sábado, 29 de novembro de 2008

Para ajudar a sair da crise...



A propósito da crise e dos crápulas e sanguessugas que por aí pululam e estão a devorar descaradamente este país, quer me parecer que se deveriam tomar sérias medidas para diminuir os custos do estado com esta gente e, desta forma, promover a justiça social. A primeira medida seria estabelecer um tecto máximo para as reformas, considerando que o presidente da república aufere 7 mil e tal euros, prebendas à parte, eu diria que 5 mil euros estaria bem. Bom, mas a novidade seria a introdução da reforma única, isto é, se alguém fosse detentor de uma pensão privada apenas receberia do estado o necessário para perfazer os ditos 5 mil euros, se essas pensões ou reformas ultrapassassem esse valor não receberia nada, já que não precisaria. As reformas deviam ser consideradas como ajudas do estado a quem precisa, não como maná para gulosos.
Simplificando, o estado em caso algum pagaria a quem quer que se aposentasse mais do que 5 mil euros, só o fazendo nos casos em que os titulares dessas reformas não auferissem outros rendimentos, caso em que apenas passava a pagar desse valor até ao montante de 5 mil euros. Exemplo, um fulano, recebia de qualquer fonte 3 mil euros mensais, nesse caso, independentemente do que tivesse direito, o estado apenas lhe pagaria 2 mil, ou seja, e clarissimamente, deixava de ter esse direito.
Um estado pobre e em crise, que pede constantemente o sacrifício dos pobres, não deve sustentar burros a pão-de-ló, que é o mesmo que dizer não deve, desde logo porque está visto que não pode, enriquecer ainda mais os ricos. Falar-me-ão em direitos adquiridos, bem deixariam de o ser, nisso igualando a maioria da população que, constantemente, vê os seus direitos adquiridos a deixarem de o ser… Parece-me ser uma medida tão justa como a variação dos abonos de família consoante o rendimento do agregado familiar. Poder-me-ão dizer que é impraticável. Talvez, mas só o é se não houver vontade política para o fazer, já que, de resto, com o desenvolvimento da informática, se tornou na coisa mais simples do mundo.
Como os exemplos devem vir de cima, proponho, aproveitando as palavras do presidente Aníbal António, que o país se una e todos se sacrifiquem para o bem comum que é a solvabilidade do estado, desde logo, que seja o próprio Aníbal António que comece por dar o exemplo, prescindindo de outras remunerações do estado que não sejam as que aufere pelo exercício da sua função presidencial. A partir daí todos os outros iriam a eito, políticos banqueiros, etc, etc.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Encher a pança aos crápulas...

Cavaco Silva apela à união porque 2009 "não será nada fácil."
Aprendam isto de vez...


A MALDIÇÃO DA MINISTRA...



Estou em crer que a ministra da educação deve ser a pessoa que, neste momento, é a pessoa mais odiada deste país. Mas mais, para além disso, é odiada por uma classe profissional que, por norma, é bastante transigente e moderada mesmo nos seus ódios. A razão é simples, tomou os professores por parvos, abriu-lhes uma perseguição nunca antes vista, tratou de os denegrir o mais que pôde e tratou-os com uma arrogância e autoritarismo impossíveis de aceitar, fosse por quem fosse. O balanço final é simples de fazer: tornou insuportável a vida nas escolas, a professores, funcionários, alunos e pais.
Acordou no dia em que cem mil professores saíram à rua e acordou mal. Nesse dia, se tivesse um pouco de vergonha na cara e honestidade moral e profissional, tinha-se demitido. Mas não tem, nem uma coisa nem outra. Pelo contrário, com uma imbecilidade que ficará para os anais da história, resolveu ameaçar e exercer um poder, que acabara de perder, de uma forma ainda mais despótica e tirânica. Outra imbecilidade descomunal… No dia em que saíram à rua não cem, mas cento e vinte mil professores, começou a tentar mostrar-se mais humana e dialogante… Porém, esqueceu-se que os professores não estão esquecidos do mal que ela fez à escola pública e da forma como os denegriu e humilhou. Sabem que não é nem humana, nem inteligente e isso, para a classe, não tem perdão… Um mulher que obrigou colegas em estado de doença terminal a irem trabalhar, não fosse a sua cegueira e falta de vergonha patológicas, saberia que já nada tem a esperar neste país…
Possivelmente, irá para a Europa, como prémio de ter destruído a escola pública pensando nos tostões imediatos e para não ter que assistir de perto ao trabalho que irá dar tentar reerguer o que ela destruiu. É bom que vá e que se fique por lá, em Portugal está completamente queimada, enquanto não mudar de feições irá ao cinema, espectáculos musicais e a todo o lado a que vá e sentir-se-á mal, nem ela na sua patológica mania conseguirá ser imune ao desagrado que verá no rosto dos outros e aos comentários que ouvirá. Os ovos são muitos e de muitas espécies e não terá segurança para sempre… É a maldição que merece e que terá em Portugal. É bom que ria agora, porque o futuro se encarregará de a fazer engolir o riso…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Portugal, Cuba ou caixote do lixo da Europa...


Governo aumenta a carga fiscal nos automóveis.

É sempre bom saber que a tradição ainda é o que era, por todo o lado fala-se na redução de impostos, mas em Portugal, como de costume, diz-se uma coisa e faz-se outra. Caminhamos, seriamente, para concorrermos ao galardão de Cuba da Europa, apesar de até o lixo automóvel que vem da Europa passar a pagar mais impostos.


Portugal é um país de oportunidades para aqueles, que são cada vez mais, que não têm que pagar os seus automóveis... Quanto aos outros, bom, esses continuarão a rezar para que as suas carcaças ambulantes aguentem mais um pouco, presas por mais um arame e uma ou outra peça que uns compram na sucata e outros irão roubar...


Viva a democracia, a mentira e a miséria rolante de quem tem que pagar os seus impostos na totalidade e não anda com os carros das empresas, ou do estado, a rir-se dos outros... E depois querem estimular a indústria automóvel?


Viva a Cuba da Europa... E o pior dos piores ministros das finanças...

VÁ-SE LÁ SABER PORQUÊ?









E em seguida confiar nos políticos...



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Bom Exemplo 2

No primeiro dia de protestos contra o processo.
DREN ameaça com processos disciplinares quem apelar ao boicote da avaliação.


Mais Diálogo do M.E.


O Bom Exemplo...

Professores vão outra vez para a rua.
Começam hoje quatro dias de manifestações contra a aberração...




Que os professores sigam o meu exemplo...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Portugal Ficou Muito Mais Pobre

Rogério Mendes de Moura


É o editor mais antigo ainda no activo
Sem conhecer ninguém e sem um único livro para vender, Rogério Mendes de Moura fez-se à estrada. Estávamos em 1953 e tinha acabado de criar a editora Livros Horizonte. Sozinho e sem experiência na área. Pegou na sua "carripana" da Peugeot e decidiu correr o País para visitar futuros colegas a quem ia fornecer livros. "Apresentava-me e dizia que queria saber como era a livraria deles, mas eles perguntavam 'então o que tem para vender?' e a minha resposta era sempre a mesma: 'agora nada, mas hei-de ter um dia'. Ficavam todos admirados", conta. As palavras de Rogério Mendes de Moura tornaram-se verdade pouco tempo depois da sua viagem. Com a mesma tenacidade com que correu Portugal para conhecer o mundo em que entrava, construiu a Livros Horizonte.

Passados 54 anos, Rogério Moura mantém a mesma paixão pelo seu trabalho e com 82 anos tem uma energia de fazer inveja a muitos jovens de 20.

Todos os dias, chega aos escritórios da Livros Horizonte, em Lisboa, por volta das oito horas e sai sempre depois das 21 horas. Mas o seu dia de trabalho ainda não está terminado. Depois de jantar, fica sempre a ler até às duas da manhã. Fazendo bem as contas, Rogério Mendes de Moura, casado há 58 anos, trabalha diariamente cerca de 14 horas e os fins-de-semana e as férias não são excepção. "Um dia vou verificar no meu dicionário Morais, que publiquei, qual é o significado de férias e depois lhe direi", afirma prontamente.

O sucesso da editora deste pai de quatro filhos e avô de cinco netos deve-se à sua dedicação a todos os pormenores. A escolha do nome foi um deles. Livros, já que era isso que fazia, e Horizonte porque não queria ter um fim à vista.

Mas o lisboeta Rogério Mendes de Moura não tinha pensado em tudo… Quando foi ao notário para fazer a escritura puseram a palavra "limitada" a seguir ao nome da editora. O editor não gostou muito e disse ao funcionário: "Livros Horizonte limitada? Meu caro amigo, isso está a limitar a minha ideia." Mas lá ficou. Verdade seja dita, que naquela altura os horizontes queriam-se mais ou menos limitados.

Noutros tempos...

Rogério Moura não desarmou e nem mesmo quando a PIDE lhe fazia visitas e proibia os seus livros pensou em deixar a profissão que amava. Confessa que nunca se deixou limitar pela censura e arriscava sempre publicar os livros que achava interessantes. Os três primeiros que editou foram escolhidos a dedo: História do Cinema, O parto sem dor e Vocabulário de Filosofia. Em três teve problemas com dois. A censura dizia que não lhes interessava que se publicasse um livro sobre a história do cinema e o parto sem dor... "Diziam-me que eu estava errado, que a mulher foi feita para ter dor no parto. E não me deixaram fazer a segunda edição", recorda. Apesar de toda a pressão da PIDE, Rogério Moura confessa que nunca teve medo.

No início da sua profissão também importava livros do Brasil. Mas não era fácil. Assim que os pacotes chegavam à alfândega eram revistados pela PIDE. Caso estivesse lá algum livro proibido ou título que não agradasse à censura, como A Geografia da Fome, a mercadoria era toda devolvida. "A violência deles era enorme. Chegaram ao ponto de devolver cem pacotes de uma só vez", recorda.

Dois mil livros lidos

Mas o que interessava a Rogério Moura não era fazer importações. "Importar não me chegava, eu tinha que escolher os livros", explica. O prazer de fazer o livro foi algo que descobriu no seu trabalho desde o primeiro dia. É Rogério Moura quem lê todos os originais, mesmo que sejam sobre assuntos que não domina, como a colecção Sistemas de Construção. Por essa razão, sabe que já leu, pelo menos, dois mil livros, que são aqueles que editou. O que mais gosta no seu trabalho, além de fazer a marcação do original para a tipografia, escolher o tipo de letra, as entradas e a capa, é falar com os autores sobre as alterações. "Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante. Por outro lado, o tilintar ou não da caixa registadora não o comove. Como mulher grávida, o que lhe é importante é dar à luz o seu novo filho-livro e como as mães deseja que esse filho seja lindo", escreveu Mário Moura, irmão de Rogério Moura, na brochura de comemoração dos 50 anos da Livros Horizonte.

Se há coisa que não o emociona é mesmo falar de dinheiro ou vendas. Aliás, o editor não tem problemas em assumir que é um mau vendedor. "Sou capaz de falar sobre um livro o tempo que for necessário, mas não consigo é fazer o acto de venda, têm de ser os outros."

Gosto partilhado

Os livros é que o atraíram para esta área, pois desde criança que sabia que ia fazer qualquer coisa relacionada com eles. Na sua casa, o gosto pela leitura era partilhado pelos pais e os quatro irmãos. Rogério Moura lembra-se que com 15 anos organizava bibliotecas nas sociedades recreativas. Já na Universidade de Lisboa, onde se formou em Filosofia, adorava organizar colóquios e confessa que era o primeiro a entusiasmar os outros. O que não gosta muito é de protagonismo. "Desde garoto que nunca quis estar na primeira fila, mas gosto de saber o que os da primeira fila sabem. Prefiro estar no meu canto, porque não gosto de estar em evidência", conta ao DN.
Por isso ficou tão atrapalhado quando recebeu o Prémio Carreira - Fahrenheit 451, de 2006, atribuído pela União dos Editores Portugueses. Já antes tinha recebido um importante reconhecimento ao ser condecorado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, em 2003. Apesar da idade, Rogério Moura não se sente intimidado pelo progresso e reconhece as suas vantagens. Para ele, as novas tecnologias não são uma ameaça, porque nada substitui o prazer de mexer no livro. Um dos melhores locais para o fazer é a Feira do Livro de Lisboa, onde vai todos os dias ao final do dia. "É capaz de ser um vício, mas não sou capaz de estar sem ler."

domingo, 23 de novembro de 2008

CALMA AÍ !!!



Temo, quase tanto, as ideias dos sindicatos como as desta ministra… Será que ainda não conseguiram perceber que a avaliação não é uma questão isolada? Este modelo de avaliação integra-se no novo Estatuto da Carreira Docente e é aí que começam os problemas… A ele seguem-se as outras idiotices legislativas, os novos Estatuto do Aluno, Modelo de Gestão Escolar e Modelo de Concurso de Professores. Não se podem isolar as partes do todo, se há partes do ECD que estão profundamente erradas a questão deste modelo avaliação não é sequer a mais grave, esta, por absolutamente impraticável, estava à partida condenada ao fracasso, aliás, penso que as outras lhe seguirão pelo mesmo motivo. A não ser que a política de destruição da educação em Portugal seja para continuar… Bom nesse caso, deixem voltar os reitores, motivem os professores esmagando-os, imbecilizem de vez os alunos e deixem andar esta merda…

sábado, 22 de novembro de 2008

QUID EST VERITAS?


Vozes...



Às vezes ouço vozes... vozes que me vêm não sei de onde nem para onde se dirigem, sou como Sócrates, o verdadeiro, que achava que nele habitava um daïmon, uma espécie de ser divino-diabólico, meio bom meio mau, que lhe segredava coisas...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ministra da Avaliação...


Para quem parece ter tanto gosto e avaliar, nunca é de mais lembrar que se deve começar pelo que está perto e não pelo que está longe... Começe, pois, o governo e a ministra da avaliação a avaliar desde logo o seu ministro das finanças... terá bastante que fazer, para tentar desmentir uma avaliação externa e credível. (Como se pode ver aqui)
Já agora, aproveite a boleia e peça aos seus colegas europeus que a avaliem a si pelo seu trabalho em prol da Educação em Portugal... Verá que tem mais uma bela surpresa...




terça-feira, 18 de novembro de 2008

Se tens coragem, vai dizer isso a uma escola e leva esse fatinho...



Augusto Santos Silva: Avaliação de professores é para fazer.


Creio que apenas se pode sustentar esta afirmação se a completarmos. A avaliação de professores é para fazer, mais asneira… No ponto a que chegámos creio que não há ministros, ou secretários de estado, com coragem para ir às escolas numa visita agendada… Têm medo!
Penso que qualquer iniciativa do género acabava em ovação, no novo sentido que adquiriu nos últimos tempos… Nem mesmo o despacho do Ovo conseguiu acalmar as coisas, as escolas estão numa tensão tremenda, os alunos sentiram isso e, de certa forma, estão a ficar ainda mais incontroláveis e imprevisíveis, pelo que não vai ser fácil voltar a restituir-lhes a calma necessária para a viabilidade do ensino.
Este senhor, tão estimado e bem conhecido dos portugueses, prega as habituais postas de pescada lá no seu bunker… Não deixes a tua amiga sozinha...Vai dizer isso às escolas, vai discursar aos alunos sobre a importância das políticas deste governo para a educação em Portugal…
Vai lá, se tens coragem... Vai lá e leva esse fatinho…


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lá volta a Maçã...




Em vez de vez de 500 papéis devem querer passar a 499…
Ovos, tragam-me ovos…
Só há um acordo possível: A revogação completa dos novos Estatuto da Carreira Docente, Estatuto do Aluno, Modelo de Gestão Escolar e Modelo de Concursos...
Sindicatos não nos lixem outra vez, nem sequer mordam a maçã...
Acabou o tempo e a paciência para as conversas, só cortando a cabeça da medusa...
Ovos, ovos, tragam-me ovos...

O inenarrável Albino Almeida não sabe ler…



Perante mais uma prova de iliteracia e incapacidade deste cavalheiro, quem sabe convencido de que é o defensor de uma qualquer sinistra dama, cá fica um resumo do texto da lei... Alguém um pouco mais dotado, que seja das suas relações, quem sabe alguma das gémeas, que lho explique...

Por mim creio que já pouco há a fazer pelo pobre homem... Quem sabe as Novas Oportunidades...



ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 18.º
Faltas
1 — A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição.
2 — Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno.
3 — As faltas são registadas pelo professor ou pelo director de turma em suportes administrativos adequados.
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
Podem conhecê-lo melhor clicando no vosso lado direito...

O ovo é o novo voto do povo...


domingo, 16 de novembro de 2008

Um dos dois mentia: ou a lei ou Valter Lemos... Como vimos hoje não era a lei, logo era Valter Lemos...


Era uma vez um país onde o que hoje é amanhã já não é... Não sei quais as alterações introduzidas, já que ainda não tive acesso ao documento, porém, embora hoje pareça que já não é o que foi ontem, em algumas coisas, noutras ainda é e será... Valter Lemos mentiu, logo foi, é e será um mentiroso...
Pessoal, não adiantam argumentos... apenas os ovos têm valor. Vamos à despensa...

Faltas justificadas não podem ser sujeitas a «medidas sancionatórias»
Hoje às 21:56

O secretário de Estado da Educação esclareceu que as faltas justificadas não podem ser sujeiras a «medidas sancionatórias» no âmbito do Estatuto do Aluno. À TSF, Valter Lemos disse ainda que as provas de recuperação não poderão significar, em caso algum, a retenção do aluno que as faz.
O secretário de Estado da Educação assegurou que as faltas que os alunos derem e que forem justificadas não poderão ser sujeitas a «medidas correctivas ou sancionatórias» ou ser motivo para chumbos no âmbito do Estatuto do Aluno.
Em declarações à TSF, Valter Lemos explicou ainda que as provas de recuperação, que serão feitas por alunos que estejam ausentes das aulas por longos períodos, têm apenas como objectivo o apuramento das dificuldades dos estudantes.
Este governante adiantou que estas provas também não podem acarretar «nenhuma penalização para o aluno nem nenhuma exclusão e nenhuma retenção».
«Só pode resultar em medidas de apoio à recuperação do aluno nas aprendizagens que eventualmente tenha tido em acompanhar por razão da sua ausência», adiantou Valter Lemos.
O secretário de Estado esclareceu ainda que estas provas não podem ser semelhantes a exames e que têm de ser uma «prova simples, da exclusiva responsabilidade do professor e tem única e exclusivamente em vista diagnosticar a situação do aluno para que o professor possa estabelecer medidas de apoio e recuperação ao aluno».
Este esclarecimento, que foi enviado a todas as escolas, surge no dia em que Valter Lemos teve uma reunião com a Confederação das Associações de Pais, em que foram discutidas algumas questões relativamente ao Estatuto do Aluno.
O Ministério da Educação está já a recolher os regulamentos internos dos estabelecimentos de ensino para saber se as regras sobre as faltas estão a ser bem aplicadas.
Sobre a manifestação de sábado que foi organizada por dois movimentos independentes de professores, Valter Lemos disse à TSF não ter comentários a fazer, tendo esclarecido que apenas falava sobre o Estatuto do Aluno.


ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro
Primeira alteração à Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro,
que aprova o Estatuto do Aluno
dos Ensinos Básico e Secundário
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 18.º
Faltas
1 — A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória, ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição.
2 — Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno.
3 — As faltas são registadas pelo professor ou pelo director de turma em suportes administrativos adequados.
Artigo 22.º
Efeitos das faltas
1 — Verificada a existência de faltas dos alunos, a escola pode promover a aplicação da medida ou medidas correctivas previstas no artigo 26.º que se mostrem adequadas, considerando igualmente o que estiver contemplado no regulamento interno.
2 — Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
4 — Com a aprovação do aluno na prova prevista no n.º 2 ou naquela a que se refere a alínea a) do n.º 3, o mesmo retoma o seu percurso escolar normal, sem prejuízo do que vier a ser decidido pela escola, em termos estritamente administrativos, relativamente ao número de faltas consideradas injustificadas.
5 — A não comparência do aluno à realização da prova de recuperação prevista no n.º 2 ou àquela a que se refere a sua alínea a) do n.º 3, quando não justificada através da forma prevista do n.º 4 do artigo 19.º, determina a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os efeitos constantes nas alíneas b) ou c) do n.º 3.

As contas, versão faça você mesmo



Resumo da Avaliação de professores que, segundo Maria de Lurdes Rodrigues, se faz em uma hora ou duas...


MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES
AVALIADORES
Presidente do Conselho Executivo
Avalia

- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola
Coordenador do Departamento Curricular:
Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos
FASES DA AVALIAÇÃO
1.ª fase
Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.
2.ª fase
Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência osseguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores
3.ª fase
Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas
4.ª fase
Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)
5.ª fase
Fichas de Avaliação
- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação,nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.
6.ª fase
Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.
7.ª fase
Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.
8.ª fase
Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
Excelente de 9 a 10 valores
- Muito Bom de 8 a 8,9
- Bom de 6,5 a 7,9
- Regular de 5 a 6,4
- Insuficiente de 1 a 4,9
EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional

sábado, 15 de novembro de 2008

Para quem?



A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou de revelar o número de participantes em manifestações por ser uma informação sem “nenhuma mais-valia”, disse o director-nacional da polícia ao semanário “Sol”.



Apenas mais um protesto...



Professores regressam hoje às ruas de Lisboa contra políticas do Ministério.


Não devemos ver as coisas como querem que as vejamos, isto é, formatadas e deformadas por quem quer que elas surjam assim. De facto, a realidade deve ser interpretada livremente por cada um, procurando escapar à inevitável manipulação de que tanto se tem falado.
Hoje haverá mais uma manifestação de professores em Lisboa, é mais um episódio dessa novela triste que se vem arrastando desde o início de 2008 e que tem como pano de fundo a revolta de todos contra um modelo educativo, que só encontra adeptos nos yes mans do PS, pois nem nos outros personagens do partido consegue encontrar sequer simpatia. Após semanas bastante conturbadas, e é só contarem as mais de mil moções contra esta legislação redigidas, votadas e enviadas pelas escolas, seguiram-se os protestos dos alunos, que finalmente acordaram e que, com a sua irreverência, vieram trazer um novo e colorido ao protesto com as suas ovações…
São bem-vindos, afinal a educação tem neles a sua razão principal… Creio que não tardarão a seguirem-se os pais, obviamente sem me referir à ignóbil pandilha do Albino Almeida que parece entender que os alunos com mais de 16 anos que protestam nas escolas deveriam ser levados a tribunal… São opiniões.
A luta vai continuar, porque a causa é justa e do outro lado estão o silêncio, a força bruta e a negritude de quem pensa que pode quer e manda. Não é assim, nada se consegue contra a vontade de um povo que começou a despertar da letargia em que vivia…

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Solidariedade com os Blogues Censurados...




Visite-o aqui

O Comando Perfeito...


Dedicado aos professores e alunos...

Importado de http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/


A VERDADE...



DREN diz haver manipulação de alunos por elementos estranhos às escolas.



Desde sempre houve manipulação, esta faz parte da vida social. Tentar fazer passar a ideia de que está a haver manipulação é, por isso, manifestamente indevido, desde logo porque essa acusação é, ela própria, manipulação pura e simples… Porém, as preciosas mentes que afirmam esta idiotia, julgam que alguém os acredita, fingindo desconhecerem ou desconhecendo mesmo, o que seria mais grave, que estão produzir o que afirmam os outros estarem a fazer. Não se iludam, a única diferença é que quem mais manipula a opinião pública é o governo, com todo o aparelho do estado e conivência dos media.
Acusam os professores de manipularem os alunos. Pois bem, parecem esquecer que os professores são pagos, exactamente, para fazerem isso, para manipularem os alunos, para lhe incutirem valores e conhecimentos, para os despertar para os ideais democráticos da participação na vida pública, pelo direito à revolta e à indignação… Repito, fazem muito bem, basta ler-lhes a Constituição da República e explicar-lhes o seu sentido, significado e importância
.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Questões de Agenda...

Lurdes Rodrigues acabou por abandonar o local.
Ministra da Educação escapa a protestos e ovos em Fafe.


Não é verdade, os atiradores de ovos, e de outras merdas, queriam apenas facultar à Sra. ministra os ingredientes necessários para uma nova receita criada nas Novas Oportunidades... O novo modelo da educação portuguesa. E agora? Foram os comunistas, os medrosos e os chantagistas? Pois foram, mas aonde quer que vá fica a saber como é apreciada... É a primeira remessa de material didáctico para o seu portefólio...

Amanhã choverão pedras, mas ela dirá: pedras? Que pedras? Rosas, senhor, são rosas...

Benza-a deus, se puder, eu aplaudo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ó pérola das pérolas...


"O presidente da Confederação de Pais diz estar preocupado, até porque há uma greve já agendada para Janeiro que vai coincidir com um dia de aulas."



O inqualificável Albino Almeida atingiu o seu apogeu... Pelo que ouvi, pretenderia que os professores, para além de já se manifestarem aos sábados, passassem a fazer greves ao domingo... Pergunto-me se a insanidade e estupidez terão limites no mundo... Pergunto-me que raio de país cria inteligências destas e como é possível educar filhos destes cérebros... Pergunto-me se não seria de convocar greves ao sábado e domingo em todas as escolas do país e até ao fim do ano... Mas, pergunto-me, sobretudo, se o entrevistador da TSF terá cérebro... Como é que não se lembrou de confrontar a luminária Albino Almeida sobre o que seriam as greves de professores ao fim-de-semana... Porque não propor greves da CP ou do Metro nos dias de folga? Olhe, desconte-me lá o dia de ontem que eu, embora tenha estado de folga, fiz greve... Irra! Que tanta estupidez até doi... Qual é o crivo editorial desta estação e que classificação é atribuída a um jornalista que não pergunta à sumidade das sumidades qual a sua opinião sobre para que serve uma greve de professores ao fim-de-semana...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Agora a sério...



A ideia que os nossos governantes parecem querer passar é que os sindicatos de professores não merecem credibilidade por, alegadamente, não terem cumprido o acordado. Nem vou discutir isso. Não interessa. O que me parece importante é o ponto de partida que me parece correcto, quem não cumpre o que acorda, se compromete ou promete, não tem credibilidade. Estou totalmente de acordo, porém creio que, em termos de responsabilidades, estas vão aumentando na justa proporção em que se vai subindo na hierarquia social e aí, como não poderia deixar de ser, encontramos os nossos governantes e o primeiro-ministro no topo da pirâmide.
Sinceramente, qual é a credibilidade que julgam merecer? E qual a legitimidade com que ficam depois de responderem a essa pergunta?

Lixo tóxico...


Gás tóxico libertado na Escola Preparatória da Amadora afecta 19 alunos.



Mas a política educativa seguida por este governo está a afectar muitos mais e ninguém, a não ser os professores, esses chantagistas, se parece estar a preocupar com o assunto... E não se trata de gás, mas sim de verdadeiro lixo tóxico, que não desaparecerá tão facilmente e levará anos a descontaminar...

Apenas uma amostra...

Que não se pense que esta política educativa prejudica apenas os professores, lentamente as pessoas começão a compreender isso e as reacções não se hão-de fazer esperar. Isto é uma amostra...
Não se pode governar contra o povo e esperar não sofrer as consequências, os nossos governantes têm que perceber que eles é estão ao nosso serviço e não o contrário...

domingo, 9 de novembro de 2008

Memórias de um dia 8

O homem que nos confundiu com a sua família…

“Pessoas inteligentes a cumprir as ordens, os gestos, os gritos do pastor Mário Nogueira (…) mais de 700 autocarros alugados em Portugal e em Espanha para trazer o seu rebanho…”

Não meu caro, nós não somos da sua família, não se engane. Quanto a vendas nos olhos ou tê-las-á um burro ou 120 mil professores, a escolha parece fácil de fazer e não é sua, é dos seus leitores…
Infelizmente ainda não percebeu e continua a confusão, vejam aqui...

COBARDE...


Cobarde, em que esconso andas escondido?

Porque desapareceste? Andarás a vender Magalhães? Não te parece que devas dizer alguma coisa, quando 120 mil professores, com habilitações académicas transparentes, saem para a rua e contestam, de uma forma nunca vista, esta política educativa que enterrou o ensino público em Portugal? Tu que gostas tanto de falar, porque não falas agora, onde te escondeste? Também foste para o Porto? Porque não foste receber os teus 120 mil amigos?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Será que ainda vai a tempo?



David Justino foi ministro da Educação
Assessor de Cavaco diz que a educação está a ser “demasiado fustigada.”

Numa situação normal diria que é pena não ser o próprio presidente a falar, mas sendo ele quem é, se calhar é preferível assim, o silêncio do presidente Aníbal António é de ouro… Contudo, mesmo sendo David Justino a falar, esta intervenção peca por ser tíbia e tardia, deixou-se chegar a situação a um ponto em que o clima nas escolas e o cansaço físico e psicológico, a desorientação geral, o enxovalho e desânimo dos seus actores atingiu um ponto nunca visto.
Como tudo o que é profundamente injusto e excessivamente prolongado, trata-se de uma situação que vai requerer uma muito lenta reabilitação, não se pense que se podem alterar as coisas de um dia para o outro, após mais de três anos da mais celerada perseguição que alguma vez se viu a uma classe profissional e, ainda por cima, a uma classe que tem a responsabilidade que os professores têm para o futuro do país. Não sei mesmo se não terá atingido um ponto perto do não retorno…
Manifestamente, para aqueles que se reformaram e se viram enxovalhados e envergonhados no final das suas carreiras, entre os quais se encontravam alguns dos melhores e mais experientes professores, esse ponto já foi quebrado e a escola perdeu-os definitivamente, sem que ainda se consiga vislumbrar qual a verdadeira extensão das consequências que essa sangria irá ter.
Tenho lançado frequentemente o alerta, tratem bem os professores, eles começarão a ser uma espécie rara em vias de extinção e formar um professor, ao contrário de um ministro ou secretário de estado, leva mais de dez anos… e esses dez anos podem ser longos de mais…
David Justino sabe isso, mas também sabia da perseguição de que estávamos a ser vítimas e calou-se. Agora que fala, quem sabe não será já demasiado tarde. Em alguns grupos de recrutamento os professores já começam a escassear e noutros já nem sequer se encontram substitutos para as vagas que as reformas provocaram…


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Os bárbaros e a tecnologia...


Quando eu era adolescente li uma história sobre a segunda grande guerra que me deu que pensar. Parece que os americanos tinham necessidade de construir uma grande quantidade de aeroportos em muitas ilhas do Oceano Pacífico e não tinham mão-de-obra para isso. Muitas dessas ilhas eram habitadas por tribos cujo desenvolvimento estava ao nível do Paleolítico. No entanto conseguiram facilmente, ao fim de poucos dias de treino, operar um bulldozer ou qualquer outra peça de maquinaria usada para construir aeroportos.
Vários anos e muitas leituras mais tarde, percebi que quando um bárbaro se confronta com a civilização, a primeira coisa que aprende dela, e mais facilmente, é a sua tecnologia. Muitas vezes nunca chega a aprender mais nada.
Muitas vezes nem sequer chega a imaginar que haja mais nada.Há trinta anos que o mundo em geral está a ser governado por bárbaros, que da civilização só vêem a tecnologia. Não compreendem que há mais mundo para lá da tecnologia, e que se esse mundo não existisse a tecnologia acabava.
Esta atitude assume muitas formas. Uma delas é o economicismo: a crença que a economia determina tudo na vida dos homens e que a ciência económica explica cabalmente toda a realidade.
Outra é a adoração bacoca da técnica como se fosse um fim em si mesma e não um meio. Quando o Primeiro-Ministro vai às escolas levar computadores, leva a cereja para pôr em cima do bolo. Mas o bolo, onde está? O Primeiro Ministro não sabe. Nem sabe que ele é preciso. Nem sabe que a cereja em cima do bolo precisa de um bolo por baixo.
E temos o caso de Maria de Lurdes Rodrigues a dizer que as escolas servem para as pessoas se qualificarem. Não servem: servem para as pessoas aprenderem. Pela simples razão, que nenhum bárbaro jamais entenderá, que quando o nosso propósito é ensinar estamos a qualificar; mas se o nosso propósito for apenas qualificar, nem qualificamos, nem ensinamos. Ou então damos uma qualificação que se esgota no momento em que o qualificado deixa de ser útil ao qualificador.
E assim voltamos aos construtores paleolíticos de aeroportos: lembremo-nos deles sempre que algum político ou algum yuppie (ou pior ainda, algum político yuppie) nos vier com a treta da qualificação. É que qualificar é fácil, o que é difícil é ensinar.
Quando a guerra acabou e os americanos se foram embora, deixaram atrás de si milhares de pessoas qualificadas para construir aeroportos. Nenhuma delas ganhou fosse o que fosse com isso.

O problema é a cobardia...



Dão-se alvíssaras a quem encontrar alguma classe satisfeita com o governo, a não ser, obviamente os políticos, banqueiros e os belmiros… Os militares são apenas mais uma, a saúde não conta, a educação não conta, a justiça não conta, a segurança pública não conta, a justiça social não conta, a pobreza galopante dos portugueses não conta e os militares também não… Que receita dão ao Estado? Nenhuma, então é para arrasar… Mas, contrariamente às outras classes, excepção feita à polícia, têm a faca e queijo na mão. Se não lhes dão o que consideram ser seu direito vão buscá-lo, os portugueses agradeceriam que, mais uma vez, voltassem a servir o país em alguma coisa…
Se persistirem em ouvir o paleio dos reformados e o canto das sereias dos políticos então terão o que merecem, já que quem pode impor não deve pedir e os militares, como estudiosos que deviam ser destas matérias, deviam sabê-lo melhor do que eu e agir em conformidade. Se forem cobardes não merecem ser militares e tudo o que lhes façam é pouco.

Se houvesse dúvidas…



Saúdo a descida dos preços dos combustíveis aos fins-de-semana, contudo, não deixa de ser verdade que é a prova inequívoca de que as margens da Galp são enormes… Tão grandes que podem dar-se ao luxo de puxar dos galões ou, neste caso, dos litros e baixar de repente 6 cêntimos… Porquê? Porque, em meu entender, o governo não está para intervir, como fez no BPN, e obrigar os preços a serem justos, isto é, a seguirem o mercado.
Espero que as outras abastecedoras lhe sigam o exemplo, para não me ter que ver obrigado a ir à Galp… a mãe de todas as sanguessugas da mangueira…

1º Prémio Porquemedizem


Porque vou a 15 e não a 8...



Porque vou à manif do dia 15 e não à do dia 8
1. Porque a convocatória para a do dia 15 foi feita antes, e portanto a convocatória feita mais tarde para o dia 8 só pode ter tido o propósito de a esvaziar.

2. Porque não gosto que quem me representa tenha outras obediências e outros compromissos.

3. Porque a Plataforma Sindical tem medo que qualquer movimentação massiva que ela não controle crie as condições para que se funde uma Ordem dos Professores, eventualidade esta que os sindicatos nela filiados andam há décadas a tentar desesperadamente impedir.

4. Porque neste aspecto o que a Plataforma não quer coincide exactamente com o que eu quero.

5. E acima de tudo porque, quando olho para os nomes da gente da Plataforma, encontro demasiados "especialistas em educação" que andam há décadas a saltar das burocracias sindicais para a burocracia ministerial e da ministerial para as sindicais.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E para quê?




PS deverá votar a favor da proposta para ouvir Vitor Constâncio sobre irregularidades do BPN.


O objectivo é ouvir o parasita-mor do reino vir cantar hossanas e louvores ao exemplar comportamento do ministro da finanças, do governo e da banca portuguesa. Não referirá que serão todos os portugueses a pagar o resultado de todas as operações sujas, mas lucrativas, que fez o BPN, nem que aquilo, pura e simplesmente, devia ter falido por insolvência e os tipos que deram cobertura, especularam ou lá puseram o dinheiro deveriam ter ficado sem ele, como aconteceu na taberna que abriu aqui na rua há um ano e faliu por o dono ter bebido o vinho todo sozinho.
Para este industrial da alta finança etílica não houve o cuidado de uma nacionalização do estado garantir a continuidade deste activo promissor do desenvolvimento nacional…

E por isso...



José Sócrates felicita Obama e diz que a sua vitória é uma oportunidade de mudança para o mundo.

Muito possivelmente já deve ter mandado perguntar quantos assessores espera contratar o novo presidente americano, para lhes poder enviar o número correspondente de computadores Magalhães, uma vez que, como os dele, não devem precisar de mais do que isso para o exercício da sua função. Nada melhor do que um computador verdadeiramente ibero-americano para os assessores de um presidente afro-americano...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Redacção...

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles.
Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:
- O que é que aconteceu?
Ela respondeu:
- Lê isto. É a redacção de um aluno.
"Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me numa televisão. Quero ocupar o lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda, que os meus irmãos lutem e batam para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos. Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisão."
Naquele momento, o marido disse: - Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais!
E ela olhou-o e respondeu:
- Essa redacção é do nosso filho…


(Recebido por email)

O quê???



Na saúde, tal como em muitas outras áreas fundamentais para o país, não há dinheiro para nada… E anda o Estado a gastar os poucos recursos que disponibiliza para andar a criar mulheres falsas?
Só pode ser brincadeira… Não pode ser verdade, não acredito.

Vai ser o Éden...



“Os bancos que venham a utilizar parte da verba de quatro mil milhões de euros que o Estado colocou à disposição para que as instituições financeiras possam reforçar os seus capitais terão de estar dispostas a financiar a economia, em particular as famílias e as pequenas e médias empresas.”

Os bancos vão, assim, tornarem-se instituições de caridade, vão trabalhar para o bem da sociedade e da economia portuguesa, na ajuda às famílias mais carenciadas e às PMEs. Os banqueiros e grandes capitalistas vão prometer nunca mais fazer tolices e não especularem tanto, agora que o Estado lhes põe à disposição mais dinheirinho para eles terem mais juizito.
Já ouço violinos e harpas tocados por anjinhos, num nimbo dourado em que Sócrates, Teixeira dos Santos, Vítor Constâncio e os banqueiros são as estrelinhas que cintilam, pululando por ali…
Deixemo-nos de merdas. Vão ajudar famílias? Vão ajudar empresas? Vão, como sempre, as deles e as dos amigalhaços.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não quero!



Hoje fiz umas contas. Hoje fiz umas contas. Confesso o meu analfabetismo matemático, já que só estudei essa disciplina até ao 9º ano mas, ainda assim, penso saber o suficiente para fazer algumas contas. Um banco, o BPN, criou um prejuízo de 700 milhões de euros e o amigo Estado resolveu cobri-lo. Assim, pela minha matemática, e considerando que somos 10 milhões de portugueses, dá a cada um de nós uma pequena encavadela de 700 milhões de euros a dividir por 10 milhões de portugueses, o que dá 70 euros. Ora acontece que nem todos pagam directamente, por exemplo as crianças, logo, apenas em minha casa, onde somos 4, dá a bonita soma de 70 euros a multiplicar por 4 o que dá 280 euros que tenho de pagar pelo que os crápulas do BPN, do Governo e do Banco de Portugal fizeram.
Eu confesso que não sei o que é um milhão de euros, nunca tive, nunca vi, mas sei que não quero que alguém despeje sobre a minha família o custo de 280 euros para ficarmos a pagar… Além disso, era supondo que todos os outros pagariam, mas como há muitos outros, fora da minha família, que não pagam o estrago é muito maior, está certo?
Não quero!
Estou-me nas tintas para a bancarrota, aliás para esses rotos em geral, para as falências e para o que vai ser da vida dos banqueiros que são responsáveis por isso, sei apenas que em termos monetários será muito melhor que a minha, e sem essa dívida…O Vítor Constâncio, o Cadilhe, o Teixeira dos Santos, o José Sócrates, Paulo Portas e esses banqueiros, de que eu não sei o nome mas que sei que arrecadaram os lucros desse negócio ao longo destes anos, que paguem essa porcaria, pois eu não sei nem quero saber o que são esses números, só sei que não quero que me endividem, a mim e à minha família, por algo que não fizemos e do qual não lucrámos um cêntimo.
Mas, se tem que ser assim, então, deixem-me andar dez anos a comprar e negociar tudo o que me apetece, a mandar o dinheiro para a Suíça e sítios desses, e depois privatizem-me a mim, que eu não me importo e sairá muitíssimo mais barato.
Mas há mais contas...
Texto: hugo.f.soares@24horas.com.pt
"O Estado vai injectar quatro mil milhões de euros no sistema bancário “através de acções preferenciais”. Uma medida, garante o ministro das Finanças, para reforçar a solidez financeira das instituições. Um investimento de quatro mil milhões na banca que vai ser financiado com dinheiro de todos os portugueses. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2006 havia 3,89 milhões de agregados familiares no país – repartindo a despesa de quatro milhões por todos, dá a módica quantiade 1042 euros por família..."
A lógica e a realidade é a mesma, como grande número das famílias não irão pagar, lá vai o meu endividamento aumentar exponencialmente e, mais, continuando a tentar sobreviver às dívidas e aos juros usurários, taxas e não sei quês que pago aos bancos e os impostos que, por tudo e por nada, pago ao estado.
Não quero! Os bancos, os banqueiros, os políticos e os governantes que se lixem todos, não nos lixem é mais a nós...

domingo, 2 de novembro de 2008

Viva o amigo Estado...



Governo anuncia nacionalização do BPN


Óptimo, bela notícia… Ficamos a saber que o Estado fica comprador dos negócios que corram mal, isto é que foram delapidados pelos especuladores, administradores e directores em negociatas sujas e nada transparentes, após essa actividade estruturante para a economia portuguesa, entram em falência e o Estado compra… Mas atenção, têm que ser bancos… no resto dos negócios o Estado está-se nas tintas, se o Zé Almeida abre um negócio de canalizador, por conta própria ou como sua pequena empresa, se se lhe acabar o negócio, muitas vezes porque os credores lhe ficam a dever, a Canos Almeida Lda. não é nacionalizada e o homem fica a pagar as dívidas o resto da vida… Quem o mandou não ser banqueiro…
Belo exemplo nos dá o Estado, enquanto não houve problema vigorou a livre concorrência do mercado e foi roubar à bravosca, competiam a ver quem sacava mais; quando as coisas não correram bem, o Estado, com o nosso dinheiro, garantiu-lhes o aval das negociatas e não deixou a livre concorrência e as leis do mercado funcionarem, deixando ir à falência os nossos banqueiros e especuladores. Mas, então, já que intervêm na Economia e nas leis do mercado porquê que não o faz também nas gasolineiras, impedindo-as de venderem os combustíveis aos preços usurários a que os vendem? Se intervém para ajudar os grandes, mais depressa deveria intervir para ajudar a todos, não é? É que se o mercado, neste caso, funcionasse, as contas eram fáceis de fazer, com o crude a $147 (USD) o barril
o gasóleo vendia-se a 1.4€, agora, com o crude à volta dos $60 (USD), deveria vender-se a… nunca mais de 0.70€ o litro, o que ainda deixava muita margem para as sanguessugas da mangueira encherem a pança… Mas é assim que o governo é. Forte com os fracos e fraco com os fortes… o saldo é, pois, fraco ao quadrado…

Claro que para Vítor Constâncio no BPN não há culpados, nunca há culpados entre os amigos e este cavalheiro é amigo de todos os que são desonestos e trapaceiros em Portugal... Até quando?