terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bóra lá ajudar os banqueiros...


Administração: Durante cinco anos à frente do Banco Comercial Português
Acusados do BCP ganharam 10 mil euros por dia.
Os três presidentes e os quatro administradores do BCP acusados pelo Banco de Portugal ganharam 162,3 milhões de euros em remunerações fixas e variáveis, no período compreendido entre 2002 e 2006, o que dá uma média de cerca de dez mil euros por dia.


E ainda estão com má cara...

Às vezes o gesto não é tudo...



Popularité instantanée pour l'homme qui a lancé ses chaussures sur George W. Bush
Hier, 21h01 Robert Reid
Des milliers de personnes ont défilé lundi en Irak pour demander sa libération, et il est devenu une star instantanée dans le monde arabe: Muntadhar al-Zeidi, le jeune journaliste chiite qui a lancé dimanche ses chaussures à la tête de George W. Bush, a le parcours d'un Irakien de sa génération, marqué par les guerres et ballotté entre différentes haines. Lire la suite l'article
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Ce célibataire de 28 ans était toujours gardé à vue lundi par la police irakienne. Il pourrait faire selon des sources judiciaires l'objet de poursuites pour injures à un chef d'Etat étranger et au Premier ministre irakien, qui se trouvait à côté de George W. Bush. Le journaliste encourt jusqu'à deux ans de prison ou une amende, mais il semble improbable qu'il soit condamné à la peine maximale vu sa nouvelle popularité en Irak et dans le monde arabe.
Muntadhar al-Zeidi en était venu à honnir tant l'occupation militaire américaine que ce qu'il considérait comme une occupation "morale" de l'Iran, a expliqué sa famille lundi.
Son geste de défi de dimanche a transformé cet obscur journaliste d'une petite chaîne de télévision locale en héros national pour nombre d'Irakiens excédés par près de six années d'occupation américaine, mais qui craignent aussi de voir leur pays tomber sous l'influence des mollahs chiites de Téhéran après le départ des Américains.
Et les trois frères et la soeur du jeune homme, un peu assommés, se sont retrouvés dans son petit appartement de l'ouest de Bagdad, sous le poster du Che qui le décore, inquiets de ce qu'il pourrait subir en garde à vue, mais aussi, fiers de lui.
"C'est un héros, qu'Allah le protège", disait sa soeur Oum Firas, regardant une énième diffusion du geste de son frère sur une chaîne satellitaire arabe. Si la famille insiste sur la spontanéité du geste de leur frère Munthadar, un de ses collègues kurdes, Zanko Ahmed, soulignait lui la personnalité "arrogante et frimeuse" de l'auteur de ce geste médiatisé.
Al-Zeidi était entré à la chaîne Al-Baghdadia en septembre 2005, diplômé en communication de l'université de Bagdad. Deux ans plus tard, il était kidnappé par des hommes armés au cours d'un reportage à Bagdad, libéré trois jours plus tard. Selon sa famille et selon la chaîne, aucune rançon n'a été versée.
En janvier, il avait été arrêté par les Américains au cours d'une perquisition dans son immeuble, a expliqué son frère, Dhirgham, avant d'être libéré le lendemain, avec des excuses.
Des expériences qui ont contribué à bâtir son ressentiment, selon ses proches: "Il déteste l'occupation matérielle américaine autant qu'il déteste l'occupation morale iranienne", explique Dhirgham. "Pour ce qui est de l'Iran, il estime que le régime est l'autre face de la monnaie américaine".
Un point de vue partagé par un grand nombre d'Irakiens, dont beaucoup de chiites, qui estiment que Washington et Téhéran se livrent chez eux une guerre par procuration.
Dans tout Bagdad, dans tout l'Irak, on ne parlait que de ça, et au-delà également. Les journaux du monde arabe publiaient lundi en Une la photo du président américain évitant les chaussures, un incident diffusé en boucle sur les chaînes de télévision et alimentant tous les commentaires et plaisanteries.
A Ramallah, les journalistes palestiniens de Cisjordanie ironisaient pour savoir lequel d'entre eux aurait le courage de faire pareil avec Condoleezza Rice, la secrétaire d'Etat américaine, attendue dans la région et aussi peu populaire que son patron.
De nombreux utilisateurs de Facebook avaient également posté sur leurs pages ces images d'al-Zeidi sautant de son siège, en pleine conférence de presse à Bagdad, et lançant l'une après l'autre ses chaussures à la tête du président américain, insultes verbales à l'appui.
L'homme de la rue saluait le journaliste irakien, devenu en un instant l'incarnation du sentiment anti-américain, et anti-Bush, dans la région: "Il a fait ce que les dirigeants arabes n'ont pas fait", estimait Samer Tabalat, homme d'affaires jordanien de 42 ans.
Et l'ancien avocat de Saddam Hussein, Khalil al-Dulaimi, a offert sur Al-Jazira ses services au jeune homme, qualifié de "héros".

Votos para Zé Muacho...


Este país (dos aeroportos, TGV´s, Luso Pontes e contentores, BPN´s e BPP´s, Felgueiras, Torres, Sá Fernandes e Loureiros, magalhães e popós-eléctricos, Casa Pia (poucos dentro e muitos fora), velhinhas e freiras a serem presas por pequenos delitos enquanto os verdadeiros criminosos são mandados para casa, idosos a morrerem de fome em tugúrios a cair enquanto se distribui apartamentos e dinheiro a rodos por traficantes, drogados e por quem nunca quis e não quer trabalhar, Saúde, Justiça e Educação com os maiores orçamentos da Europa com os resultados que todos sabemos, EDP´s com lucros fabulosos mas que o regulador diz que as tarifas deviam aumentar 30%, Galp´s cujos preços sobem com o aumento do crude mas que quando o mesmo desce o regulador afirma que os preços não baixam porque o que interessa é o preço do produto refinado, BdP´s que a única coisa que vigiam são as suas reformas douradas, etc., etc.,) começa a exalar um fedor superior ao que se sentia nos últimos anos do chamado Estado Novo...
Para a queda do anterior regímen dei algum contributo, pequeno certamente, mas era o que estava ao meu alcance.
Agora que sinto que o actual, de tão podre, com um pequeno empurrão pode ser obrigado a regenerar-se, apetecia-me também fazer alguma coisa.
O quê, não sabia, mas, há uns dias ao ler num blog que o autor sonhava em promover um “golpe-de-estado”, só que para além do medo que tinha da ASAE não sabia como, deu-me o alento de que necessitava.
Golpe-de-estado, logo armas; armas? Armas? Oh diabo, não tenho!
Lembrei-me então de que em tempos muito distantes tinha possuído uma fisga; vai daí, corri para o sótão e comecei e remexer os baús velhos; depois de muito lixo e memórias já esquecidas, voilá, a fisga! Já estava armado!
No entanto a felicidade que me possuiu, cedo de esfumou; soprado o pó, estico as borrachas e, paf!, de ressequidas, partiram! Desilusão, amargura: estava desarmado novamente...
Infeliz, passei dias a tentar encontrar uma solução; pensei, pensei e nada.
(eu sei que devido à vida desregrada que levo, nada condicente com a via para o admirável mundo novo que está em curso, já muitos neurónios fundiram; tal não é de estranhar dado que eu fumo, delicio-me com um bom cognac, bebo vinho às refeições e barro o pão com manteiga, devoro queijos da Serra, Serpa e Azeitão, adoro presunto de Chaves e bons enchidos alentejanos, prefiro cerveja a bebidas light , bebo água sem sabores e, heresia das heresias, não fumo charros nem me drogo e não arranco de empurrão. Perdoem-me, tentem compreender este pobre decadente, que eu prometo ficar longe dos vossos filhos.)
Mas voltando à vaca fria; armas, onde as encontrar?
Atentos ao meu desespero (ou se calhar para se verem livres de mim) alguns amigos disseram: “Eh pá, se queres uma arma vai a uma dessas Quintas das Fontes ou Bairros das Boavistas, que é coisa que lá não falta.”
Felicíssimo, agradecido pela ajuda, comecei a planear a incursão; sim, não se vai a um sítio daqueles sem preparação.
Lembrei-me que há uns tempos atrás, algumas figuras de vulto desta praça, por lá tinham feito uma passeata e tinham regressado vivos e com todos os bens, coisa que nem sempre acontece a outros cidadãos, táxis ou até à polícia. Depois de alguma pesquisa encontrei a solução.
Assim, com uma t-shirt branca na qual tinha pintados dizeres como peace, love, somos todos iguais, black is beautiful (pelo sim pelo não acrescentei também gitanes are very good, too), cravo vermelho na mão, sorriso parvo na cara (tipo António Costa) e assobiando o último rap, destemido por fora mas receoso por dentro, para as ditas Quintas eu fui.
Lá chegado, apesar de estar fardado à maneira, cedo pressenti que algo não estava a correr bem; mimoseado com alguns piropos não muito abonatórios da minha pessoa bem assim como de algumas sugestões do uso que gostariam de fazer de algumas aberturas do meu corpo, apercebi-me então que, levado pelo meu entusiasmo, tinha cometido um erro grave: faltava-me o apoio.
As pessoas gradas e importantes, quando visitam aqueles locais, vão às manadas e com um batalhão de repórteres atrás (aliás só lá vão para aparecer nas TVs e debitar coisas que nem eles acreditam).
Eu estava sozinho, nem uma pequenina Kodak apontada para mim, e a ameaça de passarem das palavras aos actos ia crescendo, sem que ninguém levasse em conta o valor das mensagens que eu orgulhosamente ostentava no peito; com o temor quase pânico, comecei a pensar que isto de querer fazer uma revolução tinha os seus perigos!
Quase já acossado, apavorado, corri para um sítio onde a concentração de BMW e Mercedes topo de gama era maior e junta à qual estava um grupo de nativos que me pareceu ser menos perigoso, gritando: “Meus, mim querer comprar arma!” (não domino muito bem a língua local)
Iniciadas as negociações rapidamente chegámos ao ponto de ajustar a mercadoria que eles podiam disponibilizar (a oferta ia desde mísseis, passando por shot-guns até à singela ponta-e-mola) à minha disponibilidade financeira; na altura, dado que entidades menos bem comportadas têm tido direito a toda a espécie de subsídios, telefonei ao Teixeira dos Santos, mas, não tendo sido bem sucedido (ele disse-me que os pobrezinhos do BPP lhe tinham levado os últimos tostões), acertámos a compra de uma pequena pistola; enfim, rejubilei, o primeiro passo em direcção ao derrube do poder estava dado!
Antes de pedir o salvo-conduto para me poder retirar sem problemas, ao inspeccionar o trabuco que tinha acabado de comprar, constatei que o mesmo não tinha munições: “Oh meus, o que é isto?”
Depois de me explicarem que eu só tinha pedido por uma arma, lá reiniciámos as negociações para que eu pudesse adquirir algumas balas; ao pretender obter pelo menos um carregador cheio, começaram as dificuldades.
Interrogatório cerrado, todos ao mesmo tempo, gritando: “Para que é que queres tanta munição? Quantos são os membros do teu agregado familiar (incluindo a sogra)? Quantos inimigos tens (excluindo os membros do Governo, oposição e toda a classe política)? Queres fazer-nos concorrência?
”Com muito esforço, depois de muito esbracejar para os tentar calar, lá consegui fazer-me ouvir: “Meus, é para dar início a um golpe-de-estado”!
Ao ouvirem tal, o silêncio que se seguiu gelou toda a Quinta e arredores, parecendo que o tempo tinha parado e a terra deixado de rodar; as faces deles empalideceram para rapidamente enrubescerem (na realidade não vi, mas suponho que foi isto que se passou por debaixo da pele); empertigaram-se, fuzilaram-me com os olhos, e o maior deles, qual Adamastor, vociferou: “Ó desgraçado, escória humana, ser abjecto (as palavras não foram bem estas, foi mais para o vernáculo), tu queres destruir este paraíso?”
Eu minguei, encolhi, as cuecas ficaram um bocadinho húmidas; com voz trémula, tentei argumentar, falar dos escândalos, das esperanças desiludidas, bláblá, bláblá, mas quando pronunciei as palavras socialismo e revolução o rugido que se fez ouvir, quase me siderou:
“Ó filho de uma mula sem cabeça (apercebi-me logo que era comigo, não com o inginheiro) então tu não vês que a revolução já está em marcha, que o socialismo está na sua máxima pujança? Olha à volta, burro capado, vês os carros, vês as caixas de multibanco arrombadas, vê as jóias que tenho ao peito, vai ver ao plasmas que tenho em casa, tudo gamado aos ricos para benefício dos pobres; se isto não é socialismo, se isto não é redistribuição da riqueza o que é então?”
Ia abrir a boca para falar, mas atendendo ao desenrolar dos acontecimentos, achei por bem ficar calado; aliás ele nem deixou, agora mais calmo, continuou a arengar:
“Ó filho de um cachorro que até a sarna despreza, és um ignorante que não mereces a classe política que tens! Tu não entendes nada! Porque é que julgas, por exemplo, que se alterou o código penal? Hã, hã, diz lá?”
“Por razões economicist...”, pretendi retorquir...
“Piolho coxo das partes íntimas, nada disso! Incapazes da implantação do socialismo por causa das forças capitalistas do bloqueio (desconfio que este tipo esteve nalgum congresso do PCP ou BE) a nobre classe política decidiu delegar em nós a tarefa da socialização de Portugal! Para que a revolução avance, não podemos ser presos, temos que estar livres! Roubando eles por um lado, nós por outro, somos o garante de uma futura sociedade igualitária sem classes!
Parecendo-me que as águas estavam mais calmas, menos encolhido, mais húmido, baixinho, atrevi-me: “Mas eles não redistribuem; eles comem tudo e não sobra nada.”
“O quê?”, gritou o matulão... mas ficando logo de seguida pensativo.
“Agora vou ter que pensar sobre isso; dá cá a pistola e desaparece daqui, rato de esgoto com hemorróidas (era comigo, não com Jaime Gama).
” Sem dinheiro, sem pistola, com as cuecas em estado lastimoso, apressei-me a obedecer.Chegado a casa, olhando-me ao espelho, disse para os meus botões (que por acaso era um fecho eclair): “Falhado, como queres iniciar um golpe-de-estado se nem uma arma consegues adquirir”; juro, algumas lágrimas debitei.
Depois das necessárias abluções, retemperadas as forças, sentei-me em frente ao LCD (é menos tentador para os agentes da socialização do que o plasma) para pensar; como para pensar preciso de estímulos inteligentes, liguei nas novelas da TVI (o canal 2 ou os Contemporâneos também me ajudam).
A palavra armas não me saía da cabeça; como conseguir uma... Num dos intervalos das novelas, ao correr canais, deparo-me com um programa a preto e branco no qual um gadelhudo cabeludo, fardado à militar bêbado, exclamava: o voto é a arma do povo!
Qual Arquimedes, mesmo não estando no banho, gritei: Eureka!
Aqui estava o que me faltava para poder levar os meus desígnios em frente: O VOTO!
O voto... mas se o voto é uma arma, como é que a mesma funciona? A minha cabeça fervilha, as orelhas já fumegam, os dentes já me doem de tanto ranger... Como é que aquilo é uma arma?
Não sendo praticante há mais de duas dezenas de anos, a recordação que eu tenho do Voto, é que o mesmo é um pedacinho de papel com uns bonequinhos e quadradinhos impressos no qual é suposto pormos uma cruzinha e depois enterrá-lo numa urna; como não me lembrava de nenhuma guerra, intentona ou agressão com utilização de votos, fui fazer pesquisas nas enciclopédias e até na net ; nada! Virei-me então para aqueles amigos que não falham uma votação e pedi-lhe que esclarecessem!
Eles lá tentaram, mas eu não percebi nada; contaram-me eles que ao votar em determinada força politica em detrimentos de outras, estavam a apoiar quem mais prometia ajudá-los sendo assim o voto como que uma arma, pois que atirava os oponentes para uma espécie de limbo.
Confuso, perguntei: “assim sendo, e tendo os portugueses disparado o voto em todas as direcções por mais de 34 anos como é que estamos todos pior de vida com excepção das classes ditas dirigentes e parasitas que os gravitam?
”Como ninguém me respondeu, lá voltei eu para o meu sofá e telenovelas; triste, acabrunhado, pois que aquilo que eu pensava pudesse ser a minha última tábua de salvação, mesmo que fosse uma arma parecia disparar na direcção errada.
Milhares de horas depois, muitas lágrimas vertidas assistindo aos dramalhões, insidiosamente, uma ideia começou a germinar; durante as minhas recentes pesquisas sobre o voto reparei que os partidos em que poucas pessoas votavam tinham tendência para desaparecer e com eles os políticos que lá se acolhiam; algumas vezes, para sobreviverem iam pedir asilo a outros mais votados; logo, esperto, cabecinha pensadora, concluí:
Político alimenta-se de voto! E político privado de voto fenece e já não tem força para comer mais nada!
Aleluia, os sinos já repicam, tinha a arma que me faltava: a abstenção ou o voto em branco!
Estou convicto que com uma abstenção elevada e/ou um número significativo de votos em branco alguém vai mandar parar o baile e exigir que as cartas sejam dadas de novo; eu sei, já os estou a ouvir, é uma acção perigosa para a democracia (há maior perigo do que o estado a que ela chegou? Até a vergonha já se perdeu)!
Alternativa? Olho, procuro, e só vejo as mesmas caras, com os mesmos vícios e desprezo pelo chamado povo; certamente há, mas as barrigas inchadas, as ancas mais gordas e os cada vez mais recheados sacos das benesses e contas bancárias não deixam ninguém chegar à frente.
Então porque não iniciar uma campanha, junto dos amigos e conhecidos, apelando à abstenção ou voto em branco?
A ser bem sucedida talvez algumas fendas se abram e gente honesta e com vontade de servir, e não de se servir, possa aparecer.
Se nós, vítimas do voto nada fizermos, nada vai mudar!
Cumprimentos,
Zé Muacho
(Comentário recebido reproduzido literalmente como podem ver neste post. Como gosto de partilhar o que é bom, com os meus agradecimentos, aqui fica de forma mais visível.)

Esta notícia é uma treta...

Dizer que "Ministério e sindicatos retomam negociações mas professores mantêm acções de luta"
é falso. O Ministério nunca quis, nem quer, negociar. Os sindicatos não querem, o que eu acho errado, transmitir que não aceitam negociar. Comigo, que sou uma pessoa frontal, a solução já estava encontrada há muito tempo: não adianta fazer fretes a quem já sabemos o que quer e o disse, por mais de mil vezes e outras tantas formas, que não está disposto a negociar. Só há um objectivo na avaliação desta equipa ministerial para cumprir: destruir a escola pública para dar maior abertura à iniciativa privada. Governo 100%, sindicatos e professores 0%, estão alcançados os objectivos e, nessa medida, proponho, como prémio dos seus méritos, um lugar de adido cultural, nos países que escolherem, à Maria e aos seus dois testículos. Ámen.
Quando digo que esta notícia é uma treta sei muito bem que quem a escreveu sabe disso...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sócrates não gosta é de sombra...


"O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou hoje "perceber mal" a criação de convergências à esquerda defendida por Manuel Alegre, salientando que isso "não é pensável sem as forças maiores da esquerda portuguesa".

Eu diria, antes, que este mandarete percebe muito bem… Com este PS, Portugal não precisa para nada de partidos de direita, já que estão mais à direita do que o próprio PSD alguma vez esteve. O PS transformou-se no MPLA português, controla tudo e todos, portanto, cá como em Angola, só haverá democracia quando essa mole imensa encontre alguém que dê um murro na mesa e o fragmente em dois, não diria os de esquerda e os de direita… chegava-me os sérios e os outros, os das negociatas e compadrios.
Há coisas que só não vê quem não quiser ver, Sócrates é o cavaleiro da arrogância porque tem conseguido, por um lado comprar a sua oposição com nomeações e cargos lucrativos e, por outro, silenciando e aniquilando aqueles a quem não consegue ou não têm peso suficiente para ter que o fazer. Este é o esquema clássico do tirano perfeito e, nem nisto, é inovador apenas se limita a copiar a técnica de Salazar, quem não é por mim é contra mim, está à venda? Compra-se. Não se vende? Aniquila-se. Como vêm é facílimo de resumir. Na sua tumba o António das meias solas, o tirano de Santa Comba, deve estar orgulhoso de ter um sucessor à altura, um governante que, finalmente, percebeu como é que se governa em Portugal, sendo forte com os fracos e fraco com os fortes…
O José Eduardo dos Santos português manda, assim, os seus recadinhos… Haverá coragem no poeta ou esta só na poesia se conjuga?
É o que veremos…
Adenda 2: Eis alguns exemplos do que disse retirado apenas de um artigo pequenino do DN e falando só dos não apoiantes incondicionais do inginheiro…
João Cravinho, "exilado" na administração do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento
Ana Gomes, deputada no Parlamento Europeu.
Vitor Ramalho, líder da distrital de Setúbal do PS e presidente do INATEL.
João Soares, deputado e presidente da assembleia parlamentar da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Maria de Belém, deputada e ontem indicada pelo PS para presidir à comissão parlamentar de inquérito ao BPN.
Osvaldo de Castro, presidente da comissão de Assuntos Constitucionais.

À ENTRADA DO M.E.

Entrada para a reunião(?) de hoje com o Ministério da Educação...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Porque sabe que é a morte do dele...



Louçã elogiou discurso de Manuel Alegre mas desvaloriza hipótese de um novo partido.


O Louçã é tudo menos parvo, pelo menos neste aspecto, por isso sabe que um novo partido socialista, sim porque o PS de Sócrates de socialista não tem nem o cheiro, esvazia-lhe a existência, fica com quê? Com a UDP? Com o PRP? Com quê? Ninguém quer revoluções, nem grandes ondas, basta um pouco de educação, valor e decência... os resultados do BE são o fruto do desespero dos portugueses e, fora desse desespero, com outra alternativa credível, pura e simplesmente desaparece... Ora o Louçã sabe bem disso...

Ó homem, sê claro!



Isto é para ir a votos, aquilo é para acabar, este bocado não pode ser para virar o bico ao prego, aquela parte é para enfeitar, vou sozinho mas levo o PS comigo, voto contra mas não enfrento os ogres, falo alto e não me calo, etc, etc. Ó homem deixa-te de merdas e diz de uma vez o que queres... Está visto que Portugal precisa de oposição, está visto que o PSD não consegue ser oposição, estamos como Angola, só por um partido se pode chegar ao poder, o MPLA cá do sítio, e só haverá democracia quando dessa vaca anormalmente gorda sair uma vitelinha que valha a pena. Pega no milhão de votos que tiveste e forma um qualquer PRD, que meta o Sócrates no lugar, ao menos dás alguma esperança aos portugueses.

Bem sei que não tens estaleca para ser um Primeiro Ministro tradicional, mas sê um Primeiro Ministro moral, rodeia-te dos poucos tipos sérios e competentes que ainda possa haver e, com uma perna atrás das costas, correrás com a corja que nos tem governado nos últimos trinta anos. Acredita, pior do que o que tem sido é impossível fazer, por isso ou até nisso, estás à vontade...
Tu que andas sempre a falar nela, por uma vez, TEM CORAGEM...

Bye, bye Iraq...

Bush chegou ao Iraque para se despedir das tropas.




O Aníbal da Somália existe...



Presidente da Somália demitiu o primeiro-ministro.
"O Presidente da Somália, Abulahi Yusuf, demitiu hoje o primeiro-ministro, dizendo que falhou na missão de dar segurança a este país caótico."

Para além destas razões, o presidente Aníbal António teria em seu abono: ter destruído a escola pública, estar a fazer o mesmo ao Serviço Nacional de Saúde, e à Economia, que já nem mia, Nacional, ter contra si toda a sociedade excepto ele próprio e a Fernanda Câncio, ainda haver Vítor Constâncio, Manuel Pinho, Teixeira dos Santos, Vlater Lemos, Jorge Pedreira, Maria Rodrigues, etc, etc, etc...
Claro que para isso teria que haver Aníbal António... Mas, mesmo assim, além de me continuar a sentir grego, hoje sinto-me, também, somali...
Ah! Piratas, bandidos, traficantes de armas e de tudo também cá não faltam... Mais outra coisa em comum...

O homem que nos continua a confundir com a sua família...



Quer-me parecer que este conspurcador de papel, aparentemente, especialista em pastorícia e, sabemos agora, artes circenses, continua a confundir os professores com a sua família… Não senhor Rangel, não somos da sua família, nem por uma, nem por outra razão. Como tal, deve guardar esses adjectivos para os seus e começar por si próprio, quem pertence a um rebanho não somos nós, é você e quem deveria andar num circo a fazer acrobacias em troca de amendoins era a sua pobre figura. Quando pede aos professores que se cuidem, parece esquecer que devemos olhar primeiro para nós do que para os outros, olhe-se ao espelho e cuide primeiro de si, quem sabe as suas raízes não lhe estão a pedir alguma coisa mais co-natural do que andar a sujar papel com as mãos… Não lhe digo para pensar nisso, nunca devemos pedir o impossível…

sábado, 13 de dezembro de 2008

Porque é Natal...

Λυπάμαι που πρέπει να πορτογαλικά Barroso ...



Είμαστε μαζί σας, μερικούς σπόρους της εξέγερσης συμφωνείτε με τους ανθρώπους

Πορτογαλικά καθηγητές σε αγώνα


Λυπάμαι που πρέπει να πορτογαλικά Barroso ...


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Atrás dos Tempos...

Atrás dos Tempos vêm Tempos e outros Tempos hão-de vir...

http://br.youtube.com/watch?v=HR7innRdkXY

Faltou o papelinho simplex...

FEZ BEM...

Ministério fecha negociações sobre avaliação docente para este ano lectivo.
Fez bem, porque a escola está perfeitamente pacificada e a trabalhar a 100%. Os professores, os alunos, os funcionários e os pais estão satisfeitos. O governo deve estar, pois, de consciência tranquila.
Por isso está tudo bem fechado...



LINDO EXEMPLO...



Comissão Parlamentar de Economia adiada por falta de quórum .

De 29 só estavam 8...
72,5% de faltas...

Que legitimidade ou moralidade tem esta gente para vir pregar aos outros sobre absentismo?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Video Maria...

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Lixo gera Lixo...

Ouvi muito vagamente o presidente da câmara de Lisboa a falar sobre o problema com que se defronta com os trabalhadores de limpeza da sua autarquia... Ouvi a sua voz, grave e funda a embalar conversas... Não esqueçamos as conversas, pois, se houvesse vergonha, não haveria este presidente da câmara, como não haveria muita coisa má neste país... É sempre bom ouvi-lo bem...

Caros Trabalhadores da câmara, deixem que a porcaria venha ao cimo, façam o que os outros não fizeram...

Que negociações?


Ministério e sindicatos retomam hoje negociações (?) sobre avaliação.

Infelizmente, as expectativas não são grandes e o mais certo é já ir tudo aprovado num tupperware, para aquecer um pouco no micro-ondas e servir. Não creio terem sido inocentes as intervenções esta semana do inginheiro e do gágá, como dizia já não sei quem, foi rapar até ao fundo do tacho para ver se por lá ainda havia alguma coisa. São indícios pouco animadores e que se estendem transversalmente a toda a sociedade portuguesa... parece que o inginheiro & Cia estão a querer forçar o país a uma tragédia grega... Se não é parece e o que parece, muitas vezes, é. Até ver...

Mas... quer o quê?



Amado revela que Portugal está disponível para receber presos de Guantánamo.


É sabido que as nossas prisões não são boas e estão sobrelotadas… Onde é que este cavalheiro, cheio de bons princípios, quer prender os presos dos americanos? Como vai fazê-lo? Libertando mais alguns portugueses? Onde é que vão ter cela para colocar o Vale e Azevedo? Vão recambiá-lo para Inglaterra por falta de vaga? Não quererá importar mais prisioneiros de mais lado nenhum? Afinal, quer fazer o quê? Levá-los para casa dele? Soltá-los?
Sinceramente, ainda não percebi…

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mais do mesmo...

Angola: José Eduardo dos Santos vai recandidatar-se à presidência.

Más notícias para Angola... Esta recandidatura só pode querer dizer mais do mesmo, isto é, um país a duas velocidades, por um lado os muitíssimo ricos do costume, por outro, bem, por outro todos os que não sendo muitíssimo ricos são miseráveis. Será a continuação da moda das sandálias fixes num dos mais ricos países do mundo. Tenho pena...

Dúvidas...


Imagens Inéditas...


SOLUÇÃO SEM ESPINHAS...


Sabemos a dificuldade que representa para algumas pessoas contar a partir de 20 ou 30, sobretudo quando se trata de controlar entradas e saídas de qualquer lugar. No entanto, já que se trata de um assunto que deve merecer a maior importância, resolvemos contribuir para a resolução do problema através de uma técnica já antiga que, com alguns ajustes, poderá funcionar bem em S. Bento. Como a imagem mostra, há um afunilamento que apenas permite que passe um elemento de cada vez, permitindo uma contagem clara e sem confusões.

Para a identificação individual seria aplicado um pequeno chip intracutâneo, técnica que permite saber quem é, qual o lugar que deve ocupar e, por uma pequena descarga eléctrica, avisar de quando se deve levantar ou sentar. Muito importante, em caso de tentativa de saída da zona de permanência, faria tocar uma campainha estridente que alertaria o pastor.
Há outros modelos, não tão fiáveis, que se podem aplicar nas peças de vestuário mais íntimas, o que se bem que não impeça os esquemas fraudulentos, do género: fica aí com as minhas cuecas que eu já venho, sempre atenuaria alguma coisa, mas nunca é de fiar...


Dadas as circunstâncias, prevendo a possibilidade de haver montes de cuecas amontoadas aos cantos, e a inerência da própria função inicial, somos apologistas da primeira opção, até porque na instrução levanta/senta seria de muito maior rigor e fiabilidade.
Deixamos, assim, o nosso contributo para que quem necessita possa ter um meio fidedigno de contar, dar instruções e, mais ainda, garantir que os espécimes não fogem, depois de picarem o ponto. Evidentemente, a parte informática da contagem seria assegurada por um Magalhães, daqueles que usam os assessores do Primeiro Ministro, já que são baratos, pequeninos e com elevadíssimas capacidades.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

VAI SER POR FAX...


Avaliação de professores é para manter, diz Sócrates.

"O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta tarde aos deputados do Partido Socialista (PS) que não vai haver qualquer alteração no modelo de avaliação dos professores."


Há qualquer coisa de estranho, como é que não vai haver qualquer alteração se já houve (houveram, segunda a ministra da educação, aqui) tantas... Se este modelo, que já foi considerado pela própria tutela como um modelo a ser substituído por ser inviável e impossível de aplicar, não serve porquê esta insistência?

Bem, mas de avaliação percebe o nosso inginheiro, certamente será por Fax enviado a um domingo...

Crónica de um corte anunciado...

Ditadura?



TC rejeita recurso da Fenprof sobre direito à greve.
TSF

O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou, esta terça-feira, um recurso apresentado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) sobre os serviços mínimos durante as greves agendadas pelos professores em época de exames.
Em causa estava uma deliberação do Supremo Tribunal Administrativo que, em Agosto deste ano, determinou que devem ser decretados serviços mínimos para as greves marcadas pelos docentes em época de exames.
A Fenprof decidiu recorrer para a mais alta instância judicial que acabou por rejeitar os argumentos da Federação, dando assim razão ao Ministério da Educação.

Artigo 57.º(Direito à greve e proibição do lock-out)
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

Por mais que me esforce, não consigo vislumbrar nada de impreterível na realização de exames escolares, uma vez que estes se podem perfeitamente realizar um ou dois dias depois… Com os dados de que disponho não posso ir muito além disto, porém creio ainda ser livre para dizer que me parece não dever poder haver qualquer interferência entre os poderes consagrados, executivo, legislativo e judicial, sob pena de, se assim não for, devermos, despudoradamente, assumir que passámos a viver em ditadura.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

POLÍCIA / EMPRESA...



Como sou professor, já percebi que é melhor ouvir quem trabalha do que o que dizem os ‘governantes’ (?)

Entrevista. Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia da PSP (ASPP), o maior e mais moderado desta força de segurança, surpreende com críticas duras ao Governo e avisa que há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas e detenções que fazem
Que polícia criou este Governo?Primeiro começou por nos tirar direitos fundamentais, como a assistência na doença, e obrigar-nos a pagar por um serviço pior. Depois envelheceu a polícia, aumentando a idade de reforma. Em 2004 a média de idade era 38,5 anos, agora vai nos 40. O mesmo partido que, com António Guterres, apostou forte na imagem e credibilidade da polícia agora faz o contrário. Para agravar tudo, prepara uma série de legislação, como o Estatuto, o Regulamento de Disciplina, entre outros, que mostram claramente a intenção de transformar a polícia numa força servilista, apostada em agradar às hierarquias, mesmo que em detrimento da nossa principal missão, que é a prevenção criminal. Ou seja, em duas palavras, o cenário é negro. (…) Continua
aqui.

Parece já faltar muito pouco para fazerem o que há tempos venho dizendo… É preciso perder a vergonha e mandar as forças de segurança assaltar a população, obviamente passando uma guia do montante roubado,
não vão os malandros dos polícias abrirem conta no BPP…

Camisa Laranja...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Albino Pinto Almeida, Dr.



Sexta-feira, 5 de Dezembro


OS ÓRFÃOS DA CONFAP


Na crónica de há quinze dias, um texto que questionava a relevância da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) no "debate" sobre a educação enervou o respectivo presidente. Ontem, o DN publicou ao abrigo do direito de resposta uma carta do dito Albino Pinto Almeida, Dr. (é assim que, na carta, o senhor se intitula), pretensamente a desmentir-me. Pretensamente, insisto. Na prática, Albino Pinto Almeida, Dr. não contraria uma sílaba do que escrevi, limitando-se a cobrir de predicados a "voluntária" e "abnegada" instituição e de insultos o meu "infame" e "ultrajante" artigo. Deixo alguns exemplos.


1) Escrevi, porque se infere das suas posições públicas, que a Confap "costuma opor-se à avaliação e à reprovação das criancinhas". A reacção de Albino Pinto Almeida, Dr. não passa por fazer prova do inverso, mas por sublinhar o "tom pejorativo" que utilizei.


2) Escrevi que a Confap ameaçou processar os blogues que divulgaram o financiamento que lhe é atribuído pelo ministério da Educação. Albino Pinto Almeida, Dr., que não nega a intenção de processo e confirma o financiamento, descobre no meu "tom ofensivo" uma insinuação de ilegalidade que nunca me ocorreu e, imparável, segue por aí fora, entre considerações inflamadas acerca da "negligência" do "rigor jornalístico". Acontece que não me custa imaginar a licitude dos subsídios. Já Albino Pinto Almeida, Dr. revela óbvias dificuldades em imaginar o impacto de subsídios lícitos na isenção da organização a que preside.


3) Escrevi que a Confap se esforça "por manter as criancinhas presas em 'actividades extracurriculares'" e citei o seu próprio presidente, segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade". Albino Pinto Almeida, Dr. não comenta.


4) No fundo, Albino Pinto Almeida, Dr. esclarece somente a questão do crédito que a Confap merece. Na sua orgulhosa estimativa, aquela entidade representa "19.635 pais". Não duvido da estimativa nem tenho espaço para discutir a equívoca relação dos pais com a escola. Digo apenas que haverá cerca de um milhão e meio de alunos inscritos no ensino não superior, pelos vistos quase todos órfãos.


Alberto Gonçalves texto retirado daqui.

Pequeno comentário:

Apenas consegui ter acesso a esta peça, pelo que desconheço o resto e o contexto das declarações de um dos indivíduos que mais abomino. Porém chega-me a pequena citação que aqui se faz do inenarrável Albino Pinto Almeida, Dr (o que será isto???); faz-me lembrar aquele episódio do Vasco Santana com as tias e o empregado do jardim zoológico, em que o primeiro repetia constantemente para o último: chame-me Doutor, homem; chame-me Doutor; isso, mais alto… e por aí adiante. Bem, mas regressando à citação do Albino Pinto Almeida, Dr. ‘segundo o qual as crianças "são biologicamente nossas, mas socialmente de toda a comunidade."’
Tenho a dizer: este homem é um perfeito idiota e mentalmente perigoso; fala das crianças como propriedade sua, mas, obviamente, sem o conseguir especificar… as crianças são biologicamente nossas… o que quererá isto dizer? Da Confap, seja lá o que isso for, dele e na mulher, enfim é para mim um mistério insondável, que foi pena aquele precioso intelecto não ter tido o cuidado de explicar melhor. Contudo, entendo que dentro de qualquer ponto de vista, incluindo o biológico, as crianças, como qualquer homem, são seres únicos, inconfundíveis e irrepetíveis e, mesmo no caso dos gémeos monozigóticos, que não sei se é o caso das suas famosas gémeas, a diferença que vai entre o genótipo e o fenótipo é de todos tão conhecida que, talvez à excepção dessa luminária, não vale a pena realçar mais. Mesmo por aí, o burro não chega à alface.
Quanto à ideia de que as crianças são socialmente de toda a comunidade, ele que fale por ele e pelas filhas dele. O homem deve julgar que viva na república de Platão, na China ou no raio que o parta. Os meus filhos são únicos, são deles próprios e quero que assim continuem até ao fim das suas vidas e mais, sou capaz de lutar até à morte contra quem os queira tornar como socialmente seus… Esse amiguinho, pois, que se cuide, Dr. ou não quero que ele meta as suas ideias totalitárias e idiotas onde muito bem entender, espero é nunca ter de voltar a ler barbaridades deste calibre por sujeitos que, ao que julgo saber, são financiados pelo estado. Com esses financiamentos, que compre uma Constituição da República Portuguesa e que leia, já que é Dr., a
Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Se não for capaz de o fazer, que se cale para o resto da vida e desapareça, que é um favor que nos faz a todos…

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ou sim ou sopas...

A precipitação é má conselheira, a plataforma sindical de professores meteu o carro à frente dos bois e parece que suspendeu as greves regionais. Continuo a pensar duas coisas que me parecem inevitáveis: a primeira que com este ministério não é possível nem desejável discutir e a segunda que os professores têm que partir para formas de luta mais drásticas e radicais. A primeira impõe a demissão dos órgãos da tutela e a segunda, para forçar a primeira, o decretar uma greve de zelo até se verificar esse pressuposto essencial. Chega de brincadeiras e de deixar três ou quatro personagens sem um pingo de vergonha nem um mínimo de credibilidade gozarem com 140 ou 150 mil professores.
A reunião de dia 15 foi apenas mais uma manobra enganosa para ganhar tempo precioso até ao Natal. Dia 15 é, hoje, longe de mais...

Há certos Coelhos...


Com que é preciso ter cuidado...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Qual é o problema?

Derrapagens Portuguesas...

Qual é o problema?

Vai sempre dar em nada...

Olha, picaram-se...



É sempre edificante ver o acompanhante da morta viva, que já foi ministro da educação e que também não fez nada de jeito, mais o piriquito de serviço que só diz cretinices, a darem ao rabo depois de umas palavritas do paineleiro futebulístico, ex tudo... É lindo...

Que rico conselheiro...


É sempre bom sabermos quem são os amigos e as companhias de quem procuramos saber alguma coisa... O povo tem razão quando apregoa o diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és... É bom sabermos que temos conselheiros que enriqueceram muito e muito depressa e que são unha com carne quer com o chefe de governo quer com o presidente Aníbal António. Estamos em crer que será um exemplo paradigmático das Novas Oportunidades, do tipo de self made mans que vingam e dirigem Portugal por detrás dos reposteiros...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

No Chile foi assim...

O tiro de misericórdia…



Na educação em Portugal, penso que se chegou ao limiar do caos. Nunca vi tantos protestos de todos os lados nem nunca vi viver-se nas escolas um ambiente mais carregado. Com a agravante que eu já previra, os alunos desinquietaram-se e agora não será fácil voltar a acalmá-los. Os professores e funcionários estão cansados e desmotivados de mais para sequer o tentarem fazer. A Escola Pública é o espelho do descontentamento geral. Da parte do governo só veio asneira atrás de asneira e, quando assim é, há que ter coragem de dar a mão à palmatória e voltar atrás. Já não existem emendas para este soneto, cada dia que passa é mais um estertor desta reforma moribunda que já causou estragos que serão irreparáveis nos tempos mais próximos e apenas pede e espera o tiro de misericórdia…

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

É a aviar, é a aviar...



Para atingir objectivos de 2010.
Agência para a Qualificação quer acelerar certificados das Novas Oportunidades.

É preciso acelerar o ritmo, é preciso cumprir as metas e os objectivos propostos, como não importa… Quando já todos tiverem o 12º ano este já não servirá para nada, será a vez das Novas Oportunidades Superiores, onde se voltarão a aceitar provas por Fax e se lançarão notas aos domingos. Não admira que José Sócrates esteja satisfeito, afinal são todos colegas das Novas Oportunidades… Vamos sem demora para a certificação de um milhão de portugueses… Se quiserem também poderemos certificar Palops via mail, esta é que eles ainda não se tinham lembrado… Cá fica a sugestão…
Sobre o assunto recomendamos aqui este post

Ai Maria, traz-me um cházinho...


Depois de ter hasteado a sua bandeira de crochet e ter promulgado uma lei que considerava muito injusta, resta-lhe o chá de tília e um passeio pela galeria dos seus antecessores...

E tão amigos que nós éramos...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

É pena só saber contar até 3...



Pois é, pena a Europa não ser Portugal e o nosso inginheiro só saber contar até três… Pena é ele não ter dito para olharem para o exemplo do seu país, onde prometeu criar 150 mil empregos e só criou foi problemas… Será que levou Magalhães para oferecer aos assistentes dos seus colegas???

Números e estatísticas de burros...



Os números e as estatísticas valem o que valem… É certo que Portugal precisa de investir fortemente na educação, porém não é isso que temos visto acontecer, pelo contrário a realidade é outra e completamente diferente, querem-se mais resultados mas com menos dinheiro o que, está bem de ver, é como pedir que se façam omeletas maiores com menos ovos. Para quem não está por dentro destas coisas, apenas um exemplo: o ano passado, quando começaram a funcionar os cursos EFA, as sessões eram ministradas por pares pedagógicos em co-docência, dois professores de áreas diferentes e as turmas tinham um número razoável de alunos, cerca de dezasseis. Os dois professores conseguiam que houvesse uma muito maior proximidade e acompanhamento dos alunos e a coisa até estava a funcionar razoavelmente. Este ano inventaram a co-docência separada, isto é, os mesmos dois professores do ano passado, passaram a sê-lo separadamente, uma co-docência que passou a existir apenas no papel, com um aumento muitíssimo significativo dos alunos que passaram para o dobro por turma… O que dizer? A coisa até funciona mas sai caro… Não pode ser, corta-se nos professores e aumentam-se os alunos, o que é isto senão economicismo de merceeiro?
Quanto aos profissionais, penso ser um erro que só poderá dar maus resultados tanta proliferação de cursos, já que as coisas não são tão específicas como podem parecer, pelo que dever-se-iam criar áreas profissionais e não esta multidão de cursos, com a vantagem de poderem ter uma saída muito mais alargada. Depois, só por excesso de imbecilidade é possível aceitar uma gestão das faltas feitas pelos alunos ao longo dos três anos do secundário, o que acontece é que, quando estes se apercebem que podem dar tantas faltas, começam a dá-las a torto e a direito, pois ainda têm muitas para dar… Logo, no 10º ano é um ver se te avias, há alunos que é raro vê-los… Lá começam os módulos a ficar em atraso, lá começa a bandalheira e o sistema a ficar emperrado ao verificar-se que há alunos que estão a concluir o 12º ano, mas têm este, aquele e o outro módulo do 10º e 11º para fazerem… Claro que o professor já não é o mesmo, claro que o director de turma já não é o mesmo, claro que há muitas disciplinas sem professores, já que ninguém aceita horários de 6 ou 8 horas, claro que já não se lembram da matéria e claro que já estão tapados por faltas à maioria das disciplinas…
O grande erro foi de negligência de quem desenhou o modelo sem saber como as coisas funcionam com os alunos e nas escolas… O mundo é perfeito se desenhado nos gabinetes, na realidade as coisas são muito diferentes. Qualquer professor esclareceria isto a esses engenheiros de sistemas, porém tais sumidades nunca se rebaixariam a perguntar-lhes a opinião. Logo, fizeram asneira da grossa e quem lá anda que se amanhe e que invente a solução para as suas burrices… Os números batem certo, as estatísticas dão melhores valores, vive-se no mundo ideal, pouco importa não ser real…

sábado, 29 de novembro de 2008

Para ajudar a sair da crise...



A propósito da crise e dos crápulas e sanguessugas que por aí pululam e estão a devorar descaradamente este país, quer me parecer que se deveriam tomar sérias medidas para diminuir os custos do estado com esta gente e, desta forma, promover a justiça social. A primeira medida seria estabelecer um tecto máximo para as reformas, considerando que o presidente da república aufere 7 mil e tal euros, prebendas à parte, eu diria que 5 mil euros estaria bem. Bom, mas a novidade seria a introdução da reforma única, isto é, se alguém fosse detentor de uma pensão privada apenas receberia do estado o necessário para perfazer os ditos 5 mil euros, se essas pensões ou reformas ultrapassassem esse valor não receberia nada, já que não precisaria. As reformas deviam ser consideradas como ajudas do estado a quem precisa, não como maná para gulosos.
Simplificando, o estado em caso algum pagaria a quem quer que se aposentasse mais do que 5 mil euros, só o fazendo nos casos em que os titulares dessas reformas não auferissem outros rendimentos, caso em que apenas passava a pagar desse valor até ao montante de 5 mil euros. Exemplo, um fulano, recebia de qualquer fonte 3 mil euros mensais, nesse caso, independentemente do que tivesse direito, o estado apenas lhe pagaria 2 mil, ou seja, e clarissimamente, deixava de ter esse direito.
Um estado pobre e em crise, que pede constantemente o sacrifício dos pobres, não deve sustentar burros a pão-de-ló, que é o mesmo que dizer não deve, desde logo porque está visto que não pode, enriquecer ainda mais os ricos. Falar-me-ão em direitos adquiridos, bem deixariam de o ser, nisso igualando a maioria da população que, constantemente, vê os seus direitos adquiridos a deixarem de o ser… Parece-me ser uma medida tão justa como a variação dos abonos de família consoante o rendimento do agregado familiar. Poder-me-ão dizer que é impraticável. Talvez, mas só o é se não houver vontade política para o fazer, já que, de resto, com o desenvolvimento da informática, se tornou na coisa mais simples do mundo.
Como os exemplos devem vir de cima, proponho, aproveitando as palavras do presidente Aníbal António, que o país se una e todos se sacrifiquem para o bem comum que é a solvabilidade do estado, desde logo, que seja o próprio Aníbal António que comece por dar o exemplo, prescindindo de outras remunerações do estado que não sejam as que aufere pelo exercício da sua função presidencial. A partir daí todos os outros iriam a eito, políticos banqueiros, etc, etc.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Encher a pança aos crápulas...

Cavaco Silva apela à união porque 2009 "não será nada fácil."
Aprendam isto de vez...


A MALDIÇÃO DA MINISTRA...



Estou em crer que a ministra da educação deve ser a pessoa que, neste momento, é a pessoa mais odiada deste país. Mas mais, para além disso, é odiada por uma classe profissional que, por norma, é bastante transigente e moderada mesmo nos seus ódios. A razão é simples, tomou os professores por parvos, abriu-lhes uma perseguição nunca antes vista, tratou de os denegrir o mais que pôde e tratou-os com uma arrogância e autoritarismo impossíveis de aceitar, fosse por quem fosse. O balanço final é simples de fazer: tornou insuportável a vida nas escolas, a professores, funcionários, alunos e pais.
Acordou no dia em que cem mil professores saíram à rua e acordou mal. Nesse dia, se tivesse um pouco de vergonha na cara e honestidade moral e profissional, tinha-se demitido. Mas não tem, nem uma coisa nem outra. Pelo contrário, com uma imbecilidade que ficará para os anais da história, resolveu ameaçar e exercer um poder, que acabara de perder, de uma forma ainda mais despótica e tirânica. Outra imbecilidade descomunal… No dia em que saíram à rua não cem, mas cento e vinte mil professores, começou a tentar mostrar-se mais humana e dialogante… Porém, esqueceu-se que os professores não estão esquecidos do mal que ela fez à escola pública e da forma como os denegriu e humilhou. Sabem que não é nem humana, nem inteligente e isso, para a classe, não tem perdão… Um mulher que obrigou colegas em estado de doença terminal a irem trabalhar, não fosse a sua cegueira e falta de vergonha patológicas, saberia que já nada tem a esperar neste país…
Possivelmente, irá para a Europa, como prémio de ter destruído a escola pública pensando nos tostões imediatos e para não ter que assistir de perto ao trabalho que irá dar tentar reerguer o que ela destruiu. É bom que vá e que se fique por lá, em Portugal está completamente queimada, enquanto não mudar de feições irá ao cinema, espectáculos musicais e a todo o lado a que vá e sentir-se-á mal, nem ela na sua patológica mania conseguirá ser imune ao desagrado que verá no rosto dos outros e aos comentários que ouvirá. Os ovos são muitos e de muitas espécies e não terá segurança para sempre… É a maldição que merece e que terá em Portugal. É bom que ria agora, porque o futuro se encarregará de a fazer engolir o riso…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Portugal, Cuba ou caixote do lixo da Europa...


Governo aumenta a carga fiscal nos automóveis.

É sempre bom saber que a tradição ainda é o que era, por todo o lado fala-se na redução de impostos, mas em Portugal, como de costume, diz-se uma coisa e faz-se outra. Caminhamos, seriamente, para concorrermos ao galardão de Cuba da Europa, apesar de até o lixo automóvel que vem da Europa passar a pagar mais impostos.


Portugal é um país de oportunidades para aqueles, que são cada vez mais, que não têm que pagar os seus automóveis... Quanto aos outros, bom, esses continuarão a rezar para que as suas carcaças ambulantes aguentem mais um pouco, presas por mais um arame e uma ou outra peça que uns compram na sucata e outros irão roubar...


Viva a democracia, a mentira e a miséria rolante de quem tem que pagar os seus impostos na totalidade e não anda com os carros das empresas, ou do estado, a rir-se dos outros... E depois querem estimular a indústria automóvel?


Viva a Cuba da Europa... E o pior dos piores ministros das finanças...

VÁ-SE LÁ SABER PORQUÊ?









E em seguida confiar nos políticos...



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Bom Exemplo 2

No primeiro dia de protestos contra o processo.
DREN ameaça com processos disciplinares quem apelar ao boicote da avaliação.


Mais Diálogo do M.E.