, sindicatos e professores 0%, estão alcançados os objectivos e, nessa medida, proponho, como prémio dos seus méritos, um lugar de adido cultural, nos países que escolherem, à Maria e aos seus dois testículos. Ámen.
Quando digo que esta notícia é uma treta sei muito bem que quem a escreveu sabe disso...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Sócrates não gosta é de sombra...

"O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou hoje "perceber mal" a criação de convergências à esquerda defendida por Manuel Alegre, salientando que isso "não é pensável sem as forças maiores da esquerda portuguesa".
Há coisas que só não vê quem não quiser ver, Sócrates é o cavaleiro da arrogância porque tem conseguido, por um lado comprar a sua oposição com nomeações e cargos lucrativos e, por outro, silenciando e aniquilando aqueles a quem não consegue ou não têm peso suficiente para ter que o fazer. Este é o esquema clássico do tirano perfeito e, nem nisto, é inovador apenas se limita a copiar a técnica de Salazar, quem não é por mim é contra mim, está à venda? Compra-se. Não se vende? Aniquila-se. Como vêm é facílimo de resumir. Na sua tumba o António das meias solas, o tirano de Santa Comba, deve estar orgulhoso de ter um sucessor à altura, um governante que, finalmente, percebeu como é que se governa em Portugal, sendo forte com os fracos e fraco com os fortes…
O José Eduardo dos Santos português manda, assim, os seus recadinhos… Haverá coragem no poeta ou esta só na poesia se conjuga? É o que veremos…
João Cravinho, "exilado" na administração do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento
Ana Gomes, deputada no Parlamento Europeu.
Vitor Ramalho, líder da distrital de Setúbal do PS e presidente do INATEL.
João Soares, deputado e presidente da assembleia parlamentar da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Maria de Belém, deputada e ontem indicada pelo PS para presidir à comissão parlamentar de inquérito ao BPN.
Osvaldo de Castro, presidente da comissão de Assuntos Constitucionais.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Porque sabe que é a morte do dele...

Ó homem, sê claro!

O Aníbal da Somália existe...

Presidente da Somália demitiu o primeiro-ministro.
"O Presidente da Somália, Abulahi Yusuf, demitiu hoje o primeiro-ministro, dizendo que falhou na missão de dar segurança a este país caótico."
O homem que nos continua a confundir com a sua família...

sábado, 13 de dezembro de 2008
Λυπάμαι που πρέπει να πορτογαλικά Barroso ...







