sexta-feira, 30 de abril de 2010

Depois de uma ida ao Parlamento


Depois de uma ida ao Parlamento.
Revejo a minha primeira ida ao Parlamento, como uma tela acinzentada num lusco-fusco da imaginação.
Nesse dia, poucos deputados compareceram na Câmara. Eu via-os de lado, e de cima. Logo me apareceu o anfiteatro, com as filas concêntricas das escrivaninhas e as linhas concêntricas dos seus degraus, uma série de costeletas depois de servidas, mostrando pendentes aqui e além uns pedaços de carne não esburgada, que seriam os ilustres Pais da Pátria, a lembrarem no todo da sua atitude a agonia de uma ceia de carnaval, às primeiras horas do amanhecer. Erguia-se do fundo daquela modorra, por sobre o livor das paredes da sala – o vário rumor das conversações. A galeria dos espectadores, em cima, vizinha do tecto, dominava o recinto dos representantes com as bancadas curvas quase vazias, assim como o sector de praça de touros antes de os lugares se começarem a encher. Nos deputados, nenhuma compostura no vestuário, nem de atitudes, nem de expressão. Na imagem brumosa que me ficou da Câmara, destaca-se um vulto de sobretudo alvadio, todo espapado sobre o seu banco, com a expressão de tédio de um borguista mole, extenuado, exangue, no morrer sonolento de alguma orgia. De perna estendida e com um ar de enjoo, encara de pálpebras semicerradas os seus colegas legisladores, dos quais alguns se mantêm sentados, outros em pé ou deambulando, muitos a falar do que lhes apetece e a abafar a voz do orador que ora, – e que ninguém ouve, nem quer ouvir, nem se sabe onde está, nem o que é que nos diz. Ao pé de mim um herói da Flandres relembra-me a página de Oliveira Martins onde paira a majestade do Senado romano, o terror religioso que inspirou ao Gaulês… Ante a impressão dessa cena histórica, senti esfumar-se a que tinha ali; e pareceu-me salientar-se sobre toda a Câmara o disco alvacento do relógio da sala, com os negros ponteiros e os números negros, todo ele nitidez, – a contar as horas que nos estavam levando (a nós, àquela entrudada, ao país misérrimo) para um destino incógnito em que não pensa alguém… Vivo, resplandecente, inexorável, nítido, o grande relógio de ponteiros negros, dominando a Câmara, é a única coisa regular e certa no meio da relaxação de tudo mais…
Nisto foi dada a palavra a um novo orador. Levanta-se um corpo, desequilibrado e mole; desce, cambaleando, pelos degraus em círculo; cambaleando se rebola para o interior da Câmara, de braço estendido como se levasse um copo: e ali permanece gaguejando frases diante da tribuna dos senhores ministros. Alguém segredou-me:
– Não parece estar bêbado o homenzinho? Não parece que está?
Pareceu-me também. Disseram-me depois que na realidade o estava. Que era sempre assim.
O Homem-das-Ideias extravagantes leu essas linhas de impressões melancólicas, que publiquei na Seara há mais de três anos:
– Lá vi, prorrompeu facundo. Lá vi! Tem toda a razão. Mas o diabo é dizê-lo, percebeu você? O leitor é simplista, e inclina-se logo para a tirania. Ou o que está, ou a tirania: são as únicas soluções que ele sabe ver. E percebe porquê? Porque nenhuma delas o obriga a pensar. Como convencê-lo de que é necessário pensar? Eis aí o problema. Diga-me você o que responde a isto. Sou todo ouvidos… Mas espere; não me interrompa; sei o remédio que preconiza: deseja a reforma do parlamentarismo, com a da economia e a da educação…
Oscilou a cabeça, levantou os sobrolhos, meditou uns segundos. E logo depois:
– Sim, não digo que não. Mas olhe: isso – sabe? – exige num português. Bem sei; dirá que se os políticos se não convencem de que devem reformar o parlamentarismo dando-lhe uma organização apertada e estrita, que dificulte os abusos de que nos queixamos; que se nós não sabemos congregar esforços e suscitar uma corrente de opinião enérgica que leve os políticos para o bom caminho: nesse caso… Seja o Patriota-fascista que suba ao poleiro, para despertar cidadãos e reformar políticos. É uma hipótese como qualquer outra. Resignar-se aos erros e loucuras de hoje, somente pelo medo do que pode vir – não, não o faz você. Indigna-se, acusa, protesta, prega. Está certo: lá por isso não o censuro eu. Só falta saber (aqui entre nós) se somos capazes de acordar um dia de entender que se pode reformar ávida sem pensar nos problemas e sem persistir. Que dizia disto? Desejava saber o que responde você?... Espere: não diga nada; sei muito bem o que você responde. Responde-me assim: que se não somos capazes de verdadeiras ideias; que se não somos homens para persistir nesse caso… não há solução para a questão portuguesa… É certo. Concordo também. Resignemo-nos ao Fado: caia sobre nós o Patriota-fascista. E depois? Não se iluda. Muito republicano se acomodará a ele. Você já o disse, e em plena Câmara há republicanos para as horas difíceis, e há outros para as horas de regabofe. Ver-se-á quais são os das horas difíceis, quais são os das horas de regabofe. Perfeito. Porém, ficará uma massa de republicanos sinceros, mas perplexos, moles, medrosos sempre do que possa vir; de gente abúlica perante esta ideia. E depois? Se estes caem teremos de voltar à maluqueira antiga? Porque o Português – repare você – fala da política e do seu futuro como fala do tempo que poderá fazer; é alforrecam. O amigo ri-se? Pois é o que eu digo. Não ocorre á alforreca esta ideia simples: que a chuva e o vento não dependem de nós; mas que, se os cidadãos honestos souberem unir-se, organizando uma força de opinião enérgica – a política futura depende desse querer. Organizar uma força de opinião pública que imponha as reformas essenciais: eis o problema. Não será possível ter bons políticos sem cidadãos organizados que lhes dêem apoio. No homem político – como em todos nós – há duas forças que se combatem: uma que puxa para o bom caminho; outra que se submete às influências más. Na luta das duas, que pode fazer todo o bom cidadão? Favorecer a primeira contra a segunda, criar um ambiente favorável ao bem. A organização metódica da gente honesta é a única maneira de carrilar a política. Quando o cidadão se não faz Cidadão; quando não se incomoda pelo bem comum; quando não trabalha como cidadão, e abandona o político à acção dos piores – nesse caso, amigo, não há povo algum que se governe bem. Mas dêem-me uma dúzia de cidadãos enérgicos, organizados, sólidos, que creiam no poder da vontade humana e que tenham ideias sobre o que há a fazer, e então…então…
De repente, o Homem-das-ideias-extravagantes pareceu aluir-se com um derrear dos ombros, e tomou uma atitude fatigada e lúgubre:
– Aí é o mal. Parece-me às vezes que só no povo – na gente modesta – há hoje uma ideia do que seja querer. O português com letras – o que frequentou o liceu – é só alforreca. Esse vai á toa; desliza nas águas – abandonado, gelatinoso, mole – assistindo inerte ao evoluir dos mundos… É difícil, muito difícil, responde ele a tudo… Difícil!... Difícil!...
O nosso homem, aqui, contraiu os braços, electrizou-se; fez-se uma mola, retomou calor; e fuzilando os olhos:
– Difícil! Que argumento esse! Mas só o difícil é que é interessante, senhor Alforreca! O que é difícil é o que se deve fazer! Difícil? Tanto melhor! Precisamente o fácil é que não vale a pena: mas o difícil!... Por Palas! Quando virão a esta nossa terra os fortes amadores do que é difícil? Os que queiram silêncio, persistência, querer? Quando virão?
António Sérgio, EnsaiosIII

Façam de Contas, Finjam, Sejam Patrióticos...


Na véspera do primeiro de Maio e tendo em conta a crise que o país atravessa, a importância de salvaguardar a imagem de Portugal no estrangeiro, a ministra do Trabalho apela aos sindicatos para serem responsáveis, não agravando a contestação social.
Entrevistada pela TSF, Helena André, afirma ainda que há trabalhadores que vão ser claramente prejudicados por algumas das medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento.

Algo tem necessariamente de ir muito mal e assentar em pressupostos muito errados para ministros(?) virem pedir para a população mentir. Podemos viver miseravelmente e sermos uns desgraçados, podemos ser espremidos pelos parasitas que sugam o país do alto das suas cadeiras douradas e com as faces ocultas e ainda temos de fazer de conta que gostamos?
Parece que as pequena réstea de compustura, se a havia, se perdeu completamente. Temos que ser todos como as vítimas de pedófilia:
- Olha lá, vais dizer ao juiz que gostaste e tu é que pediste...
Vão à Merda!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Solução Para o Turismo de Fátima



Estou inteiramente de acordo com os empresários da hotelaria de Fátima é necessário fazer mais e melhor. Numa tentativa de ajudar com novas ideias tão sério problema, sugerimos implosões parciais do que lá houver, evidentemente fora da época alta. Como já vi em outra ocasião, penso que o próprio primeiro-ministro poderia encarregar-se (falsamente, claro) dos eventos.
As implosões são eventos que atraem sempre muitos turistas e são, muitas vezes, a maneira mais fácil de nos livrarmos de velhos e grandes problemas. 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Não Cabem...


Organização espera 160 mil pessoas em missão de papa em Lisboa.

Senhores organizadores nós já tentámos uma vez lá colocar 120 000 fiéis e não couberam... Além do mais, como também sabem, as nossas preces não foram ouvidas... O sítio é mau...

Já Encheu o Depósito do Seu Carro?



Os associados da Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas  reúnem-se no sábado para decidir se avançam com uma greve para contestar a situação do sector (...) Em Março, a associação já tinha ameaçado realizar um protesto semelhante ao que teve lugar no Verão de 2008.

Estes sim, podem ser preocupantes uma vez que têm a força do lado deles, a única forma de lidar com um governo que tem como única orientação o  lema: Fraco com os Fortes e Forte com os Fracos... 

terça-feira, 20 de abril de 2010

Para Quando o Sindicato dos Sindicalistas?


Infelizmente voltei a ouvir o discurso gasto e pegajoso dos sindicalistas… Não, não foi um acto de puro masoquismo, foi um acaso resultante do facto de ter expressado uma opinião, a minha, de que o Mário Nogueira falhou em toda a linha tendo apostado, jogado e perdido tudo, mais uma vez ao assinar mais um famigerado e insondável memorando de entendimento. O resultado é simples: ficou queimado para os professores. Se a primeira ainda o perdoaram a segunda e a eventualidade de uma terceira, quarta e quantas forem preciso, foi a gota de água que fez transbordar o copo.
Curiosamente o discurso que ouvi é fantástico e sempre o mesmo, quem não é sindicalizado não existe e deve remeter-se ao silêncio vestal próprio dos seres inexistentes. As decisões e apreciações serão feitas pelas luminárias pensantes que são os sindicalistas e em local próprio, que é onde todos se juntam para repetirem a oração que lhes chegou por email ou pelo ouvido.

Primeira farsa: os sindicalistas, por intermédio dos delegados sindicais “eleitos” nas escolas, têm conhecimento do que se passa nas mesmas. Falso. Os sindicalistas são fósseis que há muito perderam o pulsar daqueles que dizem representar e de cujo trabalho retiram o seu sustento, com a agravante de ainda desdenharem deles. Meus caros, claramente vos digo: não são meus colegas, eu sou professor e vocês são sindicalistas. Nós tentamos lutar pelos nossos direitos e dignidade e vós pelos vossos direitos, abdicando da dignidade que nem têm nem desejam ter.

Segunda farsa: são os sindicatos que organizam e lutam pelos direitos dos trabalhadores, neste caso professores. Falso. As manifestações de professores que organizam são uma vergonha confrangedora. Arregimentam uns milhares de criaturas a quem devem oferecer um copo de vinho e uma sandes de courato e dizem que são professores… Claro que, a maior parte das vezes, a verdade é como o azeite e basta um microfone colocado à frente de uma alimária dessas para fazer corar de vergonha qualquer verdadeiro professor… Os professores, em geral, sabem falar, essas criaturas não.

Terceira farsa: os sindicatos são representativos dos professores, tendo, por exemplo a Fenprof 60 000 sócios (o número chegou-me por aqui). Falso ou muito estranho. É que eu conheço centenas de professores e os sindicalizados contam-se pelos dedos (se usar também os dos pés). São uma vintena de fósseis preocupados com os seus horários, para o melhor desempenho da sua actividade sindical (a sua vidinha) e das suas regalias (reduções e outras porcarias do género…). Os professores, na sua maioria, já não se sindicalizam e os que o foram estão a deixar de o ser a um ritmo proporcional aos desaires que têm sofrido, fruto da incompetência e oportunismo desses mesmos sindicalistas que se dizem representá-los, mas que na verdade apenas olham para os seus botões e se estão marimbando para os colegas, desde logo, como já procurei explicar, porque há muito já o não são.

Soluções:

os sindicalistas deveriam passar a ser obrigados a exercerem as suas profissões no mínimo de três em três anos… A três anos no sindicato seguia-se, pelo menos, um na escola. Para não se esquecerem…

Teriam que ser escolhidos proporcionalmente aos diversos níveis de ensino. X do básico, y do 2º ciclo, Z do secundário e por aí fora. Olha-se para os painéis de sindicalistas e o que é que se vê? Educadores de infância, primários e destes convertidos em professores de Educação especial… Ora, nada tenho contra as ESEs, só que estou farto de ter que aturar mentecaptos a arrogarem-se no direito de falarem por mim, três quartos desses indivíduos falam da trapalhada da credenciação do Sócrates e esquecem-se que as suas habilitações são muito semelhantes… Provas de acesso ou de aferição de conhecimentos? D’asse! Pois, pudera…

Sugestão: os sindicalistas têm-se sentido muito maltratados pelos professores e, sobretudo, pelos escritores de blogues a quem, como sempre de forma paupérrima de imaginação e inteligência, chamam activistas de sofá,  temíveis combatentes da pantalha ou coisas desse tipo. Estou de acordo, pelo que creio que devem formar, quanto antes, um sindicato de sindicalistas para melhor defenderem os seus interesses.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Venha Outro Que Este Já Não Serve...


Creio que todos têm sentido que temos vivido tempos duros de perseguição e ódio declarados, aos quais tentámos resistir com as maiores manifestações que algum dia se viram em Portugal. De nada serviu, a não ser para alguns sindicalistas ganharem protagonismo e aparecerem como sendo os organizadores e os líderes da contestação. Isso não é e não foi verdade. A movimentação que surgiu foi espontânea e total, ninguém conseguia, nem consegue, suportar tanta ingratidão e injustiça. Passados estes anos, em que todos nós perdemos, cabe perguntar: quem por duas vezes nos enganou ou se deixou enganar, não vou entrar por aí, de uma forma absolutamente ridícula? A resposta todos sabemos, o que se assumiu como a cara deste descontentamento: Mário Nogueira.

A avaliação está feita e a consequência é óbvia: apostou, jogou e perdeu tudo, logo deve assumir essa derrota, demitir-se, voltar à escola (afinal diz-se professor, não é?) e deixar outro tentar fazer melhor, o que não me parece muito difícil.

Não posso ser mais claro. O Mário Nogueira está queimado e, se de facto se interessa pela justa luta dos professores e da educação em Portugal deve ter a humildade de o aceitar e dar o lugar a alguém que consiga voltar a ser significativo para os professores. Ele já não serve para a solução dos nossos problemas, precisamente porque passou a fazer parte deles.

Adeus! Não deixas saudades. Volta para a escola.

Adoro a Ternura...


São artistas portugueses, palavras para quê?

domingo, 18 de abril de 2010

Leopoldina & Cia

E Vem-nos à Memória Uma Frase Batida...

É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...
A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebem-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
É só mais uma leopoldina no resto da tua vida...


sexta-feira, 16 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Alugo Varandas Com Vista Para a Visita do Papa


Aproveite antes que esgotem. Barato.
Varandas com óptima vista sobre a visita em Lisboa, Fátima e Porto.
Quem estiver interessado ou desejar esclarecimentos deve deixar o seu contacto na caixa de comentários do blogue.

Desconto especial para Snipers, desde que a marcação seja feita com antecedência. 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Monumental Tournée

 A não perder! Sobretudo, o grandioso Conserto de Fátima onde se poderão curar todo o tipo de maleitas: impotência, herpes, marrecas, almorródeas, maus olhados, estrabismo, pé de atleta e outras micosas, sinusite (crónica ou não), flatulência e muito mais... 

terça-feira, 13 de abril de 2010

SORTEIO 2010

Fiem-se Outra Vez no Judas de Bigode


Os professores sabem que podem confiar nele... (Não se riam...)
A esta hora deve estar a preparar outra reunião nocturna para vender negociar qualquer coisa muito importante, da qual os professores nunca saberão nada nem verão nada palpável, como da outra há já não sei quantos meses atrás e, depois, virá dizer que a Fenprof está orgulhosa e venceu em todas as frentes e todas as batalhas... Obviamente, quais, nós, os estúpidos, nunca saberemos, já que a inefabilidade do pensamento dos nacionais sindicalistas é absolutamente hermético. Eles lá saberão e basta.
Quanto a vós colegas (os sindicalistas não o são) continuem a fiar-se na virgem de bigode e verão o que vos espera...   

domingo, 11 de abril de 2010

Um Titanic Chamado Portugal

O concurso para a construção da nova sede da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa está sob suspeita no processo Face Oculta.
Se tiver paciência leia aqui. Caso não tenha, que é o mais provável, não perca o filme em as imagens completam as escutas e onde se percebe bem o drama de um Titanic chamado Portugal.  

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Exemplo Que Dão os Eleitos da Nação...


Após se ver a imagens que se seguem, pergunto: poderá esta gentinha algum dia falar ou deliberar seja o que for em matéria de educação ou outra qualquer?
As imagens fazem lembrar um curral a esvaziar-se, à abertura da porta os ovinos dirigem-se para o pasto indiferentes a outra ovelha que fica a berrar sozinha, perante o olhar vazio e desinteressado do pastor que não quer nem é capaz de colocar qualquer ordem no caos instalado. Só as entranhas os conduzem...
Após terem permanecido contrafeitos no curral, só almejam o pasto que os espera, indiferentes a tudo e a todos... Não querem saber de mais nada.
Como é que se pode esperar seja o que for de criaturas que demonstram a mais inequívoca falta de educação e desrespeito por um par, mas, mais... se aquele é o comportamento e importância que dão a um igual o que representam os outros, os que não têm lugar no curral dourado e que têm que labutar de sol a sol para os sustentar? Creio que a resposta é clara. Não servem nem lhes interessam para mais nada do que para serem sugados e espremidos para lhes encher a pança...
São o espelho do estado a que chegou a educação e o respeito na nação. Ao lado deles, os alunos que por todo o país frequentam a escola são muito bem educados e qualquer professor tem mais mão nos seus alunos do que aquele mestre escola, que nada quer e nada pode perante aquela corja a quem deveria obrigar um mínimo de civismo, mas que não o faz por ainda ser pior do que eles...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Operação Papa...


Bom, pessoalmente, prefiro nem comentar... Contudo, desafio qualquer um a ver este vídeo sem rir... O link está AQUI.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Verdadeira Criação do Artista


Dizem os jornais coisas e mais coisas sobre os grandes projectos do incompreendido injinheiro. Até fizeram um vídeo sobre o assunto... Porém, como é próprio dos génios, o verdadeiro artista é sempre escarnecido pelos seus contemporâneos incapazes de ver o alcance das suas visões... Incompatibilidades, sejam de que ordem for, não conseguem fazer parar a criação artística e a vontade de sonhar e ir mais além... A inveja faz das suas e a mediocridade das visões pequeninas não conseguem ver nos esboços, nas pequenas amostras, a verdadeira obra prima a fazer... Ei-la! Começa a descobrir-se por entre as brumas de tudo o que é cinzento, como se transforma tudo aquilo por onde o verdadeiro criador passa ou passou, a verdadeira obra prima...

terça-feira, 30 de março de 2010

Vidas...

Auto-Estima

Imagem do funcionário público


Não interessa o quanto a vida te tem maltratado...
Anda sempre de cabeça erguida!!!

Recebido por email, tiro o chapéu ao criador...

É Possível Sim, Senhora Ministra...



"Ao comentar em Viseu a greve convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Ana Jorge afirmou que "são cerca de seis mil os enfermeiros que neste momento estão a trabalhar a um nível inferior aos 1.200 euros" e que o ministério aceita que "todos têm o direito de passar aos 1.200 euros no escalão 1"

Vão buscar o dinheiro aqui e à quantidade de jobs e boys que por aí têm espalhado... Haver dinheiro há, está é mal dividido...

Falsificação de Divisas


Hoje o DN alerta-nos para um fenómeno muito preocupante que vem crescendo: Há cada vez mais notas falsas produzidas em casa. Contudo, não é só por aqui que se fica a contrafacção de divisas... Temos sabido que há inúmeros casos de recebimentos de caixas com a inscrição a afirmarem conter Robalos e, no entanto, quando se vai a abrir, verifica-se tratarem-se de tainhas. É, também, um fenómeno muito preocupante já que, a maior parte das vezes, a marosca só se descobre com a assinatura já entregue ou o telefonema já feito...
Para que não haja dúvidas deixamos fotos de exemplo: a primeira é de um robalo e a segunda de uma tainha. Não hesitem! Quando receberem caixas com peixes abram-nas de imediato. O perigo espreita o incauto!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Será que não podem...?

Lembrei-me logo dele... Depois, do senil, da velha, do coelho, de tantos montes de merdas que para cá temos e que até exportamos, do que vai agora e que ficará para a história como um dos maiores inimigos que, efectivamente, fizeram repetida, continuada e conscientemente muito mal a Portugal. Enfim, penso que os índios, até em nome da nossa ancestral relação, que tantas marcas nos deixaram (qualquer lisboeta sabe-o...), bom... esses tipos que fazem essa espécie de carros fantásticos para serem utilizados pelos políticos da nossa praça, será que não poderão enviar-nos as sobras desses, dos genuínos, com que lá devem ter ficado? Para bem do país e das relações indo-portuguesas?

sábado, 27 de março de 2010

Sting, mais outro mágico e cartas...

Crise? Mas Crise Para Quem?



Alojamento: Quatro ministros e nove secretários de Estado pedem apoio.
Governantes com subsídio para casa
Desde que residam a mais de 100 km da capital, os governantes têm direito, por lei, a um subsídio de alojamento que corresponde a 47 euros por dia. Ou seja, 1400 euros por mês. Em Lisboa, o arrendamento de um apartamento T2 ou T3 varia, em média, entre os 750 e os 900 euros.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, que declara residência permanente no Funchal, solicitou pela segunda vez o subsídio de alojamento. No anterior Governo, Luís Amado recebeu cerca de 16 mil euros por ano.
BENEFICIÁRIOS
MINISTROS
Luís Amado, Negócios Estrangeiros, Alberto Martins, Justiça, António Serrano, Agricultura, Helena André, Trabalho. SECRETÁRIOS DE ESTADO: Laurentino Dias, Desporto; Maria Manuel Leitão Marques, Modernização Administrativa; José Junqueiro, Administração Local Fernando Serrasqueiro, Comércio, Bernardo Trindade, Turismo Carlos Zorrinho, Energia Manuel Pizarro, Adjunto e da Saúde; Óscar Gaspar, Saúde; Alexandre Ventura, Educação. CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL : José Silva Peneda, Presidente; Fernando Santos Pereira, Chefe de gabinete. Pode ver tudo aqui...
E continuarem a enojar-se com: Cimpor. Governo escolhe Mário Lino para chairman. Aqui...
Ou... talvez... aqui...

sexta-feira, 26 de março de 2010

O que NÃO disseram Sócrates e Vara...

Estás bom pá?
Porreiro pá, mas muito preocupado com o país e com os portugueses... Vivem tão mal...
Mas a velha não percebe isso...
Eu sei, mas eu nem durmo bem por causa desses problemas. Até ando indisposto.
Não tens recebido robalos? Eu ainda cá tenho alguns congelados, se quiseres envio-te alguns...
Eu peixe grelhado pá, não sei... Será que não trazem ferrugem?
Não pá, Eh, eh, eh,
Não te esqueças do código...
Que código?
O nosso, aquele que nos fez trocar de telefones...
Ah! mas já não tinhas tratado disso?
Tá tudo tratado, mas ainda assim... ando tão preocupado com os problemas do país...
E os putos?
Porreiro pá!
Boa, depois falamos. Agora tenho que ir trabalhar para dinamizar a economia do país.
Vai lá, eu vou fazer o mesmo, eh! eh! eh! Depois mando os putos tratar das coisas...
Quais putos?
Porra! Já não basta a velha e o senil a foderem-me o juízo?
Desculpa.
Chefe! Não te esqueças disso.
Claro chefe, desculpa lá pá!
Por esta escapas, mas não te esqueças que eu para o interesse do país nem me lembro dos amigos...
Claro, claro, chefe. Come robalos a ver se ficas melhor...
Vai-te foder!
Está bem chefe, não te zangues pá, estás tão preocupado com a governação do país que até te esqueces que estás a falar comigo...
Tens razão pá, envia-me mais umas caixitas de robalos pelos gajos do costume, para ver se eu melhoro...
Ok, pá. Um abraço.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Pirómano Ainda Nem Lá Chegou e Já Nos Está a Emporcalhar Mais...

Astrid Lulling, democrata-cristã luxemburguesa, questionou Constâncio sobre os casos BCP, BPP e BPN.
"Não admira que os portugueses estejam contentes que saia", afirmou Lulling, referindo-se ao Governador do Banco de Portugal, que está hoje no Parlamento e deve assumir, em Junho, o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.
Perante os eurodeputados, Astrid Lulling, lembrando os casos BCP, BPP e BPN, afirmou que entregar a supervisão do BCE a Constâncio "é como dar dinamite a um pirómano".
Temos vergonha, é certo... mas fará bem aos europeus saber o que custa ser português...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Qué Frô?


Sócrates gasta 63 mil € em flores.
Que baixem as pensões, os subsídios e se congelem os salários; que milhões não tenham que comer e que os outros, à excepção dos tubarões, não tenham senão tostões, que se tomem as medidas mais torpes e indecorosas, desde que não lhe faltem as rosas...

sábado, 20 de março de 2010

Então é a Aldeia de Quê???

José Lello: "Parlamento não é a aldeia dos macacos"
Ao que consta esta evidência foi proferida por um deputado bem conhecido e conhecedor dos meandros do parlamento... Contudo, há que acrescentar que as definições não se podem fazer pela negativa, sob pena de não definirem nada. A questão passa então para o campo da dúvida, então é a aldeia de quê? Dos pedófilos, dos parasitas, dos corruptos, dos batmans, dos traficantes de influências, dos pais da nação, dos nossos representantes, dos homens bons de Portugal, dos enviadores de SMS às namoradas? Não sei, nem podemos saber, visto não termos a experiência e a sabedoria de quem sabe o que aquilo não é.
Daí que devamos enviar a pergunta para quem sabe. Então, afinal, é a aldeia de quê? Se o simpático político quiser que responda, pois até lá é legítimo que permeneçamos na dúvida...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Vómito Albino Explicado...

O vómito albino regressou em grande Depois de ouvir as palermices que voltou a bolçar lembrei-me de dar umas pequenas achegas. Assim, a escola tem as mais diversas soluções e deve contratualizar com os alunos que ultrapassem o limite de faltas e/ou sejam suspensos. Algumas das medidas possíveis:
*Aluno que bata num professor – ficar a servir cafezinhos no bar de professores, caso ainda os haja, ou, na falta dele, ficar encarregue de verificar o cumprimento do horário dos professores.
*Aluno que bata noutro(s) aluno(s) – passar a segurança da escola, devendo para melhor eficácia ter o poder de nomear os seus ajudantes dentro do seu grupo de amizades mais próximas.
*Aluno que falte às aulas porque, por pura e simplesmente, não quer lá ir – deve ser colocado como porteiro ficando responsável pela a abertura das portas da escola ao primeiro tempo da manhã.
*Aluno que seja suspenso por vandalismo – ser colocado no economato da escola.
*Aluno que tenha um elevado número de faltas justificadas – deve ser colocado no registo das faltas dos outros alunos.
*Aluno que tenha mau aproveitamento – por ordem de mérito deve chefiar e integrar o conselho pedagógico, com poderes especiais para a proceder à supervisão e alteração dos programas e seu ministério.

*** Dão-se alvíssaras a quem descobrir o melhor dos melhores para o enviar para o lugar do pai dos pais.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Metamorfose do Professor Gregor Samsa

Um dia de manhã, ao acordar dos seus sonhos inquietos, o professor Gregor Samsa deu por si em cima da cama, transformado num insecto monstruoso. Estava deitado de costas, sentia a carapaça dura e, ao elevar um pouco a cabeça, via a barriga arredondada, de cor castanha, dividida em faixas rígidas arqueadas, e no alto dela a coberta da cama em equilíbrio instável, quase a resvalar. As muitas pernas, penosamente finas em comparação com a sua actual corpulência, tremiam diante dos seus olhos perplexos.
“Mas, o quê que me aconteceu?”, pensou. Não estava a sonhar. E que tal se eu dormisse um pouco mais e esquecesse todos estes desvarios? Pode ser que tudo se resolva e que a leopoldina e a sua cambada tenham desaparecido e eu volte a ser, perante o mundo e perante mim próprio, o que era e não este ser abjecto em que, enquanto dormia, me transformaram… Lembrava-se de, nos seus sonhos, ver vagamente uma mulher de baixa catadura e ar de sopeira a iniciar o processo de metamorfose a que fora sujeito. Ainda parecia cheirar o hálito pestilento que se via sair pela fenda que lhe servia de boca...
“Alquimistas cruéis, transformaram-me nisto e parece-me irreversível…” pensou o professor Gregor Samsa. Como iria poder voltar para as aulas, encarar os seus alunos e, mais ainda, o director que não lhe perdoaria nem o atraso nem aquela aparência monstruosa que faria os pais retirarem os seus filhos da escola. Mandá-lo-iam, certamente, para o ministério das finanças, onde pululavam, no topo da hierarquia, dois seres ainda mais abjectos do que ele. Não queria ser ministro, não queria, muito menos, ser o primeiro deles todos… Não, queria voltar a ser o normal professor que sempre fora até então. Malditos sonhos e malditas criaturas que o tinham deformado e tornado insuportável à vista e imprestável para sempre.
Recordava tudo com emoção e afecto. A sua própria convicção era de que devia desaparecer de vez. Pensou nisso e em todo o trajecto que havia sido a sua vida. Nunca lhe perdoariam o facto de ser melhor que o pai do mundo, ter feito os seus estudos e ganho a sua vida de forma séria e honesta. A cabeça desceu, sem que quisesse, até ao chão, e das narinas saiu-lhe , fraco, o último sopro de vida. Seria menos um peso para todos e mais um pequeno negócio para os seus coveiros.
Apesar da hora matutina, o ar fresco era já menos cortante. Afinal estávamos quase em finais de Março.

terça-feira, 16 de março de 2010

25 Quilómetros de Robalos

Hoje surje no DN uma escuta telefónica, em que Manuel Godinho pergunta a Armando Vara se quer para agora "os 25 quilómetros" (a que Vara responde que "fica para mais tarde").
A questão é que é difícil oferecer quilómetros... Se fossem robalos ou enguias era mais simples, embora as segundas sejam mais escorregadias, como todos os assuntos que envolvem o primeiro fax e que desaparecem sem deixar rasto mesmo dos arquivos mais seguros... Aliás, não fosse Portugal um país onde esse tipo de documentos tende, quase sempre, a desaparecer sem deixarem rasto...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Por cada 3 entra 1, logo por cada 1 entra 1/3...

(Estudo preparatório)
Um lacaio de baixa catadura e, como todos os que verdadeiramente pertencem à corja que se instalou, com nem sei quantas reformas chorudas, a fazer lembrar o emplastro de Belém, que, obviamente, não deve um tostão a ninguém, pois só tem depósitos e aplicações em bancos credenciados como o BPN, anda para aí a apregoar que, a partir de agora, só entra um funcionário público com saída de três. (*)
Estamos muito agradados com tal medida e estupefactos com tal inteligência. Agradados porque assim que esta corja de 230 inquilinos de S. Bento sair, como a divisão por três não dá conta certa, vai ficar reduzida e incluirá um monte de merda amputado, até ficar milimetricamente aplicada a regra de saem 3 entra 1. Há outra medida que também serve e que passa por amputá-los a todos de algumas excrecências que pouco lhes servem e que, cáculos feitos, nos permitrá ficar com o ajustado número de eunucos, o que é duplamente bom, pois não só ficam impedidos de progagar os seus prejudiciais cromossomas, como se impedirão não sei quantos casos de pedofilia não imputável. O próximo presidente eleito (?) ficará, mais ou menos, como o estudo colocado no início procura demonstrar. (ver foto)
Quanto ao agrado da medida já adiantámos alguns aspectos falta, pois, a estupefacção... Ela resulta da aplicação de tal medida a quem, efectivamente trabalha... É que depois de convenientemente recortado para cumprir o estipulado, o presidente Aníbal António, por exemplo, precisará de pelo menos dois lacaios para o carregarem no seu cestinho, como não haverá vagas para entrar para o quadro da casa da presidência durante muitos anos, terão que ser contratados carregadores de empresas particulares, o que será aborrecido para a imagem do país.... Estou mesmo a ver as parangonas: o que resta do presidente de Portugal carregado por cabo-verdianos, brasileiros e lestianos... Não vai cair nada bem...

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Questão Não É Quem Paga, Mas Sim Quem É que Devia Pagar...

O pior pergunta:
«Ouvi ontem alguns responsáveis dizerem que isto de criar uma taxa de IRS agravada até 2013 não tem efeito nenhum, que é só para impressionar politicamente, dizendo que a classe média não pode ser sacrificada. E eu pergunto: então, vamos sacrificar os pobres? quem paga a factura?"
Resposta: Quem pagará seremos nós, os mesmo de sempre. Contudo, a questão está pessimamente colocada, já que deveria ter sido formulada da seguinte maneira: quem deveria pagar a factura? A resposta era muito simples e inovadora: tu e a corja que te rodeia, enquanto tivessem algo seu deveriam pagar os anos de magalhães, BPN, BPP, Freeports, autoestradas, etc., etc., etc...
Há que dar o exemplo e retirar as devidas ilações. Os responsáveis devem ser os primeiros a pagar as consequências dos actos que praticam. Neste caso até pode ser por fax, desde que assumam a culpa e, por exemplo, se suicidem.

terça-feira, 9 de março de 2010

Instrumento Circonstancial de Funcionamento

Olá, estão bons? Querem entrar para o BdP e depois irem comer salsichas de Frankfurt? Como?
Adquira no chinês um teclado destes, são dos mais baratos mas chegam. Contudo, se tiverem aspirações a uma progressão mais célere, sem cotas e sem constrangimentos salariais, há teclados que, para além do essencial, ainda apresentam grandes melhorias, introduzindo novas opcções como: rasteje, faça béu-béu, ficar indignado, aplaudir comovido, afirmar que nunca viu melhor, introduzir valores para serem vomitados, etc, etc.
Não é bom mentir. O teclado faz tudo. Dá-se bem com a esquerda e com a direita, é só pedir que carreguem no botão seleccionado e vir ladrar o que foi ordenado. Lembre-se: ordenado (ps é aquilo que se recebe aofim do mês).

domingo, 7 de março de 2010

Concurso de Mentirosos

«Falta tanto tempo. Um ano, doze meses, 369 dias. Falta ainda muito tempo. Não acreditam no que digo e não insisto. Mas é assunto em relação ao qual eu não dediquei ainda um minuto da minha ponderação», afirmou o chefe de Estado. (TSF)
Parece que as primeiras figuras do país iniciaram um novo despique: ver quem consegue mentir mais e mais vezes. O primeiro fax parece partir em vantagem, mas o pastel de Belém promete dar boa réplica. É disto que o povo gosta.
Vivam as ligações marítimas com Andorra!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Desejamos a toda a comitiva socrática o melhor regresso para o bem do país.


O Trucidador Implacável II

O funesto político que hoje ouvimos com voz afectada a dissertar sobre a greve dos funcionários públicos já é nosso conhecido como o Trucidador Implacável, senão lembrem-se aqui.
Hoje começa por dizer mais ou menos isto:
"O governo governa para o interesse do país e para o interesse geral e neste momento não se compreenderia que houvesse uma proposta de actualização salarial que estivesse fora da realidade em que o país se move neste momento, que é um pedido de esforço e de empenho a todos os portugueses." (*)
Pois bem, que ouça:
* o sentimento geral dos portugueses é que este governo e o anterior têm governado para o seu próprio interesse e para o dos seus apaniguados. Querem soluções justas para começarem? Estão aqui.
* mais, um pedido de empenho e de esforço só teria eco se fosse para lhe mandar com um cacete no alto da pinha, a ele e a todos os suspeitos que têm envergonhado o país com as suspeitas mais ignóbeis que começam por aldrabar títulos académicos e que não se sabe onde irão acabar.
* já que está em tempo de confidências e de discurso paternalista, para explicar aos incultos plebeus que têm que apertar o cinto, que comece por divulgar quantos assessores estão ao serviço da corja que nos parasita, como são escolhidos e quanto auferem as sumidades a que nos estamos a referir e que, pelos vistos, fizeram um trabalho tão bem feito que nos arrastaram até esta tragédia grega.
* quem é responsável por o ponto onde as coisas chegaram foi a corja que continua a, impunemente, saquear o país e a dirigi-lo para o abismo grego. O político de tom afectado, a quem parece enfadar o ter que explicar seja o que for, pertence a essa quadrilha. Que faça, pois, um exame de consciência e se suicide em seguida.

quarta-feira, 3 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Divisão do Porco...


De uma vez por todas chamemos os boys pelos nomes: uma coisa é a função pública a outra, e bem diferente, é todo o trem de cozinha que parasita o Estado com vencimentos e prémios absolutamente criminosos. Esse conjunto de tachos e panelas, distribuídos pelos amigos e apaniguados, são autênticos atentados à moral e inteligência pública e proliferam mais do que cogumelos. São empresas, fundações, gabinetes, centros de estudo, etc., etc. Como se sabe a forma como nos é apresentado o prato diverge, porém, o que comemos, é sempre porco. Podem ser febras, entremeada, lombo e por aí fora, mas nada disso é outra coisa senão porco.
Esses tachos todos não deviam ser congelados, antes de mais deveriam ser analisados e, os que não fossem extintos por se revelarem apenas o que são, isto é, inúteis postos de parasitagem, deveriam ser TODOS remunerados em valor inferior ao auferido pelo Presidente da República. Nem peço mais… Façam isso, retirem a acumulação de reformas, vencimentos, prebendas e todo o compadrio que nos empobrece e depois venham com morais de merda.
O Presidente é reformado? Bom, opta por uma das situações: ou recebe o vencimento pelo cargo público que ocupa ou opta pela reforma, mas só uma e sempre inferior ao seu vencimento, regra a estender a todos os que recebem seja o que for do Estado. Que se comece por aí. Que ninguém receba directa ou indirectamente do Estado mais do que o que ganha o Presidente da República. Depois de darem esse exemplo, podem sugerir o que entenderem. Até lá comam e calem, que é o que têm feito e irão continuar a fazer…

Alguns dos Gajos que Não Percebem Nada Disto e que Só Dizem Disparates em Vez de Pensarem na Festa da Flor

À minha Mad(n)eira...

Até quando?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aldrabão! E dos grandes...


“Sócrates pediu-me para não publicar a história da sua licenciatura”
"Fui pressionado por conversas de uma forma bastante clara. Numa noite, de quinta para sexta-feira, o Sr. Primeiro-ministro telefonou-me e pediu-me para não publicar a história da sua licenciatura."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

É tão simples...

Como não se sabe ao certo quem é que 'deve' destruir as escutas, cada um destrói a sua e todos ficam com uma. Afinal quem faz uma cópia, faz um cento, um milhar, enfim, as que forem preciso...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ministra de Quê?

Mais uma vez não parece ser capaz de responder a perguntas nem fazer outra coisa do que contar histórias da carochinha... Será que vai ser a Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social a falar de educação ou será que mandarão o charlatão que trocou de pouso?