sábado, 13 de dezembro de 2008

Λυπάμαι που πρέπει να πορτογαλικά Barroso ...



Είμαστε μαζί σας, μερικούς σπόρους της εξέγερσης συμφωνείτε με τους ανθρώπους

Πορτογαλικά καθηγητές σε αγώνα


Λυπάμαι που πρέπει να πορτογαλικά Barroso ...


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Atrás dos Tempos...

Atrás dos Tempos vêm Tempos e outros Tempos hão-de vir...

http://br.youtube.com/watch?v=HR7innRdkXY

Faltou o papelinho simplex...

FEZ BEM...

Ministério fecha negociações sobre avaliação docente para este ano lectivo.
Fez bem, porque a escola está perfeitamente pacificada e a trabalhar a 100%. Os professores, os alunos, os funcionários e os pais estão satisfeitos. O governo deve estar, pois, de consciência tranquila.
Por isso está tudo bem fechado...



LINDO EXEMPLO...



Comissão Parlamentar de Economia adiada por falta de quórum .

De 29 só estavam 8...
72,5% de faltas...

Que legitimidade ou moralidade tem esta gente para vir pregar aos outros sobre absentismo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Video Maria...

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Lixo gera Lixo...

Ouvi muito vagamente o presidente da câmara de Lisboa a falar sobre o problema com que se defronta com os trabalhadores de limpeza da sua autarquia... Ouvi a sua voz, grave e funda a embalar conversas... Não esqueçamos as conversas, pois, se houvesse vergonha, não haveria este presidente da câmara, como não haveria muita coisa má neste país... É sempre bom ouvi-lo bem...

Caros Trabalhadores da câmara, deixem que a porcaria venha ao cimo, façam o que os outros não fizeram...

Que negociações?


Ministério e sindicatos retomam hoje negociações (?) sobre avaliação.

Infelizmente, as expectativas não são grandes e o mais certo é já ir tudo aprovado num tupperware, para aquecer um pouco no micro-ondas e servir. Não creio terem sido inocentes as intervenções esta semana do inginheiro e do gágá, como dizia já não sei quem, foi rapar até ao fundo do tacho para ver se por lá ainda havia alguma coisa. São indícios pouco animadores e que se estendem transversalmente a toda a sociedade portuguesa... parece que o inginheiro & Cia estão a querer forçar o país a uma tragédia grega... Se não é parece e o que parece, muitas vezes, é. Até ver...

Mas... quer o quê?



Amado revela que Portugal está disponível para receber presos de Guantánamo.


É sabido que as nossas prisões não são boas e estão sobrelotadas… Onde é que este cavalheiro, cheio de bons princípios, quer prender os presos dos americanos? Como vai fazê-lo? Libertando mais alguns portugueses? Onde é que vão ter cela para colocar o Vale e Azevedo? Vão recambiá-lo para Inglaterra por falta de vaga? Não quererá importar mais prisioneiros de mais lado nenhum? Afinal, quer fazer o quê? Levá-los para casa dele? Soltá-los?
Sinceramente, ainda não percebi…

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mais do mesmo...

Angola: José Eduardo dos Santos vai recandidatar-se à presidência.

Más notícias para Angola... Esta recandidatura só pode querer dizer mais do mesmo, isto é, um país a duas velocidades, por um lado os muitíssimo ricos do costume, por outro, bem, por outro todos os que não sendo muitíssimo ricos são miseráveis. Será a continuação da moda das sandálias fixes num dos mais ricos países do mundo. Tenho pena...

Dúvidas...


Imagens Inéditas...


SOLUÇÃO SEM ESPINHAS...


Sabemos a dificuldade que representa para algumas pessoas contar a partir de 20 ou 30, sobretudo quando se trata de controlar entradas e saídas de qualquer lugar. No entanto, já que se trata de um assunto que deve merecer a maior importância, resolvemos contribuir para a resolução do problema através de uma técnica já antiga que, com alguns ajustes, poderá funcionar bem em S. Bento. Como a imagem mostra, há um afunilamento que apenas permite que passe um elemento de cada vez, permitindo uma contagem clara e sem confusões.

Para a identificação individual seria aplicado um pequeno chip intracutâneo, técnica que permite saber quem é, qual o lugar que deve ocupar e, por uma pequena descarga eléctrica, avisar de quando se deve levantar ou sentar. Muito importante, em caso de tentativa de saída da zona de permanência, faria tocar uma campainha estridente que alertaria o pastor.
Há outros modelos, não tão fiáveis, que se podem aplicar nas peças de vestuário mais íntimas, o que se bem que não impeça os esquemas fraudulentos, do género: fica aí com as minhas cuecas que eu já venho, sempre atenuaria alguma coisa, mas nunca é de fiar...


Dadas as circunstâncias, prevendo a possibilidade de haver montes de cuecas amontoadas aos cantos, e a inerência da própria função inicial, somos apologistas da primeira opção, até porque na instrução levanta/senta seria de muito maior rigor e fiabilidade.
Deixamos, assim, o nosso contributo para que quem necessita possa ter um meio fidedigno de contar, dar instruções e, mais ainda, garantir que os espécimes não fogem, depois de picarem o ponto. Evidentemente, a parte informática da contagem seria assegurada por um Magalhães, daqueles que usam os assessores do Primeiro Ministro, já que são baratos, pequeninos e com elevadíssimas capacidades.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

VAI SER POR FAX...


Avaliação de professores é para manter, diz Sócrates.

"O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta tarde aos deputados do Partido Socialista (PS) que não vai haver qualquer alteração no modelo de avaliação dos professores."


Há qualquer coisa de estranho, como é que não vai haver qualquer alteração se já houve (houveram, segunda a ministra da educação, aqui) tantas... Se este modelo, que já foi considerado pela própria tutela como um modelo a ser substituído por ser inviável e impossível de aplicar, não serve porquê esta insistência?

Bem, mas de avaliação percebe o nosso inginheiro, certamente será por Fax enviado a um domingo...

Crónica de um corte anunciado...

Ditadura?



TC rejeita recurso da Fenprof sobre direito à greve.
TSF

O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou, esta terça-feira, um recurso apresentado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) sobre os serviços mínimos durante as greves agendadas pelos professores em época de exames.
Em causa estava uma deliberação do Supremo Tribunal Administrativo que, em Agosto deste ano, determinou que devem ser decretados serviços mínimos para as greves marcadas pelos docentes em época de exames.
A Fenprof decidiu recorrer para a mais alta instância judicial que acabou por rejeitar os argumentos da Federação, dando assim razão ao Ministério da Educação.

Artigo 57.º(Direito à greve e proibição do lock-out)
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

Por mais que me esforce, não consigo vislumbrar nada de impreterível na realização de exames escolares, uma vez que estes se podem perfeitamente realizar um ou dois dias depois… Com os dados de que disponho não posso ir muito além disto, porém creio ainda ser livre para dizer que me parece não dever poder haver qualquer interferência entre os poderes consagrados, executivo, legislativo e judicial, sob pena de, se assim não for, devermos, despudoradamente, assumir que passámos a viver em ditadura.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

POLÍCIA / EMPRESA...



Como sou professor, já percebi que é melhor ouvir quem trabalha do que o que dizem os ‘governantes’ (?)

Entrevista. Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia da PSP (ASPP), o maior e mais moderado desta força de segurança, surpreende com críticas duras ao Governo e avisa que há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas e detenções que fazem
Que polícia criou este Governo?Primeiro começou por nos tirar direitos fundamentais, como a assistência na doença, e obrigar-nos a pagar por um serviço pior. Depois envelheceu a polícia, aumentando a idade de reforma. Em 2004 a média de idade era 38,5 anos, agora vai nos 40. O mesmo partido que, com António Guterres, apostou forte na imagem e credibilidade da polícia agora faz o contrário. Para agravar tudo, prepara uma série de legislação, como o Estatuto, o Regulamento de Disciplina, entre outros, que mostram claramente a intenção de transformar a polícia numa força servilista, apostada em agradar às hierarquias, mesmo que em detrimento da nossa principal missão, que é a prevenção criminal. Ou seja, em duas palavras, o cenário é negro. (…) Continua
aqui.

Parece já faltar muito pouco para fazerem o que há tempos venho dizendo… É preciso perder a vergonha e mandar as forças de segurança assaltar a população, obviamente passando uma guia do montante roubado,
não vão os malandros dos polícias abrirem conta no BPP…

Camisa Laranja...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Albino Pinto Almeida, Dr.



Sexta-feira, 5 de Dezembro


OS ÓRFÃOS DA CONFAP


Na crónica de há quinze dias, um texto que questionava a relevância da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) no "debate" sobre a educação enervou o respectivo presidente. Ontem, o DN publicou ao abrigo do direito de resposta uma carta do dito Albino Pinto Almeida, Dr. (é assim que, na carta, o senhor se intitula), pretensamente a desmentir-me. Pretensamente, insisto. Na prática, Albino Pinto Almeida, Dr. não contraria uma sílaba do que escrevi, limitando-se a cobrir de predicados a "voluntária" e "abnegada" instituição e de insultos o meu "infame" e "ultrajante" artigo. Deixo alguns exemplos.


1) Escrevi, porque se infere das suas posições públicas, que a Confap "costuma opor-se à avaliação e à reprovação das criancinhas". A reacção de Albino Pinto Almeida, Dr. não passa por fazer prova do inverso, mas por sublinhar o "tom pejorativo" que utilizei.


2) Escrevi que a Confap ameaçou processar os blogues que divulgaram o financiamento que lhe é atribuído pelo ministério da Educação. Albino Pinto Almeida, Dr., que não nega a intenção de processo e confirma o financiamento, descobre no meu "tom ofensivo" uma insinuação de ilegalidade que nunca me ocorreu e, imparável, segue por aí fora, entre considerações inflamadas acerca da "negligência" do "rigor jornalístico". Acontece que não me custa imaginar a licitude dos subsídios. Já Albino Pinto Almeida, Dr. revela óbvias dificuldades em imaginar o impacto de subsídios lícitos na isenção da organização a que preside.


3) Escrevi que a Confap se esforça "por manter as criancinhas presas em 'actividades extracurriculares'" e citei o seu próprio presidente, segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade". Albino Pinto Almeida, Dr. não comenta.


4) No fundo, Albino Pinto Almeida, Dr. esclarece somente a questão do crédito que a Confap merece. Na sua orgulhosa estimativa, aquela entidade representa "19.635 pais". Não duvido da estimativa nem tenho espaço para discutir a equívoca relação dos pais com a escola. Digo apenas que haverá cerca de um milhão e meio de alunos inscritos no ensino não superior, pelos vistos quase todos órfãos.


Alberto Gonçalves texto retirado daqui.

Pequeno comentário:

Apenas consegui ter acesso a esta peça, pelo que desconheço o resto e o contexto das declarações de um dos indivíduos que mais abomino. Porém chega-me a pequena citação que aqui se faz do inenarrável Albino Pinto Almeida, Dr (o que será isto???); faz-me lembrar aquele episódio do Vasco Santana com as tias e o empregado do jardim zoológico, em que o primeiro repetia constantemente para o último: chame-me Doutor, homem; chame-me Doutor; isso, mais alto… e por aí adiante. Bem, mas regressando à citação do Albino Pinto Almeida, Dr. ‘segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade."’
Tenho a dizer: este homem é um perfeito idiota e mentalmente perigoso; fala das crianças como propriedade sua, mas, obviamente, sem o conseguir especificar… as crianças são biologicamente nossas… o que quererá isto dizer? Da Confap, seja lá o que isso for, dele e na mulher, enfim é para mim um mistério insondável, que foi pena aquele precioso intelecto não ter tido o cuidado de explicar melhor. Contudo, entendo que dentro de qualquer ponto de vista, incluindo o biológico, as crianças, como qualquer homem, são seres únicos, inconfundíveis e irrepetíveis e, mesmo no caso dos gémeos monozigóticos, que não sei se é o caso das suas famosas gémeas, a diferença que vai entre o genótipo e o fenótipo é de todos tão conhecida que, talvez à excepção dessa luminária, não vale a pena realçar mais. Mesmo por aí, o burro não chega à alface.
Quanto à ideia de que as crianças são socialmente de toda a comunidade, ele que fale por ele e pelas filhas dele. O homem deve julgar que viva na república de Platão, na China ou no raio que o parta. Os meus filhos são únicos, são deles próprios e quero que assim continuem até ao fim das suas vidas e mais, sou capaz de lutar até à morte contra quem os queira tornar como socialmente seus… Esse amiguinho, pois, que se cuide, Dr. ou não quero que ele meta as suas ideias totalitárias e idiotas onde muito bem entender, espero é nunca ter de voltar a ler barbaridades deste calibre por sujeitos que, ao que julgo saber, são financiados pelo estado. Com esses financiamentos, que compre uma Constituição da República Portuguesa e que leia, já que é Dr., a
Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Se não for capaz de o fazer, que se cale para o resto da vida e desapareça, que é um favor que nos faz a todos…

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ou sim ou sopas...

A precipitação é má conselheira, a plataforma sindical de professores meteu o carro à frente dos bois e parece que suspendeu as greves regionais. Continuo a pensar duas coisas que me parecem inevitáveis: a primeira que com este ministério não é possível nem desejável discutir e a segunda que os professores têm que partir para formas de luta mais drásticas e radicais. A primeira impõe a demissão dos órgãos da tutela e a segunda, para forçar a primeira, o decretar uma greve de zelo até se verificar esse pressuposto essencial. Chega de brincadeiras e de deixar três ou quatro personagens sem um pingo de vergonha nem um mínimo de credibilidade gozarem com 140 ou 150 mil professores.
A reunião de dia 15 foi apenas mais uma manobra enganosa para ganhar tempo precioso até ao Natal. Dia 15 é, hoje, longe de mais...

Há certos Coelhos...


Com que é preciso ter cuidado...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Qual é o problema?

Derrapagens Portuguesas...

Qual é o problema?

Vai sempre dar em nada...

Olha, picaram-se...



É sempre edificante ver o acompanhante da morta viva, que já foi ministro da educação e que também não fez nada de jeito, mais o piriquito de serviço que só diz cretinices, a darem ao rabo depois de umas palavritas do paineleiro futebulístico, ex tudo... É lindo...

Que rico conselheiro...


É sempre bom sabermos quem são os amigos e as companhias de quem procuramos saber alguma coisa... O povo tem razão quando apregoa o diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és... É bom sabermos que temos conselheiros que enriqueceram muito e muito depressa e que são unha com carne quer com o chefe de governo quer com o presidente Aníbal António. Estamos em crer que será um exemplo paradigmático das Novas Oportunidades, do tipo de self made mans que vingam e dirigem Portugal por detrás dos reposteiros...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

No Chile foi assim...

O tiro de misericórdia…



Na educação em Portugal, penso que se chegou ao limiar do caos. Nunca vi tantos protestos de todos os lados nem nunca vi viver-se nas escolas um ambiente mais carregado. Com a agravante que eu já previra, os alunos desinquietaram-se e agora não será fácil voltar a acalmá-los. Os professores e funcionários estão cansados e desmotivados de mais para sequer o tentarem fazer. A Escola Pública é o espelho do descontentamento geral. Da parte do governo só veio asneira atrás de asneira e, quando assim é, há que ter coragem de dar a mão à palmatória e voltar atrás. Já não existem emendas para este soneto, cada dia que passa é mais um estertor desta reforma moribunda que já causou estragos que serão irreparáveis nos tempos mais próximos e apenas pede e espera o tiro de misericórdia…

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

É a aviar, é a aviar...



Para atingir objectivos de 2010.
Agência para a Qualificação quer acelerar certificados das Novas Oportunidades.

É preciso acelerar o ritmo, é preciso cumprir as metas e os objectivos propostos, como não importa… Quando já todos tiverem o 12º ano este já não servirá para nada, será a vez das Novas Oportunidades Superiores, onde se voltarão a aceitar provas por Fax e se lançarão notas aos domingos. Não admira que José Sócrates esteja satisfeito, afinal são todos colegas das Novas Oportunidades… Vamos sem demora para a certificação de um milhão de portugueses… Se quiserem também poderemos certificar Palops via mail, esta é que eles ainda não se tinham lembrado… Cá fica a sugestão…
Sobre o assunto recomendamos aqui este post

Ai Maria, traz-me um cházinho...


Depois de ter hasteado a sua bandeira de crochet e ter promulgado uma lei que considerava muito injusta, resta-lhe o chá de tília e um passeio pela galeria dos seus antecessores...

E tão amigos que nós éramos...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

É pena só saber contar até 3...



Pois é, pena a Europa não ser Portugal e o nosso inginheiro só saber contar até três… Pena é ele não ter dito para olharem para o exemplo do seu país, onde prometeu criar 150 mil empregos e só criou foi problemas… Será que levou Magalhães para oferecer aos assistentes dos seus colegas???

Números e estatísticas de burros...



Os números e as estatísticas valem o que valem… É certo que Portugal precisa de investir fortemente na educação, porém não é isso que temos visto acontecer, pelo contrário a realidade é outra e completamente diferente, querem-se mais resultados mas com menos dinheiro o que, está bem de ver, é como pedir que se façam omeletas maiores com menos ovos. Para quem não está por dentro destas coisas, apenas um exemplo: o ano passado, quando começaram a funcionar os cursos EFA, as sessões eram ministradas por pares pedagógicos em co-docência, dois professores de áreas diferentes e as turmas tinham um número razoável de alunos, cerca de dezasseis. Os dois professores conseguiam que houvesse uma muito maior proximidade e acompanhamento dos alunos e a coisa até estava a funcionar razoavelmente. Este ano inventaram a co-docência separada, isto é, os mesmos dois professores do ano passado, passaram a sê-lo separadamente, uma co-docência que passou a existir apenas no papel, com um aumento muitíssimo significativo dos alunos que passaram para o dobro por turma… O que dizer? A coisa até funciona mas sai caro… Não pode ser, corta-se nos professores e aumentam-se os alunos, o que é isto senão economicismo de merceeiro?
Quanto aos profissionais, penso ser um erro que só poderá dar maus resultados tanta proliferação de cursos, já que as coisas não são tão específicas como podem parecer, pelo que dever-se-iam criar áreas profissionais e não esta multidão de cursos, com a vantagem de poderem ter uma saída muito mais alargada. Depois, só por excesso de imbecilidade é possível aceitar uma gestão das faltas feitas pelos alunos ao longo dos três anos do secundário, o que acontece é que, quando estes se apercebem que podem dar tantas faltas, começam a dá-las a torto e a direito, pois ainda têm muitas para dar… Logo, no 10º ano é um ver se te avias, há alunos que é raro vê-los… Lá começam os módulos a ficar em atraso, lá começa a bandalheira e o sistema a ficar emperrado ao verificar-se que há alunos que estão a concluir o 12º ano, mas têm este, aquele e o outro módulo do 10º e 11º para fazerem… Claro que o professor já não é o mesmo, claro que o director de turma já não é o mesmo, claro que há muitas disciplinas sem professores, já que ninguém aceita horários de 6 ou 8 horas, claro que já não se lembram da matéria e claro que já estão tapados por faltas à maioria das disciplinas…
O grande erro foi de negligência de quem desenhou o modelo sem saber como as coisas funcionam com os alunos e nas escolas… O mundo é perfeito se desenhado nos gabinetes, na realidade as coisas são muito diferentes. Qualquer professor esclareceria isto a esses engenheiros de sistemas, porém tais sumidades nunca se rebaixariam a perguntar-lhes a opinião. Logo, fizeram asneira da grossa e quem lá anda que se amanhe e que invente a solução para as suas burrices… Os números batem certo, as estatísticas dão melhores valores, vive-se no mundo ideal, pouco importa não ser real…

sábado, 29 de novembro de 2008

Para ajudar a sair da crise...



A propósito da crise e dos crápulas e sanguessugas que por aí pululam e estão a devorar descaradamente este país, quer me parecer que se deveriam tomar sérias medidas para diminuir os custos do estado com esta gente e, desta forma, promover a justiça social. A primeira medida seria estabelecer um tecto máximo para as reformas, considerando que o presidente da república aufere 7 mil e tal euros, prebendas à parte, eu diria que 5 mil euros estaria bem. Bom, mas a novidade seria a introdução da reforma única, isto é, se alguém fosse detentor de uma pensão privada apenas receberia do estado o necessário para perfazer os ditos 5 mil euros, se essas pensões ou reformas ultrapassassem esse valor não receberia nada, já que não precisaria. As reformas deviam ser consideradas como ajudas do estado a quem precisa, não como maná para gulosos.
Simplificando, o estado em caso algum pagaria a quem quer que se aposentasse mais do que 5 mil euros, só o fazendo nos casos em que os titulares dessas reformas não auferissem outros rendimentos, caso em que apenas passava a pagar desse valor até ao montante de 5 mil euros. Exemplo, um fulano, recebia de qualquer fonte 3 mil euros mensais, nesse caso, independentemente do que tivesse direito, o estado apenas lhe pagaria 2 mil, ou seja, e clarissimamente, deixava de ter esse direito.
Um estado pobre e em crise, que pede constantemente o sacrifício dos pobres, não deve sustentar burros a pão-de-ló, que é o mesmo que dizer não deve, desde logo porque está visto que não pode, enriquecer ainda mais os ricos. Falar-me-ão em direitos adquiridos, bem deixariam de o ser, nisso igualando a maioria da população que, constantemente, vê os seus direitos adquiridos a deixarem de o ser… Parece-me ser uma medida tão justa como a variação dos abonos de família consoante o rendimento do agregado familiar. Poder-me-ão dizer que é impraticável. Talvez, mas só o é se não houver vontade política para o fazer, já que, de resto, com o desenvolvimento da informática, se tornou na coisa mais simples do mundo.
Como os exemplos devem vir de cima, proponho, aproveitando as palavras do presidente Aníbal António, que o país se una e todos se sacrifiquem para o bem comum que é a solvabilidade do estado, desde logo, que seja o próprio Aníbal António que comece por dar o exemplo, prescindindo de outras remunerações do estado que não sejam as que aufere pelo exercício da sua função presidencial. A partir daí todos os outros iriam a eito, políticos banqueiros, etc, etc.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Encher a pança aos crápulas...

Cavaco Silva apela à união porque 2009 "não será nada fácil."
Aprendam isto de vez...


A MALDIÇÃO DA MINISTRA...



Estou em crer que a ministra da educação deve ser a pessoa que, neste momento, é a pessoa mais odiada deste país. Mas mais, para além disso, é odiada por uma classe profissional que, por norma, é bastante transigente e moderada mesmo nos seus ódios. A razão é simples, tomou os professores por parvos, abriu-lhes uma perseguição nunca antes vista, tratou de os denegrir o mais que pôde e tratou-os com uma arrogância e autoritarismo impossíveis de aceitar, fosse por quem fosse. O balanço final é simples de fazer: tornou insuportável a vida nas escolas, a professores, funcionários, alunos e pais.
Acordou no dia em que cem mil professores saíram à rua e acordou mal. Nesse dia, se tivesse um pouco de vergonha na cara e honestidade moral e profissional, tinha-se demitido. Mas não tem, nem uma coisa nem outra. Pelo contrário, com uma imbecilidade que ficará para os anais da história, resolveu ameaçar e exercer um poder, que acabara de perder, de uma forma ainda mais despótica e tirânica. Outra imbecilidade descomunal… No dia em que saíram à rua não cem, mas cento e vinte mil professores, começou a tentar mostrar-se mais humana e dialogante… Porém, esqueceu-se que os professores não estão esquecidos do mal que ela fez à escola pública e da forma como os denegriu e humilhou. Sabem que não é nem humana, nem inteligente e isso, para a classe, não tem perdão… Um mulher que obrigou colegas em estado de doença terminal a irem trabalhar, não fosse a sua cegueira e falta de vergonha patológicas, saberia que já nada tem a esperar neste país…
Possivelmente, irá para a Europa, como prémio de ter destruído a escola pública pensando nos tostões imediatos e para não ter que assistir de perto ao trabalho que irá dar tentar reerguer o que ela destruiu. É bom que vá e que se fique por lá, em Portugal está completamente queimada, enquanto não mudar de feições irá ao cinema, espectáculos musicais e a todo o lado a que vá e sentir-se-á mal, nem ela na sua patológica mania conseguirá ser imune ao desagrado que verá no rosto dos outros e aos comentários que ouvirá. Os ovos são muitos e de muitas espécies e não terá segurança para sempre… É a maldição que merece e que terá em Portugal. É bom que ria agora, porque o futuro se encarregará de a fazer engolir o riso…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Portugal, Cuba ou caixote do lixo da Europa...


Governo aumenta a carga fiscal nos automóveis.

É sempre bom saber que a tradição ainda é o que era, por todo o lado fala-se na redução de impostos, mas em Portugal, como de costume, diz-se uma coisa e faz-se outra. Caminhamos, seriamente, para concorrermos ao galardão de Cuba da Europa, apesar de até o lixo automóvel que vem da Europa passar a pagar mais impostos.


Portugal é um país de oportunidades para aqueles, que são cada vez mais, que não têm que pagar os seus automóveis... Quanto aos outros, bom, esses continuarão a rezar para que as suas carcaças ambulantes aguentem mais um pouco, presas por mais um arame e uma ou outra peça que uns compram na sucata e outros irão roubar...


Viva a democracia, a mentira e a miséria rolante de quem tem que pagar os seus impostos na totalidade e não anda com os carros das empresas, ou do estado, a rir-se dos outros... E depois querem estimular a indústria automóvel?


Viva a Cuba da Europa... E o pior dos piores ministros das finanças...

VÁ-SE LÁ SABER PORQUÊ?









E em seguida confiar nos políticos...



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Bom Exemplo 2

No primeiro dia de protestos contra o processo.
DREN ameaça com processos disciplinares quem apelar ao boicote da avaliação.


Mais Diálogo do M.E.


O Bom Exemplo...

Professores vão outra vez para a rua.
Começam hoje quatro dias de manifestações contra a aberração...




Que os professores sigam o meu exemplo...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Portugal Ficou Muito Mais Pobre

Rogério Mendes de Moura


É o editor mais antigo ainda no activo
Sem conhecer ninguém e sem um único livro para vender, Rogério Mendes de Moura fez-se à estrada. Estávamos em 1953 e tinha acabado de criar a editora Livros Horizonte. Sozinho e sem experiência na área. Pegou na sua "carripana" da Peugeot e decidiu correr o País para visitar futuros colegas a quem ia fornecer livros. "Apresentava-me e dizia que queria saber como era a livraria deles, mas eles perguntavam 'então o que tem para vender?' e a minha resposta era sempre a mesma: 'agora nada, mas hei-de ter um dia'. Ficavam todos admirados", conta. As palavras de Rogério Mendes de Moura tornaram-se verdade pouco tempo depois da sua viagem. Com a mesma tenacidade com que correu Portugal para conhecer o mundo em que entrava, construiu a Livros Horizonte.

Passados 54 anos, Rogério Moura mantém a mesma paixão pelo seu trabalho e com 82 anos tem uma energia de fazer inveja a muitos jovens de 20.

Todos os dias, chega aos escritórios da Livros Horizonte, em Lisboa, por volta das oito horas e sai sempre depois das 21 horas. Mas o seu dia de trabalho ainda não está terminado. Depois de jantar, fica sempre a ler até às duas da manhã. Fazendo bem as contas, Rogério Mendes de Moura, casado há 58 anos, trabalha diariamente cerca de 14 horas e os fins-de-semana e as férias não são excepção. "Um dia vou verificar no meu dicionário Morais, que publiquei, qual é o significado de férias e depois lhe direi", afirma prontamente.

O sucesso da editora deste pai de quatro filhos e avô de cinco netos deve-se à sua dedicação a todos os pormenores. A escolha do nome foi um deles. Livros, já que era isso que fazia, e Horizonte porque não queria ter um fim à vista.

Mas o lisboeta Rogério Mendes de Moura não tinha pensado em tudo… Quando foi ao notário para fazer a escritura puseram a palavra "limitada" a seguir ao nome da editora. O editor não gostou muito e disse ao funcionário: "Livros Horizonte limitada? Meu caro amigo, isso está a limitar a minha ideia." Mas lá ficou. Verdade seja dita, que naquela altura os horizontes queriam-se mais ou menos limitados.

Noutros tempos...

Rogério Moura não desarmou e nem mesmo quando a PIDE lhe fazia visitas e proibia os seus livros pensou em deixar a profissão que amava. Confessa que nunca se deixou limitar pela censura e arriscava sempre publicar os livros que achava interessantes. Os três primeiros que editou foram escolhidos a dedo: História do Cinema, O parto sem dor e Vocabulário de Filosofia. Em três teve problemas com dois. A censura dizia que não lhes interessava que se publicasse um livro sobre a história do cinema e o parto sem dor... "Diziam-me que eu estava errado, que a mulher foi feita para ter dor no parto. E não me deixaram fazer a segunda edição", recorda. Apesar de toda a pressão da PIDE, Rogério Moura confessa que nunca teve medo.

No início da sua profissão também importava livros do Brasil. Mas não era fácil. Assim que os pacotes chegavam à alfândega eram revistados pela PIDE. Caso estivesse lá algum livro proibido ou título que não agradasse à censura, como A Geografia da Fome, a mercadoria era toda devolvida. "A violência deles era enorme. Chegaram ao ponto de devolver cem pacotes de uma só vez", recorda.

Dois mil livros lidos

Mas o que interessava a Rogério Moura não era fazer importações. "Importar não me chegava, eu tinha que escolher os livros", explica. O prazer de fazer o livro foi algo que descobriu no seu trabalho desde o primeiro dia. É Rogério Moura quem lê todos os originais, mesmo que sejam sobre assuntos que não domina, como a colecção Sistemas de Construção. Por essa razão, sabe que já leu, pelo menos, dois mil livros, que são aqueles que editou. O que mais gosta no seu trabalho, além de fazer a marcação do original para a tipografia, escolher o tipo de letra, as entradas e a capa, é falar com os autores sobre as alterações. "Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante. Por outro lado, o tilintar ou não da caixa registadora não o comove. Como mulher grávida, o que lhe é importante é dar à luz o seu novo filho-livro e como as mães deseja que esse filho seja lindo", escreveu Mário Moura, irmão de Rogério Moura, na brochura de comemoração dos 50 anos da Livros Horizonte.

Se há coisa que não o emociona é mesmo falar de dinheiro ou vendas. Aliás, o editor não tem problemas em assumir que é um mau vendedor. "Sou capaz de falar sobre um livro o tempo que for necessário, mas não consigo é fazer o acto de venda, têm de ser os outros."

Gosto partilhado

Os livros é que o atraíram para esta área, pois desde criança que sabia que ia fazer qualquer coisa relacionada com eles. Na sua casa, o gosto pela leitura era partilhado pelos pais e os quatro irmãos. Rogério Moura lembra-se que com 15 anos organizava bibliotecas nas sociedades recreativas. Já na Universidade de Lisboa, onde se formou em Filosofia, adorava organizar colóquios e confessa que era o primeiro a entusiasmar os outros. O que não gosta muito é de protagonismo. "Desde garoto que nunca quis estar na primeira fila, mas gosto de saber o que os da primeira fila sabem. Prefiro estar no meu canto, porque não gosto de estar em evidência", conta ao DN.
Por isso ficou tão atrapalhado quando recebeu o Prémio Carreira - Fahrenheit 451, de 2006, atribuído pela União dos Editores Portugueses. Já antes tinha recebido um importante reconhecimento ao ser condecorado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2003. Apesar da idade, Rogério Moura não se sente intimidado pelo progresso e reconhece as suas vantagens. Para ele, as novas tecnologias não são uma ameaça, porque nada substitui o prazer de mexer no livro. Um dos melhores locais para o fazer é a Feira do Livro de Lisboa, onde vai todos os dias ao final do dia. "É capaz de ser um vício, mas não sou capaz de estar sem ler."

domingo, 23 de novembro de 2008

CALMA AÍ !!!



Temo, quase tanto, as ideias dos sindicatos como as desta ministra… Será que ainda não conseguiram perceber que a avaliação não é uma questão isolada? Este modelo de avaliação integra-se no novo Estatuto da Carreira Docente e é aí que começam os problemas… A ele seguem-se as outras idiotices legislativas, os novos Estatuto do Aluno, Modelo de Gestão Escolar e Modelo de Concurso de Professores. Não se podem isolar as partes do todo, se há partes do ECD que estão profundamente erradas a questão deste modelo avaliação não é sequer a mais grave, esta, por absolutamente impraticável, estava à partida condenada ao fracasso, aliás, penso que as outras lhe seguirão pelo mesmo motivo. A não ser que a política de destruição da educação em Portugal seja para continuar… Bom nesse caso, deixem voltar os reitores, motivem os professores esmagando-os, imbecilizem de vez os alunos e deixem andar esta merda…

sábado, 22 de novembro de 2008

QUID EST VERITAS?


Vozes...



Às vezes ouço vozes... vozes que me vêm não sei de onde nem para onde se dirigem, sou como Sócrates, o verdadeiro, que achava que nele habitava um daïmon, uma espécie de ser divino-diabólico, meio bom meio mau, que lhe segredava coisas...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ministra da Avaliação...


Para quem parece ter tanto gosto e avaliar, nunca é de mais lembrar que se deve começar pelo que está perto e não pelo que está longe... Começe, pois, o governo e a ministra da avaliação a avaliar desde logo o seu ministro das finanças... terá bastante que fazer, para tentar desmentir uma avaliação externa e credível. (Como se pode ver aqui)
Já agora, aproveite a boleia e peça aos seus colegas europeus que a avaliem a si pelo seu trabalho em prol da Educação em Portugal... Verá que tem mais uma bela surpresa...




terça-feira, 18 de novembro de 2008

Se tens coragem, vai dizer isso a uma escola e leva esse fatinho...



Augusto Santos Silva: Avaliação de professores é para fazer.


Creio que apenas se pode sustentar esta afirmação se a completarmos. A avaliação de professores é para fazer, mais asneira… No ponto a que chegámos creio que não há ministros, ou secretários de estado, com coragem para ir às escolas numa visita agendada… Têm medo!
Penso que qualquer iniciativa do género acabava em ovação, no novo sentido que adquiriu nos últimos tempos… Nem mesmo o despacho do Ovo conseguiu acalmar as coisas, as escolas estão numa tensão tremenda, os alunos sentiram isso e, de certa forma, estão a ficar ainda mais incontroláveis e imprevisíveis, pelo que não vai ser fácil voltar a restituir-lhes a calma necessária para a viabilidade do ensino.
Este senhor, tão estimado e bem conhecido dos portugueses, prega as habituais postas de pescada lá no seu bunker… Não deixes a tua amiga sozinha...Vai dizer isso às escolas, vai discursar aos alunos sobre a importância das políticas deste governo para a educação em Portugal…
Vai lá, se tens coragem... Vai lá e leva esse fatinho…


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lá volta a Maçã...




Em vez de vez de 500 papéis devem querer passar a 499…
Ovos, tragam-me ovos…
Só há um acordo possível: A revogação completa dos novos Estatuto da Carreira Docente, Estatuto do Aluno, Modelo de Gestão Escolar e Modelo de Concursos...
Sindicatos não nos lixem outra vez, nem sequer mordam a maçã...
Acabou o tempo e a paciência para as conversas, só cortando a cabeça da medusa...
Ovos, ovos, tragam-me ovos...

O inenarrável Albino Almeida não sabe ler…



Perante mais uma prova de iliteracia e incapacidade deste cavalheiro, quem sabe convencido de que é o defensor de uma qualquer sinistra dama, cá fica um resumo do texto da lei... Alguém um pouco mais dotado, que seja das suas relações, quem sabe alguma das gémeas, que lho explique...

Por mim creio que já pouco há a fazer pelo pobre homem... Quem sabe as Novas Oportunidades...



ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 18.º
Faltas
1 — A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição.
2 — Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno.
3 — As faltas são registadas pelo professor ou pelo director de turma em suportes administrativos adequados.
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
Podem conhecê-lo melhor clicando no vosso lado direito...

O ovo é o novo voto do povo...


domingo, 16 de novembro de 2008

Um dos dois mentia: ou a lei ou Valter Lemos... Como vimos hoje não era a lei, logo era Valter Lemos...


Era uma vez um país onde o que hoje é amanhã já não é... Não sei quais as alterações introduzidas, já que ainda não tive acesso ao documento, porém, embora hoje pareça que já não é o que foi ontem, em algumas coisas, noutras ainda é e será... Valter Lemos mentiu, logo foi, é e será um mentiroso...
Pessoal, não adiantam argumentos... apenas os ovos têm valor. Vamos à despensa...

Faltas justificadas não podem ser sujeitas a «medidas sancionatórias»
Hoje às 21:56

O secretário de Estado da Educação esclareceu que as faltas justificadas não podem ser sujeiras a «medidas sancionatórias» no âmbito do Estatuto do Aluno. À TSF, Valter Lemos disse ainda que as provas de recuperação não poderão significar, em caso algum, a retenção do aluno que as faz.
O secretário de Estado da Educação assegurou que as faltas que os alunos derem e que forem justificadas não poderão ser sujeitas a «medidas correctivas ou sancionatórias» ou ser motivo para chumbos no âmbito do Estatuto do Aluno.
Em declarações à TSF, Valter Lemos explicou ainda que as provas de recuperação, que serão feitas por alunos que estejam ausentes das aulas por longos períodos, têm apenas como objectivo o apuramento das dificuldades dos estudantes.
Este governante adiantou que estas provas também não podem acarretar «nenhuma penalização para o aluno nem nenhuma exclusão e nenhuma retenção».
«Só pode resultar em medidas de apoio à recuperação do aluno nas aprendizagens que eventualmente tenha tido em acompanhar por razão da sua ausência», adiantou Valter Lemos.
O secretário de Estado esclareceu ainda que estas provas não podem ser semelhantes a exames e que têm de ser uma «prova simples, da exclusiva responsabilidade do professor e tem única e exclusivamente em vista diagnosticar a situação do aluno para que o professor possa estabelecer medidas de apoio e recuperação ao aluno».
Este esclarecimento, que foi enviado a todas as escolas, surge no dia em que Valter Lemos teve uma reunião com a Confederação das Associações de Pais, em que foram discutidas algumas questões relativamente ao Estatuto do Aluno.
O Ministério da Educação está já a recolher os regulamentos internos dos estabelecimentos de ensino para saber se as regras sobre as faltas estão a ser bem aplicadas.
Sobre a manifestação de sábado que foi organizada por dois movimentos independentes de professores, Valter Lemos disse à TSF não ter comentários a fazer, tendo esclarecido que apenas falava sobre o Estatuto do Aluno.


ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 18.º
Faltas
1 — A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição.
2 — Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno.
3 — As faltas são registadas pelo professor ou pelo director de turma em suportes administrativos adequados.
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
4 — Com a aprovação do aluno na prova prevista no n.º 2 ou naquela a que se refere a alínea a) do n.º 3, o mesmo retoma o seu percurso escolar normal, sem prejuízo do que vier a ser decidido pela escola, em termos estritamente administrativos, relativamente ao número de faltas consideradas injustificadas.
5 — A não comparência do aluno à realização da prova de recuperação prevista no n.º 2 ou àquela a que se refere a sua alínea a) do n.º 3, quando não justificada através da forma prevista do n.º 4 do artigo 19.º, determina a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os efeitos constantes nas alíneas b) ou c) do n.º 3.

As contas, versão faça você mesmo



Resumo da Avaliação de professores que, segundo Maria de Lurdes Rodrigues, se faz em uma hora ou duas...


MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES
AVALIADORES
Presidente do Conselho Executivo
Avalia

- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola
Coordenador do Departamento Curricular:
Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos
FASES DA AVALIAÇÃO
1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.
2.ª fase
Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência osseguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores
3.ª fase
Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas
4.ª fase
Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)
5.ª fase
Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação,nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.
6.ª fase
Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.
7.ª fase
Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.
8.ª fase
Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
Excelente de 9 a 10 valores
- Muito Bom de 8 a 8,9
- Bom de 6,5 a 7,9
- Regular de 5 a 6,4
- Insuficiente de 1 a 4,9
EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional