quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Os russos e os vídeos...

Mundo: Soldado russo Vitali Efremov grava vídeo de denúncia «à Eminem» e vai parar à Sibéria...
Afinal as coisas ainda são o que eram, imaginem a sorte que o homem teve de não ser colocado em Portugal... Realmente, apenas porque nada funciona, não é motivo para se por a fazer queixinhas na internet, cá tê-lo-iam colocado na bolsa dos excedentários e obrigavam-no a ir para as Novas Oportunidades... Antes a Sibéria...

Uns e outros...


Tem sido complicada a vida de George W. Bush para convencer o senado, a câmara de representantes e tudo o que é bicho do mato, a aprovarem a injecção de capitais... Para o efeito, o presidente americano teve de se apresentar de forma convincente e mostrar que, claramente, não tinha qualquer truque na algibeira, apenas as botas texanas não foram abandonadas por uma questão de identidade...
Esta lei "é essencial para a segurança financeira de todos os americanos", explicou o Presidente dos EUA. "Ela tem por fim ajudar as famílias americanas que tenham necessidade de pedir dinheiro emprestado para comprar um automóvel ou financiar estudos superiores, bem como as pequenas empresas que dependem de financiamentos para pagarem as suas facturas" e não para garantir as poupanças dos portugueses, apurou o porquemedizem, já que essas foram já garantidas pelo engenheiro sanitário.
Mesmo aqui a diferença é notória, para uns o continuarem a viver, para outros a falência anunciada...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Não há azar...


Que rico cozinhado...


Murteira Nabo foi nomeado para liderar comissão técnica
Ex-ministros defendem Lusoponte na renegociação com o Estado



Eis aqui uma verdadeira sopa de pedra à portuguesa, bem temperada, condimentada e, sobretudo recheada de ingredientes bem conhecidos dos portugueses... Leva nabos, coelho, amarais, ex-ministros e ministros a dar com um pau e o grande segredo é o que não se vê... à portuguesa é mesmo assim, um grande tacho, onde caiba tudo, muita misturada, para não se perceber calramente a verdadeira realidade dos ingredientes e, no final, sai um cozinhado que o povão vai ter de comer durante anos a fio... Ainda por cima encantado com o sabor a confusão e a coisas pouco claras que para lá vão dentro...
Oxalá os cozinheiros não tenham nenhuma indigestão, tanta é a gula com que se atiram ao Tacho... Os outros, o povão, bem esses são aqueles que não tendo poupanças mas dívidas não se incluem no lote dos que o famoso engenheiro sanitário tratou de descansar. É bom acordar de manhã e ver que em Portugal está tudo na mesma...
Que pena não haver não um mas dez ou vinte Buíças...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Este homem nunca mente...


Lusa "O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que as famílias portuguesas com poupanças podem estar tranquilas apesar do actual quadro de crise e elogiou a capacidade de resistências das instituições financeiras nacionais."


As outras, as normais, as que em vez de poupanças têm dívidas que se lixem, quem as mandou tentar comprar casa, terem filhos e não terem emigrado quando eram novos... Pois é, não tiveram juízo agora não se queixem, nós, os poupadinhos, os que conseguimos acumular belos pecúlios ao longo deste anos, não temos nada com isso. Quem é que vos manda não terem três ou quatro reformas, nunca terem estado na assembleia ou no Banco de Portugal? Olhem para o Vítor, para o Aníbal e vejam lá se cheiram a crise???
Ouçam a Manuela, como ela é sábia... com tantos anos de Banco de Portugal... tem é que dizer isto: não se preocupem, não corram a levantar os vossos míseros trocos, senão não só ganho menos como nada garante os meus depósitos... Dois géneros, no caso, obviamente, masculino e feminino, deixando a aplicação ao critério do freguês, mas a mesma boca pastosa e aldrabona... Quem dera que o céu os juntasse e os fizesse muito felizes, no inferno...

Depois, as instituições financeiras após anos a fio a ganhar lucros incomensuráveis não têm problemas em ficar uns tempos a ganharem um pouco menos, da mesma forma que os banqueiros perdoam dívidas aos filhos e amigos sem qualquer problema. Dá para tudo... Os outros... Bem, portanto, nada de preocupante. Nós não vamos ser afectados quem se vai lixar são os pobres...

Confesso não ser accionista nem ter poupanças mas, se as tivesse, já não estariam no banco há muito tempo... Fiem-se na virgem ou, neste caso, no virgem, basta ele dizer uma coisa para se saber logo que a verdade é o contrário... nunca mente, tem é que se fazer a inversão...

Estragam-nos com mimos!!! (2)

Estragam-nos com mimos!!!



É realmente...fantástico...
Acho que é de aproveitar. Com esta campanha, não sei se ainda restam secretárias.
É UMA PROMOÇÃO A NÃO PERDER !!!

Sobre a Questão da Fundamentação da Monarquia: uma milenar Polémica actual.







“Se uma pessoa cair a uma piscina pequena ou ao mar imenso, não deixa de nadar, de qualquer maneira.”[1]



A questão fundamental que procuramos abordar é muitíssimo complexa e arrasta atrás de si séculos de reflexão, pese embora, em nosso entender, continue e deva continuar na ordem do dia, neste início do novo milénio em que nos encontramos. Dada a natureza deste pequeno artigo, destacaremos um aspecto que cremos, desde sempre, interpenetrar o cerne desta questão, da sua origem aos nossos dias. Abordaremos, igualmente, o período em que este tema nos envolveu directamente, numa contenda que se antevia inevitável. O aspecto é a educação e o período o da implantação e consolidação da república em Portugal.
Aos mais esquecidos, convém lembrar que a história da humanidade é atravessada pela história da educação e, se a emergência da razão se efectiva no já distante século V a.c., a temática levantada por qual o modelo educativo a adoptar, não só, logo se coloca, como acompanhará o próprio desenvolvimento sócio-cultural da civilização ocidental. Colocou-se, então, a questão de saber quais dos dois novos modelos educativos adoptar, face à desadequação do modelo até então vigente, baseado na leitura dos poetas e na prática do exercício físico e militar. Estes dois modelos, com todas as consequências que atrás de si arrastaram, a todos os níveis humanos (filosóficos, políticos, sociais, científicos, morais, etc.), foram os propostos e protagonizados pelos Sofistas e por Sócrates e toda a corrente socrática, com óbvio destaque para Platão. A grande questão, procurando sintetizar e adequar à terminologia actual, consistia em saber se era ou não possível ministrar uma educação para a nova cidadania, que a introdução da democracia requeria, e, se sim, qual a vertente que este ministério deveria assumir, um ensino para a vida e para a participação activa do cidadão, no seu conceito mais moralista e filosófico ou, se pelo contrário, se devia procurar um modelo mais pragmático, virado essencialmente para o domínio das competências e das funcionalidades. Esta resposta, no nosso entender ainda não foi encontrada e, por maioria de razão, muito menos operacionalizada, já que a escola, qualquer que ela seja, e enquanto instituição que visa servir a comunidade, deve ser o reflexo desta decisão primária, podendo assumir posições sincréticas, mas que privilegiarão, sempre, uma destas vertentes.
A virtude política, a areté de que falavam os gregos, e a polémica, também ela coetânea, de saber se ela é ensinável ou hereditária, coloca o problema de responder se devem ou não haver diferenças entre os cidadãos em função do seu nascimento. Tudo aponta para que o pensamento monárquico vá buscar a legitimidade do exercício do poder, executivo ou representativo, à hereditariedade, havendo, pois, um conjunto de cidadãos que pelo seu nascimento são distintos dos restantes. Uns nasceriam com a faculdade de governar, outros não. Sendo assim, como aceitar a legitimidade de um poder executivo, legislativo e judicial dentro de uma monarquia parlamentar, já que quem governa, efectivamente, deixou de ser um filho de algo, mas um vulgar plebeu, que foi eleito pela maioria dos seus concidadãos, igualmente desprovidos dessa virtude política hereditária? Não se aceitando este pressuposto dicotómico, que legitima as diferenças entre os cidadãos, não parece possível aceitar a monarquia, já que se o rei funcionar apenas como símbolo nacional, esse símbolo pode perfeitamente ser eleito, isto é, escolhido entre os iguais.
A verdadeira questão regressa uma vez mais, se a virtude política for ensinável, então a monarquia não faz sentido; se a virtude política não o for, então é o exercício do poder por indivíduos de origem plebeia que não o faz, o que acarreta a perda de legitimidade para governarem. Ora, a questão do ensino é fundamental, uma vez mudado o ciclo político, através da alteração do regime monárquico para o republicano, o sistema educativo vigente entrou imediatamente em ruptura, tal como entrara o sistema tradicional no século V a.c. ateniense. Um dos principais aspectos que ao novo regime compete responder eficazmente será, precisamente, o problema de saber que educação deve ser ministrada aos novos cidadãos para que possam, de facto, exercer a sua cidadania. É o mesmo problema com que nos defrontamos hoje em dia, após a ruptura do modelo educativo do Estado Novo, com a revolução de 25 de Abril de 1974 e a confusão que se lhe seguiu e que, em muitos aspectos, foi similar ao período ora a tratar. Também neste momento, em que integramos uma União Europeia alargada a vinte e cinco membros, volta a ser necessário repensar. Que modelo de ensino queremos? Que cidadãos queremos formar?
Salientamos, expressamente, que os frutos de uma política educativa não são passíveis de observar a breve trecho, será necessário esperar o tempo de uma geração, partindo do princípio que há uma continuidade dentro do modelo escolhido, o que, como sabemos, não é o caso português. Afigura-se-nos, pois, imprescindível pelo enorme interesse público que reveste, efectuar um estudo sobre as alterações registadas, voluntárias ou não, que se desenrolaram nesse período, na esperança que dele consigamos retirar algumas ilações úteis para o novo exercício da cidadania que se avizinha, num país que se quer, e terá que ser, cada vez mais, europeu.
No despertar da ressaca revolucionária de 1910, Portugal vê extremarem-se duas posições radicalmente opostas. De um lado, os republicanos, triunfantes e ufanos e, do outro, os monárquicos, derrotados, perseguidos e muitas vezes injustiçados
[2]. No campo monárquico ver-se-ão as mais diferentes posições, Paiva Couceiro e os seus seguidores, para quem a honra exige a luta armada, o desinteresse e o exílio, a posição de “não adiro, não conspiro, acato, e retiro”[3] e a do próprio povo anónimo, “os pobres [que] perceberam em desilusões sucessivas que a República não era, afinal, o remédio da pobreza.”[4] Pouco espaço restava a quem ficasse entre ambos os campos ou se era a favor ou contra. Podemos referir, talvez, a posição adoptada por António Sérgio:

“Eu ficara-me (ai de mim!) numa trave incómoda em cima do curro, incompatível ao mesmo tempo com as duas hostes da mocidade, - contrário a ideias de cada uma delas e também a tendências que lhes eram comuns. Democrata, mas anti jacobino; anti clericalista, mas respeitador do Catolicismo; partidário da instrução democrática mas inimigo (e por isso mesmo) da {mera} superstição do abc: um dos termos destas minhas teses inimizavam-me com os jalecas do sol, e com os marialvas da sombra o outro termo.”
[5]


Quanto mais observava o desenrolar das políticas republicanas, mais estas o convenciam de que singravam no caminho errado, ainda por cima ampliando as clivagens, cada vez mais profundas e intoleráveis no povo português, através de perseguições perfeitamente injustificadas e bárbaras. Dos muitos exemplos chegados ao seu conhecimento, com que confronta Raul Proença, à altura o seu interlocutor por excelência, salientamos o de um jornalista católico a quem teriam espancado até o julgarem morto e ao qual, sabendo-o vivo no Brasil, teriam “enviado um postal-fotografia da orelha cortada, com piadinhas sanguinárias.”
[6] Nada a seu ver poderia ser mais contraproducente para o país do que esse tipo de propaganda, “essas monstruosidades éticas”[7] a não ser, talvez, a acção pública e a vacuidade política dos governantes republicanos quer no país, quer no estrangeiro, onde a acção diplomática seria demasiado comprometedora. O consulado de Bernardino Machado[8] no Brasil é apontado por António Sérgio como conotado com o branqueamento de crimes e de ameaças a brasileiros e emigrados portugueses[9] e faz referência às declarações de Teófilo Braga em entrevista ao jornal O Século, de 30 de Março de 1913, onde afirma estar “convencido de que governo algum pode tomar a sério como diplomatas os indivíduos que presentemente ocupam as legações de Portugal,”[10] que, evidentemente, só podiam contribuir para o desprestígio de Portugal e da república portuguesa.
No seguimento da necessidade sentida para colmatar esta lacuna, alegando o seu indiferentismo formal,
[11] participa, desde a sua génese em 1911, no movimento da Renascença Portuguesa[12] e nos seus periódicos A Águia (2ª série, 1912) e A Vida Portuguesa (1912-1915). Este movimento visa precisamente “’dar uma direcção nova à sociedade portuguesa,’ em convergência com o regime político recém-implantado, ou seja, com o regime republicano,”[13] no fundo, procurando estabelecer um sustentáculo pedagógico e cultural, que colaborasse na orientação nacional de uma forma abrangente e anti-dogmática, no sentido de “auxiliar o mais possível o rejuvenescimento nacional, ouvindo todas aquelas individualidades que, pela sua competência, o merecerem.”[14] É evidente a necessidade sentida por estes intelectuais, heterogéneos e, muitas vezes, em desacordo entre si, no que respeita à urgência de uma intervenção neste sector fundamental. Assim, colaboram na criação de bibliotecas e universidades populares, no fomento de palestras e seminários e empenhando-se, profundamente, na tentativa de influenciarem a reforma educativa republicana. Não deixando de levantar críticas e desacordos na elite cultural de então, como prova o Inquérito Literário, efectuado em 1912 e publicado em 1915 por Boavida Portugal,[15] contudo, parece indiscutível o mérito deste movimento no panorama cultural português e no desenvolvimento de toda uma geração de profícuos e talentosos intelectuais portugueses. O próprio carácter plurifacetado e aberto que o caracterizava, tornou-se uma mais valia acrescentada, já que permitiu que dele saíssem muitas e meritórias correntes e linhas de pensamento.
Também do lado conservador foi visível a necessidade de reacção aos novos tempos, surgindo, igualmente, numerosas iniciativas no sentido de oferecer um rumo diferente à educação nacional, também aqui não se esquecendo a instrução popular, como provam a publicação de cartilhas que visavam, obviamente, instruir o povo na orientação que propunham. Nesse campo há a destacar o Integralismo Lusitano, que, a partir de 1914 e em torno do seu órgão doutrinário Nação Portuguesa, estabelece a contraposição no espectro intelectual e político português,
[16] defendendo o regresso à monarquia tradicional portuguesa, ou seja, a monarquia absolutista, radicalmente anti-liberal. Esta era, aliás, a posição miguelista, que contava em Portugal numerosos seguidores, desiludidos com o nosso constitucionalismo, para eles, causador da falência da monarquia e, sobretudo, com o rotativismo, irremediavelmente conotado com tudo o que houvesse de negativo. Neste ponto, cremos ser paradigmática a posição de Abúndio da Silva: “teimo em ver na revolução de 1910 a justiça de Deus castigando a usurpação e a burla constitucionais.” [17] Neste movimento irão agregar-se muitos dos opositores ao novo regime, impulsionados nas suas convicções pela forma como a elite republicana conduzia os destinos do país e com os despautérios que proliferavam nos seus governos, nomeadamente com a lei da separação, de 20 de Abril de 1911, que os próprios republicanos mais atentos consideravam despropositada, “a lei é estúpida, dignifica o padre e vai ferir o sentimento religioso do povo português. Resultado: a guerra civil. Se não a modificarem, temo-la dentro de pouco tempo. O povo odiava o jesuíta, o povo não se importava com o padre.”[18] No fundo, bem estava António Sérgio quando afirmava: “os partidos monárquicos fizeram a república; não estou longe de acreditar que os partidos republicanos farão a monarquia,”[19] pois, efectivamente, apenas conseguiram atrair a si a descrença e o anátema da ditadura e do despotismo, de ditadura em ditadura, até ao 28 de Maio e o subsequente Estado Novo. Uma primeira abordagem poderia aparentar que o Integralismo se apresentava em oposição absoluta à Renascença Portuguesa. Porém, não é inteiramente verdade, visto que ambos os movimentos se encontram na necessidade de proceder a uma regeneração nacional e, excluindo a supra referida posição sergiana, num apego à tradição portuguesa. Tanto assim é que muitos destes intelectuais se chegarão a encontrar e a cooperarem num mesmo evento, aquando da efémera publicação da revista Homens Livres,[20] cujo primeiro número sairá em 1 de Dezembro de 1923.[21] Quanto ao restante, evidentemente, os pensamentos divergem, desde logo no que respeita ao tipo de regime a vigorar.
Fortemente influenciados pela Action Française, os Integralistas apresentam-se como movimento contra-revolucionário por excelência, visando o restabelecimento da Monarquia Integral,

“que recusava qualquer compromisso com o individualismo moderno, com a filosofia da Ilustração e com os ideais da Revolução Francesa de 1789 e com os regimes dela saídos – como as monarquias constitucionais e liberais, as repúblicas democráticas e socialistas – defendendo, em contrapartida, a reposição da monarquia hereditária e absoluta, anti-democrática, municipalista ou comulalista, defensora da precedência do direito consuetudinário e não escrito sobre o direito escrito, dos direitos da sociedade sobre o indivíduo.”
[22]


A posição integralista pugna pelo regresso à tradição portuguesa, entendendo-se esta como a anterior ao constitucionalismo liberal, “a Monarquia a que nos referimos nada tem de comum com as chamadas ‘Monarquias liberais’, que só servem para preparar o advento da República.”
[23] Propunham-se desenganar os portugueses da inconsistente ‘metafísica revolucionária,’ que em nome do progresso conduzia “ainda a mentiras piores. (…) Entre elas, quatro absolutamente basilares: a) Cosmopolitismo, b) Liberdade, c) Igualdade, d) Fraternidade.”[24] A estes quatro pontos opunham o seu nacionalismo, prolongamento da noção basilar de família, que se opunha ao individualismo revolucionário; a ideia de que “o homem não tem senão deveres em vez de direitos (…) e é do rigoroso cumprimento desses deveres que nascem então os seus legítimos direitos;”[25] a desigualdade natural, extensível à própria estrutura da família, em que o pai é o chefe e como tal compete-lhe o exercício da autoridade,[26] que se prolonga na própria estrutura do estado em que, tal como na família, deve existir um chefe natural, incontestado e insubstituível, que é o rei, o qual, “dependendo de todos os indivíduos, da nação inteira, não depende de ninguém.”[27] Analogamente, não deve ser escolhido, pois “ a Monarquia considera a Nação uma grande família e na família os filhos que obedecem também não escolheram o chefe.”[28] Finalmente, à pseudo, porque impossível, ‘Fraternidade laica,’ opõem a solidariedade cristã, “porque só ela iguala perante Deus todos os homens.”[29]
Apesar da enorme distância a que se encontra dos integralistas, é curioso notar que a fraqueza da nossa monarquia parlamentar, especificamente no que respeita ao reinado de D. Carlos, é salientada pela perspicácia finíssima de António Sérgio. Em carta a Raul Proença, precisamente, no debate que com ele trava sobre a questão da monarquia ou república, dirá:

“a realeza constitucional deixa de ser imponente, prestigiosa, num país em que a política é banditismo. Ou o rei sofre o banditismo e se desprestigia porque se corrompe e desonra, ou não o sofre e se desprestigia porque sai da lei.”
[30] Sustentará, portanto, “a tese de que o D. Carlos foi o mais liberal que o povo português lhe consentiu ser. Mas a nação mostrou-se absolutamente incapaz de corresponder a esse liberalismo, incapaz de se governar. Por isso desmoralizou o rei, o qual, vendo que do país não saíam senão rebanhos de Hintze e do J. Luciano, abandonou o problema até ao dia em que se decidiu a governar, ele, essa turba de Ninguéns. (…) A situação era insolúvel, concorde.”[31]


Sem um aparelho político e uma estrutura social solidamente estruturados, com a agravante da crise financeira, seria muito difícil conseguir sair do dilema aqui apresentado. Esta análise e esta constatação, também a terão feito os integralistas, pelo que defendiam uma monarquia em que o poder fosse, efectivamente, régio. De outra forma, os reis não passariam de “empregados públicos ou mandatários da Nação.”
[32]
No nosso entender, a posição integralista, apesar de assentar numa posição intolerante e de um absolutismo reaccionário, surge, todavia, mais congruente com o princípio monárquico, visto defender que era ao Rei que competia governar, enquanto ‘chefe natural da nação’ e expressão pessoal e vitalícia da unidade moral e política da Pátria, estabelecendo como naturais as diferenças entre os indivíduos
[33] e, desta forma, retirando a incongruência de serem dirigidos aqueles que deviam dirigir, o que aconteceria em qualquer outra forma governativa, mormente numa república democrática, já que para os integralistas, “ a Democracia é a doença dos povos que já perderam ou ainda não acharam a direcção do seu destino.”[34] Inevitavelmente, regressamos ao ponto inicial da nossa questão, saber se a capacidade política de decidir os destinos de uma Nação, de governar, resulta de uma capacidade inata ou adquirida, a primeira legitimando a monarquia, a segunda, pelo contrário, tornando-a incompreensível.




[1] Platão, A República, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, [Introdução, tradução e notas de Maria Helena Rocha Pereira], 5ª edição, Março de 1987, 513 pp., p. 217, (453 d).
[2] “Os padres perseguidos contam nos jornais os enxovalhos e vexames a que os sujeitam: (…) Na terra da minha pátria só o padre estrangeiro mantém em respeito as maltas dos bandidos, e a justiça da República Portuguesa! (…) Os sicários não lhes conspurcam o rosto com os escarros da sua baba peçonhenta (…) ou esmurram a face enrugada precocemente pelo amor estremecido e afectuoso votado à sua pátria morta! (…) Se os actos como este e os praticados contra mim consolidam a República e a nobilitam aos olhos dos homens civilizados e das nações cultas, que o digam as pessoas sensatas que me lerem…” Carta datada de 8 de Novembro de 1911, escrita no exílio em Tuy, por João Evangelista Pereira Gomes, Abade de Tadim e publicada no jornal O Porto, apud Raul Brandão, Memórias II, [1925] in Obras Completas de Raul Brandão, Vol. XIII, Edição do Círculo de Leitores, s.l., Setembro de 1991, 211 pp., pp.135-137. Esta distinção entre religiosos nacionais e estrangeiros deveu-se à prudência diplomática de não aplicar as restrições legisladas às congregações estrangeiras, que chegaram a ser, inclusivamente, protegidas, com o objectivo de serem evitados embaraços com outros países. Cf. Pedro Mário Soares Martínez, A República portuguesa e as Relações internacionais [1910-1926], Editorial Verbo, s.l., Fevereiro de 2001, 379 pp., pp.90-91 e nota 215. “Perseguiram-se alguns defensores do regime derrubado, ou que como tais foram qualificados. Desde magistrados a soldados da Guarda Municipal. (…) mesmo republicanos, por desafectos aos governantes. Assim aconteceu com o conhecido jornalista Homem Cristo”, Joaquim Leitão, Annaes politicos da Republica potuguêsa, Porto 1916, apud Soares Martínez, A República portuguesa e as relações internacionais [1910-1926], nota 221, p.97.
[3] Jacinto Cândido, Memórias íntimas para o meu Filho (1898-1925), Edições Estudos de Castelo Branco/Editorial Inquérito, Lisboa, 1963, 393 pp., p.54.
[4] Carlos Malheiro Dias, Do Desafia á Debandada, vol. II, Chéque ao Rei…, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1912, 384 pp., p.287.
[5]António Sérgio, “Prefácio da primeira Edição”, in Ensaios, Tomo I, Tomo I, Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 3ª edição, 1980, 409 pp.,p.60.
[6] António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Organização e introdução de José González. Com um estudo de Fernando Piteira Santos, Lisboa, Publicações Dom Quixote/Biblioteca Nacional, 1987, 276 pp., Carta 18, ?/5/1913, p. 52.
[7] António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 18, ?/5/1913, p. 52.
[8] Embaixador no Brasil de 20 de Janeiro de 1912 até formar governo a 9 de Fevereiro de 1914.
[9] Cf. António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 23, ?/8/1913, p. 67-73.
[10] Teófilo Braga ao jornal O Século, de 30 de Março de 1913, apud Carlos Consiglieri (org.), Teófilo Braga e os Republicanos (Dossier pessoal de José Relvas), Lisboa, Vega Editora, s.d., 115 pp., p.29.
[11] Cf., António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 28, 1/10/1913, p. 52.
[12] Sobre este assunto Cf. Norberto Ferreira da Cunha, “A génese da Renascença Portuguesa perante a Crise política e moral da I República”, in Crises em Portugal nos Séculos XIX e XX. Actas do Seminário organizado pelo Centro de História da Universidade de Lisboa, Coordenação de Sérgio Campos Matos, Lisboa, Centro de História da Universidade de Lisboa, Outubro de 2002, 270 pp., pp. 151-178.
[13] Norberto Ferreira da Cunha, “A génese da Renascença Portuguesa…”, p.153.
[14] Cf. Jaime Cortesão, A Vida Portuguesa, Porto, nº 1, 31 de Outubro de 1912, p.1.
[15] Boavida Portugal, Inquérito literário, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1915, 368 pp.
[16] Sobre este assunto Cf. Norberto Ferreira da Cunha, “O Tradicionalismo integralista”, in Poiética do Mundo. Homenagem a Joaquim Cerqueira Gonçalves, Lisboa, Edições Colibri, Abril de 2001, 920 pp., pp. 375-399.
[17] Abúndio da Silva, Cartas a um Abade sobre alguns Aspectos da Questão político – religiosa em Portugal, Manuel Isaías Abúndio da Silva, Braga, Cruz & C.ª, 1913, 421 pp., pp. 22 e 23.
[18] Raul Brandão, Memórias II, p.95.
[19] António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 23, ?/8/1913, p. 73.
[20] Sobre o assunto vide João Medina, O Pelicano e a Seara. Integralistas e Seareiros na Revista «Homens Livres», Lisboa, Edições António Ramos, Novembro de 1978, 131 pp.
[21] O segundo e último número sairá a 12 do mesmo mês e ano.
[22] Norberto Ferreira da Cunha, “O Tradicionalismo integralista”,p.377.
[23] Alberto Monsaraz, (editor) Cartilha do Operário, [1919], Lisboa, Editora Soares & Guedes, 3ª edição, 1921, 66 pp., p.41.
[24] Alberto Monsaraz, (editor), Cartilha do Operário, p. 19.
[25] Alberto Monsaraz, (editor), Cartilha do Operário, p. 22-23.
[26] Cf. Alberto Monsaraz, (editor), Cartilha do Operário, p. 54.
[27] Alberto Monsaraz, (editor), Cartilha do Operário, p. 49.
[28] Alberto Monsaraz, (Conde de Monsaraz), (editor), Cartilha Monárquica, Lisboa, Tip. do Anuário Comercial, 1916, 46 pp., p. 4.
[29] Alberto Monsaraz, (editor), Cartilha do Operário, p. 29.
[30] António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 10, 3/12/1912, p. 40.
[31] António Sérgio, Correspondência para Raul Proença, Carta 28, 1/10/1913, p. 86.
[32] Alberto Monsaraz, (Conde de Monsaraz), (editor), Cartilha Monárquica, p. 33.
[33] Cf. Norberto Ferreira da Cunha, “O Tradicionalismo integralista”,p.394-396.
[34] Alberto Monsaraz, (Conde de Monsaraz), (editor), Cartilha Monárquica, p. 5.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Não Esqueçam...


Como entrar em Medicina...


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A descoberta...


"Os fiéis do Deus-mercado parecem ter descoberto de repente as virtudes do Estado Social, devidamente adaptado aos valores da religião do lucro a qualquer preço e que, em vez de apoiar os pobres, subsidia os ricos."
Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 29 de Setembro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Cabo Verde e a galinha dos ovos de ouro...



Cabo Verde não pode perder o estatuto que tem vindo a conseguir criar, o de um país calmo, tranquilo e saudável que é ideal para fazer férias em qualquer época do ano. Com uma situação privilegiada em termos geográficos, em que se realça o clima e a diversidade do seu conjunto de ilhas, o turismo é uma aposta que Cabo Verde não pode dar-se ao luxo de perder, é a sua galinha dos ovos de ouro.
Convém lembrar que, muitas vezes, a fama conseguida durante uma série de anos se pode perder em meia dúzia de dias, com seríssimas e quase irreversíveis consequências…
Atente-se no caso da Guiné-Bissau que começava a tornar-se um aliciante destino turístico e que os problemas políticos internos, com ridículas guerras e conflitos que degeneraram em tiros e morteiradas, além da destruição de algum do pouco património existente, afastaram a procura turística que começava a tornar-se uma evidência… Não há nem nunca houve motivos para se iniciarem confrontos armados na Guiné-Bissau e, em boa verdade, em qualquer outro país... Porém, no caso da Guiné, dada a necessidade de manter a paz, tranquilidade e ordem públicas, os seus líderes, se fossem governantes dedicados ao seu país, nunca teriam pegado em armas nem que, no entanto, se travassem de razões tão fortes que tivessem de andar à dentada uns aos outros… No entanto, não conseguiram pensar, não conseguiram evitar e agora é tarde.
Cabo Verde por questões históricas com uma relação muito próxima da Guiné, como prova o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) do cabo verdiano Amílcar Cabral, deveria aprender e compreender o perigo que constitui um mau passo. Felizmente esse ferrabraz que dá pelo nome de Nino Vieira e que eu considero o pior inimigo da Guiné-Bissau, não tem poder em Cabo Verde. Pelo menos desse perigo, igual ou pior ao paludismo, estão safos…
Surgem notícias de problemas sociais e de segurança na Praia, nomeadamente devidos aos emigrantes repatriados de outros países, é mau sinal, muito mau sinal; surgem também notícias da presença da Polícia Militar na rua, é o exército, o turismo não costuma gostar de ver tropa na rua vestida de camuflado e com armas de guerra, é outro muito mau sinal.
Tudo indica, pois, que as autoridades passam por problemas muito sérios para os quais terão que lidar com muito cuidado e inteligência, se a questão passa por um reforço da segurança interna, esse reforço terá que ser discreto e eficiente e passar também por uma política de sensibilização pública, no sentido de fazer ver à população que os turistas têm que ser intocáveis e sentirem-se seguros e tranquilos, um pouco a mensagem que Cuba conseguiu passar aos seus habitantes e ao mundo. Se assim não for, brevemente, maus tempos se avizinham para Cabo Verde e esse grande manancial que é o turismo poderá acabar. As Canárias ficam perto e não têm problemas desses…

sábado, 27 de setembro de 2008

Concurso de estupidez...


Cunhas e meninos ricos... 3


Alunos com certificados irregulares podem vir a perder colocação no ensino superior

Está declarado aberto o concurso da estupidez… O Ministério da Educação e o Ministério do Ensino Superior estão em acesa disputa na luta pelo título. De ambos os lados, enormes equipas de incompetentes e interesses encobertos digladiam-se na corrida da época, liderados pelos respectivos ministros nos quais, no fim de contas, deveria recair, sempre, todo o mérito da contenda.
O ME, como de costume, partiu bem colocado, atribuindo classificações que sabia não estarem correctas, por se basearem numa proposta que tinha sido feita, mas que já sabiam que não tinha sido, nem seria, aprovada. Ainda assim fizeram-no, no pressuposto de que mais vale mal feito do que bem, já que aplicar as regras legais não tem piada nenhuma por não ser polémico.
O MES, também não começou mal, sabendo das irregularidades e tendo o perfeito conhecimento da péssima forma de funcionamento do ME, resolveu prosseguir o processo, que ficaria, desse modo, irregular à partida. Nem por um momento passou em tão bem apetrechadas cabeças clarificar, previamente, as coisas ou, atendendo ao singular funcionamento do ME, congelar o número de vagas em questão até apuramento definitivo da situação. Não. Ambos preferiram, para não dar hipótese ao rival, iniciarem o concurso da estupidez certificando-se que partiam da melhor forma.
Agora a estupidez, ou a desfaçatez, continuam, atribuindo-se a culpa aos alunos, que terão seguido as instruções fornecidas e entregaram as coisas como lhes disseram para fazer e fala-se na hipótese de os fazer perder os lugares, mais precisamente de os recolocar a concurso… Mais uma vez, não foi acautelada a possibilidade de acontecer o mais provável que é os papás, que tiveram dinheirinho para ter os filhos a estudar nesses colégios, não terem agora uns trocos para pagarem a um advogado de esquina que faça ver a essa maralha de directores e afins, todos de carro e motorista à porta, que ninguém pode ser prejudicado por um erro que foi do Estado, esse gigante de ombros largos impessoal onde recaem todas as culpas e aí morrem solteiras…
Resta, ainda, apurar a responsabilidade que tiveram nisso as distribuições de Magalhães, o comício festa de Guimarães e, para rimar, outras coisas idães…
Aguardemos… que a continuação dos próximos episódios promete valer a pena, muita pena… pena de ver este espectáculo, pena de ver esta incompetência, pena de ver todo este nevoeiro e, obviamente, pena de ser português…


Capítulos anteriores: aqui.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cunhas e meninos ricos... 2

José Manuel Fernandes, Público, 26 de Setembro de 2008
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Continuação do post Cunhas e meninos ricos já comentado e aqui

Por ser o 300º post, vai um triplo presente...

João Villaret diz Cântico Negro de José Régio


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Manifesto Anti-Dantas dito por Mário Viegas



João Villaret diz O Menino de sua Mãe de Fernando Pessoa


Sou muito estúpido!!!



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DINHEIRO BEM GASTO !!!

Princípio

Meio
E Fim



Notícias preocupantes...

Mas a crise não anda só por aí... Com tantos dólares a cairem ao chão, outras notícias, e más, têm sido esquecidas...

Um grupo de navios da Armada do Norte da Rússia partirão hoje rumo à Venezuela a fim de participar em manobras navais conjuntas com vasos de guerra desse país da América Latina.

Segundo Igor Digalo, porta-voz da Marinha da Rússia, fazem parte da expedição o cruzador atómico pesado Piotr Velikii, o navio de combate a submarinos Admiral Tchabanenko e dois navios de apoio.

O vice-almirante Vladimir Koroliov comanda a expedição.

Digalo informou também que os marinheiros, durante a expedição, irão realizar “exercícios de treino militar”, participarão em “manobras navais conjuntas com a Armada da Venezuela, em Novembro, para treinar acções conjuntas de salvamento nos mares e de combate contra os terroristas navais”.

É a primeira vez que um cruzador atómico russo participa em manobras militares internacionais.“Não se deve procurar qualquer sentido político oculto nestas manobras. Elas estavam planeadas há muito tempo e segundo este esquema. São semelhantes a manobras que a Marinha da Rússia realiza com congêneres estrangeiras”, frisou o porta-voz.

Alguns analistas políticos, porém, consideram que esta operação é uma resposta ao aparecimento de navios de guerra da NATO no Mar Negro depois da guerra entre a Rússia e a Geórgia.

Na passada sexta-feira, dois bombardeiros estratégicos russos Tupolev-160 regressaram da Venezuela, depois de terem participado em manobras no Mar das Caraíbas.

Face às últimas notícias, talvez devessem mudar de rumo...

Artigo de José Milhazes retirado daqui

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Who is Sarah Palin video...




Mundo: Vídeo mostra Sarah Palin em oração contra Satanás e «todo o tipo de feitiçaria»
25.09.2008
Fonte: Público
Foi divulgado um vídeo, gravado há três anos, onde Sarah Palin surge a participar numa cerimónia religiosa que denuncia a feitiçaria. Na igreja pentecostal de Wassila, no Alaska, a então candidata a governadora é chamada pelo pastor queniano Thomas Muthee, que pede a Deus que a salve de Satanás e que a leve aos mais altos cargos de poder do país.
A campanha de John McCain recusou-se a fazer qualquer comentário e a igreja de Wassila limitou-se a confirmar que Sarah Palin esteve presente na cerimóia em causa. O jornal «Christian Science Monitor» noticiou que Muthee liderou uma campanha no seu país natal para encontrar a fonte da feitiçaria após uma série de acidentes de viação na localidade de Kiambu. O mesmo jornal afirma que uma mulher chamada Mama Jane foi expulsa da sua aldeia depois Thomas Muthee a ter declarado culpada pelos acidentes.
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ESTA COISA NEM À FRENTE DE UM GALINHEIRO PODE ESTAR!

Antes de Mais...


O que eu gostava de ver era, antes de tudo, uma explicação da CGTP para isto:
Líder do Partido Nova Democracia
Monteiro acusa CGTP de exigir percentagem da indemnização a trabalhadores
30.08.2008 - 17h13 Lusa


"O líder do Partido Nova Democracia, Manuel Monteiro, acusou hoje o Sindicato Têxtil do Minho de exigir aos trabalhadores de empresas ameaçadas de falência o pagamento de 18 meses de quotas e dez por cento das indemnizações em troca de apoio.Em Braga, Manuel Monteiro disse ter tido conhecimento directo deste tipo de exigências sindicais em casos de empresas em situação económica difícil em Vila Verde e em Guimarães: "Isto é prática corrente nos sindicatos afectos à CGTP", afirmou."

Ainda não consegui perceber se a acusação feita no dia 30 de Agosto por Manuel Monteiro, que acusou o Sindicato Têxtil do Minho de"exigir aos trabalhadores de empresas ameaçadas de falência o pagamento de 18 meses de quotas e dez por cento das indemnizações em troca de apoio," teve resposta…Como a CGTP em geral e o Mário Nogueira em particular já me fintaram o ano passado... repito a questão e o problema..
Confesso que estou um pouco baralhado… Sai uma notícia, da boca de uma das últimas pessoas em quem acredito seja sobre o que for, e não vejo reacções de quem de direito… No meu entender, seja claríssimo que essa reacção já vem tarde. É inadmissível que uma estrutura como a CGTP não responda de imediato a uma acusação deste tipo (entenda-se aqui o duplo sentido semântico de tipo: gajo e género). Será que é verdade? Se for, então, a CGTP terá que ser extinta após processo sumário; se não for, então o manelito (ou o zero à direita da vírgula, mas sem mais nada a antecedê-lo, isto é, 0, 0 = 0) já deveria ter sido contraposto de forma veemente e terá que ser levado a tribunal por uma série de crimes… Porquê que, (ainda?) não houve resposta, para mim é um mistério, mas… faz-me lembrar aquela ideia peregrina do sindicato que queria cobrar cotas aos não sindicalizados e aí hesito… Será que o homem é completamente louco ou há um fundo de verdade nisto? Paga-se a um Procurador-geral da República, a um Provedor de Justiça, a uma série de pessoas até, em última análise, chegar ao presidente Aníbal, que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, e ninguém diz nada? Espero para ver… Mas ficarei atento, esta é daquelas que não se podem esquecer…

Vou já comprar...

Marques Mendes lança livro “Mudar de vida” com recados ao país, não ao PSD.
Mudar de Vida... Entre as grandes revelações está que, para bem do país, Marques Mendes vai-se dedicar ao Wrestling e não voltar a intervir em nada que ocorra neste país. O seu nome de guerra será: O Medalhado Demolidor, em alusão óbvia ao seu passado recheado de desgraças e à medalha que lhe deu o presidente Aníbal... O resto é escrito em letras tão pequeninas que não se conseguem ler, mas a capa é bonita e vai enfeitar-me a estante...

Mais que mil palavras...

Cunhas e meninos ricos...




Currículos estrangeiros
Ministério sabia que subida das notas a alunos do 12.º era ilegal

Sabia, mas nada fez… olhou para o lado, assobiou como nada fosse e ala que é cardume… Pensamos que seria de todo o interesse averiguar as ligações, normalmente designadas por cunhas, que estes colégios conseguiram obter… e, sobretudo, quem delas beneficiou… Até porque é fácil, “Estes planos de estudo existem numa dúzia de escolas em Portugal, como o St. Julian, o Frank Carlucci American International School of Lisbon ou o Colégio Planalto.”
Isso sim seria um trabalho de jornalista…e, levantada a lebre,
para a polícia judiciária investigar… Mas em Portugal o mais certo é ir para o lixo, como de costume, sem haver sido responsabilizado ninguém.

Continua Aqui

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Finalmente uma boa notícia...

CONDENADOS !!!



Hoje e por os tempos mais próximos este blogue e creio que a maioria dos blogues portugueses, à excepção do banco corrido, vai estar em festa... Ninguém imagina a alegria que eu sinto por ver a corja a ser arrastada para a cloaca, de onde nunca devia ter saído e para onde devia voltar até à eternidade... A leitura do post Restauração é obrigatória.

Os manos Pedroso foram condenados por terem importunado António Balbino Caldeira, imiscuindo-se na sua vida, e lesando-o profissional e academicamente, por inibição de uso dos meios informáticos necessários. O Tribunal condenou-os, suponho que simbolicamente, a pagar 2 500 € ao visado foi uma boa sentença, mas peca muito por defeito.

Sem dúvida nenhuma...


Portugal e a Austrália poderão trabalhar em conjunto para apoiar Timor-Leste, diz Cavaco Silva
24.09.2008 - 09h51 Lusa

E sem dúvida que o farão... Portugal vai assegurar a segurança, a saúde, a educação e essas coisas e a Austrália vai extrair o petróleo e tudo o mais que lá houver que valha a pena... Belo negócio...
E a crise financeira vai atingir Portugal quase de certeza? Por onde tens andado? Em Marte?

Ai presidente Aníbal, quanto não prefiro o teu silêncio... Devias andar sempre em tabu...

Magalhães... Nunca o teu nome foi tão vilipendiado...

Algumas indicações do guia do Magalhães...




Mas, então não era à prova de tudo? Não era para crianças do 1º ciclo? Quem tem ou conhece crianças dessa idade sabe que não vale a pena pedir coisas dessas... Não deitar bocados de leite e migalhas de bolacha, plasticina, cola e essas coisas sobre ele? Isso não é possível, se até o meu cunhado, com quarenta anos, mandou para a sucata um portátil por lhe ter entornado uma cerveja em cima...
Depois, baralham as crianças... Dizem uma coisa e fazem outra...

Mas de onde raio é que eles conhecem os governantes que lhos foram dar? Ser governante não é garante... Bem sabemos que a pedófilia anda muitas vezes por aí... ou não sabemos?

Esta então é forte... Têm razão, mas devem começar de pequeninos a aprenderem. Pobres crianças indefesas que não souberam responder: és um crápula, deixa aí essa porcaria e vai trabalhar que é para isso que te pagam. O que queres que eu veja não é a realidade e o que me dizes não é destinado a mim porque ainda não voto e, por isso, estás-te nas tintas para mim... Estás é a usar-me sem me pagares os direitos devidos à publicidade que estás a fazer comigo.
Raios partam isto tudo!




terça-feira, 23 de setembro de 2008

Quem sabe, sabe...


O Alberto João é que parece tinha razão... ...

...

Adão e Eva


Adão e Eva!

Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.

Observa o alemão : - Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.

Imediatamente, o francês reage:- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.

Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta: - Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.

Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama: - Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.São Portugueses!!!!...........

Palin for President

Versão legendada em português

A cuequinha chipada





Muito sinceramente… Pergunto-me, este indivíduos não terão coisas para fazer, tais como governar este país que tanto precisa… Embora também me pergunte se não é melhor andarem a fazer isso do que a governar… Mas como é possível conseguir ver esta quantidade de governantes a andarem pelo país a fazerem o papel de caixeiros-viajantes, será que o fariam noutras circunstâncias?
Suponhamos que eu criava um projecto verdadeiramente inovador, não como este que apenas é a versão aportuguesada do classmate, como uma lingerie com um chip que permitisse aos pais e às escolas controlar as entradas e saídas, enfim, da escola e os alertasse sempre que se detectassem vestígios de determinadas substâncias nas fibras dos mesmos. Será que seriam assim promovidos pelo país fora, no género, olha a cuequinha da moda, olha a cuequinha chipada, analisa tudo quando pingada… Gostava de ver…
Resta-me uma pergunta final que deve interessar bastante às grandes empresasQuanto é que fica uma campanhita destas por dia, sei lá se for para a Colgate ou Pepsodent?


Versão Masculina

Albino Almeida + Maria de Lurdes... Promete




Na escola e na turma da filha do Albino Almeida, essa espécie de ejaculador de idiotices que bem conhecemos, os pais dos alunos pagam 250 a 300 € em explicações... («Sei que na turma da minha filha a média ronda esses valores») Tem , pois, a filhinha numa escola de pessoas muito ricas ou então é muito mentiroso... Pouco me interessa.


Interessa-me mais saber que está em sintonia com a nossa simpática ministra da educação, que quer 100% de sucesso até ao 9ºano, e que não percebe para que servem e para que existem os exames... Realmente tem razão... Se é para haver 100% de resultados positivos os exames e as explicações devem acabar... Para mim era uma dádiva dos deuses, só quem sabe qual é a seca que é estar a fazer vigilâncias de exames consegue ver qual seria o valor dessa dádiva. Aguardemos as novidades... a ministra faz contas por um lado, o Albino faz contas por outro... Isto promete...


post scriptum: quem desejar pode enviar-me um cheque ou transferência bancária com qualquer valor, para eu ajudar a turma da filhinha do Albino Almeida a pagar as explicações...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Angola, Democracia e Cabinda


Quando coloquei um post sobre a forma como decorreram as eleições em Angola não pretendi fazer mais do que chamar à atenção para que o país teria que preparar melhor as próximas eleições. Claro que percebo a existência de alguns erros, problemas e tudo o mais. Para mim nem sequer me parece grave, dada a vantagem conseguida pelo partido mais votado, é praticamente irrelevante o ter ou não havido uns votos a mais ou a menos… é como se um clube de futebol ganhasse um jogo por 10 – 0 e o outro clube quisesse contestar essa vitória por o terceiro ou quarto golo ter sido marcado em fora de jogo…
Nada, pois, me merece dúvidas na vitória do MPLA em Angola. No entanto, tudo deve ser feito para que as presidenciais corram melhor, pois é o próprio prestígio internacional do país que está em causa e se, eventualmente, as margens se encurtarem nas próximas eleições, algo a considerar, sobretudo se, como creio acabará por acontecer, surgir uma divisão definitiva dentro do MPLA que julgo ser positiva e se poderá iniciar, por exemplo, pelo concurso de dois ou mais candidatos do partido à corrida eleitoral.
Posto este aparte, convinha salientar que para que haja democracia é necessário acabar com as perseguições políticas e prisões arbitrárias e julgamentos pouco transparentes como foi o caso de Fernando Lelo… Mesmo assim, tendo acontecido, devem os políticos angolanos legislar para garantir a liberdade em Angola e apreciarem cuidadosamente este e outros casos que me parece poderem e deverem analisar cuidadosamente.
Quanto ao caso de Cabinda, para mim, é claríssimo. Trata-se de um enclave absoluta e fisicamente separado de Angola, com uma nação própria que, como tal, tem o mesmo direito que Angola teve à sua auto-determinação… Assim, há duas formas possíveis de encarar o problema: ou a bem ou a mal… Entendo que a mal é a forma que vem vindo a ser utilizada, isto é à força, utilizando a fórmula gasta de que Cabinda faz parte integrante do território angolano e com tal… Essa é uma forma que o tempo se encarregará de mostrar ser errada e insustentável.
A outra forma é encontrar uma fórmula capaz de tornar atractivo para Cabinda estar integrada na República de Angola, através de, por exemplo, a criação de um estatuto de região autónoma, como os que Portugal tem com os Açores e Madeira, a Espanha com as diversas províncias ou outro modelo qualquer.
Implica cedências de ambas as partes? Sim, com certeza, mas é possível e desejável que se consiga resolver política e pacificamente esta questão. Quando não, será apenas uma questão de tempo…

domingo, 21 de setembro de 2008

Portugal Opressão Cantada

O QUE SERÁ - CHICO BUARQUE & MILTON NASCIMENTO (1976)



Portugal Opressão Cantada...

Eu nem comento...


ERC escondeu processo Sócrates
21.09.2008, José Bento Amaro
Apesar de intimada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), em Janeiro, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) só agora permitiu que o Expresso consultasse o "processo Sócrates", de quase 300 páginas.Inicialmente a ERC recusou a sua consulta, tendo o semanário protestado junto da CADA. A edição de ontem do jornal revelava pormenores sobre as audições, que tiveram como objectivo avaliar a existência de pressões sobre os jornalistas no caso do diploma de Sócrates.
A ERC concluiu ser normal que existam pressões nas relações entre jornalistas e políticos. Esta conclusão é aventada no acórdão que se reporta às diligências efectuadas pelo Governo e pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates, para que fossem travadas as notícias sobre a sua licenciatura na Universidade Independente.
Assumindo "um certo grau de tensão", a ERC refere que ela é compreensível "dada a cultura profissional dos primeiros e pelo choque que resulta do facto de ambas as partes agirem com interesses divergentes". Por outro lado, a ERC entende que Sócrates, ao tentar travar na imprensa as notícias sobre a sua licenciatura, não efectuou qualquer pressão, antes fez démarches. A ERC concluiu que os telefonemas efectuados para o jornalista do PÚBLICO que investigava o caso, Ricardo Dias Felner, e para o director do jornal, José Manuel Fernandes, apesar de terem sido feitos pelo próprio Sócrates, não reuniam "elementos factuais que comprovem ter existido o objectivo de impedir, em concreto, a investigação".
Tanto Ricardo Dias Felner como José Manuel Fernandes, nos depoimentos que fizeram na ERC, disseram que o modo como foram abordados pelo primeiro-ministro resultou numa "tentativa de pressão ilegítima". O director do PÚBLICO foi ainda mais longe, reportando-se à conversa com Sócrates, no decurso da qual o primeiro-ministro teria dito: "Fiquei com uma boa relação com o seu accionista [Paulo Azevedo] e vamos ver se isto não se altera."