13 Fevereiro 2010 - 00h30, CMPT
Campanha de Sócrates paga
Luís Figo recebeu 750 mil euros em três tranches para participar em pequeno-almoço com Sócrates.
"É MUITO DIFÍCIL QUE NÃO SENDO HONRADOS OS PRINCIPAIS CIDADÃOS DE UM ESTADO, OS OUTROS QUEIRAM SER HOMENS DE BEM; QUE AQUELES ENGANEM E ESTES SE CONFORMEM COM SER ENGANADOS." MONTESQUIEU, De l'Esprit des Lois,I:III,5
13 Fevereiro 2010 - 00h30, CM
"Sol mantém referências a Rui Pedro Soares na edição extra."
Ao que parece, e que podemos ler aqui, a nossa leopoldina continua a sua carreira de contadora de histórias para crianças. desta feita, vem falar da escolarização universal do secundário... Mas por onde é que anda aquela cabeça, em que país é que julga que vive, qual é a escola onde isso acontece, quantos milhares de casos quer em que nem o 3º ciclo conseguem concluir e cuja passagem pela escola se resume ao que podem ler aqui? Dos outros níveis de ensino não falo porque desconheço essas realidades, mas esta fantasia infantil com que entendeu brindar os deputados e o país todo é perfeitamente aviltante para a inteligência de qualquer pessoa com três neurónios. Não responde a questões? Pudera...
Quem quiser mais disponha!
Zona Euro não enfrenta riscos de contágio da Grécia, Portugal e Espanha. Dizem aqui.
Olhem lá, este não é do gang do Zé do Telhado? Julga que eu me esqueci? 
O Presidente da República, Aníbal António, convocou uma reunião do Conselho de Estado para a próxima quarta-feira, confirmou à Lusa fonte oficial de Belém. O encontro, marcado para as 17:00, será a quinta reunião do Conselho de Estado desde que Cavaco Silva tomou posse, a 9 de Março de 2006, e a primeira realizada durante a XI legislatura. Este conselho de impolutos notáveis irá, possivelmente, conversar sobre o futuro das poupanças do boliqueimianos e seus descendentes. Prevêm-se bastantes perdigotos no ar e grandes quantidades de escuma ao canto da boca produzidos pelo anfitrião...
Voltar a confiar? Voltar acreditar? Só para quem já acreditou... Este passado não engana...
Venho partilhar convosco, os que não têm o privilégio de ficarem algumas horas numa das tais janelas da minha escola, uma experiência que é muitíssimo hilariante…
Começa o dia e, de qualquer janela, vejo dezenas de alunos a fumarem os seus charros antes do toque de entrada da manhã, enquanto os dealers se afadigam entre entregas e trocos, a maior parte das vezes utilizando o capot de um carro onde não esteja ninguém sentado. Invariavelmente, são os mais pontuais. Como é sabido, os alunos devem-se divertir na escola e as aulas são muito mais engraçadas quando metade dos alunos está pedrada… Como tal, os alunos dealers fazem o seu importantíssimo trabalho com eficácia e atenção. Depois, uns entram para usufruírem do espectáculo que é uma aula dada a alunos nessas condições, em que o professor é o palhaço de serviço e é-o tanto melhor quanto mais tentar travar a insolência e as risadas irreprimíveis que aquelas almas não conseguem evitar…
Lá fora o trabalho continua, pois vão chegando os mais retardatários e já começam a aparecer os que foram para a rua ou porque, simplesmente, não lhes apeteceu estar lá mais tempo e resolveram sair. Como se sabe, estão no seu direito… Há um que se lembra de executar a nova moda, o lançamento de bombas de ácido com não sei mais quê. Enche uma garrafa com um ácido qualquer enfia-lhe uma prata, ou lá o que é, e o engenho é arremessado ou deixado à porta ou dentro do caixote de lixo de uma vizinha. O estrondo dá-se, potente, e da fumarada resultante sai uma moradora a tentar afastar com uma vassoura a garrafa que vai ardendo, entre as risadas e bocas dos alunos que se vão divertindo e, como já prepararam outra, a atiram para perto dela obrigando-a a fugir antes que rebente…
É a altura de telefonar para a portaria. Olhe, avise o segurança que já começaram as bombas… Já ouvi professor, já chamámos a polícia. Agora é preciso é que eles cheguem… Está bem, obrigado. Nada, mais bombas, mais risos e mais alunos sentados em grupos por tudo o que é carro estacionado… Os mais incautos apressam-se a ir retirar os seus carros do local onde o estacionaram, não vão acabar por pegar fogo, como, por vezes, acontece… São os alunos a aplicarem os seus conhecimentos noutras situações fora da sala de aula. Um Golf vermelho a gasolina e com mais anos que a avó do Matusalém, com umas letras pintadas a dizer nem sei bem o quê, estaciona na ponta oposta. É a polícia, cuja chegada se anuncia, primeiro e antes da vista nos informar da sua presença, pelos apupos, vaias e insultos com que os alunos os brindam… São só dois, não se vão lá meter… Entram para a escola e vão falar com a direcção. Mais bombas. O delírio aumenta, na mesma proporção do consumo de charros… Chegam mais dois ou três carros daqueles mais regulamentares e o ambiente vai ao rubro, quem não soubesse pensaria tratar-se de um jogo de futebol.
Saem dos carros e espalham-se aos grupos pelo meio da rua, enquanto dentro da escola e por detrás dos carros os alunos os vão brindando com tudo o que aprenderam da leitura de Gil Vicente. Ali ficam. Não revistam ninguém, não abordam ninguém, não fazem nada senão escutar a prosápia vertida pelas gargantas dos alunos, agora mais satisfeitos porque chegaram mais palhaços para mais e melhor os animar. A escola está fixe, assim já se começa a justificar o emprego das verbas que deveriam servir para lhes aumentarem os subsídios para poderem comprar mais droga e mais ácido para fazerem explodir, mas tudo bem, o divertimento também é importante…
Finalmente, após uma hora de exposição pública aos alunos e como estes já começam a ficar sem voz, vão-se embora, com muita pena dos alunos que consideram um direito adquirido competirem entre si a verem quem insulta e toureia melhor os agentes da autoridade. Novas bombas explodem por vários lados e volta a vizinha, o incauto que por ali estacionou e eu vou-me embora. Acabei de cumprir as minhas horas de componente não lectiva, não sem antes perguntar se querem saber quem atirou as bombas ou coisa assim, mas não, eles já sabem quem são, não vale a pena. Ok, vou dar aulas.

Onde se lê desviam não se deveria ter escrito roubaram? O quê que quer dizer desviar? Não é isso? Já agora, os partidos existem sozinhos ou são algumas das pessoas que os constituem que o desviam? Não deveriam ser expostas e chamadas à justiça, como fazem ao caixa ou ao manga de alpaca que desvia dez tostões? Ou será que quando são milhões e são os partidos (repare-se que não são as pessoas x, y e z dentro dos partidos) não há azar, isto é, assobia-se para o lado dizendo: é a política e o assunto fica arrumado?
Ministro das Obras Públicas prometeu: Lisboa pode-se transformar, por exemplo, na praia de Madrid...
Hoje surgiram notícias de que os defensores da causa monárquica pretendem realizar um referendo, pois "Tivemos uma primeira República de terrorismo, uma segunda com 43 anos de ditadura e uma terceira, a do 25 de Abril, que priva os monárquicos da possibilidade de terem um cão", acusou Manuel Beninger.
O que faz falta em Portugal é fazerem-se réplicas da Torre de Belém maiores e em chumbo, de preferência com as esquinas endurecidas... (O pessoal do Porto pode usar a Torre dos Clérigos...)
Quem ainda tem pesadelos com lembranças da fulana de má catadura que desferiu o golpe final à escola pública e que, ao que consta, irá passar um ano de licença sabática a pensar em mais estratégias para vulgarizar os que lhe são superiores em tudo, o que diga-se de passagem não é difícil; bem, dizia eu, que tenho andado arredado disto tudo, pois ainda não me consegui conformar com a evidência de ter que viver a ser pastoreado pelo maior mais vigarista, corrupto e aldrabão que já conheci, e atenção que não me refiro só aos vivos, dizia eu, então, dei por mim a olhar para a tragicomédia nacional atentando um pouco mais para o capítulo da educação em Portugal.
Segundo o Diário do Governo (perdão de notícias), lá vai ela espampanante curtir mais um aninho de trabalho árduo de actualização... Bem dizíamos que quem faz as leis as faz à sua medida...
Lurdes Rodrigues tira licença sabática de um ano do ISCTE.
A ex-ministra da Educação suspendeu por um ano o regresso às funções de professora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE). Maria de Lurdes Rodrigues aproveitou um artigo do novo estatuto da carreira docente universitária (de Agosto) que autoriza quem exerceu cargos públicos a tirar uma licença para "actualização de conhecimentos".
Viva a pandilha!
Dizem as más línguas que os submarinos portugueses não vão servir para nada... Não é verdade. Dada a escassez cada vez mais acentuada de cetáceos no mar oceano, é cada vez mais difícil a estes animais encontrarem parceiros para os seus ritos de acasalamento, pelo que se torna imprescindível a ajuda nacional aos infelizes machos do PP (leia-se Portugal Profundo).
Hoje vieram-me dizer, profundamente aviltados pela ousadia, que a não sei quantas, não sabia que era e continuo sem saber, uma brasileira qualquer, tinha vindo a Portugal gozar com isto e que tinha escarrado nos Jerónimos ou não sei onde… Ai sim? Que interessante, fez bem, apesar de dever ser difícil, uma vez que creio que já não há Jerónimos nos Jerónimos, quanto muito haverá lá um funcionário com esse nome… E veio gozar com Portugal e com os portugueses… Fez bem, só prova que tem bom senso…
Forte com os Fracos e Fraco com os Fortes...
São muito apreciáveis tosos os comentários e pareceres sobre estratégias e desígnios eleitorais...
Vem, sua alteza, o inefável líder da verborreia falaciosa, rodeado do seu bando de baratas rastejantes, apregoar as ideias que aponta para o rumo a seguir na liderança do país. Fá-lo com a arrogância e fanfarronice que todos lhe conhecemos... Porém, mais do que a apresentação do que pensa fazer, na eventualidade do cataclismo de ele e a sua camarilha serem reeleitos se abater sobre nós, o que era importante era mostrar obra feita e isso ele não faz nem fará. O motivo é simples: não existe. O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.
Se ele o diz, categoricamente... Eu acredito... Eh! Eh! Ah! Ah! Ah!
Começa a ser evidente que quem pode vai embora Ninguém quer ficar num país onde nada funciona... Infelizmente, nem todos conseguem dar o salto, embora haja muitos que apenas o estão a preparar, mas isso são outras conversas...
Deputados deram mais de 6000 faltas durante esta legislatura.
Porque não fazer um balanço verdadeiro das contas públicas antes das eleições? Afinal, parece ser a altura ideal, não é só apresentar milhões e promessas de milhões, realidades douradas e ilhas paradisíacas, mas sim mostrar para que serviu, preto no branco, o aperto de cinto que nos pediram... O quê que receiam mostrar? Porquê fugir com o rabo à seringa? Serão os resultados tão diferentes do que nos apregoam? Vamos aferir os resultados, para podermos avaliar se os objectivos foram cumpridos ou não...
Prometer, prometer e prometer. Ganhar votos, ganhar lugares e ganhar poder, o resto não interessa, quem é que pensa que alguma dessas baboseiras é para cumprir?